quinta-feira, 26 de julho de 2012

A VÍTMA DA PACIFICAÇÃO

A lamentável morte da policial militar dentro de seu posto de trabalho, no Complexo do Alemão, retrata não só a audácia de bandidos em afrontar o Estado, mas também a irresponsabilidade do governo em obrigar policiais a trabalhar usando somente armas não letais. Essa é uma realidade em várias UPPs — medida adotada partindo-se da falsa e midiática premissa de que as mesmas estariam pacificadas.
O governo, alguns parlamentares — com escolta fortemente armada — e pseudodefensores dos direitos humanos são os responsáveis por deixar a população cada vez mais vulnerável à criminalidade. Além de incentivar o desarmamento do cidadão ordeiro, ainda rotulam de ‘executores’ e perseguem os únicos que ainda têm disposição de colocar a própria vida em risco pela nossa segurança, quais sejam, aqueles policiais que já tenham participado de muitos autos de resistência — para salvar a própria vida ou a de terceiros inocentes.
Em 2010, quando da ‘retomada’ do Alemão, a sociedade assistiu, perplexa, ao Estado abrindo mão de sua legitimidade para que o AfroReggae ‘negociasse’, em seu nome, a rendição dos marginais fortemente armados. Um fracasso e um desrespeito à própria polícia, com pessoal qualificado para tal.
Caso nossas polícias, com a contribuição essencial das Forças Armadas, pudessem traçar estratégia meramente técnica, sem a interferência política, certamente aqueles traficantes que fugiram pela mata estariam presos ou mortos. E hoje não estaríamos lamentando a perda de mais um policial assassinado, pois, se menos criminosos estão morrendo em confronto e o número de prisões tem diminuído, obviamente esses bandidos continuam livres para aterrorizar a população.



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