segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Traficantes invadem piscina de vila olímpica e exibem fuzis

Um grupo de traficantes do Rio de Janeiro ostentou armas ao publicar fotos em uma rede social. O bando entrou na piscina da vila olímpica de Honório Gurgel, na zona norte do Rio, e exibiu três fuzis. Segundo a polícia, a foto foi tirada em uma segunda-feira, quando não havia ninguém no clube.

Cabo Daciolo busca diálogo com Pezão e Crivella para apresentar propostas de servidores

BERENICE SEARA
Dacilo, que se reuniu com categorias do funcionalismo público, vai tentar encontro com candidatos ao governo

Deputado federal eleito com quase 50 mil votos, Cabo Daciolo (PSOL) vai tentar se reunir com Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) até quinta-feira (23) desta semana para apresentar propostas para diversas categorias do funcionalismo público. Na sexta-feira (24), indicará uma posição para os servidores no segundo turno.
"Se a eleição fosse hoje, pregaríamos o voto nulo para o funcionalismo. Mas estamos abertos ao diálogo e vamos procurar os candidatos para apresentar as pautas para Saúde, Segurança, Educação...", afirmou Daciolo.
Na última sexta-feira (17), o deputado eleito organizou um encontro com mais de 500 representantes de diversas categorias para começar a organizar as propostas.
Embora as reivindicações sejam muitas, Daciolo afirmou que cada pauta será composta por três itens principais.
"Não queremos promessas. Queremos resultados efetivos".

domingo, 19 de outubro de 2014

Tiroteio no Morro São Carlos fere dois PMs

Policiais Militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São Carlos, no Centro do Rio, foram recebidos a tiros por marginais na localidade conhecida como Largo da Bica. Os PMs faziam um patrulhamento de rotina.
De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), o caso aconteceu por volta das 23h30 do último sábado (18). Os agentes revidaram aos tiros. Dois deles ficaram feridos na ação e foram encaminhados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.
Um soldado sofreu perfuração no abdômen e passou por uma cirurgia na madrugada deste domingo (19). Seu estado é considerado grave, porém estável. O segundo soldado, que foi atingido no ombro e na perna, passa bem e segue em observação.
A ocorrência foi registrada pela 17 ª DP (São Cristóvão). Hoje a Polícia Militar realiza buscas na comunidade com o objetivo de encontrar os envolvidos nesta ocorrência.

PMs da UPP da Vila Kennedy trocam tiros com bandidos 

Foto: Divulgação / Governo do Estado
Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, na Zona Oeste, foram recebidos a tiros durante um patrulhamento de rotina, na localidade conhecida como Metral. O tiroteio aconteceu por volta das 02h30 deste domingo (19). Os PMs revidaram e os bandidos conseguiram fugir. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que não houve registro de feridos. Os policiais realizam buscas na região para localizar os envolvidos na ação. A ocorrência foi registrada na 34ªDP (Bangu).

A cadeira de Deputado Federal é de todos nós!

REUNIÃO COM O CABO DACIOLO NA ABI 

Sargento reformado da PM é morto ao reagir a assalto

O sargento reformado da PM Ronaldo dos Santos Bustamante foi morto ao reagir a um assalto na Rua do Governo, em Realengo, na noite de sábado. Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da corporação, dois homens em uma moto roubaram o carro do militar e dispararam contra ele, que foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos. As investigações são da 33ª DP (Realengo).

Em Belford Roxo 
Um sargento da PM foi atingido por dois tiros de fuzil nas costas na manhã deste sábado após reagir a uma tentativa de assalto no viaduto da Bayer, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O sargento Rogério se deslocava com seu carro particular para o 39º BPM (Belford Roxo), onde iria trabalhar, quando foi abordado por dois bandidos — sendo uma mulher — e reagiu. O veículo do policial foi atingido por aproximadamente 20 tiros. O caso foi registrado como tentativa de assalto na 54ª DP (Belford Roxo).
Durante o confronto, o PM foi alvejado duas vezes por tiros de fuzil calibre 5.56 nas costas e recebeu os primeiros atendimentos no Hospital municipal de Belford Roxo (Hospital do Joca). Segundo a PM, ele foi transferido para o Hospital da Polícia Militar (HPM) onde está internado. Seu estado de saúde é estável.

