quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cipó da Souza é executado em Niterói

FONTE: ROBERTA TRINDADE


Apontado pela Polícia como braço-direito do traficante Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony, Baixinho ou Senhor das Armas, 43 anos, o gerente-geral do tráfico no Morro do Souza Soares, Thiago dos Santos Gomes, o Cipó, 28, foi assassinado em um dos acessos ao morro, em Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, na tarde desta terça-feira, 24 de abril.

Preso pela última vez em junho de 2010, Cipó aguardava o julgamento em liberdade. Além de tráfico, roubo e receptação, o criminoso também respondia por vários homicídios. Ele estava na Travessa 654, na localidade conhecida como “Favelinha da 600″. Após ser baleado, permaneceu no asfalto aguardando a chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Ele ainda foi levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, mas não resistiu.
A Polícia apura duas informações: a primeira afirma que os tiros foram efetuados pelos ocupantes de um carro – de marca e placa não anotadas – que passou pelo local e parou ao reconhecê-lo. A outra diz que os disparos teriam sido feitos por policiais.

Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), Cipó era subordinado ao traficante conhecido como Alex Gordinho, sobrinho de Tony e filho do irmão dele, Arnaldo Gonçalves dos Santos.

Além de abastecer o complexo de favelas do bairro Santa Rosa – sobre o qual mantêm o controle há mais de uma década – os irmãos Tony e Arnaldo também mantêm o controle sobre bocas-de-fumo nos bairros que integram as regiões de Pendotiba e Oceânica de Niterói. No total, são 19 favelas.

No dia 5 de julho de 2009, Tony foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE). Apontado como um dos maiores fornecedores de armas para os morros e favelas pertencentes ao CV, ele foi surpreendido em um shopping no município de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça: um por homicídio, da Vara Criminal de Niterói, e um por tráfico, da Polícia Federal.

Ele e o irmão contavam com a simpatia do traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Paraíba ou Marquinho Niterói, que era o segundo homem no escalão do CV, atrás somente do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42. Condenado a 18 anos de prisão por tráfico de drogas, Marquinho Niterói fornecia drogas e armas para favelas cariocas e foi assassinado por asfixia, aos 40 anos, em uma cela na Penitenciária Doutor Serrano Neves (mais conhecida como Bangu 3), no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, em setembro de 2005.

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