segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Operação Amigos S.A: Mais dois PMs presos

Capitão foi preso dentro do batalhão

Dois policiais militares acusados de participarem do esquema de propina na região do 14° BPM (Bangu), foram presos nesta segunda-feira (29). A prisão foi realizada por agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança Pública e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
O sargento Romildo Rodrigues Silva e o capitão Diego Soares Peixoto tinha mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal de Bangu. A secretaria também cumpre mandados de busca e apreensão.
 Segundo as investigações, Romildo tinha como função fazer parte da ronda bancária e arrecadava semanalmente propina de instituições bancárias de Bangu, que variavam de R$ 50 a R$ 360.
Como é primo do ex-comandante de Operações Especiais, coronel Alexandre Fontenelle, ele acompanhou o oficial nas unidades em que ele atuou, em Itaguaí, Irajá, Bangu e o Comando de Operações Especiais.
 Foi o sargento quem entregou a arma que o oficial usava aos policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), no momento da prisão do ex-comandante do COE, ocorrida no último dia 15, pela Operação Amigos S.A.
Já o capitão Diego Soares Peixoto comandava a 1ª Companhia do 14°BPM, responsável pela coordenação das equipes de policiamento ostensivo e ronda bancária.
Ele arrecadava, por semana, no mínimo R$ 150 de cada equipe e repassava para o Estado-Maior do 14° BPM. O dinheiro era pago por mototaxistas, motoristas de transporte alternativo, transportadores de cargas, tráfico de drogas e agências bancárias.
O depoimento de um policial militar colaborador da Justiça foi fundamental para confirmar as investigações realizadas pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e pelo GAECO, desencadeando na nova denúncia. Ele é um dos acusados e foi solto após ser beneficiado com delação premiada

Helicóptero da polícia é atingido por tiros durante operação na Rocinha

Um helicóptero do modelo Águia, que dava apoio a policiais civis durante operação deflagrada nesta segunda-feira (29) foi alvejado por disparos de armas de fogo na comunidade da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul. Nenhum agente ficou ferido e o veículo aéreo voltou para a base para ser vistoriado.
As informações foram confirmadas pelo titular da 11ª DP (Rocinha) Gabriel Ferrando. Segundo a instituição de segurança, seis pessoas foram presas, entre elas um cadeirante. Apesar do intenso tiroteio, não houve registro de feridos.
A meta dos agentes foi combater o tráfico de drogas na região, que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A operação foi liderada por agentes da 11ª DP e teve o apoio de equipes de diversas delegacias especializadas.
A ação visou cumprir 51 mandados de prisão, expedidos pela Justiça. Desse total, 14 foram cumpridos contra criminosos, que já estavam presos. Ao menos, 120 policiais foram destacados. O grupo foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, Zona Norte.

PM usa rede social para ironizar morte de adolescente

Um soldado da Polícia Militar comemorou a morte do adolescente Marcos Vinícius Heleno, 17 anos, baleado durante confronto entre PMs e suspeitos de tráfico na Favela Nov Brasília, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, no último sábado. Em um perfil criado para homenagear o jovem no Facebook, o policial identificado como Jeferson Baquer escreveu: "Acorda diabo, carne fresca chegou. Kkkkk".
Em nota, a assessoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) confirmou que o policial, identificado como Jeferson Baquer, é membro da corporação. Ainda de acordo com o comunicado, a conduta do policial foi relatada ao comando das UPPs.

PM acusado de matar comerciante é denunciado por homicídio duplamente qualificado

 Acusado de matar um comerciante em frente à casa de shows Barra Music, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, em maio, o soldado da Polícia Militar Rafael Guedes Soares, de 27 anos, foi denunciado pelo Ministério Público estadual por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e com recurso que dificulte a defesa da vítima). A denúncia foi aceita pelo juiz Murilo Kieling, do 3º Tribunal do Júri da Capital. No último dia 10, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, negou pedido de liberdade feito pela defesa do policial, que era lotado no 22º BPM (Maré).
Rafael foi preso em casa, em Duque de Caxias, no dia 23 de maio, por agentes da Divisão de Homicídios. O crime aconteceu uma semana antes. O policial é acusado de ter matado o comerciante Rafael José Rodrigues da Silva, de 31 anos, após uma discussão na saída do Barra Music. A vítima usava seu carro particular para fazer transporte de passageiros e alertou o PM , que saía da casa de shows, de que havia uma Blitz da Lei Seca ali perto, e ofereceu seus serviços. O militar saiu do local a pé, e como não viu a blitz, que era realizada na Ayrton Senna, ficou irritado, dando início às agressões. Primeiro, Rafael foi atingido com coronhadas, e depois o militar atirou duas vezes contra ele.

