quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ministério Público diz que policial teve a intenção de matar Haíssa

JORNAL EXTRA
A 9ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal do Ministério Público (MP) concluiu que os 10 tiros de fuzil disparados pelo soldado Márcio José Watterlor Alves, de 32 anos, contra o carro onde estava a atendente de telemarketing Haíssa Vargas Motta, 22, apontam a intenção de matar. Ele vai ser denunciado nesta terça-feira pelo crime de homicídio doloso contra a moça, que foi atingida nas costas por um dos disparos. O crime ocorreu há cinco meses, durante perseguição desastrada ao Hyundai HB20, ocupado pela vítima e três amigos em Nilópolis, na Baixada Fluminense. 
Da janela de uma viatura do 41º BPM (Irajá), Márcio, que confessou ter confundido o automóvel com carro de bandidos, atirou antes de dar ordem para o motorista do veículo parar. O caso foi divulgado pela revista Veja.
Ele e o cabo Delviro Anderson Moreira Ferreira, que dirigia a viatura, podem ser expulsos da corporação. Nesta terça-feira a PM conclui o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto para investigar a conduta dos agentes no caso.

Caso Amarildo: major Edson dos Santos promete apresentar provas que comprovam inocência

Em entrevista a jornal de São Paulo, o major Edson dos Santos, acusado de liderar a morte do ajudante de pedreiro Amarildo, promete apresentar provas que compravam sua inocência. Segundo ele, o tráfico armou o desaparecimento de Amarildo para desestabilizar a política de pacificação.
 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Homem morre após atacar equipe da Polícia Civil no Centro do Rio

Policiais civis que estavam em uma viatura da 6ª DP (Cidade Nova) foram atacados, na manhã desta quarta-feira (21), por criminosos nas proximidades do Morro da Providência, na Gamboa, bairro do Centro do Rio. Os agentes realizavam uma diligência na região para chegar uma denúncia de venda de drogas na Rua Santo Cristo. 
Segundo a Polícia Civil, três criminosos realizaram diversos disparos contra o carro. No momento da ação, os policiais reagiram e um homem identificado como Wellington Alves da Silva, de 22 anos, foi atingido. Ele estava com uma pistola Encaminhado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, o ferido não resistiu aos ferimentos e morreu. Os seus comparsas conseguiram fugir.Com os marginais. No local, foram encontrados drogas e radiotransmissores. 
A perícia foi realizada no local e as armas dos policiais apreendidas para o confronto balístico.

Assaltantes em fuga erram caminho e são espancados em favela


Policiais Militares do 9º BPM (Rocha Miranda) resgataram um casal de assaltantes que entrou por engano na Comunidade da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. 
Segundo a polícia, os dois são moradores da comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, e roubaram um carro na Rua Joviano, em Madureira. Na fuga, a dupla errou o caminho e acabou entrando na Serrinha. Os dois foram agredidos por traficantes da região e possivelmente seriam executados por morar em uma comunidade dominada por facção rival à da favela de Madureira. 
Os assaltantes foram socorridos para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, medicados, em seguida levados para a 29ª DP (Madureira), onde foi feito o registro do caso. Com eles foi apreendida uma réplica de fuzil utilizada para cometer o assalto.

PM se recusa a vestir colete à prova de balas devido ao mau cheiro


Um policial militar da UPP Turano, na Tijuca, Zona Norte do Rio, se recusou a vestir o colete à prova de balas disponibilizado pela própria unidade. Em um ofício enviado ao comandante da Unidade de Polícia Pacificadora com data de domingo (18), ele reclamou do mau cheiro do equipamento. No documento, do último domingo, o militar afirmou que não conseguiu usar o colete porque o forte odor do equipamento estava causando náuseas. Ele argumentou que o suor nos coletes, que deveriam ser de uso individual, pode facilitar a proliferação de micoses, verrugas e infecções bacterianas. Por fim, o PM afirmou que é comum, na Polícia Militar, o uso de equipamentos individuais, coletivamente e pediu que seja disponibilizado um colete para cada policial, com o objetivo evitar doenças por falta de higiene. Ou, então, que seja feito o pagamento de um percentual por insalubridade. Assim, os policiais poderiam adquirir coletes por meios próprios.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Agentes da Operação Lapa Presente são atacados


