sexta-feira, 28 de setembro de 2012

SÃO PAULO - PCC é suspeito de morte do ex-PM justiceiro

Uma interceptação telefônica oficial registrou contatos de bandidos  planejando uma grande ação criminosa em Pindamonhangaba, no interior. Horas depois, o ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, conhecido como Cabo Bruno, de 53 anos, foi executado na noite de quarta-feira, na cidade. Famoso por liderar o chamado Esquadrão da Morte (grupo acusado de matar pelo menos 50 pessoas na década de 1980), Florisvaldo saiu da Penitenciária 2 de Tremembé havia apenas 35 dias, depois de cumprir 27 anos de  pena.
 No sistema carcerário houve comemorações e a principal hipótese sobre a motivação é uma  vingança orquestrada pelo crime organizado.

De acordo com a Polícia Militar, Florisvaldo de Oliveira voltava  para casa, na Rua Álvaro Leme Celidônio, no bairro Quadra Coberta. Por volta das 23h, dois criminosos se aproximaram, cada um  por um lado da rua. Os matadores começaram a atirar no ex-PM, que foi atingido por cerca de 20 disparos de pistolas de calibres 45 e 380. O Cabo Bruno, muito atingido na barriga e no rosto, morreu na rua. Os bandidos fugiram e não roubaram nada da vítima.
O Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) recebeu três chamadas informando sobre o assassinato. As primeiras viaturas chegaram ao local e encontraram o corpo do Cabo Bruno ao lado de um Astra prata, que também tinha perfurações de bala.
Há suspeita de que ele tenha sido vítima de uma emboscada e baleado no carro. Em seguida, teria deixado o veículo, na tentativa de escapar com vida. Três homens armados, um deles ao volante de um Fiat  Doblô prata, seriam os autores do crime, de acordo com  testemunhas.

Palestra /Cabo Bruno tornou-se evangélico. No domingo, foi empossado como pastor da Igreja Refúgio em Cristo, em Taubaté, e, na terça-feira, realizou uma palestra de  20 minutos para 30 PMs em um Batalhão da capital. Ele discorreu sobre seus erros do passado e alertou os policiais da ativa para que não os repetissem.
“Ele falou bastante sobre o passado, mas com o objetivo de incentivar os novos policiais para que não façam o mesmo que ele fez e sejam mais conscientes na hora de tomar decisões nos trabalhos de rua. Foi um testemunho rápido, mas com a certeza de grandes vitórias”, afirmou a pastora Dayse da Silva Oliveira, de 46 anos, mulher do ex-policial.

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