sábado, 23 de julho de 2016

Vídeo: Policial militar é baleado em Itaboraí

PM lotado no 12º BPM (Niterói) mexia no celular na porta de um imóvel quando homem desceu de moto e começou a atirar

JORNAL O DIA
Rio - Um policial militar foi atacado por criminosos em uma rua de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, na tarde desta quinta-feira. A ação foi registrada por circuito de câmeras de um estabelecimento da rua. A polícia investiga o caso. 

O PM mexia no celular na porta de um comércio quando dois homens em uma moto se aproximaram. Um deles já desembarcou atirando quando o policial, que correu, mas acabou baleado. A corporação diz que ele foi vítima de uma tentativa de roubo. 

De acordo com a Polícia Militar, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Desembargador Leal Junior, em Itaboraí. Seu estado de saúde é estável.


Deputado Flávio Bolsonaro pré-candidato a prefeito do Rio

Estão todos convidados. Até lá, forte abraço!


Boletim Interno da PM cita meses do Proeis atrasados. Dívida é de R$ 9 milhões

Boletim Interno da Polícia Militar apresentou, na edição desta quinta-feira, os meses e os respectivos pagamentos que estão atrasados do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Os serviços prestados às secretarias de Educação e Planejamento, de outubro a dezembro de 2015, e de Prevenção à Dependência Química, em novembro e dezembro do ano passado, além da Universidade do Norte Fluminense (Uenf), de outubro a dezembro, estão atrasados. 
 A informação serviu para deixar os agentes “cientes” da dívida. A promessa do governo é pagar a pendência o quanto antes. A dívida é de R$ 9 milhões, segundo a Secretaria de Fazenda.

Escala da Olimpíada irrita guardas municipais do Rio


A exemplo de outras forças de segurança que vão atuar no esquema especial montado para a Rio-2016, guardas municipais se queixam da falta de pagamento de adicionais, por conta da escala extraordinária, e das condições de trabalho às quais já estão sendo submetidos. Serão cinco mil agentes apenas para os Jogos, em oito bases operacionais. O reforço nas ruas da cidade começou no último dia 13 de julho, após um anúncio oficial feito no Batalhão da Guarda (BG), em São Cristóvão. Entre as medidas, estão a redução nos quadros interno e administrativo da corporação, com aumento do número de homens nas ruas.

Os agentes reclamam de mudanças de horário de trabalho, especialmente para servidores do turno diurno escalados para a jornada noturna. Os guardas distribuídos no entorno das instalações olímpicas dizem que não têm acesso a alojamento para guardar seus objetos pessoais e que estão sem alimentação, água e banheiro. Servidores relatam, ainda, que faltam viaturas nos locais de competição da Barra da Tijuca e de Deodoro. Por isso, estão expostos à ação de bandidos.

Além disso, já foram registrados problemas na rendição, com guardas substituídos no horário do almoço, quando a jornada deveria terminar às 9h. A Guarda Municipal (GM) informou que não houve aumento na carga de trabalho, e que os agentes receberão adicional quando trabalharem em suas folgas. Segundo a GM, eles recebem lanche, e há distribuição de água regulamente, além do cartão refeição ou alimentação. A Guarda diz ainda que a para a Olimpíada começou de forma antecipada, para que qualquer eventual ajuste possa ser feito, mas que os horários de rendição e troca de turno “vêm sendo cumpridos à risca, até mesmo com antecedência em alguns pontos”

Servidores agendam ato para o próximo domingo em frente ao Copacabana Palace


Nas redes sociais, servidores fazem a divulgação de um ato marcado para domingo, dia 24, às 10h, em frente ao Copacabana Palace. O Movimento Unificado dos Servidores (Muspe) tem feito a divulgação do protesto.
O local foi escolhido pela visibilidade que a praia e o hotel têm. O Muspe também se organiza para fazer uma manifestação no Aeroporto Internacional do Galeão.

