domingo, 29 de abril de 2012

Mensalão da UPP: 21 policiais são indiciados

Vinte e um PMs que eram lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Fallet, em Santa Teresa, foram indiciados no inquérito  da corporação para apurar o recebimento de propinas pagas por traficantes. Em setembro, o esquema de corrupção — conhecido como mensalão da UPP — pagava de R$ 400 a R$ 2 mil aos militares envolvidos, totalizando R$ 53 mil por mês.

O indiciamento foi a primeira punição aos militares, que respondem a procedimento administrativo e podem até ser investigados criminalmente. Os indícios de envolvimento levaram a corporação a retirar da gestão o comandante e o subcomandante da unidade na época, capitão Elton Costa e tenente Rafael Medeiros. Os outros militares foram substituídos por policiais recém-formados.

Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

A corrupção foi descoberta pela Coordenadoria de Inteligência da PM, que durante quase três meses investigou 30 militares, com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Segundo o Inquérito Policial Militar (IPM), as conversas revelam que traficantes, além de pagar propina fixa, chegavam a interferir nos locais e dias do patrulhamento nas comunidades do Fallet, Fogueteiro e Coroa.

O IPM, que investigou corrupção, prevaricação (praticado por funcionário público contra a administração pública) e descumprimento de missão dos agentes, gerou nova investigação: a PM quer saber se houve facilitação de escalas de serviço de outros militares em troca de dinheiro. Os 21 policiais indiciados estão sendo submetidos a Conselho Disciplinar — quando a Corregedoria apura a responsabilidade administrativa dos agentes. Se entender que houve crime militar, o comando da PM pode decidir por punição, aposentadoria ou expulsão.

O processo está na Auditoria de Justiça Militar. Ele pode ser dividido em outro procedimento e enviado para apreciação do Judiciário, caso haja indício de que ocorreu associação para o tráfico.

Três respondem presos ao procedimento administrativo

Dois oficiais e 16 praças respondem ao procedimento administrativo em liberdade. Outros três foram presos, com R$ 13.400 em envelopes com os nomes de policiais.

As escutas contidas no IPM apontaram que as ordens do tráfico eram repassadas por homem identificado como Alan. O suposto traficante reclamou que ações de um policial no Morro da Coroa estavam ‘atrapalhando o movimento’. O PM foi transferido, então, para o serviço administrativo. Investigações revelam que o atentado a três agentes em junho foi represália de bandidos. Os militares estavam fora do esquema e, em trabalho, tentavam prendê-los.

7 comentários:

  1. se não fosse a PF o CAP PM aina estario solto recebendo a proprina pois a corrg. só prendeu pça.

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  2. RENATO RUSSO:QUE PAÍS É ESSE ? O BRASIL NÃO EXISTE.

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  3. TODO MUNDO ROUBA NESSE PAÍS. CRISE MORAL,ÉTICA SEM FIM E SEM VOLTA...RIDÍCULO...VOLTA LOGO JESUS...QUE NOJO DESSE MUNDO.

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  4. Todos os dias vemos exemplos de que gratificações não resolvem os problemas de baixos salários da polícia.Enquanto o salário for um dos piores do país,a corrupção vai andar lado a lado com o policial que afinal,tambem tem contas a pagar e filhos pra criar,impostos,aluguel...E aí a pergunta:Até quando o desgovernador vai continuar nos enganando?com essa política de gratificações?

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  5. Sou SGT PM E ESTOU TORCENDO PARA QUE TODOS ESSES PM'S LADRÕES, SEJAM CONDENADOS E EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO, POR CAUSA DESSES SAFADOS LADRÕES RESPONDO A UM IPM, POIS ELES COVARDEMENTE NÃO ADERIRAM AO MOVIMENTO PACIFICO E ORDEIRO. RUA É O QUE ESSES SAFADOS MERECEM.

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  6. ESSE TIPO DE "POLICIAIS" SIM, TEM QUE RESPONDER IPM, CONSELHOS DE DISCIPLINA E IREM PARA RUA, NÃO AQUELES QUE LUTARAM POR MELHORIAS SALARIAIS, SÓ QUE AQUI NO 'BRAZIL" RJ, AS COISAS SÃO INVERTIDAS.
    ESTOU TAMBÉM NO CONSELHO PORÉM SE EU FOR EXCLUÍDO SAIREI DE CABEÇA HERGUIDA. SABEM PORQUE ? NÉ. ANGRA DOS REIS.

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  7. A causa da corrupção nas instituições policiais não está no baixo salário. Até porque, todos que ingressam na corporação sabe o salário que recebe o agente de segurança.
    Se baixo salário fosse motivo de desonestidade, todos os assalariados seriam desonestos e corruptos.
    E, seguindo esse raciocínio, todos os detentores de grandes salários seriam exemplo de moral e boa conduta, o que não acontece.
    Portanto, o salário é muito importante sim, mas não determina o comportamento moral do indivíduo. Sendo assim, é preciso uma reforma moral e ética em nosso país, a começar de cima. Magistrados, governadores empresários, comandantes. Homens que devem ter em suas condutas exemplos a serem seguidos.

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