quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Polícia faz operação para desarticular quadrilha do jogo do bicho no Rio

Agentes da secretaria de Estado de Segurança (Seseg) deflagraram na  manhã desta quarta-feira (29) a Operação Catedral para prender uma organização criminosa responsável por coordenar o Jogo do Bicho em parte do centro e da zona norte do Rio de Janeiro.
Foram expedidos ao todo 24 mandados de prisão, sendo nove para policiais civis e militares. Segundo informações da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), as propinas pagas  aos envolvidos chegava a R$ 30 mil mensais.
Entre os procurados estão o suposto bicheiro Evandro Machado dos Santos (conhecido como “Bedeu”); seu filho Alessandro Ferreira dos Santos; o capitão PM chefe do Serviço Reservado (P2) do 5º Batalhão da Polícia Militar; o chefe do Setor de Investigações da 4ª Delegacia Policial; e dois sargentos da PM que são supervisores de graduados da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do morro da Providência, no centro do Rio. 
A Operação Catedral é resultado de sete meses de investigação da Ssinte. Os presos foram indiciados e denunciados por exploração do jogo do bicho, formação de quadrilha armada, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional.
 
Vazamento de operações
De acordo com as investigações, o grupo comandado pelo contraventor “Bedeu” detinha o domínio do jogo do bicho em grande parte do centro  do Rio (Central, ruas Uruguaiana e Rosário e Largo da Carioca) e de São Cristóvão,  na zona norte. 
O primeiro envolvimento de policiais com o jogo do bicho na região da Central foi identificado em 2006, culminando com a expulsão, dos quadros da Polícia Civil, da delegada titular da 4ª DP, acusada de envolvimento com a contravenção e prática do crime de tortura a mando de contraventores, de acordo com investigações da CGU.
A atual organização criminosa contava também com policiais em seu corpo de seguranças, os quais, além da proteção dos pontos de exploração da jogatina ilegal e da segurança dos chefes da organização, eram responsáveis pelo vazamento de informações relativas a operações policiais que seriam realizadas pelos órgãos de segurança do Estado.
Os 30 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em residências e em escritórios da organização. Ao longo da apuração, a SSINTE deteve outros 25 membros da organização criminosa, que funcionavam como anotadores/apontadores de apostas (conhecidos como “aranhas”) nos pontos de exploração do jogo ilegal.

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