sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Responsável pelo treinamento de traficantes foi expulso da corporação

Responsável pelo treinamento de traficantes quando era sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Arlen Santos da Silva, de 43 anos, foi expulso da corporação. A decisão por unanimidade é do Conselho de Disciplina da Polícia Militar e será publicada hoje no Boletim Interno da corporação.

A Corregedoria da PM, em trabalho conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, conseguiu junto à Justiça mandado de prisão para o ex-militar. Ele se apresentou ontem à tarde na 1ª Delegacia Polícia Judiciária Militar e está preso na Unidade Prisional, antigo BEP.

Segundo as investigações, integrantes da quadrilha do Complexo da Maré, chefiada pelo traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, receberam instrução de como usar armas de Arlen. Inquérito Policial Militar concluiu que ele informava aos traficantes as operações do Bope. Segundo o documento, Arlen levou um dos criminosos do bando de Menor P ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), em Sulacap, onde compraram roupas e acessórios de uso exclusivo do Bope.

O ex-PM agiu junto à quadrilha de Menor P entre agosto e dezembro de 2012. O bandido foi preso ano passado pela Polícia Federal, quando era um dos traficantes mais procurados do Rio. Os homens de confiança de Menor P eram parceiros de Arlen no crime. Ronaldo Fonseca de Araújo Junior, o R 10, é apontado como o elo entre o chefão e o policial. Já Ericson Fernandes da Silva, o Leitão, pagava a propina.

Os desvios de conduta de Arlen começaram a ser apurados em agosto de 2012. Mas o sigilo durou pouco. Três meses depois, ele descobriu que estava sendo monitorado. Em gravações telefônicas autorizadas pela 11ª Vara Criminal, ele foi flagrado dando alerta ao traficante R10. “Pede ao Leitão para não falar no Nextel. Tá geral no grampo e ele fala m… demais”, afirmou em um dos trechos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PM é assassinado na Zona Oeste

A Divisão de Homicídios (DH) da Capital investiga a morte do soldado da Polícia Militar, Adivanilson da Silva Moreira, de 42 anos. Ele foi assassinado na noite de terça-feira na Estrada da Posse, em Santíssimo, na Zona Oeste. Segundo informações, o carro que ele dirigia foi atingido por mais de 30 tiros. Adivanilson era lotado no 2ºBPM (Botafogo).


A filha de Adivanilson, que também estava no veículo, ficou ferida e foi levada para o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande. Seu estado de saúde é estável.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ES- VITÓRIA: Soldado da PM é morto a tiros e pedradas

Câmeras de videomonitoramento instaladas no bairro Jardim Carapina, na Serra, município da Grande Vitória, mostram o momento em que criminosos matam o soldado da Polícia Militar Ítalo Bruno Pereira Rocha, de 25 anos. É possível ver um grande grupo de pessoas cercando o corpo do militar, que é atingido por pedradas e por tiros.
O soldado foi executado a tiros e pedradas na noite deste domingo (30). Outro PM, que estava com Ítalo, foi baleado no braço e está internado no Hospital Jayme dos Santos Neves. Os dois não estavam no local à trabalho, segundo a polícia, que acredita que os militares tenham sido reconhecidos por criminosos em um baile funk realizado próximo ao campo de futebol do bairro. 


PM do 12º BPM que estava desaparecido é encontrado em Três Rios



Desaparecido desde a noite de sexta-feira, o cabo Dângelo de Matos Pineu, 34, lotado no 12º BPM (Niterói), reapareceu, na madrugada de ontem, no 38º BPM (Três Rios), no interior do estado. Dângelo contou aos policiais que ficou desorientado e pegou uma carona até o batalhão de Três Rios com um caminhoneiro. Ele disse, ainda, que não lembrava onde havia deixado seu carro – um Passat alemão preto. Hoje, ele será ouvido pelo coronel Fernando Salema, comandante do batalhão onde ele é lotado.

De acordo com o comandante, uma equipe do 12º BPM foi até Três Rios buscar o PM. “Ele contou que teve um surto psicológico, perdeu a memória e foi de carona até o batalhão. A equipe buscou ele e agora (ontem) ele está com a família. Amanhã (hoje), vou conversar com ele pessoalmente e entender o que aconteceu”, esclareceu Salema, acrescentando que liberou o PM do serviço de ontem.

Uma irmã do PM, única pessoa da família que foi encontrada por telefone, alegou que ele estava bem, mas que ainda não sabia de detalhes. Ela acrescentou que o carro ainda não tinha sido encontrado.

