terça-feira, 27 de novembro de 2012

Anúncio de PM para secretaria de Niterói causa polêmica

O anúncio de que o tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes assumirá a Secretaria de Segurança de Niterói na gestão do prefeito eleito Rodrigo Neves (PT) causou polêmica entre os parentes da juíza Patricia Acioli, morta na noite de 11 de agosto do ano passado. Quando a juíza foi executada, o oficial era comandante do 12ºBPM (Niterói). Parentes de Patricia acusam o militar de ter negado escolta armada à juíza na época em que comandava o Departamento Geral de Segurança Institucional (DGSEI) do Tribunal de Justiça.

O primo da juíza, Humberto Nascimento, teme que a nomeação possa atrapalhar o julgamento dos 11 PMs acusados de envolvimento no crime. Nascimento explica que, como Secretário de Segurança, Moraes será responsável pela Guarda Municipal de Niterói, que tem membros inscritos no conselho de sentença. A decisão também foi criticada pelo promotor Paulo Roberto Mello Cunha. Segundo ele, é preciso esclarecer, antes da nomeação, quem assinou o documento para a retirada da segurança da Patricia.

O tenente-coronel contesta as acusações. Ele alega que, sempre que solicitado, ofereceu segurança à juíza. E garante que tudo está documentado. Moraes, que trabalhou no DGSEI entre 1997 e 2009, disse ter autorizado segurança armada à juíza por dois anos. Segundo ele, a proteção só foi retirada após o fim de investigação.

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