domingo, 14 de outubro de 2012

Justiça para processo de expulsão dos PMs acusados da morte da juíza Patrícia Acioli

Um ano e dois meses depois da morte da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, o processo administrativo da Polícia Militar, que pode resultar na expulsão dos 11 policiais acusados do crime, está parado. Uma decisão da Justiça do Rio suspendeu ação, a pedido da defesa do tenente-coronel Cláudio Oliveira — comandante do 7 BPM (São Gonçalo) na época do crime e apontado como mandante da morte da magistrada.
Preso na penitenciária federal de Mato Grosso do Sul, o oficial pediu a paralisação do processo sob alegação de que tem o direito, por lei, de estar presente às sessões do conselho. Com a vitória do tenente-coronel, a ação no conselho foi paralisada para todos os policiais acusados.
— A PM chegou a cogitar que o conselho acontecesse em Mato Grosso, mas o Cláudio não tem recursos para levar testemunhas e para lá, e ele teria que arcar com a despesa. Além disso, se a polícia espera a decisão judicial para decidir se ele fica ou não na corporação, evita injustiças — opina o advogado de Claudio , Lucio Antônio Cabral.

Policiais estão com problemas psicológicos
O julgamento interno da PM só poderá ser retomado após a finalização do processo criminal ao qual os policiais respondem. Além do ex-comandante do 7 BPM, está em presídio federal o tenente Daniel Santos Benitez Lopez. Eles foram transferidos em dezembro do ano passado.
Dois policiais que também respondem pelo crime enfrentam problemas psicológicos. Com recomendações médicas, Charles de Azevedo e Sammy dos Santos estão, desde abril, em Bangu 8. De acordo com Leandro Rego, advogado de Sammy, o PM já tentou se matar duas vezes e toma antidepressivos.

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