As providências, publicadas no boletim da corporação, preveem medidas para diminuir o número de vítimas nas operações policiais, entre elas, a implantação do Programa de Controle de Uso da Força e das Armas de Fogo e a reativação do Sistema de Material Bélico.
Comandantes, chefes e diretores passam a ser responsáveis pela “fiscalização e o controle do uso de armamento”.

Haverá mudanças na preparação dos policiais. Caberá ao Estado Maior coordenar estudos sobre ações da PM que causaram vítimas entre cidadãos nos últimos 12 meses: deverão ser identificadas os fatores que influenciaram “os resultados desastrosos”.

O diagnóstico servirá de base “para um plano de ação com medidas saneadoras”. Segundo a PM, o mau uso do poder atinge “mortalmente a imagem e a legitimidade da instituição”.

Uso da força

A PM vai monitorar o desempenho de policiais e batalhões em itens como habilidade técnica, disciplina e letalidade. Os resultados serão usados em novo modelo de instrução, que incluirá temas como uso comedido da força, respeito às minorias e tiro policial para a preservação da vida.

Problemas recentes

Ao justificar as medidas, a PM cita “fatos recentes” que revelam a necessidade de tratar da corrupção e da violência. Em agosto, policial foi filmado ao carregar mochila onde haveria dinheiro roubado de restaurante. No início de setembro, soldado teria disparado tiros que mataram uma mulher num posto de saúde.