Homens que estavam uma moto dispararam, ao menos, 30 tiros contra agentes da Operação Lapa Presente durante a madrugada desta terça-feira (20). O fato aconteceu na Rua do Riachuelo, altura da Rua Monte Alegre. Na ação criminosa, ninguém ficou ferido. Segundo testemunhas, antes dos disparos, um dos autores pediu que as pessoas se afastassem dos agentes, que revidaram. 
Uma das hipóteses para o crime seria a de retaliação por conta das prisões realizadas pelos policiais nas constantes operações no bairro. O caso foi registrado na a 5ª DP (Mem de Sá).

domingo, 18 de janeiro de 2015

Bonde comandado pelo traficante Playboy invade o Morro do Juramento e expulsa o CV


Um bonde da facção Amigos dos Amigos (ADA), comandado pelo traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, invadiu na noite de sexta-feira o Morro do Juramento, em Vicente Carvalho, Zona Norte do Rio, onde o tráfico era dominado pelo Comando Vermelho (CV). Houve intenso tiroteio durante a madrugada de ontem. Moradores falam que há pelo menos seis mortos na comunidade, mas a polícia não confirma. O Juramento foi reduto de bandidos da ADA durante 16 anos, mas nos últimos três estava sob o comando do CV. A localidade Igrejinha seria a única região do morro que não teria ‘mudado de mãos’. Na tarde de ontem, policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram operação na favela, mas, segundo a PM, ninguém foi preso nem houve apreensão de drogas ou armas. O 41º BPM (Irajá), responsável pela região, informou que o patrulhamento foi reforçado. Um helicóptero sobrevoou a região durante o dia de ontem. 
Moradores informaram que na noite de sexta-feira várias explosões de granadas e rajadas de tiros foram ouvidas. Eles disseram ainda que o confronto teve início por volta das 19h, quando cerca de 200 integrantes da ADA invadiram o morro e tomaram o comando da localidade conhecida como Rodo. 

A troca de tiros, segundo os moradores durou até as 2h da madrugada de ontem. Um vendedor, que pediu para não ser identificado, disse que não conseguiu dormir em casa por conta da guerra do tráfico no morro: “Eles (os bandidos) fizeram uma barricada na minha rua. Se passar por lá estarei no meio do fogo cruzado. Estou dormindo na casa de amigos.”

sábado, 17 de janeiro de 2015

Desembargadores mandam soltar réus em processo de milícia que atua nas zonas Norte e Oeste do Rio


