domingo, 22 de julho de 2012

Ex-policial que recebia salário inferior a R$ 2 mil comprou casa que vale R$ 1,5 milhão

Condenados pela Justiça Federal do Rio de Janeiro em abril por lavagem de dinheiro, três ex-policiais civis que faziam parte do grupo dos ‘Inhos’ — todos chamados pelo diminutivo do nome — ganhavam salários de menos de R$ 2 mil, mas tinham imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão, segundo o relatório que consta na sentença divulgada pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio.
Os ex-policiais, que foram expulsos da Polícia Civil, mas estão em liberdade, foram denunciados pelo crime em 2006 pelo Ministério Público Federal. Os imóveis, segundo os autos, foram colocados em nomes de parentes.
As investigações indicaram que eles seriam pagos para permitir a atuação da quadrilha de Rogério Andrade, apontado como um dos principais contraventores do estado.
Segundo a sentença, os três teriam acumulado patrimônio incompatível com os vencimentos, indício de aquisição de forma ilícita. A Justiça determinou o sequestro dos bens e a perda do cargo público dos acusados no período entre oito e 12 anos.
Fabinho
Segundo a investigação, a mulher do ex-policial Fábio Menezes de Leão teria comprado em 2005 no Anil, em Jacarepaguá, casa avaliada em R$ 1 milhão. O imóvel tem 800 metros quadrados de área construída, piscina, campo de futebol, adega, sauna e quatro quartos. O casal alega ter pagado R$ 280 mil. Fabinho foi condenado pela Justiça a seis anos em regime semiaberto e multa.

Jorginho
Um dos imóveis supostamente comprados pelo ex-policial Jorge Luís Fernandes, no Recreio, em 2002, ficara no nome da sogra dele. Segundo o Ministério Público Federal, à época da denúncia, o imóvel valia R$ 1,5 milhão. Outros dois, no Recreio e em Búzios, avaliados em R$ 600 mil e R$ 200 mil, estão no nome da mãe de Jorginho, condenado a cinco anos em regime semiaberto.
Helinho
Hélio Machado da Conceição foi condenado a cinco anos em regime semiaberto e multa. Ele e a mulher compraram em 2002 uma cobertura no Recreio que foi avaliada em R$ 900 mil quatro anos depois. A mulher teria comprado outro, imóvel, por R$ 300 mil, em 2002, no mesmo bairro.
 

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