quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Torcida organizada do Flamengo tinha tática militar para cometer crimes


O delegado titular da Divisão de Homicídios da capital, Vivaldo Barbosa, disse, no começo da tarde desta quinta-feira, que ficou clara a utilização de ensinamentos militares pelos oito integrantes da Torcida Jovem do Flamengo presos durante a manhã. De acordo com ele, o grupo utilizava batedores e escolta armada em suas ações criminosas.

- Toda a estrutura utilizada para a prática de crimes, fossem eles homicídios ou lesão corporal, está basicamente confirmada com o que foi apreendido nesta quinta - disse o delegado, que classificou o grupo como uma organização criminosa.

Policiais civis que participam da operação, batizada de Fair-Play, apreenderam com Fernando Porto Oliveira, integrante da Torcida Jovem, uma arma que pode ter sido usada para matar o vascaíno Diego Martins Leal, em agosto, em Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio. O torcedor - que estava com arma de numeração raspada - foi levado de Volta Redonda, onde foi preso, para a sede da DH, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Além de Fernando, outros sete integrantes da Torcida Jovem do Flamego foram presos durante a operação, que é realizada desde o fim da noite desta quarta-feira em diversas regiões do estado, inclusive na capital e Região Metropolitana. Entre os detidos está Carlos Renato Silva Santos, conhecido como Macedo, presidente da organizada. Ele foi preso em casa na Rua Assis de Vasconcelos, em Quintino, na Zona Norte do Rio. Carlos Renato é o acusado de assassinar o vascaíno Diego Martins Leal. Os agentes, que ainda buscas mais dois suspeitos, tentam cumprir 15 mandados de busca e apreensão.

Na operação, foram apreendidos ainda cerca de R$ 20 mil, inclusive com uma quantidade ainda não determinada de dinheiro falsificado, além de ingressos para jogo do Campeonato Brasileiro.

Além de prender os torcedores, os policiais lacraram a sede da organizada, localizada em um edifício na Rua Álvaro Alvim, no Centro da cidade, e apreenderam computadores, documentos e um cofre.

A investigação começou há um ano e faz parte do Núcleo de Apoio aos Grandes Eventos criado pela Polícia Civil após brigas entre torcidas. Alguns mandados começaram a ser cumpridos no Norte e Sul Fluminense, no final da noite desta quarta-feira. Segundo o delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa, participam da ação dez delegados, 95 policiais e três peritos. Um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) é usado na operação.

Diego Martins Leal foi morto a tiros e facadas durante uma briga entre torcedores do Vasco da Gama e do Flamengo, no dia 19 de Agosto. A briga ocorreu por volta das 15h, quando rubro-negros — que vinham de ônibus de Resende, no Sul Fluminense, para acompanhar o clássico entre as duas equipes no Engenhão — viram os torcedores adversários num bar, na esquina das ruas Silva Vale e Itaquati. Em seguida, eles desceram do coletivo, e a confusão foi iniciada. Durante o tumulto, mais de 50 pessoas foram presas. Na época, duas pessoas chegaram a ser presas acusadas de matar o vascaíno. Elas foram reconhecidos por testemunhas.

28 comentários:

  1. A ignorância premiada

    A existência do analfabetismo funcional é um fato. O Decreto nº 43.411, de 10 de janeiro de 2012, está desprestigiando os bons profissionais, beneficiando os acomodados e nivelando a tropa por baixo! Este Decreto está gerando uma grande insatisfação por parte da tropa que estudou e prestou concursos internos para subir em sua carreira, pois as promoções através do critério do Tempo de Serviço acarretaram quebra da precedência hierárquica, abalando um dos pilares institucionais vigentes na PMERJ: A HIERARQUIA. Ter uma grande quantidade de Sargentos onera a folha e não garante um bom serviço prestado à sociedade. Da maneira como são promovidos atualmente, os policiais militares não possuem condições de exercer a graduação que ostentam de maneira satisfatória, desvalorizando seus iguais. O Curso de Formação de Sargentos (CFS) prepara a Praça para a mudança de círculo, para executar as funções de graduado. O Curso Especial de Formação de Sargentos (CEFS), apelidado pela tropa de "curso de confirmação de divisas", foi criado com o objetivo de atender à demanda Institucional para a promoção por tempo de serviço, mas não prepara o PM adequadamente para executar as funções de graduado. O facilitismo deixa o ser humano despreparado para enfrentar situações adversas. Mas o grande problema é que os inativos, aqueles que dedicaram 30 anos à Corporação, muitas vezes em detrimento de sua família e vida pessoal, não são beneficiados de nenhuma forma, ficando com seus vencimentos defasados, o que é injusto!

