quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Operação para desarticular quadrilha de jogo do bicho já tem 16 presos

FONTE: O GLOBO 

Dezesseis pessoas foram presas, na manhã desta quarta-feira, em uma operação da Polícia Civil contra uma quadrilha de bicheiros que atua na região da Central do Brasil, em partes do Centro e em São Cristóvão, na Zona Norte. Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) cumprem 24 mandados de prisão contra integrantes da cúpula da organização, entre eles policiais civis e militares da região e também agentes da reserva. Segundo as investigações, que começaram em janeiro deste ano, o lucro da quadrilha é de R$170 mil por mês. Os bicheiros pagavam mensalmente R$ 30 mil em propina para policiais envolvidos no esquema.
Outros 30 mandados de busca e apreensão foram expedidos para diversos pontos da cidade, entre os quais encontra-se a Central de Apuração de Resultados do Jogo do Bicho, na Rua Senador Dantas, Centro, visitada por policiais nesta manhã.
Na ação, batizada de Catedral, foram apreendidos um cofre; três pistolas; um revólver; cinco carregadores; munição; três laptops; várias torres de computador; joias; relógios (um deles um Rolex de ouro); várias anotações do jogo do bicho; uma quantia em dinheiro, ainda não contabilizada; documentos; celulares; e um rádio.
Os policiais identificaram o contraventor Evandro Machado dos Santos, conhecido como Bedeu, de 53 anos, como o chefe da quadrilha de jogo do bicho. O filho dele, Alessandro Ferreira dos Santos, de 35 anos, também participava do esquema. Os dois foram presos na manhã desta quarta em casas diferentes de um condomínio de classe média alta no Recreio dos Bandeirantes, onde também morava o ex-goleiro Bruno Fernandes, acusado da morte da modelo Eliza Samúdio. Os dois possuem carros importantes e até um iate. Entre os presos, também está o capitão da Polícia Militar Anderson Luiz de Souza, chefe do serviço reservado (P2) do 5º BPM.

A polícia chegou até o grupo após 14 apontadores do jogo do bicho terem sido presos em uma operação no Centro e na Zona Sul. Foram gravadas, com autorização da Justiça, mais de 180 horas de ligações telefônicas feitas por 40 números diferentes. Durante a investigação, outros 11 apontadores foram presos.
Com as linhas grampeadas, os agentes descobriram como a quadrilha agia na região da Central do Brasil, Gamboa, Saúde e também em São Cristóvão. Os suspeitos subornavam policiais civis da 4ª DP (Central do Brasil), do 5º BPM (Praça da Harmonia) e também da Unidade de Polícia Pacificadora do Morro da Providência para que não fossem realizadas ações de repressão ao jogo do bicho.
Entre os policiais denunciados, estão alguns que são responsáveis diretos pelas investigações de crimes na região. O inspetor da Polícia Civil Weber Santos de Oliveira, que foi preso nesta quarta, é chefe de investigações da 4ª DP, que segundo a denúncia, recebe propina para evitar operações e vazar informações. O capitão da PM Anderson Luiz de Souza, chefe do serviço reservado (P2) do 5º BPM, também era subornado para evitar operações de repressão.
Entre os procurados ainda estão dois sargentos da UPP da Providência, um sargento do 5º BPM, dois ex-policiais civis e outros dois PMs da reserva.

Primeiro envovimentos dos policiais é identificado em 2006
Investigações da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança apontam que o primeiro envolvimento de policiais com o jogo do bicho na região foi identificado em 2006 e culminou com a expulsão dos quadros da Polícia Civil, na época, da delegada titular da 4ª DP. Ela era acusada de envolvimento com a contravenção e prática do crime de tortura a mando de contraventores.
Os principais pontos de jogo do bicho administrados pela quadrilha ficam no Mercado Popular da Uruguaiana e ruas da Carioca e do Rosário, além da UPP da Providência, onde os sargentos Marcos Aurélio das Chagas e Marcos André dos Santos dividiam propina de R$150 semanais.
Policiais militares do 5º BPM dividiam a quantia de R$ 9,4 mil por mês. O dinheiro era repassado pelo subtenente da reserva da PM Carlos Alberto Pimentel Mege a Anderson Luiz de Souza, que fazia o pagamento a um grupo de policiais da unidade. No batalhão, também está lotado o sargento Renato Ferreira Angelici, apontado como segurança e informante do grupo de criminosos.
Weber Santos recebia ao mês R$ 16 mil para dividir entre sua rede. O dinheiro era entregue pelo policial civil aposentado Alan Cardeque Manoel Villela.
Evandro Machado dos Santos e seu filho Alessandro Ferreira dos Santos eram protegidos pelo ex-inspetor Aloísio Russo Júnior. Outro policial inativo envolvido com a quadrilha é o sargento PM da reserva Ivanir de Moraes Maranhão, que efetuava pagamentos aos policiais militares da região.
As acusações são por corrupção ativa, violação de sigilo funcional, formação de quadrilha e contravenção. Nem todos os acusados irão responder por todos os crimes.
Além dos já citados, também são procurados pela polícia: Sílvio Danilo Joaquim de Oliveira, gerente da quadrilha; Izaías Gomes Fonseca, gerente do jogo na região da Uruguaiana; José Gabriel dos Santos, gerente na Rua do Rosário; João Carlos de Oliveira, gerente da Rua da Carioca; Emerson Batista Anacleto, recebe informações de policiais e enviar recados; Lucindo Monteiro Inácio, Kátia Ceciliano e Leonardo Barra, administradores da quadrilha; José Carlos Pereira Nogueira e Cristiano Nogueira da Silva, controlam o pagamento de propina; Nelson José Siqueira, recebe informações da polícia e transporta dinheiro; Jairo Andrade dos Santos e José Israel Barbosa da Costa, intermedeiam o pagamento de propina aos policiais da UPP da Providência.

3 comentários:

  1. grande capitão anderson da nossa p/2,e o grande subtenente entregando a grana para o chefe,depois quer que alguém acredita nisso que ai está, daqui apouco isso tudo será esqueçido,e esse cara será até cmt.geral!

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  2. Caro moderador, vamos manifestar nossa indignação no site da câmara dos deputados. Foi aberta uma consulta pública sobre o tema descriminalização das drogas. Quem é contra isso, deve se manifestar, pois essa consulta pública está tomada de opiniões favoráveis à liberação. Vamos mostrar nossa indignação opinando sobre esse tema e pedindo para manter as drogas ilícitas como ilícitas, não dando brechas a usuários ou traficantes. Segue o link

    http://edemocracia.camara.gov.br/web/espaco-livre/forum/-/message_boards/view_message/950226

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    1. vamos luta contra as drogas os viciados e traficantes as penas tem que ser o dobro e multas pesadas vamos dizer não as drogas !!

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