sábado, 18 de outubro de 2014

Morre policial baleado na UPP Mangueira

Um polícial militar morreu e outro ficou baleado durante um confronto entre PMs e traficantes de drogas do morro da Mangueira, Zona Norte da cidade, na noite desta sexta-feira. O soldado Tiago Rosa Coelho da Silva foi baleado no abdômen e morreu no Hospital Quinta D'or, em São Cristóvão. O companheiro dele, o soldado Ricardo Rodrigues Chaves, ferido na perna, foi levado para o Hospital Central da PM, no bairro do Estácio, e passa bem.
Segundo informações do 4º BPM (São Cristóvão), o tiroteio começou na localidade do Buraco Quente, quando o soldado Chaves foi atingido. Coelho foi baleado quando participava do resgate do colega ferido. No começo da madrugada, com apoio de um Caveirão, policiais da Divisão de Homicídios realizaram a perícia no local onde os PMs foram baleados. Homens do Batalhão de Policiamento de Choque reforçaram a segurança na comunidade que está dividido por duas facções rivais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Imagem de filho de oficial da PM com maços de dinheiro é investigada


A suposta imagem do filho de um oficial da PM postada esta semana no Facebook com maços de dinheiro resultou em investigação na Corregedoria da Polícia Militar. No mesmo período, o oficial foi transferido do 41º BPM (Irajá) para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), a chamada ‘geladeira’ da PM, como foi publicado no Boletim Interno da corporação 188, no dia 13 deste mês. 
“Abrimos um procedimento para apurar o caso e verificar se a foto não é montagem. O oficial será chamado a prestar depoimento”, disse o corregedor da PM, Sidney Camargo. Ele explicou ainda que o policial terá que explicar a procedência do dinheiro. Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a exposição de um menor com dinheiro não configura um delito. “Porém, a conduta do pai do menor é reprovável”, afirmou o jurista.
Ele ressalta , no entanto, a exposição do menor. “Certamente o promotor do Ministério Público acionará a Vara da Infância e Juventude, e o pai será chamado a se explicar, pois expõe a imagem da criança. O juiz fará reprimendas que, em último caso, chegariam até a retirar do responsável a guarda do menor”, explicou. 
Outro problema que o oficial vai ter que enfrentar é a investigação na PM. “A corporação precisa investigar que dinheiro é esse em um inquérito administrativo, o que poderá resultar até em exclusão dos quadros da polícia”, avaliou Luiz Flávio.

Corporação abre inquéritos para investigar militares que desviam material médico-cirúrgico

A atuação de uma máfia em unidades hospitalares da Polícia Militar está sendo investigada pela corporação. O mote do grupo seria o desvio de próteses e material de rouparia. No Hospital da PM em Niterói, foram comprados 13.720 lençóis, mas em auditoria foi constatado o desaparecimento de 9.620 deles. A compra lícita, e que teve outros itens, custou um pouco mais de R$ 1 milhão. Três inquéritos policiais militares já foram abertos e até sexta-feira há previsão de mais três. A estimativa é de que o rombo ultrapasse a casa de R$ 10 milhões.
Em paralelo, a corrupção na área da Saúde é investigada também pela Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. O sinal de alerta para a PM foi dado com a identificação de fraude em um processo administrativo para a compra por R$ 4,2 milhões de 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico que não ia para o autoclave.
Como o blog ‘ Justiça e Cidadania ’ publicou com exclusividade na terça-feira, a PM pagou, mas não recebeu o produto que seria entregue no Hospital Central da PM (HCPM), no Rio. “Estamos trabalhando para dar uma resposta imediata, mas com responsabilidade”, afirmou o coronel Ricardo Pacheco, subchefe Administrativo do Estado-Maior.
Outra investigação foi aberta para apurar o desvio de stent — prótese implantada para abrir as artérias — no HCPM. Em uma inspeção, foi constatado que a corporação adquiriu lote de aparelhos por R$ 2,1 milhões. Mas 14 deles, avaliados em mais de R$ 100 mil, não foram localizados. “A descoberta da fraude no caso do ácido é apenas a ponta de um iceberg”, afirmou Pacheco.
De acordo com o oficial, estão sendo auditados todos os contratos de agosto do ano passado até agora. O objetivo é analisar os processos administrativos dos últimos cinco anos. O pagamento de todas as compras de material médico-hospitalar é feito pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). O fundo é bancado por militares que têm desconto de 10% do soldo e de mais 1% para cada dependente.
A contribuição não é obrigatória. É do fundo também que saem os recursos para toda a rede hospitalar. Na PM, na Subsecretaria de Inteligência e no Gaeco, pelo menos cinco oficiais foram ouvidos. “As informações colhidas na PM estão sendo repassadas à Promotoria que atua junto à Auditoria de Justiça Militar. Identificamos que há máfia atuando ainda no desvio de material”, explicou Pacheco.
 
