sábado, 27 de outubro de 2012

Ivo Meirelles é indiciado por associação ao tráfico

Inquérito da Polícia Civil deu um xeque-mate em Ivo Meirelles, presidente da Mangueira, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio. Ele foi indiciado no procedimento 017/1045/2011, da 17ª DP (São Cristovão), por associação para o tráfico. Se condenado, pode pegar de três a 10 anos de prisão.

A investigação começou a partir de denúncia de que Ivo teria se aliado aos traficantes Alexander Mendes da Silva, o Polegar, e Vinícius da Lima Pereira, o Chevette, para garantir apoio político na agremiação.

Em troca, ele arrecadaria, por mês, R$ 150 mil para sustentar os criminosos, principalmente os presos. No desfile do ano passado, a escola gastou R$ 6 milhões
A investigação da polícia já dura dois anos e foi determinada pelo Ministério Público e baseada em depoimentos e gravações telefônicas.

No inquérito há informações de que ele teria ameaçado outros ex-presidentes da Mangueira. Nesse período, Ivo teria visitado o traficante Polegar na cadeia. “O inquérito está sob sigilo. Portanto, não posso comentar sobre o assunto”, afirmou o delegado Fábio Pacífico, da 17ª DP.

Procurada por O DIA durante uma semana, a promotora Vera Regina de Almeida, informou  pela assessoria de imprensa do Ministério Público, que o inquérito estava na delegacia e que só responderia às perguntas na semana que vem, quando teria acesso novamente às investigações.

Para escapar do banco dos réus, resta a Ivo torcer para que a promotora não o denuncie à Justiça ou decida pelo arquivamento do inquérito. O DIA tentou localizá-lo, mas Ivo não foi encontrado até o fechamento desta edição.

Invasão de traficantes bagunçou eleição na escola

A investigação sobre um ‘golpe de estado’ do tráfico na eleição da Mangueira este ano é outro enredo da escola na polícia. Em março, o traficante Acir Ronaldo Monteiro da Silva, o 2K, foi apontado como chefe da invasão — com outros dez homens armados de pistolas — à quadra para mudar o rumo da eleição da agremiação.

Ele foi reconhecido por foto na 17ª DP (São Cristovão) por Paulo Frederico Guimarães Corrêa, integrante da Comissão Eleitoral, e citado em depoimento do presidente da Verde e Rosa, Ivo Meirelles.

Em abril, o juiz da 36ª Vara Cível, Rossidelio Lopes da Fonte, nomeou um interventor para organizar com comissão eleitoral nova eleição para a escola por causa de irregularidades na condução do pleito.

Na 45ª Vara Cível, os ex-presidentes da Mangueira Elmo José dos Santos, Álvaro Luiz Caetano, o Alvinho, e Eli Gonçalves da Silva, a Chininha, entraram com ação de dano moral contra Ivo que os acusou de irregularidades à frente da escola. “Não tenho nada contra ele. Mas o Ivo é um péssimo presidente para a Mangueira”, afirmou Alvinho.
 

5 comentários:

  1. Ao analisarmos a Constituição Brasileira de 1988, percebemos que os Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro não recebem um salário digno. No Brasil, é preciso melhorar a distribuição de renda, corrigir o histórico problema das distorções sociais.

    O Salário Mínimo Necessário, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (http://www.dieese.org.br), capaz de atender às necessidades vitais básicas (moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte), de acordo com o artigo 7º, inciso IV, da Carta Magna de 1988, em Setembro de 2012 correspondeu a R$ 2.616,41 (dois mil, seiscentos e dezesseis reais e quarenta e um centavos). O piso salarial deve ser reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo dos Militares Estaduais. Portanto, o menor vencimento dos PMs e BMs deveria ser de, no mínimo, R$ 2.616,41 (líquido, sem as gratificações).

    UM ESTADO QUE PRETENDE SEDIAR MEGAEVENTOS ESPORTIVOS COMO COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS NÃO PODE PAGAR MENOS DO QUE O MÍNIMO AOS SERVIDORES ESSENCIAIS.

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  2. De acordo com a Constituição Federal/1988 e o DIEESE, um soldado PM/BM deve ganhar, no mínimo, R$ 2.616,41 mensais (valor líquido, sem gratificações).

    Segundo o DIEESE, o Salário Mínimo Necessário, capaz de atender às necessidades vitais básicas, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte (valor suficiente para a manutenção de um trabalhador, de acordo com o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal) foi estimado em R$ 2.616,41 (dois mil, seiscentos e dezesseis reais e quarenta e um centavos) no mês de Setembro de 2012.

    Link do DIEESE: http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminMenu09-05.xml

    PAGAR UM SALÁRIO DIGNO É FUNDAMENTAL!

    CHEGA DE INDIGNIDADE!

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  3. FÉ DE OFÍCIO POLICIAL NÃO TEM VALOR NO BRASIL

    A imprensa nos esconde a verdade, e mesmo quando mostra alguma coisa, eles dão outra interpretação e continuam a maquear a realidade!


    "FÉ DE OFÍCIO" significa conjunto de assentamentos relativos à vida funcional do servidor público. É presunção juris tantum, até prova em contrário. Que se pode confiar.

    Sempre questionei a necessidade do policial ser obrigado a levantar testemunhas em locais de crime onde as pessoas se negavam a este "dever". Em países de primeiro mundo, o depoimento de um policial é sempre levado em conta pelo judiciário na apuração de delitos, especialmente quando agregado de testemunhas, provas gravadas e o flagrante preparado, útil instrumento para separar o joio do trigo.

    Aqui, pelo contrário, o policial não tem "fé de ofício", as provas gravadas são descartadas, os flagrantes preparados não são considerados e nem uma audiência preliminar é realizada. No Brasil, as leis e a justiça não são coativas e agem enfraquecendo a polícia e o interesse público para defender o autor de ilicitudes.

    Assim, o esforço e os riscos se tornam ainda maiores.

    Porém, quando o resultado do esforço e dos riscos cai na justiça, o desânimo aumenta diante da tolerância, da morosidade, da burocracia e do descaso com as questões de ordem pública como são processados os crimes na justiça e da forma benevolente como são tratados os bandidos, sob a amparo de leis do Congresso nacional que fomentam a violência, o terror nas ruas e a impunidade.

    ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e apreendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

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    1. Excelente comentário, destacou as mazelas que dificultam o pleno exercício da função precípua policial, reduzem a confiança do cidadão no aparato policial e impedem a eficácia do esforço dos gestores e agentes de execução no exercício da preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio no Brasil.

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  4. SOMOS REFÉNS DO CRIME

    Quando se ataca um policial, você não está atacando apenas um policial, mas o Estado. É uma agressão contra toda a sociedade representada pelo Estado.

    Estamos perdendo para a criminalidade. Somos reféns dos criminosos. Antigamente, o "marginal" tinha medo, tinha receio de atacar um policial. Agora, atacam os policiais de folga e policiais que já passaram para a reserva, simplesmente para abalar o moral da instituição.

    O Estado peca ao não apoiar os PMs. O governo precisa ser transparente. Tem de falar a verdade, que estamos vivendo uma situação de crise. É preciso mudar a legislação e a maioridade penal. Hoje, estamos em um estado de exceção. Se os policiais estão com medo, imagine o cidadão comum!

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