quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Concurso para oficial da PM só com curso de Direito

Para ser oficial da Polícia Militar do Rio, a partir de agora, os novos candidatos deverão ter curso superior em Direito. A nova exigência foi anunciada em edital divulgado dia 20,na abertura das inscrições para o concurso, que irão até o dia 15 de janeiro. A mudança foi anunciada após dois anos sem novos concursos para oficiais da corporação e ocorreu justamente por causa de uma reformulação na seleção dos oficiais. Especialistas comentaram a mudança em um vídeo divulgado na página da corporação. “Acho que a Polícia Militar só terá ganhos com isso. Não só pela melhoria na formação do seu quadro de oficiais, mas também porque facilitará a comunicação com os envolvidos na Segurança Pública, como delegados, promotores, defensores, juízes. Os oficiais são os responsáveis por orientar a tropa nas questões jurídicas”, afirmou a juíza Ana Paula Barros, da Auditoria de Justiça Militar. 
O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar é a favor da exigência do curso de Direito.Mas analisa que isso acarretará estranheza entre os outros oficiais, já que antes era necessário 
ter somente o Ensino Médio completo para ingressar na academia. “Essa mudança de paradigma é dura. Há o medo que o padrão de cultura jurídico possa superar o padrão de cultura deles.Mas 
é necessário que haja certas mudanças”, opinou. 
O edital possui questões polêmicas como a proibição de tatuagens consideradas “ofensivas à moral e bons costumes”, além da proibição de candidatos com histórico de transplante de órgãos, tumores malignos (mesmo que curados) e cicatrizes deformantes. 
A banca do concurso será de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade). O último concurso, em 2015, foi realizado pela Exatus, quando houve pela primeira vez a retirada da seleção pelo vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).



sábado, 26 de novembro de 2016

CONVOCAÇÃO GERAL PARA DIA 29 DE NOVEMBRO


Mais de 100 policiais militares foram assassinados no Rio de Janeiro em 2016


Manifestação em FAVOR da polícia deve reunir muita gente nesse DOMINGO em São Paulo

Direitos HUMANOS para HUMANOS DIREITOS Grupos em SÃO PAULO informaram a editoria de Sociedade Militar que se organizam para manifestação nesse domingo (27/11) em favor da POLÍCIA MILITAR, que vem sendo atacada seguidamente por militantes de “direitos humanos” e imprensa. A chamada “Direitos HUMANOS para HUMANOS DIREITOS” é muito boa e a pauta passa por questões relacionadas à segurança e direitos de defesa. 



PAUTA
– Direitos Humanos para Humanos Direitos
– Redução da Maioridade Penal
– Fim da Cultura da Impunidade
– Eu Escolho Salvar o Policial
– Retaguarda Jurídica Para Agir
– Revogação do Estatuto do Desarmamento
– Fim da audiência de custódia
– Melhor armamento militar aos nossos heróis de farda
– Homenagem a todos os policiais militares brasileiros
– Defesa da atuação da PM nos atos de vandalismo esquerdistas
– Homenagem aos quatro policiais mortos no Rio de Janeiro.

Revista Sociedade Militar



domingo, 20 de novembro de 2016

Ação da PM na Cidade de Deus tem detidos

Pelo menos três pessoas foram detidas e uma, presa, na manhã deste domingo durante a operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. Os policiais ocupam a comunidade à procura de bandidos que entraram em confronto com agentes neste sábado. 
O helicóptero da corporação caiu, matando quatro PMs - o major Rogério Melo Costa, o terceiro-sargento Rogério Félix Rainha, o capitão William de Freitas Schorcht e o subtenente Camilo Barbosa de Carvalho.


Todos os suspeitos foram levados para a 32ª DP (Taquara). Um dels recebeu voz de prisão em flagrante por estar com trouxinhas de maconha, na localidade conhecida como Conjunto Itamar Franco. Houve também apreensão de três fuzis, duas pistolas, três radiotransmissores, carregadores, munição e drogas (653 trouxinhas de maconha, 830 sacolés de cocaína e 53 pedras de crack) em uma área de mata na comunidade. O material também foi levado para a delegacia da Taquara.