Granada de efeito moral explode dentro de ônibus e PM é preso

Volta Redonda – O policial militar Diego Moreira de Oliveira, de 33 anos, foi preso no último domingo (30), suspeito de transportar uma granada de efeito moral em um ônibus que seguia para o Rio de Janeiro. O artefato explodiu quando o motorista do veículo o estacionava na Rodoviária Francisco Torres, em Volta Redonda.
A explosão ocorreu num dos bancos traseiros do ônibus e assustou passageiros, provocando corre-corre. Segundo o delegado titular de Volta Redonda (93ª DP), Luís Maurício Armond, no momento do incidente cerca de 20 passageiros estavam no ônibus, mas ninguém ficou ferido.
O veículo foi periciado por uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e por esse motivo não seguiu viagem. A empresa providenciou outro para transportar os passageiros até a capital.
Ainda de acordo com o delegado, o PM estava com duas granadas de efeito moral mas apenas uma explodiu. Diego é lotado na 5º Batalhão da PM, da 1ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), no Morro da Providência, no Rio. Ele estava indo trabalhar quando o incidente aconteceu.O ônibus saiu de Barra Mansa e o PM, que mora em Volta Redonda, embarcou no veículo na cidade. Armond contou que o policial disse que tinha recebido as granadas de um popular.
O delegado explicou que este tipo de artefato explosivo é usado para incapacitar um indivíduo, mas não matá-lo. Quando acionada, ela inflama uma mistura química que acaba explodindo com grande estrondo.
– Existem vários tipos de granadas de efeito moral, as que foram apreendidas costumam obscurecer, ofuscar a visão – explicou o delegado.
Armond ouviu o motorista, que disse que chegou a pensar, a princípio, que o pneu do ônibus havia estourado.
O PM foi indiciado por porte ilegal de arma e transferido na manhã desta segunda-feira para o Batalhão Especial Prisional (BEP), no Rio.

sábado, 29 de agosto de 2015

Beltrame autoriza PM a usar touca ninja"


Agência Brasil


As tropas especiais da Polícia Militar Rio de Janeiro receberam o aval do secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, para utilizar a balaclava, um gorro especial parecido com a touca ninja, em operações específicas como operações de resgate de reféns e em eventos como as manifestações populares.

O secretário afirmou que a resolução assinada por ele é uma limitação ao uso da balaclava como equipamento de proteção individual, e não pode ser utilizada de qualquer forma. “A balaclava é um equipamento necessário a determinadas atividades policiais e sua utilização deverá ser justificada pelo comandante da unidade. Não poderá ser um equipamento que simplesmente encubra o rosto de alguém.”

A Polícia Militar informou, em nota, que o uso do equipamento será permitido para proteção individual do policial contra "objetos cortantes, fragmentos de rojões, resíduos de gás e até fogo".

A resolução, publicada nesta sexta-feira (28), autoriza a utilização da balaclava como equipamento de proteção individual ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope); Batalhão de Polícia de Choque; Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Grupamento Aeromóvel (GAM).

O Bope poderá utilizá-la em alternativas táticas que envolvam resgate de reféns ou em ocorrências de interesse similar. A tropa de choque poderá utilizar o equipamento em ações de “controle de distúrbios civis”, como atos, protestos ou grandes eventos. Quando o BAC estiver operando em apoio ao Bope, o uso do gorro também passa a ser permitido. Além disso, os tripulantes e pilotos do Grupamento Aeromóvel poderão utilizar o gorro em todas as operações aéreas e de apoio.

O especialista em segurança pública e ex-capitão do Bope, Paulo Storani, disse que a balaclava tem a função de proteger a identidade do policial militar e, também, de diminuir a parte do corpo exposta, como o rosto e o pescoço. “Muitas vezes, fragmentos de um disparo podem, em razão da proximidade dos policiais ou dos integrantes de uma tropa de intervenção tática, atingir ou entrar na roupa do policial. Então, a balaclava tem uma função protetora.”

Além disso, em situações de frio intenso a balaclava é uma necessidade. “Em meados dos anos 90, nas buscas pelos irmãos necrófilos em uma área rural Nova Friburgo [região serrana do Rio] durante o inverno,a gente fazia patrulhas noturnas e durante a madrugada. Então era um frio intenso e era necessário o uso do equipamento.”

Storani acredita que a decisão da medida assinada  pelo secretário de Segurança foi o que ele chamou das peculiaridades dos confrontos no Rio de Janeiro, nas quais, às vezes, o policial mora no bairro onde a operação está ocorrendo. “Nesses casos, é necessário o uso da balaclava para proteger a identidade desse policial que mora no bairro, até porque, muitas das vezes, o policial conhece a área que ele está atuando, então você precisa do conhecimento desse policial.”

