segunda-feira, 30 de julho de 2012

Para defesa, resultado de DNA recolhido no carro de Patrícia Amieiro é prova que PMs são inocentes

Exame de DNA afirma que o material coletado no carro da engenheira Patrícia Amieiro não é compatível com os quatro PMs acusados pelo crime. O laudo, ao qual o G1 teve acesso, também não aponta vestígios genéticos da própria vítima, que desapareceu há quatro anos, quando seu veículo, um Palio, foi encontrado dentro de um canal na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
O exame pedido pela defesa foi assinado por três peritos do Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense, um órgão da Polícia Civil. Das várias amostras coletadas no carro da engenheira, três tinham condições de análise. Eles estavam no tapete da mala, na forração do teto e na forração interna da porta direita.
Os peritos Nadia Fernandes Freitas, Marcelo de Souza e Rosangela de Carvalho afirmam: "No material coletado do veículo Fiat Palio, placa KZS 4954, não foi encontrado perfil genético compatível com o perfil genético da Sra. Patrícia Amieiro".
O laudo também conclui que o material analisado não apresenta "alelos (genes) compartilhados" com os identificados nas amostras de Marcos Paulo Nogueira do Nascimento, Willian Luís do Nascimento, Fábio da Silveira Santana e Márcio de Oliveira Santos. Os quatro foram denunciados pela morte e ocultação do cadáver de Patrícia.
O advogado dos PMs, Nélio Andrade, considerou o resultado favorável. "A acusação afirma que a Patrícia foi tirada pela porta de trás do carro. Certamente haveria material genético dos policiais. Além disso, não é possível que em um acidente de mais de 100 km/h não haja nem um vestígio da motorista", disse Nélio, que sustenta que a engenheira não estava dirigindo o Palio no momento do acidente.

 Manifestação dos policiais


Ao lado de parentes e amigos, os quatro policiais militares acusados da morte da engenheira Patrícia Amieiro realizaram uma manifestação na tarde desta segunda-feira (30), no local onde o carro da jovem foi encontrado, na Barra da Tijuca. O grupo está com  faixas com os seguintes dizeres: “Policiais inocentes", "Cadê Patrícia?" e "Em busca da verdade”.
Um dos PMs suspeitos da morte da engenheira, Fábio da Silveira Santana, disse que deseja que o caso seja reaberto e que as investigações continuem.
"No momento em que houve o acidente, eu estava fazendo uma ocorrência na delegacia e acabei entrando no crime de ocultação de cadáver. Eu sou pai de família e tenho duas filhas gêmeas e lindas. Jamais entraria em um situação dessa. Se eles tivessem feito besteira, eles que assumissem", declarou Fábio, fazendo referência aos também suspeitos do crime Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Wiliam Luís do Nascimento, acusados de terem dado os tiros que atingiram o carro da engenheira.

3 comentários:

  1. Os PMS são inocentes e DEUS sabe disso!

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  2. Infelizmente a imprensa quer a condenação de inocentes e a familia da vitima também afinal o ser humano e movido a vingança principalmente quando e com alguém querido , mais condenar inocentes senhores não pode ser justiça pois os pms são inocentes !!!!

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  3. porra nenhuma esses aí tenho certeza que são vagabundos e tão envolvidos nesse assassinato. são bandidos fardados sujando a imagem da polícia.

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