A movimentação policial na comunidade A movimentação policial na comunidade Foto: Fabiano Rocha / Extra
A operação policial interdita ruas no entorno da comunidade. Segundo o Centro de operações da prefeitura, a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes está fechada em ambos os sentidos, entre as ruas Antonieta Campos da Paz e a Edgard Werneck.

Os detidos são colocados numa viatura Os detidos são colocados numa viatura Foto: Fabiano Rocha / Extra
Já a Rua Edgard Werneck também está interditada em ambos os sentidos, entre a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes e a Rua Suzano. As estradas dos Bandeirantes, do Gabinal e a Linha Amarela são opções para os motoristas.

Na madrugada, dois foram presos

Durante a madrugada de domingo, outros dois suspeitos já haviam sido presos na Cidade de Deus. Segundo a assessoria de imprensa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), um homem foi preso com três fuzis e duas pistolas e outro, com radiotransmissor.

Operação sem data para terminar

A operação da PM na Cidade de Deus continuará por tempo indeterminado. A medida foi anunciada pelo secretário Estadual de Segurança, Roberto Sá, na madrugada deste domingo, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. Por mais de cinco horas, ele esteve reunido com a cúpula de segurança do Rio, que contou com a participação do Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira; o chefe da Polícia Civil, Carlos Augusto Leba; além de outros integrantes da pasta.

Ação mobiliza unidades do Comando de Operações Especiais — o Bope e o Batalhão de Choque — além de PMs do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), do 18ª BPM (Jacarepaguá), e policiais lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus.

PM faz homenagem

A Polícia Militar do Rio usou seu perfil no Facebook para fazer uma homenagem aos quatro agentes mortos na queda de um helicóptero, na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, e também um sargento que morreu no Jacarezinho, neste sábado. A corporação chamou os policiais de "heróis" e destacou que presta apoio às famílias deles. A foto do perfil foi atualizada por uma onde está escrita a palavra "luto" sobre um fundo preto.


"A #PMERJ e a sociedade hoje estão tristes, perdemos cinco heróis que lutavam para defender nossas vidas. Quatro deles do Grupamento Aeromóvel (GAM) se foram na queda do helicóptero em Jacarepaguá, o Major Rogério Melo Costa, 36 anos, Capitão Willian de Freitas Schorcht, 37 anos, Subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39 anos e o 3ºSargento Rogério Félix Rainha, 39 anos. Além deles nos despedimos de mais um herói do 3ºBPM (Méier) que foi assassinado enquanto cumpria seu dever, o 3ºSargento Cristiano Bittencourt Coutinho, 40 anos. Continuem olhando por nós! 

O Comando da Corporação está dedicado a prestar todo apoio às famílias desses policiais, além das últimas homenagens. Informação sobre os enterros serão divulgados oportunamente".

Vídeos mostram helicóptero da PM caindo na Zona Oeste do Rio


Imagens divulgadas pelo Jornal Nacional mostram a queda de um helicóptero do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar às 19h deste sábado (19), na Zona Oeste do Rio. As imagens foram flagradas por uma pessoa que passava pela região. Os quatro ocupantes da aeronave, todos policiais militares, morreram. A informação foi confirmada pelo coordenador de comunicação social da Polícia Militar (PM), Major Ivan Blaz.
Segundo a GloboNews, os quatro ocupantes do helicóptero eram o major Rogério Melo Costa, de 36 anos, o capitão William de Freitas Schorcht, 37, o subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39, e o sargento Rogério Felix Rainha, 39.
A área foi palco de intensos tiroteios neste sábado. Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus trocaram tiros com criminosos.
De acordo com o oficial, tudo indica que o helicóptero fez um pouso forçado. A reportagem da GloboNews diz que, segundo informações preliminares da PM, uma pane no helicóptero pode ter levado à queda.
Desde cedo, o Comando de Operações Especiais da PM estava no local dando apoio à UPP da região.
A queda aconteceu no começo da Avenida Ayrton Senna, perto do acesso à Linha Amarela.
A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, pede que os motoristas evitem a região. Os dois sentidos da Linha Amarela, na altura da Cidade de Deus, e trechos da Av. Ayrton Senna, da altura do Via Parque ao acesso à Cidade de Deus, ficaram fechados das 19h, quando o helicóptero caiu, às 21h40.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) foi ao local para apurar as circunstâncias da queda da aeronave. Além disso, informou que a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) foi acionada e está prestando apoio. De acordo com a Polícia Civil, diligências estão sendo feitas.