Como funcionou a fraude da compra de ácido
Em 14 de janeiro, há ofício da compra de 75 mil litros de ácido peracético do Hospital Central da PM. O diretor da unidade, coronel Porto Carreiro, nega que tenha assinado o documento.
- Tramitação errada
Sem explicação, o pedido não passou pela Diretoria Geral de Saúde. Foi direto para o então gestor do Fuspom, que à época, era o coronel Décio Almeida. Antes de assumir o cargo, foi subdiretor do Hospital Central da PM.
- Notas fiscais
No caso da compra dos 75 mil litros de ácido peracético, há duas notas de recebimento do produto, embora não tenha sido entregue. Nelas, há erros graves de assinaturas. No dia 17 de março, duas militares teriam assinado a nota. Mas o número do RG não bate com os nomes das policiais. E mais: na nota do dia 31 de março, as assinaturas, que seriam das mesmos militares são completamente diferentes das que constam na nota do dia 17.
- PM não recebeu ácido
Apesar de ter pago R$ 4, 2 milhões, a PM garante que não recebeu o produto. O HCPM não tem sequer como armazenar 75 mil litros de ácido peracético. Para isso, seriam necessários cinco caminhões pipas ou 15 mil galões de cinco litros.
- Apuração
Há investigação na PM e também na Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e no Gaeco, do Ministério Público do estado.
Notas fiscais vão ser periciadas
O inquérito policial militar (IPM) que apura a fraude na compra de 75 mil litros de ácido peracético está guardado em um cofre no Quartel General da PM. A suspeita de falsificação de assinaturas no pedido de compra e de recebimento do produto nas notas ficais vai levar a uma perícia.
“Os exames são necessários e muito importantes”, explicou Ricardo Pacheco. A fraude foi descoberta quando o comando da PM substituiu o então gestor do Fuspom coronel Décio Almeida pelo tenente-coronel Castro Neto. Na terça-feira, o coronel Décio prestou depoimento ao responsável pelo IPM, coronel Wolney Dias, que está subordinado à Corregedoria da corporação.
“Quando o Castro Neto assumiu, identificou a fraude”, explicou Pacheco. A partir daí, as auditorias em outras unidades começaram. Os oficiais que atuam na comissão visitam os hospitais, munidos com os processos administrativos de compras, e checam se os produtos estão realmente nas unidades.
“É preciso entender que identificamos a fraude até agora em um processo administrativo, mas estamos também apurando desvios. São duas coisas diferentes. Vamos a fundo”, afirmou Pacheco. Os relatórios das inspeções contam com fotografias de almoxarifados, notas fiscais de recebimento dos materiais comprados e os contratos com as empresas fornecedoras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

20 policiais militares são acusados de receber propina em Campos


A Polícia Militar iniciou procedimentos para expulsar três oficiais e 17 praças que tiveram, nos últimos anos, passagem pelo posto de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, do Batalhão de Policia Rodoviária (BPRv). Eles foram alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM) conduzido pela Corregedoria Interna da corporação, cujo resultado foi publicado em boletim reservado na última segunda-feira. As investigações, que duraram cerca de dois anos, apontaram que o grupo recebia propina de diversas empresas de transportes que circulam pelo Norte do estado.
Entre os acusados, estão o major Celso Alexandre Tavares Rodrigues e os capitães Luiz Sérgio Alves Pinto e Marco Antônio Villar dos Passos, que comandaram, entre 2008 e 2013, a 4ª Companhia do BPRv, responsável por patrulhar rodovias estaduais de 21 municípios da região. Só pela área do posto 12, que divide prédio com a sede da 4ª Cia em Campos, onde o esquema tomou forma, passam mais de 200 quilômetros de vias públicas. Embora frise não haver evidências de que os três oficiais “eram beneficiários diretos das ilicitudes constatadas”, o IPM fala em “conduta omissiva” e conclui que citando uma “impossibilidade de que condutas típicas continuadas, perpetradas ao longo de anos, pudessem perdurar sem que houvesse anuência do comandante de companhia”.
Ainda de acordo com o IPM, o dinheiro proveniente da cobrança de propina era lavado através de uma empresa de vigilância de fachada, com endereço fictício na própria cidade de Campos, em nome das esposas do sargento Alessandro Gomes Rosário e do subtenente Cássio Marques, que também aparecem entre os envolvidos. A movimentação mensal da firma de segurança girava em torno dos R$ 150 mil, o que corresponderia a um faturamento de mais de R$ 10 milhões ao longo dos seis anos.
Segundo testemunhas, a firma de segurança, que não possui regularização em nenhum órgão público, chegava a prestar serviços para duas empresas de ônibus com sede em Campos — ambas, por sua vez, ficavam isentas de qualquer tipo de fiscalização ao operarem nas rodoviais estaduais. Em depoimento, a esposa do sargento Alessandro confirmou que o suposto endereço da empresa de segurança é inexistente e que apenas “emprestou seu nome” para o marido.

A quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça mostrou que o subtenente Marques, chefe do Posto 12 entre 2009 e 2012 (com um curto hiato em 2010), conversou via telefone 477 vezes com integrantes da administração de uma cooperativa de transporte e outras 184 com o gerente de uma empresa de engenharia responsável por várias obras na região. Segundo o IPM, fica claro que Marques “exigiu vantagem indevida de empresas”.
Também chamou a atenção dos investigadores a ausência de apreensão de veículos por longos períodos, sobretudo caminhões do tipo rodotrem, ou de outros automóveis que necessitam da Autorização Especial de Trânsito (AET) para circular. Um consórcio detentor de 50 caminhões, por exemplo, trafegou constantemente pela região sem a documentação durante o ano de 2011 — a situação só foi normalizada em outubro do ano seguinte —, mas não não sofreu com abordagens do BPRv.
A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima e foi conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM de Campos), que está submetida à Corregedoria Geral Interna. A conclusão do IPM solicita ainda a abertura de uma sindicância junto à Corregedoria Geral Unificada, órgão vinculado à Secretaria de Segurança (Seseg), para apurar a evolução patrimonial dos envolvidos.
Além dos três oficiais e dos maridos das proprietárias da empresa, também estão ligados ao esquema um cabo, outros cinco subtenentes e mais nove sargentos. Enquanto os praças passarão por um Conselho de Disciplina, os oficiais serão submetidos a Conselho de Justificação. Ambos os procedimentos, porém, podem culminar em expulsão.
Veja a lista completa dos policiais citados pelo boletim reservado da corporação:
- Major Celso Alexandre Tavares Rodrigues, atualmente lotado na Diretoria Geral de Ensino e Instrução (DGEI);
- Capitão Luiz Sérgio Alves Pinto, atualmente lotado no Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM);
- Capitão Marco Antônio Villar dos Passos, atualmente lotado no 32º BPM (Macaé);
- Subtenente Antônio Sérgio Gonçalves Ernesto, também lotado no 32º BPM (Macaé);
- Subtenente Luiz Mauricio Paes Parreto, também lotado no 32º BPM (Macaé);
- Sargento Sebastião Carlos Sant’Ana Quitete, também lotado no 32º BPM (Macaé);
- Subtenente Cássio Marques, ainda lotado no BPRv;
- Subtenente Ronald Ribeiro Matos, atualmente lotado no 8º BPM (Campos);
- Subtenente Nilo José Coelho Gomes, também lotado no 8º BPM (Campos);
- Subtenente Josemar Coelho Gomes, também lotado no 8º BPM (Campos);
- Sargento Gustavo Manhães Barros, também lotado no 8º BPM (Campos);
- Sargento Gilberto Rangel Martins, atualmente lotado na Policlínica da PM em Campos (PPM/Campos);
- Sargento Alessandro Gomes Rosário, atualmente lotado no 25º BPM (Cabo Frio);
- Sargento Gelson Correa, também lotado no 25º BPM (Cabo Frio);
- Sargento Maurício Sales Cicco, também lotado no 25º BPM (Cabo Frio);
- Sargento Wellington Luiz Ferreira Cruz, atualmente lotado no 29º BPM (Itaperuna);
- Sargento Rogério de Souza Silva; também lotado no 29º BPM (Itaperuna);
- Sargento Luciano Manhães Pereira, atualmente lotado no 36º BPM (Santo Antônio de Pádua);
- Sargento Júlio Cesar Barreto Moraes, também lotado no 36º BPM (Santo Antônio de Pádua);
- Cabo Fabrício Alves Pinheiro, também lotado no 36º BPM (Santo Antônio de Pádua).