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  2. O desrespeito à meritocracia

    A promoção de praças por tempo de serviço deveria acabar, pois é uma banalização da promoção, desrespeita o princípio da meritocracia e nivela a tropa por baixo. A "doação de divisas" não pode substituir a falta de reajustes salariais. Este "erro institucional" só existe no Rio de Janeiro! A PMERJ e o CBMERJ precisam valorizar quem estudou. Em qualquer corporação, para se tornar CB e SGT, o militar tem que ser aprovado em concurso interno! Só no Rio as divisas "caem do céu". Nada contra os "Jurunas", é apenas uma visão do que é melhor para a Corporação. O QUE PRECISAMOS É SALÁRIO DECENTE!

    A promoção "automática" das praças (por tempo de serviço) só serve para incentivar os Soldados a não se preocuparem em estudar, se aperfeiçoar e, assim, se manterem incompetentes em um debate com algum meliante de colarinho que tenham de prender. A PMERJ não pode compactuar com a preguiça, com o desinteresse pela cultura, pelo aperfeiçoamento. Premiar a ignorância e o comodismo pode lhe ser interessante politicamente, mas não é interessante para a Corporação, pois ela só perde com isto. Perde em qualidade, perde em credibilidade, perde em respeito. A Polícia Militar é maior que o interesse de alguns militares que, nos momentos de folga, preferiram trocar os bancos escolares pela cerveja, pelo buteco, pelo churrasco, pelo "esquema", certos de que a desídia e o descompromisso consigo mesmo, com seu futuro, seria premiado em algum momento, por leis oportunistas, independentemente das suas qualidades e habilidades. Antigamente, não havia esta premiação pela preguiça, só quem se qualificasse poderia se habilitar a ser um graduado. Hoje, "as divisas caem do céu"! Muito me preocupa como serão os Sargentos de amanhã. Muitos Cabos e Sargentos continuam com o mesmo comportamento anterior, de Soldado. Promover todos os Soldados à graduação de Cabo, e posteriormente à Sargento, não os qualifica, não os dignifica, não os torna mais dignos, mais compromissados com o serviço ou mais preocupados com os rumos da corporação. O nome da nossa briosa Polícia Militar não pode ser jogado no lixo!

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  3. Já ficou chato esse assunto de promoção, esse periódico está dissuadindo a lei e provocando discussões inúteis, e, com isso incitando a corporação à uma confusão desnecessária.

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    1. Essas postagens são feitas por agentes provocadores, que atuam afim de promover a discordia e produzir um feedback para os usuarios da PMERj., contudo levantarei uma questão sobre função policial...
      Em outros Estados o serviço administrativos são produzidos por funcionarios civis por se tratar de função diversa da finalidade das instituições de segurança pública.

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    2. Deveriam licenciar a EX oficío todos os policiais militares incapaz de realizar a atividade-fim e destitiur o poder de policia dos mesmos,com os respectivos porte de armas.
      Contratar civis para exercer as funções administrativas.
      Assim iremos desonerar a folha salarial e interromper essas diputas de ego, onde uma praça se ver superior a outra.

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    3. A ideia da atual gestão é colocar funcionários civis atuando em algumas funções. Acho melhor, pois o mesmo não poderá ser desviado de sua função para atuar na rua, como fazem com o efetivo do Expediente. Também está em estudo o fim do Rancho, o que seria muito bom para a tropa!

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    4. Praça superior à outra?
      Existe HIERARQUIA entre as praças também, amigo!

      SUBTEN (o mais antigo das praças)
      1º SGT (o mais antigo entre os sargentos e mais moderno que o ST)
      2º SGT (mais antigo que o 3º SGT e mais moderno que o 1º SGT)
      3º SGT (o mais moderno entre os sargentos e mais antigo que o CB)
      CB (mais antigo que o SD e mais moderno que o 3º SGT)
      SD (o mais moderno de todos)

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    5. O fim do Rancho é inviável, tendo em vista ser conveniente aos gestores, pois se capta receita através do mesmo instituto.
      Quanto ao devido emprego dos servidores, seria interessante observar a atuação de ótimos policiais em campo, que são empregados no serviço interno.

      Pois muitos desses internos, sem duvida, tem um conhecimento que deveriam ser aproveitados pela sociedade.

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    6. Sobre Hierarquia até civis conhecem a ordem e a classificação, a questão é a divergência entre praças, exaustivamente discutida aqui. Deve se considerar: que pra efeito de estabilidade não existe antiguidade, pois são a principio presumidas, vide os boletins com os militares considerados Aptos para o CD. Todos os dias SGT's e ST's, são submetidos aos conselhos sem que o histórico dos mesmos sejam considerados...