Tiroteio mais cedo
Motoristas que passavam pela Linha Amarela, na manhã deste sábado ficaram no meio de um intenso tiroteio. A via expressa chegou a ficar fechada por quase meia hora, perto das 10h, no sentido Barra.
A concessionária Lamsa disse que o tiroteio foi perto do viaduto da Estrada do Gabinal, na Zona Oeste, que dá acesso a via expressa. A PM informou que policiais da UPP da Cidade de Deus foram atacados quando passavam pelo viaduto. Outros PMs foram chamados e houve o tiroteio.
Por causa dessa troca de tiros, muitos motoristas tentaram voltar na contramão. O tráfego ficou complicado na região, inclusive com reflexos na Avenida Geremário Dantas, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, que dá acesso à Linha Amarela.

PM do Rio defende manifestações: 'mais do que um direito, uma necessidade'

Polícia Militar do Estado do Rio divulgou um vídeo em que defende os atuais protestos dos servidores públicos, mas denuncia a violência contra a tropa que faz o reforço da segurança nos atos. O vídeo com a mensagem da corporação para os manifestantes foi publicado na conta oficial da PMERJ no Twitter, na manhã deste sábado. Nas imagens, o coordenador de comunicação social, major Ivan Blaz, afirma que hoje “as manifestações são mais do que um direito, são uma necessidade”.
“Nós sabemos como as manifestações populares podem influenciar a tomada de decisão na nossa estrutura social. Cada um de nós é responsável pelo bom andamento da manifestação em prol dos nossos direitos e garantias. Não deixamos que pessoas mal-intencionadas façam uso de uma manifestação positiva para promover cenas de baderna e violência”, pede.
O major continua e pede a consciência dos manifestantes para evitar confrontos:
“Não podemos, de forma alguma, desrespeitar nossos companheiros policiais militares, que estão trabalhando para que tudo corra bem. De modo algum, avancem contra a tropa formada. Eles estão ali para garantir o meu, o seu, o nosso direito de reivindicação. Pense nisso

Advogados de Sérgio Cabral devem entrar com pedido de habeas corpus na próxima semana