sábado, 27 de setembro de 2014

Coronel reformado do exército é preso com 351 quilos de maconha em Duque de Caxias

Coronel reformado deixava farda pendurada no interior do veículo (Foto: Divulgação / Polícia Federal)
Coronel reformado deixava farda pendurada no
interior do veículo
Um coronel reformado do Exército foi preso na madrugada deste sábado (27) transportando 351 quilos de maconha no pedágio da Rodovia Rio - Petrópolis (BR 040), na altura de Xerém, Duque de Caxias, Baixada Fluminense, segundo informações da Polícia Federal. O homem, de 56 anos, mora na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, estava na companhia da sua mulher, que mora em Jacarepaguá e tem 49 anos.
A droga estava escondida em um fundo falso dentro de uma van usada pela dupla. De acordo com a PF, o militar costumava deixar uma farda pendurada num cabide no interior do furgão com a finalidade de tentar inibir possíveis revistas policiais. Ele estava com uma pistola calibre 380 sem registro e será atuado também por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A operação da PF contou com o auxílio de um cão farejador.
A droga teria vindo do Paraguai e a Polícia Federal investiga a suspeita de que seria distribuída em comunidades do Rio e também de Niterói. O coronel preso foi encaminhado ao Comando Militar do Leste e sua mulher ao Presídio Nelson Hungria, no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu. O casal responderá por tráfico de drogas, cuja pena varia de 5 a 15 anos de prisão.

Investigação da PM sobre propina em Bangu só acusou praças

JORNAL EXTRA

Não foram só agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que investigaram o recebimento de propina por PMs do 14º BPM (Bangu). A Corregedoria da PM também abriu, em 2012, um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar denúncias de cobranças de propina de policiais do batalhão. Os resultados das duas investigações, entretanto, foram bastante diferentes: enquanto Gaeco e Ssinte juntaram provas para prender até o comandante do batalhão, coronel Alexandre Fontenelle, a investigação da PM só indiciou praças.
O IPM 1033/2538/2012, conduzido pelo tenente-coronel Robson Marcelo Vaz de Nunes Rodrigues, investigou a prática do crime militar de concussão e foi concluído no último mês de maio, com o indiciamento de 53 praças — 35 deles, sargentos. Os autos do inquérito, divididos em 57 volumes, chegaram aos promotores da Auditoria Militar em 23 de maio deste ano, e logo foram encaminhados aos promotores do Gaeco.
O objetivo é que as informações do IPM sejam compartilhadas com a última fase da investigação da Ssinte e do Gaeco: a denúncia dos policiais por cada propina recebida. Por cada caso de exigência ou recebimento de “vantagem indevida”, o PM vai responder uma vez por concussão. O crime tem pena de dois a oito anos de reclusão.
Apesar de a PM ter poupado os oficiais do batalhão, os promotores do Gaeco já decidiram que as provas reunidas pela Ssinte são suficientes para denunciar o coronel, os três majores e os dois capitães também pelo crime de concussão. Todos os oficiais tiveram prisão preventiva decretada pelo crime de formação de quadrilha e estão presos no Batalhão Especial Prisional (BEP).
As investigações da Ssinte e do Gaeco também começaram em 2012 e, de lá para cá, resultaram em duas operações: a Compadre, em abril de 2013, que terminou com a prisão de 78 pessoas, sendo 53 PMs; e a Amigos S. A., há duas semanas, em que 24 PMs, sendo seis oficiais, terminaram na cadeia. Segundo a denúncia do MP, cabia ao coronel Alexandre Fontenelle o papel de chefe da quadrilha e principal beneficiado pela “balcão de negócios” instalado no batalhão. Agora, os investigadores se debruçam sobre os bens do oficial. Os promotores suspeitam que ele lavava o dinheiro obtido com propinas comprando e vendendo imóveis.
As investigações do Gaeco também podem chegar a um delegado. Os promotores do Gaeco enviaram ofício à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, para que o órgão avalie a necessidade de abrir um inquérito civil para apurar se há envolvimento do delegado Jader Machado Amaral com o recebimento de propina na 34ª DP (Bangu).
Segundo o MP, Jader tinha “relação de confiança” com o chefe de investigações, inspetor Carlos Antonio Torres, preso acusado de chefiar o recebimento de propina dentro da delegacia. Torres, de acordo com os promotores do Gaeco, cobrava propina de funcionários do Bangu Atlético Clube para não fiscalizar festas feitas no clube. Hoje, Jader está lotado na Delegacia de Combate às Drogas.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Cabo da PM é assassinado em assalto em Guadalupe


