quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apelo à segurança elege cinco na Câmara de São Paulo

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

A bancada de vereadores eleita com a bandeira da segurança pública conta com dois ex-integrantes da Rota que somam, juntos, 77 mortes ao longo de suas carreiras. Tem ainda um coronel que defende a Polícia Militar na gestão da Prefeitura e duas vítimas da violência urbana.
Paulo Adriano Telhada (PSDB), Álvaro Camilo (PSD), Conte Lopes (PTB), Ari Friedebach (PPS) e Masataka Ota (PSB) estreiam na Câmara Municipal a partir de 2013 com a tarefa de tratar de um tema que, na teoria, só pode ser decidido pelo Estado ou pela União.
Os cinco eleitos para combater a violência dentro do Legislativo somam-se ao delegado Celso Jatene (PTB), que obteve um quarto mandato. A bancada da segurança, com seis integrantes, só perde para a dos evangélicos, com oito parlamentares.
Telhada, que foi chefe da Rota até o ano passado, quando saiu a sua aposentadoria compulsória, fez fama com declarações fortes contra os criminosos. Da linha "bandido bom é bandido morto", respondeu por mais de 30 mortes nos seus pouco mais de 30 anos de polícia. De acordo com ele, em apenas um ano, foram 13.

Quinto vereador mais votado de São Paulo, o coronel Telhada foi eleito com o lema “bandido bom é bandido morto”.
Telhada afirma que tentará criar a operação delegada - uma espécie de bico oficial da PM pago pela Prefeitura - para a Guarda Civil Metropolitana. Ao longo de três décadas de corporação, matou 36 suspeitos em supostos confrontos com marginais. Ele garante que todos os mortos “eram bandidos”.
O ex-deputado Conte Lopes, tenente do jovem Telhada em início de carreira, também vai para o Palácio Anchieta com a missão de “fortalecer a GCM”. Ele credita sua eleição como vereador à sensação de insegurança da sociedade. Com 41 mortes nas costas entre as décadas de 70 e 80, quando esteve na Rota, Lopes afirma ter agido “legalmente” em todos os casos.
“O problema é que você, na função de comando, vai à frente (para ajudar os demais)”, afirma o capitão reformado da PM.
Ex-comandante da PM durante o governo José Serra, entre 2006 e 2010, o coronel Álvaro Camilo tem o mesmo discurso em defesa da GCM. Diz também que defenderá mais contratações de policiais militares para a operação delegada da Prefeitura e a manutenção de coronéis da reserva no comando das subprefeituras.
Vítimas
Além dos três ex-PMs, outros dois debutantes na Câmara prometem ações de combate à violência e de auxílio às vítimas.
Pai do garoto Ives Ota, assassinado em agosto de 1997, o comerciante Masataka Ota é coordenador do Movimento Paz e Justiça Ives Ota, que presta auxílio psicológico às vítimas de violência. Ota quer ampliar a rede de auxílio para pessoas que ficaram abaladas após episódios de violência na Secretaria Municipal de Saúde.
Presidente do projeto “Viva em Segurança”, Friedebach teve a filha Liana e seu namorado assassinados em 2003. Um dos acusados pelo crime era um menor, conhecido como Champinha. No Legislativo municipal, pretende desenvolver “ações locais que possam auxiliar no combate à violência”.

Um comentário:

  1. O dia que entenderem o sentido da palavra UNIÃO,A PMERJ VAI MELHORAR!
    Policiais militares foram expulsos por causa da greve, não ví um único candidato PM divulgar a conta dos excluídos!!!

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