Príncipe, que está há dois anos na reserva, disse que não havia bebido e que não fez o teste do bafômetro porque contraria os preceitos constitucionais.

“Porque sou contra o princípio de ser eu obrigado a produzir provas contra mim. Não tinha bebido. Isso é uma leizinha, uma leizeca, que quer empurrar as coisas mesmo contrariando os preceitos constitucionais... O ato é tão ridículo e ilegal que está parecendo que estão querendo pegar somente multa”, afirmou ele. O oficial reclamou ainda de ter o episódio divulgado na mídia. "Ali, tem fofoqueiros. Estou pensando, da próxima vez, não vou parar mais".

O coronel foi parado num  Porsche amarelo, que, segundo ele, foi comprado no início do mês. O carro  custou R$ 650 mil. “Felizmente, o meu conforto não é produto exclusivo da corporação.Tenho uma empresa com meu irmão. Dali, é que vem o meu rendimento maior”, disse ele, que antes de adquirir o Porsche andava com um Jaguar. “Pobreza pouca é bobagem....”

O coronel Fernando Príncipe foi substituído no comando do Bope em 2006 após denúncias de excessos envolvendo policiais daquela unidade de elite e, mais tarde, na chefia do 9º BPM (Rocha Miranda), depois que o menino Wesley, de 11 anos, foi morto dentro de um Ciep num confronto entre PMs e traficantes.