Um cabo lotado no 12º BPM (Niterói) foi assassinado em frante ao número 2.160 da Estrada do Camboatá, em Guadalupe, no fim da tarde desta sexta-feira. Luiz Carlos Dentino Barbosa Júnior, de 33 anos, estava de folga e, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, teria sido vítima de uma tentativa de assalto.
De acordo com policiais da Divisão de Homicídios (DH), que está investigando o caso, Luiz Carlos estava na porta da casa de parentes quando foi abordado por homens armados que queriam assaltá-lo. Quando os bandidos descobriram que ele era policial militar, atiraram na cabeça do cabo.

Alto comando da PM na berlinda: Especialista diz que investigação do MP vai impedir corporativismo

A decisão do Ministério Público de investigar o alto comando da PM, para o advogado criminalista Luiz Flávio Gomes, quebra a possibilidade de corporativismo. “De fato, a situação, não tem como ser apurada dentro da corporação. Agora, temos o Ministério Público cumprindo, de verdade, o controle externo da polícia”, explicou, observando que isso não representa crise entre o MP e a PM.



Para o especialista, a investigação tem a validade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. “A bola agora é dos promotores”, ressaltou. Luiz Flávio Gomes enfatiza que basta o mínimo de provas para a abertura de investigação. “Não acredito que um governador sustente uma cúpula acusada de corrupção no poder”, opinou.
Poder de investigação da PM foi retirado
O Ministério Público tirou ontem o poder de investigação da Polícia Militar para apurar denúncia de corrupção envolvendo a alta cúpula da corporação. A abertura de Procedimento de Investigação Criminal, considerado inédito na instituição, atinge o comandante-geral José Luís Castro Menezes, o chefe do Estado-Maior, Paulo Henrique Moraes, e o chefe do Estado Maior Administrativo, Ricardo Coutinho Pacheco.
Além disso, o MP requisitou, no prazo de 48 horas, o Inquérito Policial Militar aberto por ordem do comando para apurar desvio de conduta no alto escalão na Corregedoria Interna. O que gerou o trabalho de vasculhar os bens dos militares foi a informação de que todos os batalhões pagavam R$ 15 mil resultado de propinas ao Estado-Maior.
A denúncia foi feita por um dos 24 PMs presos na operação Amigos S/A, na semana passada. Ele foi solto pela Justiça por colaborar com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
“Todo e qualquer procedimento investigatório deve ser orientado pelos princípios da impessoalidade, moralidade e eficiência”, diz trecho da decisão do promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior. Na prática, a iniciativa retira da Corregedoria Interna da PM o poder de investigar os envolvidos por estar subordinada ao alto comando. A alegação é de que, “em razão disso, qualquer investigação criminal acerca do Estado-Maior, no exercício de suas funções, por sua própria Corregedoria Interna, desatende de modo evidente aos princípios citados”, descreve outra parte do documento.


Ministério Público argumenta que procedimento investigatório deve ser orientado pela impessoalidade, moralidade e eficiência

