quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Policial militar é confundido com assaltante e acaba morto por outro PM

O Globo

Um policial militar à paisana foi morto por um outro PM, de serviço, no início da madrugada desta quarta-feira, em Tribobó, São Gonçalo. O policial morto estava em uma van, que acabara de ser assaltada, e havia reagido. Ele saiu do veículo para perseguir um dos bandidos e acabou baleado no peito por um tenente que passava com sua patrulha pelo local. Um bandido também acabou morrendo.
Outro assaltante e o trocador da van foram baleados.Segundo o motorista da van, que pediu para não ser identificado, o percurso seria de Várzea das Moças à Alcântara. Quando passavam pela RJ104, na altura de Tribobó, três homens anunciaram o assalto. O policial militar Hélder Evanio Damasceno da Costa, de 34 anos, que era passageiro, reagiu, e houve troca de tiros dentro do veículo. Assustado, o motorista reduziu a velocidade do automóvel e pulou do carro em movimento.
- Eles anunciaram o assalto e mandaram que eu entrasse na rua ao lado da estrada. Então começou o tiroteio. Eu pulei da van e corri pela rua pedindo socorro. Achei que iria morrer naquele momento – contou o motorista.
Hélder conseguiu balear dois criminosos e tentou perseguir o terceiro. Quando já estava fora da van, foi alvejado no peito por um tenente do 35º BPM (Itaboraí), que passava pelo local com uma patrulha, e o confundiu com um dos assaltantes. Hélder, que era sargento lotado no 12º BPM (Niterói) e tirava serviço no Fórum da Região Oceânica, em Niterói, morreu na hora.
Populares contaram que Hélder havia sido atingido por um policial militar, que não ficou no local do crime. Porém, com medo, ninguém quis registrar a ocorrência. Durante a madrugada desta quarta-feira, o tenente, que não teve a identidade revelada, se apresentou na 73ª DP (Neves).
Um dos assaltantes também morreu no local, dentro da van. Um outro foi atingido por quatro disparos, mas sobreviveu. Ele foi encaminhado para o Pronto Socorro de São Gonçalo. O trocador do coletivo, que foi atingido nas costas, foi conduzido para o Hospial Alberto Torres, também em São Gonçalo. A ocorrência foi registrada na 74ª DP (Alcântara). O tenente será autuado por legítima defesa putativa, quando alguém repele uma agressão e comete um erro justificável pelas circunstâncias.
Motoristas de vans que estiveram na delegacia alegaram que assaltos são frequentes na região de Tribobó. Segundo os condutores, o mesmo grupo já teria feito pelo menos três vítimas no mesmo local.


17 comentários:

  1. Houve um Homicídio Culposo praticado pelo tenente PM nesse caso! O Policial Militar não pode atirar em alguém sem saber o que está acontecendo. Ele acabou matando um agente da lei!


    LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA (Art. 20, § 1º do CPB)

    Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.

    § 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.

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    1. Legitima defesa putativa, nome bonito, que estão dando para um HOMICIDIO DOLOSO, se levar em consideração que o policial, a paisana, mesmo armado não empreendeu disparos contra os policiais fardados.
      Suposições e justificativas seriam plausiveis se o policial fardado, neutralizasse o homem armado. Mas "headshot" como legitima defesa é fod@***

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    2. Apoiado! Se não foi homicídio doloso foi oque então? Foi tiro ao pato? Só falta dizer que foi sem querer. Como alguém que se diz preparado p/ portar e usar armas, comandar uma equipe armada c/ a finalidade de servir e proteger faz uma merda dessa. A abordagem policial é o principal ato, o mais comum, e o mais praticado no trabalho de um policial, o sucesso ou o fracasso de toda operação vai depender dessa ação. A abordagem policial é a alma do desfecho do trabalho executado pelo policial, é o encontro em que se dá a apresentação do policial com a situação ou o público, nesse momento o policial é o ator principal (o mestre da cerimonia), más infelizmente alguns policiais deixam o diabo ser o diretor do espetáculo. Na maioria das vezes é dele (O policial) a responsabilidade e a atitude que vai definir entre a vida ou a morte p/ ambos os lados. Toda ação de abordagem policial deve começar através de um comando verbal sem uso da força letal, a não ser por motivo de legitima defesa. Agora fala sério! Ser um policial graduado de serviço estar no comando e trabalhando em grupo, praticar um ato individualista de Sacar uma arma, apontar, fazer mira e apertar o gatilho sem intenção de matar? Tá de sacanagem, Homicídio culposo é brincadeira! Claro que ele teve a Intensão de matar e matou de maneira cruel e sem direito de defesa, oque ele não sabia é que era um homem de bem e policial. Todo policial sabe oque o Tenente Queria alcançar c/ essa atitude né? Importante!!! Quem é o bandido que estava em fuga? Cadê ele? Já pegaram o depoimento dele? Estranho! Ainda não ouvi a imprensa divulgar o laudo da pericia, porquê? Eu gostaria de saber com quantos tiros o Ten. matou o Praça, a que distancia e qual foi local do corpo do praça que o Ten. atingiu na ação que salvou o bandido em fuga e matou o Homem da lei. Ele prestou socorro a Vitima? Digo o praça.

