terça-feira, 8 de maio de 2012

COMISSÕES QUEREM OUVIR COMANDANTE DA PM SOBRE EXPULSÃO DE POLICIAIS



As comissões de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presididas, respectivamente, pelos deputados Marcelo Freixo (PSol) e Zaqueu Teixeira (PT), vão realizar uma audiência pública para ouvir o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (08/05), durante reunião conjunta das comissões que buscava esclarecimentos para a exclusão de policiais militares que participaram de manifestações. Segundo Freixo, durante o encontro de hoje, que contou com a presença do corregedor da PM, coronel Waldir Soares Filho, “muitas questões não foram respondidas”.
“O corregedor não conseguiu responder a todos os questionamentos; então, queremos o quanto antes saber o número de policiais que estão respondendo a inquérito, quantos já foram expulsos, para onde foram transferidos e a principal pergunta: quem deu a ordem de prender os policiais em Bangu1”, questionou o parlamentar. Para Zaqueu Teixeira, há necessidade da promoção de uma audiência mais voltada para os atos e os fatos. “A expulsão é a pena máxima e, por isso, os fatos têm que ser muito graves e comprovados. Por isso, pedimos todos os procedimentos administrativos a que foram submetidos esses policiais”, explicou o petista.
O corregedor da PM afirmou que tem havido, por parte dele, um maior cuidado para que o direito à ampla defesa dos policias seja respeitado. “O objetivo da prisão era o de preservar os pilares da corporação, que são a hierarquia e a obediência. A prisão do militar é legal e prevista na Constituição”, disse o corregedor. Ele comentou ainda que, até agora, 17 policiais militares foram excluídos da corporação. Os deputados Paulo Ramos e Luiz Martins, ambos do PDT, o presidente da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio (Ame/RJ), coronel Carlos Fernando Ferreira Belo, e o coronel Paulo Ricardo Paúl também participaram da audiência.
ALERJ (Texto de Vanessa Schumacker)

Um comentário:

  1. lucia maria lebre27 de julho de 2012 11:59

    Mais uma vez quero falar e preciso falar. A família do publicitário morto em SP , lamentávelmente, por uma ação SUSPEITA do próprio publicitário e uma reação de medo e de defesa da Polícia de SP , não pode levar ao encarceramento dos policiais, nem à sua condenação e muito menos à sua expulsão da Polícia de SP. A Polícia é altamente mal paga, mal preparada e mal amparada! Os policiais do caso fizeram o que acharam certo, pois temiam ser assassinados, como dezenas de policias nos últimos dias. O publicitário tentou fugir da polícia e, claro, fugiu porque tinha "bagulho" consigo. Tenho décadas de trânsito e sempre que a polícia me parou foi extremamente educada... Agora , vem essa pressão da família para condenar os PMs, que são brasileiros como nós, ganham mal e , via de regra, moram nos bairros pobres de SP, quase sempre ao lado da bandidagem, correndo risco de vida diário. A PM de SP tem centenas de policiais mortos todos os anos pela bandidagem e são dezenas os policias que estão paraplégicos, cegos por batalhas travadas contra bandidos..... Agora vem a famigerada lei dos direitos humanos pra por na cabeça da população que o bandido é o policial... que horror!!!!

    ResponderExcluir