Coligação contra hora extra obrigatória


Às vésperas da Olimpíada, os policiais civis podem ser convocados a fazer hora extra obrigatória. A medida, de acordo com a Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Colpol), ainda não foi divulgada aos servidores pela instituição, mas desagrada a categoria. Presidente da Colpol, Fábio Neira pontua que o Regime Adicional de Serviços (RAS) deveria ser voluntário. Atualmente, a Polícia Civil conta com mais de 10 mil servidores ativos. 
"Nós não somos contra o RAS, mas sim contra o RAS compulsório para a Olimpíada. A hora extra não deve ser obrigatória e sim voluntária" declarou Neira. 
"Isso é desgastante para o plantonista, por exemplo, que trabalha 24 horas e volta em três dias. Querem que esse policial faça hora extra de 12 horas ou mais no que seria o seu segundo dia de folga", acrescenta o presidente da Colpol. 
De acordo com a coligação, as convocações ainda não foram feitas. No entanto, as chefias já estariam preparando os procedimentos, como levantamento de servidores, para programar a escala. "Já estão levantando as escalas de plantão, os nomes de policias que fazem Registro de Ocorrência (RO) e outros procedimentos. Já há uma sinalização de que o RAS compulsório será implementado", pontua Neira. 

RAS EM ATRASO 
A Colpol ressalta ainda que há um receio da categoria de não receber o pagamento pelas horas extras trabalhadas nos Jogos. Isso porque o estado ainda deve o RAS de maio e junho. "E é provável que o de julho também fique pendente. Também por isso somos contra o RAS obrigatório. 0 ser-vidor não sabe quando será pago", diz Fábio Neira. 

DECRETO: RAS OLÍMPICO 
¦ A Polícia ressaltou que há previsão do RAS durante grandes eventos pelo Decreto 43.538/2012.0 texto institui o RAS para que policiais "em turnos adicionais comescala diferenciada, sem prejuízo da escala regular de serviço", possam participar de diversos programas, entre eles, com vistas à realização da Olimpíada. 

'ESFORÇO PARA PAGAR' 
A Polícia Civil informou à coluna que tem se esforçado junto à Secretaria de Segurança e o governo para regularização do pagamento do RAS. A instituição não informou qual é o valor total devido aos policiais. Quando foram liberados R$ 2,9 bilhões da União à área de Segurança, o estado pagou o valor do RAS pendente não incluindo os meses de maio e junho. 

EM GRANDES EVENTOS 
A instituição complementa que o decreto prevê a hora extra para grandes eventos, "quando as vagas são destinadas de acordo com a necessidade de cada evento, e o RAS extensão, o qual é voluntário". Diz ainda que o decreto é regulamentado pela Resolução 558/2012 da Secretaria Estadual de Segurança.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ex-funcionária diz que era obrigada a dar salário para assessores do vereador Márcio Garcia


A Polícia Civil abriu inquérito para investigar um suposto esquema no qual funcionários da Câmara Municipal do Rio, lotados no gabinete do vereador Márcio Garcia (Rede), teriam sido obrigados, nos últimos três anos, a devolver parte dos seus salários para homens de confiança do político. De acordo com a delegada Renata Araújo, da Delegacia Fazendária, pelo menos quatro pessoas confirmaram, em depoimentos, a existência da devolução obrigatória da maior parte do dinheiro que era disponibilizado nos contracheques. O vereador disse que as acusações são “descabidas’’.

Uma estudante de 25 anos, que trabalhou como assessora de Garcia, entre 2013 e 2016, contou que recebia salários que variavam entre R$ 10 mil e R$ 13 mil. Porém, ficava apenas com valores entre R$ 500 e R$1.300. Garcia, major dos Bombeiros, foi eleito em 2012 e assumiu cadeira na Câmara em 2013.

— De início, fui chamada para trabalhar uma vez por semana, no fim de novembro de 2013. O combinado era que eu receberia R$ 500. Quando recebi o primeiro salário, em janeiro de 2014, fiquei surpresa. Meu contracheque tinha o valor de pouco mais de R$ 13 mil. Fiquei com R$1.300 por conta de uma gratificação de Natal, e tive que devolver o resto. Disseram que o dinheiro serviria para comprar cestas de Natal para os bombeiros exonerados em 2011. Depois, vi que eles foram incorporados novamente, e, mesmo assim, a cobrança continuou — contou a estudante, exonerada no início de 2016.