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    3. Esse caso me fez lembrar de um outro fato acontecido, o caso da morte do administrador de empresa no Rio de Janeiro, o flagante esta no you tube e o tema da materia é:PM mata outro inocente no Rio de Janeiro.

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  2. Na verdade combatente se fosse ao contrário a historia seria outra,isso tem que acabar,oficial imcompetente e inrresponsavel,se o sgt não disparou contra sua guarnição não teria motivos para atira contra o colega ou qualquer cidadão,que legitama defesa ele estava tentando salvar a vida do assaltante?para mim vc é um bandido ten filho da p.....

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    1. Sem cruxificar o Ten., que tem que ser julgado pela poder judiciario.
      Mas companheiros qualquer um de nós poderiamos estar nesta situação, que é comum no RJ.

      A QUESTÃO É: Vale a pena matar ou morrer pelo salario que ganhamos na PMERJ?

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    2. nao,,,,nao vale a pena,,e EXTORQUIR ALGUEM VALE???

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  3. Temos que observar com atenção o curso deste processo. Se o Ministério Pulico oferecer denuncia como HOMICIDIO DOLOSO, dificilmente um jurí popular entederá como legitima defesa.

    Agora continuar ganhando pouco sendo praça ou oficial, para se defrontar com situações como essa, torna insustentavel ser PM no Rio.

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  4. Se fosse o Sgt atirando no tenente teria outro julgamento. Entao quero ver um julgamento igual para esse homicidio Doloso, pois de culposo isso nao tem nada!

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  5. Se fosse o contrário, o SGT estaria no Bep. Esperando prá ver o que iam fazer com ele !!!

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  6. O tenente tem que ser autuado por HOMICÍDIO DOLOSO!

    Cabe à defesa do acusado alegar a legítima defesa putativa, que não houve.

    O Sargento estava em perseguição, não estava atirando em ninguém!

    O oficial subalterno não poderia atirar nem se fosse um bandido em fuga...

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  7. A PMERJ TEM QUE CRIAR A PORTA ÚNICA DE ENTRADA NA CORPORAÇÃO!!!

    TEM QUE ACABAR COM ESSA HISTÓRIA DE ADOLESCENTES INEXPERIENTES SE TORNAREM OFICIAIS DE POLÍCIA...

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    1. A Polícia Militar do Rio de Janeiro deveria exigir o Bacharelado em Direito nos Concursos para Oficial PM, como é feito na Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Uma medida assim evitaria que pessoas despreparadas e inexperientes comandassem a tropa!

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  8. O tenente não ficou no local do HOMICÍDIO que ele mesmo praticou, omitindo socorro ao sargento da PMERJ. A corporação tem que prendê-lo, instaurar um IPM e submetê-lo a Conselho de Justificação.

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    1. tiro no peito,prova cabal de execução !!!

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  9. será se fosse o sgt, cometido esse crime qual seria a situação dele. será que ele esta hora não estaria na cadeia

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  10. FATALIDADE? SIM. MAS, E O ERRO QUE O TENENTE COMETEU NESTE CASO E QUE RESULTOU NA MORTE DE UM COLEGA? NINGUEM TOCA NO ASSUNTO. SE FORMOS ANALISAR A FUNDO ESTA HISTÓRIA, O TENENTE NÃO COLOCOU EM PRATICA O TAL "COMANDO VERBAL" QUE TEM SIDO PREGADO EM ALGUMAS INSTRUÇÕES QUE VÊM SENDO MINISTRADAS NAS OPMs. TALVEZ SE O TENENTE TIVESSE DADO UM COMANDO VERBAL, O SARGENTO TERIA TIDO TEMPO DE DIZER QUE ERA UM POLICIAL, E ESTA TRAGÉDIA TERIA SIDO EVITADA. COMO SE TRATA DE UM OFICIAL, VÃO TRATAR O CASO COMO UMA MERA FATALIDADE; MAS SE FOSSE AO CONTRÁRIO, O PRAÇA SERIA TRATADO COMO UM BANDIDO. SE O TENENTE FOSSE UM PRAÇA O COMANDO DA PMERJ JÁ O TERIA PRENDIDO, E O MESMO JÁ ESTARIA RESPONDENDO POR NÃO TER COLOCADO EM PRÁTICA O "COMANDO VERBAL", ANTES DE TER FEITO O DISPARO QUE MATOU O COLEGA. MAS, ENFIM, QUE DEUS DÊ CONFORTO A FAMÍLIA DESTE POLICIAL, QUE INFELIZMENTE, ACABOU PERDENDO SUA VIDA.

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