segunda-feira, 9 de abril de 2012

Milícia é dona de Casa de Show em Jacarepaguá

FONTE: O DIA




A milícia entrou no mundo da produção cultural. Há um mês, uma nova casa de espetáculos faz sucesso nas noites de Jacarepaguá: a RP Show Arena. E nada de apresentações mambembes. O espaço — montado numa área ao lado de um supermercado, em Rio das Pedras — foi inaugurado pela dupla sertaneja Bruno & Marrone e, ontem, subiram ao palco os pagodeiros do Raça Negra.

O sofisticado empreendimento artístico, com preços nem tão populares — o ingresso mais barato custa R$ 30 —, é gerido pela Associação de Moradores e Amigos de Rio das Pedras (Amarp). É dela a responsabilidade pelo pagamento dos artistas e toda a infraestrutura dos shows — iluminação, palco, telão, seguranças, alimentação e hospedagem de músicos e convidados. Só com o cachê da dupla sertaneja, o gasto foi de R$ 120 mil.

SEM PATROCÍNIO

Apesar do custo elevado com os espetáculos na RP Arena, a associação de moradores não conta com os tradicionais patrocínios ou apoio cultural que normalmente bancam parte dos negócios das grandes casas de shows. O empresário Marcelo Rangel, produtor dos dois espetáculos em Rio das Pedras, diz que o responsável pelo contrato foi o “Mineirinho”.

“Faço a divulgação lá e ninguém mexe comigo. Coloco meu telefone nos prospectos e não tenho ligação com nada ilícito”, avisa o empresário, que planeja levar o cantor Belo como próxima atração local.

Na Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, quem fez pedido de autorização para os dois shows foi Fabrício José dos Santos, presidente da Amarp. Ele virou líder comunitário ano passado, após ser eleito para substituir Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, preso por envolvimento com grupos paramilitares.

A organização comunitária é apontada nos inquéritos da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) como o braço social da milícia que controla, em Rio das Pedras, do transporte alternativo e sinal clandestino de TV à venda de botijões de gás e a segurança na comunidade, além dos espaços de lazer.

‘Produtor’ é investigado por mortes

Quem dita o ritmo nos bastidores dos espetáculos na RP Arena é Maurício Silva da Costa, ou simplesmente Maurição, tenente da PM. Ele é anunciado com pompas e circunstâncias sempre nos intervalos das bandas que abrem o espetáculo na casa. O locutor também agradece ao capitão Epaminondas de Queiroz Medeiros Júnior.

Investigado em assassinatos e denunciado na Operação Rolling Stones, da Draco, contra milícia, Maurição é quem dá as cartas na milícia de Rio das Pedras. Ele tem um camarote especial para assistir aos shows ao lado de convidados. Apesar das ações na Justiça, o PM foi promovido a primeiro tenente pelo governo do estado, no dia 19 de dezembro do ano passado. Queiroz também foi preso por ligação com os grupos paramilitares.

Os ingressos variam de R$ 30 a R$ 70 e podem ser adquiridos até pela Internet.


3 comentários:

  1. Sem falar que ela atua na estrada do quitungo,depois da estacao de cordovil e ninguem toma providencias.

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  2. VEJA NO YOU TUBE, SOS BOMBEIRO E PM PARTE 10 NOS TEMPOS DA DITADURA.

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  3. POLICIAIS TERÃO QUE DEVOLVER O BOLSA-FORMAÇÃO (PRONASCI).

    COMUNIDADE DOS POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL.

    Policiais terão que devolver o Bolsa-Formação (PRONASCI)
    Falhas em cursos de capacitação dão prejuízo de R$ 5 milhões ao governo
    O projeto Bolsa-Formação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), carro-chefe do governo federal no combate à violência, repassou indevidamente recursos a cerca de 3 mil profissionais em todo o país. Policiais, bombeiros, agentes penitenciários e peritos receberam o benefício mensal de R$ 443 como incentivo para fazerem cursos virtuais de capacitação, mesmo sem atender às condicionalidades impostas pelo projeto — como o teto salarial de R$ 1,7 mil ou estar em atividade na área da segurança. A quantia embolsada ilegalmente entre 2008 e 2011 chega a R$ 5 milhões — valor que agora o Ministério da Justiça, gestor do Pronasci, tenta receber de volta.
    Ofícios começaram a ser expedidos neste mês aos profissionais solicitando a devolução dos recursos repassados indevidamente. Eles terão 60 dias para questionar a cobrança. Se decidirem quitar os débitos, poderão parcelar. Caso se recusem a ressarcir os cofres públicos, serão acionados judicialmente, via Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Mikki, não acredita que será preciso chegar a tal ponto. “Creio que, na maior parte dos casos, os profissionais receberam de boa-fé, achando que poderiam receber. Pode ser um policial que tenha morrido, por exemplo. Essa família vai ser convidada a devolver o que foi repassado”, diz.
    Correio Braziliense
    Dilma barra a PEC 300 e ainda quer dinheiro do Pronasci de volta
    Já pensou você, policial, tirar R$ 443,00 por mês do seu salário para cobrir um rombo causado pelo próprio governo?
    Os salários pagos aos profissionais da segurança pública no Brasil são tão ridículos que qualquer esmola engana esses trabalhadores. Os R$ 443,00 da chamada Bolsa Formação (Pronasci), por exemplo – em que o governo federal tapeou milhares de policiais no Brasil com uma pseudo ‘capacitação’ – deixou muita gente abobalhada. Um dia a bolsa se foi, e aqueles velhos R$ 443,00 começaram a fazer falta.
    O problema é que agora o governo Dilma (PT), além de fazer de tudo para não aprovar a PEC 300, está pedindo o dinheiro de volta a milhares de profissionais.
    A alegação seria uma falha na aprovação dos requerimentos. Ou seja, muitos policiais, bombeiros e agentes penitenciários não deveriam ter recebido o ‘miguelito’, pois não se enquadravam nos requisitos exigidos pelo Ministério da Justiça.
    Ora, os policiais não roubaram esse dinheiro. Fizeram um cadastro e tiveram as condições aprovadas. Se houve erro, certamente – e como sempre – foi por parte de quem administra as finanças do país.
    Capitão Assumção.

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