sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Policial de UPP é preso acusado de integrar milícia que atua no bairro de Campo Grande

O policial militar Ruan do Nascimento Braga, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro Pavão-Pavãozinho e outros dois homens foram presos na noite desta quinta-feira, acusados de integrar uma milícia que atua em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A prisão do PM ocorreu um dia após o soldado Renato Pereira de Souza, de 30 anos, da UPP da Rocinha, em São Conrado, ser preso acusado de participar de um homicídio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A polícia chegou até o trio através de denúncias anônimas. A informação era que homens em um Golf preto estavam extorquindo lojistas na região. O grupo estava sendo monitorado pelos investigadores. Normalmente um deles entrava e saía dos estabelecimentos com o que parecia ser um malote com dinheiro. Em seguida entrava no veículo em que estavam os outros dois.
Com o PM e os comparsas foram apreendidos R$ 1 mil em notas de pequeno valor, uma pistola 9mm com a numeração raspada, um caderno com anotações com nomes de algumas lojas, calculadora, celulares e até um martelo. A ferramenta, segundo a polícia, era usada para depredar as lojas cujos comerciantes se negassem a pagar a extorsão.
Ruan e os outros dois acusados se negaram a prestar esclarecimentos na delegacia. Eles se reservaram o direito de se manifestar apenas em juízo. Todos foram autuados por extorsão, porte ilegal de arma e formação de milícia. Com medo de represálias, comerciantes ainda não apareceram para prestar depoimento.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que o PM estava de folga quando foi preso. A arma que ele portava não é de uso da PM e estava com a numeração raspada. Será aberto um Inquérito Policial Militar para avaliar a conduta de Ruan. Ao final das investigações ele poderá ser expulso da corporação.

11 comentários:

  1. é por isso que não se luta por melhores salários e condições de trabalho

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  2. em se tratando de pm, nao aguentamos mais ficar aqui comentando esse lixo de corporacao e seus comandantes inoperantes e negativos que nada fazem e so protegem esses marginais de farda e enojam a todos nos.sobre pm nao ha mais nada o que comentar

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  3. O Anônimo das 10h12min de 12 de outubro de 2012 não conhece a PMERJ

    O culpado é o sr secretário de segurança pública do Rio de Janeiro.

    O Governo do Estado do Rio de Janeiro não está preocupado com a qualidade dos policiais militares, o seu objetivo é a quantidade! É preciso mudar o processo seletivo, mas para mudá-lo será necessário pagar melhores salários, pois as pessoas mais qualificadas não se interessarão por um cargo público que pague apenas R$ 1.879,11 mensais líquidos (o valor bruto é R$ 2.019,29). "Paga-se mal, seleciona-se mal." Estão facilitando demais o ingresso na Polícia Militar! Os bons policiais militares também estão incomodados com esses marginais que ganharam da atual administração o direito de vestir a farda. A PMERJ vai expulsar o mau PM, colocar na rua, mas a imagem da corporação ficará manchada. Nenhum comandante protege PM!

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  4. De acordo com a CF/88 e o DIEESE, um Soldado PM/BM deve ganhar, no mínimo, R$ 2.616,41 mensais (valor líquido).

    Segundo o DIEESE, o Salário Mínimo Necessário, capaz de atender às necessidades vitais básicas, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte (valor suficiente para a manutenção de um trabalhador, de acordo com o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal) foi estimado em R$ 2.616,41 (dois mil, seiscentos e dezesseis reais e quarenta e um centavos) no mês de Setembro de 2012.

    Link do DIEESE: http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminMenu09-05.xml

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    1. Você enche o saco com esse comentário. Todo lugar você faz esse comentário. Vira o disco.

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  5. D I G N I D A D E

    Ao analisarmos a Constituição Brasileira de 1988, percebemos que os Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro não recebem um salário digno. No Brasil, é preciso melhorar a distribuição de renda, corrigir o histórico problema das distorções sociais.

    O Salário Mínimo Necessário, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (http://www.dieese.org.br), capaz de atender às necessidades vitais básicas (moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte), de acordo com o artigo 7º, inciso IV, da Carta Magna de 1988, em Setembro de 2012 correspondeu a R$ 2.616,41 (dois mil, seiscentos e dezesseis reais e quarenta e um centavos). O piso salarial deve ser reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo dos Militares Estaduais. Portanto, o menor vencimento dos PMs e BMs deveria ser de, no mínimo, R$ 2.616,41 (líquido) sem as gratificações!

    UM ESTADO QUE PRETENDE SEDIAR MEGAEVENTOS ESPORTIVOS COMO COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS NÃO PODE PAGAR MENOS DO QUE O MÍNIMO AOS SERVIDORES ESSENCIAIS.

    PAGAR UM SALÁRIO DIGNO É FUNDAMENTAL!