A decisão de concentrar as apurações aconteceu um dia depois da Corregedoria Geral Unificada (CGU) não atender ao pedido dos promotores para a instauração de procedimento administrativo disciplinar e sindicância patrimonial contra a cúpula da PM.
Em meio à crise, o comandante-geral da PM, José Luís Castro Menezes e o chefe do Estado-Maior Operacional, Paulo Henrique Moraes, se encontraram com o governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Guanabara, no final da tarde. Castro negou qualquer possibilidade de pedir demissão do cargo.
“Continuo trabalhando”, afirmou. À noite, o oficial voltou a se reunir com o seus subordinados, desta vez, no Quartel-General da PM, no Centro. Sobre os novos rumos dados às investigações pelo MP, em nota, a Polícia Militar informa que os oficiais estão à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Oficiais devem ser convocados para prestar depoimento. Não está descartado pedido de quebra de sigilo bancário do grupo.
Lavagem de dinheiro e concussão
Para fechar o cerco aos 23 policiais presos na operação Amigos S/A — entre eles o ex-titular do Comando de Operação Especiais (COE) Alexandre Fontenelle, foram abertos procedimentos sobre lavagem de dinheiro e concussão (extorsão praticada por servidor público).
Os promotores do Gaeco enviaram ainda cópia das investigações para uma das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania para a apuração de improbidade administrativa.
Nas investigações foi constatado alto patrimônio dos suspeitos, como apartamentos, movimentação bancária de mais de R$ 2 milhões, carros de luxo, empresas e mansão na Região dos Lagos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Depois de reunião com Pezão, comandante-geral da PM nega ter entregado o cargo

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, negou que tenha entregado o cargo, conforme o EXTRA havia divulgado no início da noite desta quinta-feira.
— É uma mentira. Não entreguei nada — resumiu-se a dizer o coronel.
Castro reuniu-se também no começo da noite com o governador Luiz Fernando Pezão, com o objetivo de reafirmar sua inocência. Segundo fonte do Palácio Guanabara ouvida pelo EXTRA, Castro atribuiu as denúncias envolvendo o Estado Maior da PM como “infundadas”. Pezão disse que ele permanece no cargo para se defender, a menos que surja algo concreto contra Luís Castro.
— Não pedi nem pedirei exoneração — reiterou pouco depois o comandante.
Por nota, a Polícia Militar também negou a mudança no comando. “A Coordenadoria de Comunicação Social informa que, diferentemente do que foi publicado em sites na tarde desta quinta-feira (25/09), o coronel José Luis Castro Menezes não pediu demissão do cargo. O comandante-geral segue trabalhando normalmente”.

Comandante-geral da Polícia Militar entrega o cargo

 
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, entregou o cargo na tarde desta quinta-feira. Nesta quarta, um Inquérito Policial Militar (IPM) havia sido aberto para investigar a evolução patrimonial do coronel. ( JORNAL EXTRA)

Ministério Público abre procedimento criminal para investigar cúpula da Polícia Militar
2ª Promotoria de Justiça, junto à Auditoria de Justiça Militar, instaurou, nesta quinta-feira, um procedimento investigatório criminal militar para apurar a denúncia de um esquema de pagamento de propina ao Estado-Maior da Polícia Militar. A denúncia foi feita por um policial, beneficiado pela delação premiada, que foi preso durante a operação Operação Amigos S.A. Segundo o sargento da PM, a cúpula da corporação recebia R$ 15 mil mensais de batalhões.

Entre os investigados estão o comandante-geral da PM, coronel José Luis Castro Menezes; o chefe do Estado-Maior Operacional, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes; e o chefe do Estado-Maior Administrativo, coronel Ricardo Coutinho Pacheco. Também vai ser analisado o envolvimento de outros policiais militares com o caso.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, vai auxiliar na investigação. A Promotoria da Auditoria Militar decretou o sigilo dos autos e requisitará o inquérito policial militar instaurado na Corregedoria da PM.
Na quarta-feira, o desembargador Giuseppe Vitagliano, corregedor-geral da Corregedoria Geral Unificada (CGU), informou que precisa receber mais informações sobre a denúncia feita pelo PM preso antes de decidir se cabe a abertura de uma sindicância para investigar a cúpula da corporação. Em nota, a CGU informou que o pedido do MP foi “baseado em cópias de reportagens jornalísticas”. Vitagliano pediu à Vara Criminal de Bangu cópia do depoimento do PM, bem como da denúncia, “para fazer uma avaliação mais completa”.
Coordenada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, com apoio do Ministério Público, a Operação Amigos S.A. prendeu, no último dia 15, 25 pessoas, sendo 24 PMs, denunciados por integrarem um esquema de arrecadação de propinas no comércio e no transporte irregular na Zona Oeste. Entre os presos, estão cinco oficiais, incluindo o então chefe do Comando de Operações Especiais, coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, e o subcomandante do COE, major Edson Alexandre Pinto de Góes. Ambos foram exonerados.