quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ministro do STF concede habeas corpus para miliciano conhecido como Deco

O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu ontem à noite habeas corpus a Luiz André Ferreira da Silva, o miliciano conhecido como Deco.
Deco é réu, por formação de quadrilha armada, na seção criminal do Tribunal de Justiça (TJ) - o setor que cuida de processos contra prefeitos e vereadores. Ele era vereador pelo PR quando foi preso.
Deco é acusado de chefiar o grupo de milicianos que age em Chacrinha, Praça Seca, Mato Alto, Bateau Mouche e outras comunidades de Jacarepaguá. Contra ele, pesam acusações de homicídios, extorsões, exploração de gatonet e gatovelox, controle da venda de gás, entre outros.
O processo já estava aberto a vistas do Ministério Público para as alegações finais.
Com a decisão de Marco Aurélio, Deco deve estar na rua até amanhã.

3 comentários:

  1. AGORA EM VÍDEO - DISCURSO DA DEPUTADA CIDINHA CAMPOS

    CIDINHA CAMPOS CHAMOU ELEITORES DE "CAMBADA DE MENTIROSOS" E INSINUA QUE ELEITORES USARAM OS SANTINHOS DO FILHO COMO PAPEL HIGIÊNICO

    http://www.youtube.com/watch?v=SRk-qP-vvjM&feature=player_embedded

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  2. A culpa é sempre da PM?

    A polícia espelha a sociedade. É assim no Chile e na Itália com os carabineiros. É assim na França com os gendarmes. Interessante, são o orgulho da nação. Seus homens vêm da própria sociedade, vocacionados, filhos de famílias de todos os níveis econômicos e sociais, não raro doutrinados e estimulados desde a infância a seguir a carreira policial militar. Afinal, como bem diz a canção do policial militar carioca, "ser policial é, sobretudo uma razão de ser".

    Algo, no entanto, é diferente no Rio de Janeiro. Está errado, a sensação não é boa. A população não se orgulha e sequer confia na sua polícia. Os jovens de classes sociais favorecidas e aqueles que têm a rara oportunidade de escolher seu futuro se esquecem da polícia como carreira. Interessante de novo. Nossa Polícia Militar ostenta o símbolo da coroa da corte de D. João VI, tem mais de 200 anos, gerencia-se sozinha e pode receber profissionais de quase todos os ramos de atividade. Combatentes, médicos, padres, veterinários, músicos e uma gama enorme de profissionais. Porque, então, o que vemos no dia a dia? Maltrapilhos, assassinos de crianças, corruptos.

    Interessante mais uma vez. No comando, pelo menos agora, homens íntegros, bem preparados, de boas famílias. Um filósofo formado na UFRJ com grande capacidade de combate. Casado com um anjo que sempre foi exemplo de dignidade no desempenho de suas funções de oficial do quadro feminino. Cercados por oficiais de caráter inquestionável. E nas ruas? Questiona-se sempre se quem atua na rua não é quem deveria ser. Talvez se mais fiscalizados pelo comando, ou pela própria sociedade. Que sociedade? A que sempre acha que uma pequena infração não é infração? Aquela que cultiva o hábito de propor algo em troca do perdão, da "vista grossa", do jeitinho? Será que se teria exigido dez mil reais para que um jovem infrator, assassino, pudesse ser liberado impune se nossa sociedade não fosse habitualmente conivente com o perdão regado a corrupção?

    A PM do Rio seleciona e treina exatamente os membros de sua população e não alienígenas. A constante insinuação de que não são bem treinados e escolhidos não pode mais ser aceita. Os concursos são permanentes, às vezes mais de um por ano. O treinamento é rigoroso, mas dirigido àqueles que a escolheram e por instrutores de seu corpo. Todos espelham a realidade, esta sim, provavelmente incompatível com o que se deseja e com o que a sociedade pratica em sua rotina cotidiana. Se fosse inaceitável corromper não seria possível ser corrompido. Se os valorosos fossem selecionados o treinamento seria de melhor nível e os resultados menos desastrosos.

    Se os bons escolhessem a polícia, a população seria dela orgulhosa e a apoiaria. Acidentes acontecem. Omissões, desmandos e incompetência não podem acontecer. Tudo tem que ser revisto, e já. A PM precisa e merece ser escolhida como carreira de sucesso, precisa reconhecer e estimular quem tem valor, quem quer fazer bem feito, quem seria exemplo de caráter, de dignidade e de competência. A sociedade, por sua vez, esquecer a "mão na cabeça" e exigir o correto.

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  3. Excelente o texto postado às 13 horas e 05 minutos do dia 18 de outubro de 2012!

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