Segundo a jovem, dois bombeiros que trabalhavam com Garcia, sem serem nomeados no gabinete, a acompanhavam até agência bancária no Centro. Após fazer os saques, eles a escoltavam até o gabinete, onde o dinheiro era colocado num envelope.

A jovem disse que quem se negasse a devolver o dinheiro era exonerado. Ela alegou que, após cinco meses, passou a trabalhar duas vezes por semana, e que seu salário subiu, então, para R$ 1.200.

Márcio Garcia afirma: é motivação política

O vereador Márcio Garcia negou a devolução de dinheiro por parte dos funcionários. Ele disse que as acusações podem ter uma motivação política.

— As acusações são completamente descabidas. Não tenho conhecimento do que os funcionários fazem com seus salários. É de se estranhar uma acusação destas, às vésperas de uma eleição. Uma das pessoas que me acusa foi homenageada por um outro partido — disse Garcia.

O parlamentar acrescentou que, em 2013, havia uma conta para que qualquer pessoa pudesse fazer doação para os bombeiros exonerados, após um movimento grevista deflagrado em 2011.

— O blog S.O.S bombeiros tinha uma conta disponibilizada para doações voluntárias. Ninguém precisava ser do gabinete para fazer isso. Conseguimos, com o dinheiro arrecadado, pagar os salários de quatro mil excluídos — lembrou o parlamentar.

Márcio Garcia integrou o movimento grevista e foi preso pela corporação em 2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Deputado critica política de confronto em áreas pacificadas com UPP no Rio

Agência Brasil

A política de enfrentamento nas comunidades pacificadas onde foram implantadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) demonstra o insucesso desse modelo de policiamento e o aumento das mortes de policiais militares e civis nessa política de guerra. A afirmação foi feita pelo deputado estadual Paulo Ramos (PSOL), que é major reformado da Polícia Militar (PM) e presidente da comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para apurar as causas do aumento do número de mortes e incapacitações de profissionais de segurança pública.Segundo o parlamentar, há muito tempo a política de segurança pública está baseada na "eliminação do inimigo". Ramos disse que, ao longo dos anos, os governadores consideraram um êxito a “política do confronto". Ele citou como exemplo os Estados Unidos, que não usam mais essa política de ocupação de território. “A ocupação de território acarreta baixas, e os americanos perderam milhares de soldados nas guerras de que participaram nos últimos anos”, disse o deputado à Agência Brasil.

Ramos ressaltou que, nesse tipo de política, “as tropas de ocupação mais bem armadas, aparelhadas e preparadas ocupam o território e voltam, mas os policiais das UPPs ficam nas comunidades. Aí ocorrem as operações policiais de enfrentamento, visando à eliminação do inimigo, que começou a reagir, e o número de mortes vem aumentando de ambos os lados”.Para o sociólogo Dário Silva, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), nos últimos dois anos, tanto o efetivo militar quanto o efetivo da Polícia Civil vivem uma guerra contra o crime organizado, e a polícia do Rio é a que mais tem mais vítimas nesses confrontos, inclusive com policiais mortos fora do horário de trabalho. “Mas [a polícia do Rio] também é a que mais mata no país.”

Para o professor, o crescimento desses índices tem uma série de tentáculos, entre os quais destacam-se o tráfico internacional de armas e drogas e a guerra pelo poder entre grupos criminosos rivais. Silva citou ainda as chacinas contínuas com as quais a população vai se acostumando e que se tornam algo familiar pela banalização do crime. "Nos últimos 25 anos, parece que não é prioridade uma solução estrutural em termos de política de segurança. E, com o aumento dos casos, a população aposta que, com mais confronto, é possível reduzir a onda de violência, mas o que se vê é o contrário”, disse Silva.

Prioridade é preservar a vida, diz Secretaria

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança diz que tem como prioridade a preservação da vida e a redução de índices de criminalidade no estado. Por isso, investe desde 2007 no processo de pacificação nas comunidades e na implantação do Sistema Integrado de Metas. De acordo com a secretaria, houve 17 mortes decorrentes de oposição à intervenção policial em áreas de UPP no primeiro semestre do ano passsado, o que equivale a uma redução de 82,8%, se comparado ao registrado no primeiro semestre de 2008 (99 vítimas).O número de mortes em reações à intervenção policial também caiu no período de 2007 a 2015. A redução foi de 51,5% (685 vítimas).

