terça-feira, 11 de setembro de 2012

Após chacina, prefeito de Mesquita diz que traficantes do Rio levam violência à cidade

O tenente-coronel Marcos Borges, comandante do 20º BPM (Mesquita), afirma que a presença de traficantes de fora, oriundos do Rio, é mais notada nos fins de semana. Apesar da chacina (de seis jovens), de dois outros assassinatos e do desaparecimento de uma pessoa, o policiamento na região não será reforçado.

Messias conta ainda que o perfil do tráfico no bairro da Chatuba mudou muito nos últimos anos. Antes discretos, os bandidos passaram a portar armas abertamente, e a região ficou muito perigosa. De acordo com o prefeito, os policiais e os moradores comentam que os criminosos cariocas buscam abrigo na Chatuba quando o cerco policial aperta no Rio.
— O bairro é um dos mais antigos do município, de perfil operário. Tem cerca de 40 mil habitantes e é urbanizado. Notamos que, nos últimos anos, a violência aumentou com a presença de traficantes que teriam vindo do Rio. O assunto é de conhecimento do governador Sérgio Cabral e da cúpula da polícia, tanto da PM quanto da Polícia Civil — diz Messias.
O tenente-coronel Marcos Borges, comandante do 20º BPM (Mesquita), afirma que a presença de traficantes de fora, oriundos do Rio, é mais notada nos fins de semana. Apesar da chacina (de seis jovens), de dois outros assassinatos e do desaparecimento de uma pessoa, o policiamento na região não será reforçado.
— Vamos manter o policiamento normal — afirmou o tenente-coronel Marcos Borges.

5 comentários:

  1. A prioridade do Governo do Estado do Rio de Janeiro são as Unidades de Polícia Pacificadora. O perigo do modelo de policiamento das "UPPs" não é o fracasso ao longo do tempo, mas a impossibilidade de atender a todas as demandas, já que são mais de mil favelas dominadas por tráfico ou milícia no RJ. A impossibilidade de expansão do modelo suga grandes efetivos e contrasta com o restante do policiamento ostensivo chamado normal ou geral (o que se destina a todo o RJ). Este policiamento normal é tradicionalmente atendido pelos Batalhões, mas está com carência inegável de efetivo e de meios materiais, o que torna rarefeito o patrulhamento diuturno – modelo, portanto, inverso ao das UPPs.

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  2. Ninguem faz nada Mesquita esta entregue as baratas ... Nunca imaginei ver isso em um municipio que possui um batalhão de policia militar praticamente no seu coração (centro). Isso e uma vergonha.

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  3. Policiais Militares e Bombeiros Militares continuam recebendo salários miseráveis no Rio de Janeiro

    Salário Mínimo Necessário, referente ao mês de Julho de 2012, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE): R$ 2.519,97 (dois mil, quinhentos e dezenove reais e noventa e sete centavos). Este deveria ser o SOLDO do Militar Estadual (o piso salarial da categoria).

    O referido valor é levantado conforme determina a lei que estabeleceu o Salário Mínimo, o Decreto Lei 399 e a Constituição Federal em seu artigo 7º, inciso IV (é o valor mínimo para cobrir as despesas básicas de sobrevivência).

    http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminMenu09-05.xml

    Pagar dignamente não é um favor, é obrigação, senhor Governador!

    O que é feito com a segunda maior arrecadação de impostos do Brasil?

    O dinheiro público deveria ser utilizado para pagar os profissionais que prestam serviços essenciais à população, como Bombeiros e Policiais Militares ("heróis sociais"). O custo de vida no Rio é altíssimo! A insatisfação das tropas da PMERJ e do CBMERJ, por ter o pior salário do Brasil e pelas péssimas condições de trabalho, é evidente. O PM e o BM ganham, por dia, metade do que recebe uma diarista para fazer faxina!

    O salário-base de agente da Polícia Federal é de R$ 7.514,33 (sete mil, quinhentos e catorze reais e trinta e três centavos), valor que, segundo a categoria, está defasado.

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  4. O REINO DA CABRALÂNDIA NÃO ESTÁ "PACIFICADO" (PELA IMPREN$A)??
    SÓ ESQUECERAM DE AVISAR ALGUNS SÚDITOS: OS DO TRÁFICO!

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  5. "A profissão policial militar, por suas características específicas, exige um preparo especial para enfrentar
    situações cada vez mais complexas e desafiadoras. Trata-se de uma categoria de profissionais que
    atua, não raro, em condições extremas de risco da própria vida. No desempenho de uma atividade tão
    singular, estamos frequentemente atuando na fronteira entre o acerto e o erro.
    Há, contudo, uma diferença marcante que distingue a nossa profissão das demais: o erro no julgamento
    que antecede nossas ações pode colocar também a vida de pessoas em risco. Por isso, aspectos como
    legalidade, oportunidade e preparo técnico são fundamentais para que o policial militar utilize a sua
    arma. Como não há algo mais importante do que a vida humana, não podemos nos tornar insensíveis
    diante da dor alheia, como se não nos importássemos com a banalização do bem mais valioso de qualquer
    ser humano.
    Cabe aqui, então, reforçar uma importante recomendação: a possibilidade de erro na ação policial só
    será minimizada na medida em que seu preparo técnico-profissional dotá-lo do necessário equilíbrio
    emocional, capacitação e domínio das técnicas apropriadas para o desempenho da sua atividade. Pensem
    e reflitam: somos homens comuns, não somos heróis.
    Além do aperfeiçoamento contínuo do fazer profissional, devemos também fortalecer nossa correção
    de atitudes. Todo cidadão espera que o policial seja o principal guardião da lei. Como tal, somos aquele
    profissional de quem se exige um comportamento pautado nos mais sublimes valores éticos e morais.
    Por se tratar de uma categoria especial de servidor público, o policial militar não pode se afastar dos
    preceitos basilares de nossa profissão: a honradez por princípio e a proteção e valorização da vida
    como fim.
    Logo, qualquer comportamento desviante é inaceitável assim como é intolerável a prática de conduta
    criminosa por parte de um agente da lei que se torne indigno de envergar nossa gloriosa farda. Para que
    continuemos a ter o reconhecimento e respeito da sociedade, esse pacto não pode ser rompido.
    Não seremos, em hipótese alguma, cúmplices da desonra.
    (...)
    De maneira simples e direta, afirmo: devemos dizer não à corrupção!
    (...)
    Somos mais de 45 mil homens e mulheres, devotados profissionais que saem de casa todos os dias para
    proteger quem sequer conhecemos. É a razão de ser da nossa profissão. É o que nos faz únicos!"

    (MENSAGEM DO COMANDANTE-GERAL À TROPA - Bol da PM n.º 168 - 06 Set 12)

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