quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Prisão termina em confusão na DP de Campo Grande

A tentativa de registro de uma prisão em flagrante terminou em confusão dentro da Delegacia de Campo Grande (35ª DP). De um lado, PMs que prenderam suspeitos tentando trocar roupas compradas com um cartão roubado. De outro, o delegado, que segundo os militares demorou a atender a ocorrência, dando início ao bate-boca entre os policiais.
Os dois suspeitos, de 21 e 22 anos, moradores da favela do Rola, em Santa Cruz, foram presos em uma loja de um shopping do bairro, na noite de quarta-feira (8). Os vendedores perceberam que o cartão de crédito constava como roubado e a PM foi acionada.
Além das roupas, que os suspeitos queriam trocar por estarem muito apertadas, os policiais do 27º BPM dizem ter encontrado com a dupla um revólver, que foi apreendido. Os policiais levaram a dupla para a 35ª DP, que naquele horário funcionava como central de flagrantes, mas não imaginavam que enfrentariam tanta dificuldade para apresentar os suspeitos.
De acordo com um dos PMs, o delegado de plantão teria afirmado que não receberia a ocorrência e começou a discussão. Os ânimos ficaram exaltados e investigadores que trabalhavam em suas mesas se aproximaram do grupo, que discutia em voz alta. Houve empurra-empurra entre o delegado e os PMs. Algemados e atônitos, os presos ficaram no meio do tumulto.
Um oficial e uma delegada foram chamados para apaziguar a confusão. Após um diálogo, a ocorrência foi finalmente atendida. A primeira informação sobre os suspeitos, passada pelos PMs, é de que eles praticariam sequestros-relâmpago na Barra da Tijuca e usariam os cartões roubados das vítimas para fazer compras, mas eles negaram.
Os presos confessaram que receberam de amigos um cartão roubado de uma mulher e resolveram ir ao shopping. Só não contavam que seriam descobertos ao retornar à loja para trocar as peças de roupas por números maiores.


Um comentário:

  1. Não de hoje que estes entreveiros acontecem entres os policiais civil e militar. O primeiro, sempre se acha no direito de intrometer no ocorrência do policia, pensa que pode fazer o que bem querer na delegacia policial, órgão pública, que serve para servir ao povo. Mas eles usam pra se servir dela. Querem usar como balcão. O segundo, devia de procurar o Delegacia Dia para registrar o fato. Registre esta ocorrência na corregedoria para que apure os fatos e não vire uma retronaba. Parabéns pela ocorrência.

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