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  6. O Governo do Estado do Rio de Janeiro desvaloriza muito a Polícia Militar! A PMERJ tem o pior salário do Brasil e péssimas condições de trabalho. O dinheiro público deveria ser utilizado para investir nos profissionais que prestam serviços essenciais à população, como Bombeiros e Policiais Militares. Um Estado que tem a segunda maior arrecadação de impostos do país poderia, ou melhor, deveria pagar aos referidos "heróis sociais" pelo menos o Salário Mínimo Necessário (R$ 2.616,41), para cobrir as despesas básicas de sobrevivência, já que o custo de vida no Rio é altíssimo! A insatisfação das tropas da PMERJ e do CBMERJ, por ter o pior salário do Brasil e pelas péssimas condições de trabalho, é evidente!

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  7. A culpa é do Governador do Estado do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral Filho), do secretário de segurança pública (José Mariano Beltrame) e do Comandante Geral da PMERJ (Coronel PM Erir Ribeiro Costa Filho). O objetivo não deveria ser a quantidade de profissionais, e sim a QUALIDADE DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA.

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  8. Precisamos mudar a atual situação da segurança pública

    Na Europa, a cultura é, em regra, de obediência e respeito aos agentes públicos das forças de segurança (Polícia) e não o questionamento constante e a afronta as atitudes destes agentes. Há uma consciência que estes agentes públicos, os Policiais, estão aí para lhes orientar e lhes proteger e muito raramente há o questionamento de suas ações mesmo que essas recaiam contra si, pois isso faz parte da cultura do povo aceitá-las.

    Verifica-se que em algumas ações os Policiais são severos, usam armamento dito “pesado” no meio urbano com preocupação extremas com atos terroristas, contudo isso tudo é aceito pela população, e mais, as pessoas transparecem aceitar tais procedimentos policiais (alguns procedimentos até violentos em alguns casos) pois tem a consciência que é para o seu bem e que essa é a missão do Policial.

    Por outro lado o que se observa é que os Policiais, independente da força a que pertençam, são rigorosamente bem uniformizados e equipados, suas viaturas são as mais modernas e possantes que existem no mercado (de invejar qualquer cidadão brasileiro), seus locais de trabalho bem localizados e a altura para bem atender o cidadão. Em suma aos agentes policiais são destinados pelo poder público uma condição de trabalho condizente e a altura deles proporcionando-lhes condições para executarem um serviço de qualidade à sociedade onde estão inseridos.

    Esta harmonia entre o povo com sua cultura de colaborar e respeitar a polícia é facilmente notado em várias circunstancias e isso, com certeza, é fator primordial do sucesso da atividade policial por lá.

    Aqui no Brasil, muito embora tenhamos instituições policiais com problemas sérios internamente, o que geralmente se vê em muitos Estados é uma cultura popular é de afrontamento de parte significativa da população em relação a polícia e suas atividades junto a sociedade através do não acatamento das orientações emanadas por esses profissionais. Observa-se também e muitos casos aqui em nosso país o “desdém” do poder público com suas forças de segurança (polícia) não destinando condições de trabalho, logística e salários dignos a esses profissionais, inclusive, para piorar, fomentando debates inconsequentes em que nada contribuem para a melhoria do panorama como: a unificação das polícias ou a desmilitarização dela; criando com isso um “pano de fundo” evitando atacar o real problema aqui existente que é melhores condições de trabalho, mais investimentos e melhores salários.

    Por lá o povo as leis o poder público “conspira” para que tudo funcione, por aqui ao contrário nos parece que há uma “conspiração” para não funcionar.

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  9. ALGUMAS VERDADES


    • AS POLÍCIAS NO BRASIL NÃO TÊM O CICLO COMPLETO DA AÇÃO POLICIAL O QUE DEVE SER REVISTO URGENTEMENTE;

    • QUE A REPRESSÃO EXCESSIVA DA PM – É EXIGÊNCIA DA MÍDIA, POLÍTICOS E SOCIDADE QUE DESEJAM RESULTADOS IMEDIATOS – SE NÃO PRENDER NÃO VALEU;

    • A POLÍCIA MILITAR DEMOCRATIZOU E MUDOU, MAS CARREGA O PESO DO GOVERNO MILITAR;

    • NOME INSTITUICIONAL: POLÍCIA MILITAR DEVE SER MUDADO;

    • A IMPUNIDADE E A CORRUPÇÃO EXISTEM (MAIOR OU MENOR) EM TODOS OS NÍVEIS DA SOCIEDADE;

    • O ESTADO E A SOCIEDADE DEVE PROPORCIONAR REMUNERAÇÃO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DIGNOS AOS POLICIAIS MILITARES;

    • DEVE SER REVISTO O PRECÁRIO ORÇAMENTO PARA SEGURANÇA PÚBLICA;

    • O GRANDE PROBLEMA ATUAL NÃO É TERMOS DUAS POLÍCIAS E SIM TERMOS POLICIAS PELA METADE, SUPERPOSTAS E CONCORRENTES.

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  10. Polícia Militar - a única instituição que pune os maus profissionais

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