domingo, 11 de novembro de 2012

Os recentes acontecimentos de Niterói despertaram preocupação do comando geral da Polícia Militar.

Em entrevista exclusiva ao Fluminense, Coronel Erir Ribeiro fala sobre segurança pública. Entrevista também vai ao ar neste domingo, às 19h, na TV O Flu

 Os recentes acontecimentos de Niterói despertaram preocupação do comando geral da Polícia Militar. Em entrevista exclusiva ao jornal O FLUMINENSE, o comandante-geral da corporação, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, falou sobre efetivo, migração e projetos para a cidade. Uma das medidas que será adota é o reforço de efetivo, que deverá acontecer em dezembro e o estudo para implantação de um batalhão para Maricá. Além disso, o coronel anunciou que as tropas especiais estão à disposição da cidade caso haja necessidade e que a instalação de UPPs é projeto do Estado e seguirá uma sequência.


Há 30 anos o efetivo de Niterói tinha 1.760 homens, hoje este número é de aproximadamente 830. Este número não seria insuficiente para controlar duas cidades (Niterói e Maricá)?
“Hoje o 12º BPM (Niterói) está com um reforço de 150 policiais do Proeis e 151 do RAS, e este efetivo escalado todos os dias representa um reforço de 300 homens nas ruas. No fim do ano vamos aumentar o efetivo. A partir de 1º de dezembro Niterói receberá mais policiais, eles participarão de formatura no dia 30 de novembro e serão deslocados para a cidade”. 

Os policiais que atuam no Proeis e RAS não possuem uma carga de trabalho desgastante, isso não o coloca em risco?
“O policial, nós sabemos que ele realizava bicos como segurança nas horas vagas, ganhando em média R$ 80. Hoje pelo Proeis e RAS ele tira R$ 150, com todos os benefícios que o estado fornece aos policiais militares. É um prêmio que nós sonhávamos há 30 anos”. 

A criação de um batalhão ou uma companhia independente para Maricá não amenizaria a situação da cidade?  
 “Já é um projeto antigo, mas antigamente quando nós criávamos um batalhão, retirávamos efetivos dos batalhões locais, por exemplo – no caso de Maricá os policiais seriam retirados dos 7º BPM (São Gonçalo), 12º BPM (Niterói) e 35º BPM (Itaboraí). Agora é tudo técnico, então nós vamos fazer isso. O estado está pronto para isso”.

As tropas especiais como o Bope e o Choque estão à disposição da cidade?
“Não somente da cidade de Niterói, como de todo estado. Se houver solicitação de apoio do comandante local, o comando da corporação irá apoiar, sempre com operações programadas”.

Sobre a ocupação de cabines policiais, a população de Niterói cobra um policiamento mais presente. Ao mesmo tempo estes policiais estariam fixos e fora de patrulhamento. Como resolver essa questão?
“A Polícia Militar analisa dados sobre a mancha criminal e às vezes uma pessoa leiga não tem conhecimento do que o próprio batalhão está fazendo. Os índices do 12º BPM estão caindo, o comandante do batalhão está buscando alcançar o melhor possível para a cidade. Mesmo com o policiamento ostensivo, que está nas ruas para inibir ações criminosas, estes fatos infelizmente acontecem e atingem a sociedade”.
Em termos práticos, qual é a resposta que a Polícia Militar dará à cidade de Niterói?
“A população de Niterói pode ficar tranquila porque o Estado, a Secretaria de Segurança e o comando da corporação sempre irão ajudar. Ela não pode ter dúvidas que a polícia ou estado vão intervir, mas tem que entender que não se produz policiais de uma hora para outra. Então, faremos o máximo possível para ajudar”.

Os leitores de O FLUMINENSE, através dos comentários das matérias e emails enviados, denunciam a chegada de criminosos aos morros de Niterói. Um exemplo disso está nas comunidades da Palmeiras e Coreia, onde desde o começo do mês traficantes rivais estão em guerra. Essa migração é real? 
“Hoje eu não posso afirmar que não existe. Nós fazemos um levantamento para saber de onde são as pessoas presas. O último estudo feito em março deste ano mostrou que em Niterói dos 600 presos apenas 30 eram do Rio. Se houver uma migração é possível que seja dos líderes, o que vende o entorpecente permanece na comunidade onde acabam presos. 

A implantação do trailer no Preventório trouxe mais tranquilidade aos moradores, mesmo assim ainda há denúncias sobre traficantes na região. Quando Niterói receberia a primeira Unidade de Polícia Pacificadora?
“Fico contente em saber que a população se sente tranquila no Preventório. A implantação de UPPs é um estudo fechado, um projeto que tem uma sequência. A secretaria de segurança tem um estudo, mas não podemos dizer nada sobre data”. 

Como o senhor observa a participação da população na utilização do Disque Denúncia?
“O Disque Denúncia é uma das maiores ferramentas que nos auxiliam na segurança pública. A participação da população é fundamental”.

Projetos anunciados como reforço em abril ainda não foram implementados, é o caso do policiamento montado. Há previsão para que isto aconteça?
“Estamos devendo o policiamento montado. Estamos terminando a obra para que Niterói receba este policiamento, tudo depende do término da obra. O efetivo ainda depende do comandante da cavalaria, mas a cidade vai perceber um bom número. Este tipo de patrulhamento deve ser alocado na Região Oceânica, conforme planejamento. Se for preciso, se houver necessidade e o comandante da unidade achar conveniente instalar a cavalaria em outros locais, será colocado”. 

A sede do 4º Comando de Policiamento de Área será transferida para o 3º Batalhão de Infantaria. A vinda do Quartel General para Niterói também está ligada a isso?
“Estamos reformando o 4º CPA, já que o QG está para ser vendido. Então nesta venda a transferência será feita e a previsão é para o próximo ano”.

O que o senhor pode dizer para a população de Niterói?
“Que ela pode acreditar no trabalho da Polícia Militar e Polícia Civil, apoiar o comando da corporação, ajudar e fiscalizar nossos policiais. Tenho recebido elogios dos moradores sobre o comando do batalhão e sobre o relacionamento com a população e isso é importante”.

Assista neste domingo, às 19 horas, na TV OFLU (Canal 12 da operadora SIM) à estreia do programa O Flu Entrevistas, com o Comandante Geral da PM coronel Erir Ribeiro. Ele detalha as próximas ações para reforçar a segurança em Niterói.

3 comentários:

  1. Senhor Comandante, um prêmio que nós sonhamos é um dia recebermos um SALÁRIO DIGNO (com todos os policiais militares ganhando acima de R$ 5.000,00), para não precisarmos mais trabalhar nas horas vagas! O GOVERNO FLUMINENSE PRECISA VALORIZAR O MATERIAL HUMANO DA PMERJ.

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  2. Não tem como o policial militar cansado, por causa do "bico", trabalhar bem, pois ele é um ser humano!

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  3. DÊ UM SALARIO DECENTE COMANDANTE, VALORIZE O SER HUMANO, QUE ADIANTA COMPRAR,UMA FORTUNA DE EQUIPAMENTOS E DAR PARA UM TROPA DESMOTIVADA. O PENSAMENTO DESSE POLICIAL ESTÁ VOLTADO PARA A SITUAÇÃO FINANCEIRA DE SEUS FAMILIARES.

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