O especialista alertou para a necessidade de fiscalização do uso desse equipamento porque pode haver o desvio da finalidade da balaclava. “Naturalmente, houve um uso que extrapolou a sua finalidade simplesmente para não permitir a identificação do policial. Houve alguns usos inadequados, divergentes das próprias normas. Então, tem o momento certo de ser usado, na forma devida e dentro de condições que justificam o seu uso”, avaliou Storani.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Militares dançam funk com armas e são expulsos do Exército


Vídeo que circula pelas redes sociais mostra agentes do Exército Brasileiro dançando funk enquanto engatilham armas. Os militares faziam parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda - responsável pela segurança presidencial. Apesar de ter se popularizado nos últimos dias, a gravação foi feita em 2014, em Brasília e, segundo o Exército, os agentes já foram expulsos da entidade. No ritmo da música, as munições caíam sobre o gramado enquanto os homens engatilhavam as armas e dançavam. Em nota, o Exército Brasileiro afirmou que "o comando da unidade, ao tomar conhecimento do ocorrido, abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e, após conceder o direito da ampla defesa e contraditório, os envolvidos foram excluídos das fileiras do Exército, a bem da disciplina, devido a gravidade de seus atos, de acordo com a legislação vigente".

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PMs do 12º BPM são investigados por arrastão em Maricá

JORNAL O FLUMINENSE

Policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados na 4ª Companhia de Maricá estão sendo investigados por assaltos em série no bairro de Inoã, ocorridos em janeiro deste ano. Segundo informações da Corregedoria da PM, dois tenentes – sendo um deles o subcomandante da companhia, usando armas da corporação e um carro com a placa coberta, são acusados de render nove pessoas durante um arrastão no dia 11 de janeiro. Presos desde julho, eles respondem por roubo na 8ª Vara Criminal de Maricá, que decidiu mantê-los na cadeia até a próxima audiência, prevista para o dia 2 de setembro. 

Além disso, outros seis PMs que teriam acobertado os oficiais estão envolvidos no Inquérito e foram submetidos ao Conselho de Disciplina (CD) e indiciados para responder ao processo na Justiça Militar. O inquérito aponta que 20 dias depois do arrastão, os policiais militares teriam flagrado um dos tenentes em um carro roubado com dois celulares de vítimas, mas não teriam registrado a ocorrência.

Os oito PMs investigados respondem na Justiça Militar pelos crimes de prevaricação, ocultação de provas e falsidade ideológica e também por sumiço de provas. No dia do crime, segundo informações da Polícia Militar, os oficiais teriam roubado mochilas, celulares e pertences pessoais das vítimas. 

Em nota, por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Militar disse que “o Comando da Corporação, através da Corregedoria Interna da PM, em uma ação correcional proativa e transparente, instaurou inquérito policial militar para apurar as denúncias. O Inquérito foi concluído, dentro do prazo legal, e foi constatado que houve indícios de crime militar”. 
A corporação diz ainda que os dois oficiais envolvidos estão presos, e respondem a um Conselho de Justificação (CJ). Caso comprovados os crimes, todos os envolvidos poderão ser excluídos da corporação. 

Já o Ministério Público informou que vai oferecer a denúncia nos próximos dias. Além disso, o MP ressaltou que já existe processo na Justiça Criminal comum, pelo qual eles estão presos, e que se refere especificamente aos crimes de roubo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Agente penitenciário que trabalhava na Alerj é assassinado em Brás de Pìna

Lotado no gabinete da presidência da assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o agente penitenciário Luiz Rogaciano Pinheiro Cutalo, de 56 anos, foi assassinado com pelo menos oito tiros, nesta segunda-feira, na Zona Norte do Rio. Cutalo dirigia um Corsa, quando um homem com uma motocicleta emparelhou com seu veículo na esquina da Avenida Brás de Pina com Rua Criciúma, no bairro de Brás de Pina.

Em seguida, o motoqueiro disparou um tiro. Mesmo ferida, a vítima ainda desceu do carro e foi atingida por outros disparos, morrendo no local. O assassino conseguiu fugir.

Uma pistola calibre 380 foi encontrada no carro do agente penitenciário. Uma pistola calibre 380 foi encontrada no carro do agente penitenciário.
Dentro do Corsa, agentes da Divisão de Homicídios(DH) encontraram uma pistola calibre 380. O veículo foi levado para a DH para ser periciado. De acordo com o delegado André Leiras, da DH, policiais da especializada tentam localizar câmeras que possam ter flagrado o assassinato.

A assessoria da Alerj confirmou que Rogaciano trabalhava como assessor no gabinete do presidente Jorge Picciani, há pelo menos dois anos. No entanto, negou que o agente fosse segurança da família Picciani.