A nota da secretaria diz ainda que tomou várias medidas para reduzir os índices de violência no estado: diminuiu o uso de fuzis, criou o Centro de Formação do Uso Progressivo da Força e a Divisão de Homicídios, que passou a investigar as mortes decorrentes de oposição à intervenção policial. O comunicado destaca que, desde 2007, 2.038 policiais foram expulsos das corporações pelas corregedorias.

Com a morte do subtenente reformado da PM Carlos Magno Sacramento, de 54 anos, no início desta semana, em Itaboraí, região metropolitana do Rio, sobe para 60 o número de policiais militares assassinados desde o início do ano no estado do Rio. O policial estava em um bar, bebendo com amigos, na tarde de segunda-feira (11), quando foi baleado. Sacramento chegou a ser socorrido, mas, levado a um pronto-socorro socorro, não resistiu aos ferimentos.

Agentes da Força Nacional receberam apenas uma farda para os Jogos



Um policial militar do Maranhão que integra a Força Nacional de Segurança denunciou que as condições a que estão expostos os agentes que atuarão na Olimpíada e Paraolimpíada do Rio são desumanas. Ele contou que os policiais receberam apenas uma farda para usar por quase dois meses e que os coturnos e o cinto de guarnição foram trazidos de seus estados.

O agente criticou o fato de só terem sido disponibilizados aos policiais fardamentos tamanhos G e GG.

— Tivemos que procurar costureiras em Jacarepaguá para adequar os uniformes ao tamanho de cada um. Pagamos do próprio bolso — contou.

O mesmo policial fez críticas à escala de trabalho afirmando que não tempo nem de lavar o uniforme.

— Estou desde 25 de junho aqui e só recebi uma farda. Ainda não tive tempo de lavá-la porque tiramos 12 horas de plantão em pé nos pontos de operação em Deodoro, Maracanã e Barra da Tijuca. O tratamento é desumano. São dois policiais em cada ponto e não há como beber água ou se alimentar perto nem ir ao banheiro. Na teoria, nossa escala é 12 horas por 24 horas. Mas precisamos acordar às 4h, entrar em forma às 5h, ingressar no comboio às 5h30m para rendermos nossos colegas às 7h. Não sei quando vou ter tempo para lavar a farda — lamentou.

Um outro agente, pelas redes sociais, complementou dizendo que das 24 horas de descanso só consegue tirar 16 horas.


Fardas penduradas em janelas do condomínio onde estão agentes da Força Nacional - Divulgação
— Queríamos denunciar o abuso que está acontecendo. Estamos trabalhando mais de 60 horas semanais, numa escala de 12 por 24. Mas essas 24 horas de folga se tornam 16, pois temos que estar prontos duas horas antes do início do serviço, e quando largamos o trabalho levamos quase duas horas para chegar no local de descanso! — reclamou, completando:

— Descanso esse que foi fornecido pela caixa, uns apartamentos, no meio de uma favela, ontem nos falta água para tomar banho, onde não podemos ter fogão para fazer comida, temos que ficar fazendo engenhocas para comer! Temos apenas uma farda, e não podemos nem ter um varal na rua para que ela seja lavada e seca — disse ele. — Falta quase um mês para a Olimpíada, e mais da metade do efetivo, inclusive os 200 quem vieram de Santa Catarina, está pensando em abandonar o barco. Nessas condições ficaremos doentes, e não conseguiremos prestar um serviço de excelência que nos é cobrado. Estamos sendo cobrados ao extremo, e o nosso comando nos ameaça, pois perdeu o controle da sua tropa, que está adoecendo e pedindo socorro.

Segundo o agente do Maranhão, todas as informações que recebem de seus superiores, como ordens e escalas de serviço, são enviadas pelo WhatsApp.

— E precisamos usar o nosso pacote de internet móvel, porque não há internet disponível. A milícia domina o sinal.

Ele concluiu dizendo que receberam orientação de seus superiores para circularem pela cidade em momentos de folga sem arma e sem o documento de identidade militar.

— Há blitz falsas e se descobrirem que somos policiais já era — lamentou.