Os  desembargadores da Sexta Câmara Criminal concederam liberdade aos 48 acusados de integrar uma milícia que atua nas Zona Norte e Oeste do Rio, investigados durante a Operação Armagedom pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). 
Na decisão do último dia 13, os magistrados ainda consideraram inepta (que não é apta a produzir efeitos jurídicos) a denúncia do Ministério Público estadual contra os réus, que respondem a processo na 41ª Vara Criminal da Capital. Apesar da decisão, Tarcísio Albuquerque de Moura, o TC, apontado como líder do grupo, não será solto, já que no dia em que a operação foi deflagrada, 10 de dezembro do ano passado, a polícia encontrou várias armas e grande quantidade de munição em sua casa. Por causa do material apreendido, Tarcísio responde a outro processo, na 1ª Vara Criminal de Madureira, junto com sua esposa. 
O primeiro a conseguir revogação de sua prisão no processo da Armagedon foi o guarda municipal Leonardo Fróes da Costa, acusado de ser segurança e sentinela do grupo miliciano. No dia 28 do mês passado, o desembargados Luiz Noronha Dantas, da Sexta Câmara Criminal, concedeu ao guarda uma liminar de habeas corpus na qual criticou duramente a denúncia do Ministério Público. Na decisão do último dia 13, os magistrados da câmara — os desembargadores Joaquim Domingos de Almeida Neto, Nildson Araújo da Cruz, além do próprio Noronha — julgaram o mérito, confirmaram a decisão anterior e ainda estenderam para todos os réus. Na decisão, desembargadores consideraram a denúncia inepta Na decisão, desembargadores consideraram a denúncia inepta.
Em seu despacho do dia 28, Noronha chama a denúncia de “uma razoável crônica jornalística policial” na qual todos os réus foram acusados genericamente. O magistrado compara a postura da promotoria com aquela que era vista nos regimes ditatoriais: “Em verdade a situação é muito mais grave, uma vez que a Denúncia, ofertada e recebida, é manifesta e formalmente inepta, porque absolutamente genérica, indeterminada e imprecisa”, critica. 
Os detalhes sobre a decisão mais recente, do último dia 13, ainda serão publicados em Acórdão que será feito pelo próprio Noronha. Como o documento não foi publicado, o MP ainda não tomou ciência da decisão, por isso não pôde comentar se vai recorrer. 
Essa não foi a primeira vez que a denúncia da Operação Armagedom foi alvo de críticas. Em 12 de novembro do ano passado, a juíza Leila Santos Lopes, da 41ª Vara Criminal, recusou-se a receber o documento ministerial, que considerou inepto. A ação acabou distribuída para outro magistrado, o juiz Tiago Fernandes de Barros, que aceitou a denúncia e decretou as prisões preventivas. 
Segundo as investigações da Draco, a organização criminosa explora toda as atividades que possam gerar lucro nas favelas, como controle do transporte alternativo (vans e mototáxis), monopólio da venda de botijões de gás a preços superfaturados, cobrança irregular de taxas de segurança, distribuição ilícita de sinais de TV a cabo e internet e a prática de agiotagem com extorsão de juros estratosféricos. As ações dos bandidos são, ainda de acordo com as investigações, “cruéis e envolvem a prática de homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, roubos, lesões corporais graves, extorsões, ameaças, constrangimentos ilegais e injúrias”.

Policial morre e outro fica ferido após troca de tiros em Duque de Caxias


Um policial morreu e outro ficou gravemente ferido após uma troca de tiros na Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por volta das 6h30m deste sábado. Segundo a Polícia Militar, o soldado Pacheco dirigia a viatura durante uma perseguição pela via quando foi atingido. Ele perdeu a direção, bateu com o carro e morreu no local. 
O outro policial, que não teve o nome divulgado, foi levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, no bairro de Saracuruna, em Caxias.

Comentário no Facebook expulsa PM da corporação



Boletim  disciplinar da PM divulgou nesta semana, punição para o PM acusado de desrespeitar regras da corporação. O soldado Igor da Costa Martins fez comentários no Facebook após o coronel Frederico Caldas, à época comandante das UPPs, ter sido ferido em tiroteio na favela da Rocinha. 

“Aeee até que enfim os traficantes decidiram mirar e acertas nos comandos para eles sentirem na pele o que o Sd (soldado) sente todos os dias”, escreveu Igor, no Facebook, em 16 de fevereiro de 2014, quando Caldas foi atingido. 
Em outra ocasião, na rede social, o soldado ironizou o fato de seus colegas na corporação sempre solicitarem sua ajuda. “Me sugaram”, comentou. 

De acordo com publicação no boletim, Igor serve de “exemplo negativo para seus pares”. 
- Engraçado, porque tem coronel que fala o que quer por aí, e nada acontece. Fui expulso por um desabafo. Quando o coronel Frederico foi baleado, eu tinha tomado tiro no Lins, onde trabalhava, e estava revoltado. Sei que fui imaturo no comentário, mas quis dizer apenas que com o comandante baleado, tomariam atitudes. E o pior é que nada mudou. Estou sem chão. Com o dinheiro da PM, ajudo minha família. Não sei o que fazer agora - lamenta.