domingo, 30 de setembro de 2012

Faltam 13,5 mil policiais civis no estado do Rio

O FLUMINENSE 
Embora a Lei 699/83 estabeleça que o estado do Rio de Janeiro deva ter um efetivo de 23.116 policiais civis, a realidade é bem diferente. Atualmente o estado possui apenas 9.533 policiais entre delegados, inspetores, investigadores, oficiais de cartório, técnicos de necropsia, peritos legistas e engenheiro policial de telecomunicações. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol), Fernando Bambeira, há um déficit de pelo menos 13,5 mil policiais espalhados pelas 167 delegacias do estado, sem incluir as especializadas. 
Um exemplo no déficit do efetivo é a 73ª DP (Neves), que depois de se transformar em Central de Flagrantes, tem registrado uma demora de até 10 horas para registrar uma ocorrência simples. Os policiais da distrital alegam que com a mudança, o número de ocorrência aumentou, mas o número de policiais não cresceu na mesma proporção. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, as delegacias de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí sofrem com esse problema há anos.
“Essa é uma das maiores queixas dos policiais ao sindicato. Atualmente o efetivo de policiais civis é muito pequeno. Temos apenas 9,5 mil policiais quando deveríamos ter 23.116. Trabalhamos com menos de 1/3 do que deveríamos possuir. Esse baixo efetivo atrapalha diretamente nas investigações e nas condenações. Como um juiz pode condenar alguém se não houver investigação?”, indagou.
Além do baixo efetivo, o presidente do sindicato salientou que atualmente 20% dos policiais estão com mais de 50 anos de idade.
“Esses policiais deveriam se aposentar. Mas, todos estão com medo de perder a gratificação de R$ 850 dada para os que trabalham nas delegacias legais. Se ele sair para outra delegacia ele perde essa gratificação. Sem contar que o salário de um policial civil é muito baixo. Nosso sindicato tem cobrado tanto para a Secretaria de Segurança quando ao Ministério Público uma solução para o nosso problema”, disse.
Neves – Atualmente a 73ª DP conta com 29 policiais e cinco delegados. Para fornecer à população um atendimento adequado, seria necessário um efetivo de pelo menos 80 agentes, de acordo com o presidente do sindicato. Segundo um inspetor que preferiu não se identificar, para cada plantão seria necessário inicialmente quatro policiais para atender ao fluxo de aproximadamente 100 ocorrências registradas diariamente.
A queixa dos policiais é com a sobrecarga de trabalho. Eles reclamam do acúmulo de funções. Os policiais alegam que mesmo com os agentes enviados pelo Regime Adicional de Serviço (RAS) – em que policiais são pagos para trabalhar em seus horários de folga – ainda não é o suficiente para atender a demanda.
“Mesmo quando a delegacia não era Central de Flagrante, o efetivo já era deficiente. Posso dizer que o que estava ruim agora piorou. Precisamos de mais efetivo para atender a população e para realizar os flagrantes. Cada plantão deveria ter pelo menos quatro policiais para o público e um para fazer os flagrantes”, comentou o agente, que preferiu não se identificar.
Além de investigação e registro de ocorrências, os agentes da 73ª DP (Neves) precisam se desdobrar para levar os presos para fazer exame de corpo de delito e para os presídios.
“Tem dia que as pessoas ficam aqui por horas esperando para fazer registro de ocorrência simples. Tudo porque temos que levar presos para presídio ou para exame de corpo de delito. Para esse tipo de atividade é necessário pelo menos dois policiais”, contou.
Além da sobrecarga de trabalho, os policiais temem ainda manter presos na delegacia com o pouco efetivo. Eles alegam que por ser próxima a duas comunidades perigosas - Complexo da Coruja e Morro do Martins -, o medo de ações criminosas na delegacia é constante.
“O fato de vir presos para cá quase todos os dias expõe tanto nós policiais quanto a população que aguarda no interior da delegacia. É um risco muito grande trabalhar aqui dentro cercado por comunidades perigosíssimas”.


4 comentários:

  1. O piso salarial dos Militares Estaduais (PMs/BMs) deveria ser de R$ 2.589,78.

    Em agosto, o preço dos gêneros alimentícios essenciais aumentou em 15 capitais das 17 onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. No acumulado do ano até agosto, todas as capitais apresentam alta nos preços médios dos alimentos. Das 17 capitais, 11 apresentam variações acima de 10%. No Rio de Janeiro, a alta foi de 15,07%, maior do que o reajuste salarial oferecido pelo Governo do Estado (houve perda salarial). Nos últimos 12 meses, de setembro de 2011 a agosto deste ano, o custo médio da cesta de alimentos aumentou fortemente em todas as capitais pesquisadas, com destaque para o Rio de Janeiro (19,53%).

    Segundo o DIEESE, o Salário Mínimo Necessário, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte (valor suficiente para a manutenção de um trabalhador, de acordo com o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal) foi estimado em R$ 2.589,78 (dois mil, quinhentos e oitenta e nove reais e setenta e oito centavos).

    Link do DIEESE: http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminMenu09-05.xml

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  2. Soldado da PMERJ ganha menos de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

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  3. O DECRETO Nº 43.411 É UM ABSURDO!

    A diminuição do interstício para promoção na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro servirá de desestímulo para os seus integrantes estudarem, contribuindo para uma pior prestação de serviços para a população fluminense.

    Os incisos do Art. 3º deixam o Bombeiro e o Policial Militar acomodados.

    I - Soldado a Cabo: possuir 06 (seis) anos de efetivo serviço prestado à Corporação, estando classificado, no mínimo, no comportamento "BOM";
    II - Cabo a 3º Sargento: possuir 12 (doze) anos de efetivo serviço prestado à Corporação, estando classificado, no mínimo, no comportamento "BOM";
    III - 3º Sargento a 2º Sargento: possuir 16 (dezesseis) anos de efetivo serviço prestado à Corporação, estando classificado, no mínimo, no comportamento "BOM";
    IV - 2º Sargento a 1º Sargento: possuir 20 (vinte) anos de efetivo serviço prestado à Corporação, estando classificado, no mínimo, no comportamento "BOM"; e
    V - 1º Sargento a Subtenente: possuir 25 (vinte e cinco) anos de efetivo serviço prestado à Corporação, estando classificado, no mínimo, no comportamento "BOM".

    Permanecer no comportamento "BOM" até os indisciplinados conseguem! É só esperar o tempo passar e "deixar cair do céu"...

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  4. 3º SGT PM JURUNA !!1 de outubro de 2012 18:03

    CARA VOCÊ É CHATO, ESSE DECRETO AJUDOU MUITA GENTE E NÃO TE PREJUDICOU EM NADA.ENTÃO DEIXE DE SER RANCOROSO E IDIOTA, E PARE DE POSTAR ESSAS SANDICES E ARRUME ALGO MAIS PRODUTIVO PRÁ FAZER.

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