segunda-feira, 5 de março de 2012

Alheios à disputa pelo controle da Caixa Beneficente da PM, servidores sobrevivem em meio a dificuldades

SITE: JORNAL EXTRA
Alheios às eleições fraudadas, irregularidades administrativas com desvio de recursos e batalhas travadas na Justiça pelo controle da Caixa Econômica Beneficente da Polícia Militar, servidores públicos pagam o preço das constantes disputas pelo controle da instituição. No conjunto habitacional que pertence à instituição, por exemplo, policiais reformados e pensionistas sobrevivem num cenário de pobreza.
O ambiente é de abandono, espalhado pelos 152 apartamentos nos dois prédios, de dez andares. Na garagem, um incêndio provocado pelos próprios moradores quase terminou em tragédia nesta semana. O fogo só não atingiu aos carros porque os veículos foram retirados a tempo. Aliás, em casos assim, a situação é ainda mais delicada, porque os hidrantes não possuem mangueira. Lá, um rato gigante ganhou até apelido: Chiquinho se alimenta dos pneus e de fiação.
Um portão travado por cadeado impede o acesso a uma piscina interditada, protegida por uma lona. Segundo os moradores, o local acumula água parada e se tornou foco do mosquito da dengue, com dezenas de casos nos últimos anos. O sargento reformado Paulo Cezar Gomes, de 63 anos, foi uma das vítimas.
— Estamos abandonados e esquecidos por aqui.

Fraude eleitoral e problemas financeiros

Em janeiro de 2010, as eleições da Caixa Beneficente da PM colocaram um ponto final à gestão de oito anos do coronel Jorge de Souza Lobão, acusado de envolvimento num esquema de desvio de dinheiro das contribuições. Mas os problemas continuaram.
A chapa encabeçada pelo tenente-coronel Joaquim Arantes venceu as eleições. Só que uma virada de mesa o impediu de assumir. O coronel Pedro Chavarry disse que fraudou as eleições, porque ele próprio teria votado em mais de um ponto de votação.
— Não havia listagem com os nomes nos pontos de votação. Votei em quatro locais diferentes para mostrar que a eleição seria fraudulenta.
Lobão foi à 5ª DP (Mem de Sá), acusando Arantes de ter retirado as urnas. Arantes nega e diz que as urnas ficaram com o fiscal. Com as eleições anuladas, o conselho deliberativo colocou Chavarry na presidência. Das urnas, a briga parou na Justiça. Arantes conseguiu o direito de assumir a presidência. Mas a decisão foi anulada, em segunda instância, pela 9ª Câmara Cível.
Arantes acusa Chavarry de querer se perpetuar no poder, já que pertenceria ao mesmo grupo de Lobão. Chavarry nega e acusa o antecessor de ter “quebrado” a Caixa, que possui uma dívida de R$ 20 milhões. Diz ter feito uma cuidadosa auditoria, que constatou inúmeras irregularidades.
— Não consigo pagar os associados porque a Caixa está quebrada — reconhece.
Idoso depende de elevador condenado
O sargento reformado José Thomaz da Silva, de 89 anos, mora no décimo andar no conjunto habitacional de Madureira, com a mulher e a filha. Cadeirante, ele e a mulher são levados ao médico pela filha Zilma Guedes pelo menos duas vezes por semana. Quando sai pela porta com os pais, os batimentos cardíacos de Zilma aceleram. É que o elevador, condenado pelo Corpo de Bombeiros, costuma parar entre um andar e outro.
— Já fiquei presa dentro do elevador com os meus pais. A situação é de desespero — desabafa.
Mas os problemas dos servidores não se resumem ao prédio de Madureira. O sargento reformado Leonardo Borges Brum, de 60 anos, conhecido como sargento Magrinho nos tempos em que estava na ativa, está com os movimentos do lado direito do corpo comprometidos por um acidente vascular cerebral (AVC) há 12 anos. Entre medicamentos e alimentação, a família tem despesas acima de R$ 1 mil por mês. Mas não recebe os benefícios que deveriam ser pagos pela Caixa Beneficente.
— Eu deixei de acreditar nisso — admite Jaciara Brum, esposa do sargento.


2 comentários:

  1. COM UM SALÁRIO DE MERDA...
    Policiais Militares recebem orientação financeira da Bassin Gestão e Negócios


    O economista Eduardo Bassin, da Bassin Gestão e Negócios, em parceria com o Projeto Grão, idealizado pela juíza Thelma Fraga, está conduzindo um trabalho de orientação financeira para o efetivo do 18º Batalhão de Polícia Militar (Freguesia). E, nos dias 07 e 08 de março, este projeto será apresentado durante o 1º Rio Social, encontro que visa estimular o o desenvolvimento justo e sustentável do bairro de Jacarepaguá.

    Por entenderem que a boa gestão financeira familiar ajuda a incrementar os níveis de qualidade de vida de todas as pessoas, o trabalho de orientação financeira não é indicado apenas para os que estão com suas contas desorganizadas. Há um grande universo de pessoas que está com as contas em dia, mas objetiva planejar a compra de um bem ou poupar para ter uma renda extra na aposentadoria, por exemplo.

    O evento terá início às 8h na Avenida Ayrton Senna, 5555, Jacarepaguá e reunirá gestores sociais de empresas que atuam na região e adjacências e tem como principal objetivo a troca de informações e conhecimentos entre os integrantes para promover o aprendizado mútuo, o apoio e o fortalecimento de cada experiência local.

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    1. NAO ENTENDI SEU COMENTARIO ME DESCULPE ME PARECE QUE ESTAO FALANDO DOS DESCASOS COM OS REFORMADOS QUE PRECISAM DE APOIO ESPECIAL MAS TUDO BEM ME DESCULPE SE NAO ENTENDI

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