Cabral divide cela com assessores acusados de integrar mesmo esquema de desvio de verba
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral passou a primeira noite no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, de quinta para sexta-feira (18), numa cela de 16 metros quadrados que divide com cinco outros presos que, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), integram o mesmo esquema de desvio de verba pública. Junto com Cabral estão o ex-assessor Paulo Fernando Magalhães; os operadores Carlos Emanuel Miranda e José Orlando Rabelo; o ex-secretário de Obras Hudson Braga; e Luiz Paulo Reis. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que não há determinação judicial para que os acusados fiquem em celas separadas.
Cabral teria aceitado o cardápio do café da manhã, que foi pão com manteiga e café com leite. A cela tem ainda um chuveiro, uma pia e um dispositivo sanitário no chão. O ex-governador levou para a prisão o livro “Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e nos islamismo”, de Karen Armstrong.
Cabral pode ser condenado a penas que somam 50 anos de prisão, por crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e associação criminosa, apontados nos dois inquéritos. Ao se tornarem processos judiciais, cada uma das investigações podem gerar condenações de 25 anos de prisão.
O ex-governador do Rio deixou no fim da tarde desta quinta-feira (17) a sede da Polícia Federal para fazer exames no IML. Em seguida, foi encaminhado para o presídio de Bangu. Ao deixar a sede da PF numa viatura oficial, Cabral foi fortemente hostilizado pelos populares que estavam desde cedo aguardando sua saída com faixas e cartazes. 
Cabral foi preso na manhã desta quinta-feira, em mais uma fase da Operação Lava Jato, sob acusação de desvio de dinheiro público. 
De acordo com as investigações, o ex-governador  recebia "mesadas" de empreiteiras envolvidas em obras públicas no estado. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato do Rio e do Paraná informaram na manhã desta quinta-feira, em coletiva de imprensa, que as investigações apontam que as licitações eram fraudadas e as empresas eram selecionadas em troca do pagamento de propinas para Cabral. O ex-governador e mais nove foram presos nesta quinta-feira na Operação Calicute, por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais.
Os valores da mesada variavam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, pagos pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia em contrapartida à cartelização das construtoras. Os pagamentos ocorreram entre 2007 e 2014. 
O desvio de recursos aconteceu principalmente em três grandes obras, a reforma do Maracanã, do Arco Metropolitano, e o PAC Favelas, nas quais o prejuízo foi estimado em mais de R$ 220 milhões. Os procuradores lembraram que a obra do Maracanã foi custeada pelo governo federal, e a do PAC Favelas teve parte de recursos federais.
O Ministério Público Federal (MPF) aponta que Cabral chefiava a organização criminosa e chegou a receber R$ 2,7 milhões em espécie da empreiteira Andrade Gutierrez, por obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
"Há fortes indícios de cartelização de obras executadas com recursos federais, mediante o pagamento de propina a funcionários e a Sérgio Cabral", afirmou o procurador do MPF no Rio de Janeiro, Lauro Coelho Junior, acrescentando: "Em relação à Andrade Gutierrez, foi firmado que havia o pagamento de mesada de R$ 350 mil, isso pago por pelo menos um ano.
Em relação à Carioca Engenharia, o pagamento de mesada foi de R$ 200 mil no primeiro mandato, e no segundo mandato de Sérgio Cabral, essa mesada subiu para R$ 500 mil por mês." Coelho Junior afirmou ainda que a Andrade Gutierrez pagou pelo menos R$ 7,7 milhões em propina. E a Carioca Engenharia pagou pelo menos R$ 32,5 milhões.

Deputado Federal Hugo Leal propõe intervenção federal no Rio com base no art. 34 da Constituição


A proposta de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro que será apresentada à bancada fluminense pelo deputado Hugo Leal (PSB-RJ) aponta o "grave comprometimento da ordem pública, a violação ao livre exercício dos poderes e a inobservância dos princípios constitucionais sensíveis". O pedido de intervenção tem como base o artigo 34 da Constituição Federal.


Segundo Leal, a iniciativa não agradou ao governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que teria ficado chateado e acusado o deputado de tentar afastá-lo do cargo. "Não é afastamento. Eu quero achar uma alternativa", disse Leal à reportagem.



"É uma medida muito drástica, mas temos que trabalhar com todas as alternativas", acrescentou. O deputado disse ainda que conversou com representantes do governo federal e disse que esses interlocutores "acham que podem ser uma alternativa", embora temam o precedente. "O governo acha que seria uma porteira aberta, que outros poderiam querer. Mas não é bem assim", avaliou Leal.



Entre os fatos que justificam a intervenção federal no Rio de Janeiro está o grave comprometimento de serviços essenciais para a ordem pública, como segurança, saúde e educação, listou Leal. O deputado cita o fechamento de hospitais, o atraso em pagamentos de serviços e a falta de materiais em delegacias como exemplos da gravidade da situação.



No âmbito do livre exercício dos poderes, Leal menciona o descumprimento no repasse constitucional a outras instâncias, como o Poder Judiciário. Cita ainda o desejo do governo de usar receitas de fundos como da Assembleia Legislativa (Alerj) e do Tribunal de Justiça para honrar pagamentos da folha de pessoal.



Leal alega ainda que a intervenção é necessária para assegurar a observância de princípios constitucionais, como o sistema representativo e o regime democrático, além dos direitos da pessoa humana. Neste último caso, o deputado elencou uma série de práticas que estariam violando esse princípio, como o parcelamento e a redução de salários mediante alíquotas extras de contribuição previdenciária (proposta que integra o pacote anticrise do governo fluminense), a extinção do aluguel social e aumentos de impostos.



O deputado ainda critica a falta de transparência em relação aos incentivos fiscais e a ausência de evidências de que essas iniciativas foram positivas para a economia do Estado.