      Discutir entre Jurunas ou Cursados é irrelevante.

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    7. Os aptos/categoria "A" normalmente trabalham na rua (atividade-fim), enquanto os aptos/categorias "B" e "C" são aproveitados no Expediente (atividade-meio). De qualquer forma, o serviço administrativo tem que ser executado por alguém! Há as funções que só podem ser executadas por um oficial, e há também as funções que só podem ser executadas por um graduado.

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    8. PM com menos de 10 anos de serviço (CB ou SD), é submetido à CRD;
      Graduado é submetido à CD;
      Oficial é submetido à CJ.

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    9. Ok, mas penso que os conselhos apesar de legal, não sejam em verdade imparcial. O de justificação nem se conta, pois sem um parecer externo da auditoria militar, são exclusivamente para efeito de controle interno e é uninanime na história da PMERj, os pareceres favoráveis aos imputados.
      Os diciplinares e os de revisão, são sumarissimos e quase que abirtrariamente desfavoraveis aos submetidos a eles.
      Concordam?

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  4. É preciso refletir...

    A promoção de praças por tempo de serviço deveria acabar, pois traduz-se em uma depreciação institucional. O que a corporação ganha promovendo todo mundo? A Polícia Militar do Rio de Janeiro está promovendo todos os soldados a cabos, todos os cabos a sargentos, etc. Onde está a vantagem? Não seria melhor reajustar decentemente os salários, para que possamos recuperar as perdas (defasagem referente à inflação dos períodos em que não foram concedidas as reposições)? O SGT de curso é o verdadeiro SGT, o juruna é um SD carregando divisas nos braços. Promovendo todos, na verdade não estão promovendo ninguém! As divisas têm que ser conquistadas, e não entregues de bandeja... A progressão funcional por tempo de serviço de certa forma tira o mérito dos que conquistaram suas divisas por merecimento e incha a folha de pagamento do Estado, impedindo a concessão de futuros reajustes salariais à categoria. O que adianta ser um subtenente com salário de soldado? ESSE MÉTODO ILUSÓRIO DE CONCESSÃO DE DIVISAS ACHATA CADA VEZ MAIS O NOSSO SALÁRIO, OU SEJA, QUANTO MAIS PROMOÇÕES, MAIS DISTANTES DE TER UMA REMUNERAÇÃO DIGNA DAS FUNÇÕES QUE CADA GRADUADO EXERCE NÓS ESTAREMOS! As divisas não podem ser distribuídas "automaticamente" para todos, independentemente das suas qualidades e habilidades. A PROMOÇÃO NÃO PODE SER VISTA COMO FORMA DE MELHORIA SALARIAL, E SIM COMO MEIO DE PREMIAR OS POLICIAIS MILITARES QUE SE DESTACARAM. O foco tem que ser o salário, pois de nada adianta subir na hierarquia se o soldo estiver abaixo do salário mínimo vigente. A promoção de praças por tempo de serviço é uma promoção infundada, é, no mínimo, incoerente para não dizer ridícula. Parece-me uma "forçação de barra" das mais ilógicas que já vi. A PMERJ não precisa de mais "jeitinhos" daqui e dali. Basta de hipocrisia! Chega de querer ser bonzinho para fazer feliz "A" ou "B" em detrimento da Corporação. Esta deve estar sempre em 1º lugar, doa a quem doer, contrariando ou não interesses particulares. Divisas não são ganhas, são conquistadas. A concessão da referida promoção é uma "brincadeira de mau gosto" com a Corporação, é um desprestígio para o bom policial que cumpriu as etapas previstas e fez por merecer sua promoção através de concurso interno.

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    1. Não haverá reforma salarial enquanto houver voluntariado para programas como PRONASCI, PROEIS, RAS e demais gratificações.
      Como sempre existirão desesperados, "despreparados", que aceitam a se submeterem a esses programas, continuaremos tendo soldados aqui no RJ, recebendo mais do que graduados, e em alguns casos mais do que oficiais subalternos.

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    2. Concordo, o Policial Militar tem que se valorizar mais!

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    3. Valiosos já o são, nunca existiu tantos policiais com cursos superiores como existe.
      Mas detem o conhecimento sem aplicar na pratica por esse ou aquele motivo.
      Quando entenderem o qual necessário são para que a ordem continue, talvez recebam o devido valor.

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    4. É verdade, basta o Policial Militar aplicar corretamente a lei...

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  5. Companheiro muda o disco, vamos debater outeos temas.

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    1. Vamos debater a inutilidade do serviço administrativo na PMERj, que onera o erário do Estado. E propor a utilização dos ativos da PMERj na atividade fim.

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    2. Ativos da PMERJ

      Os aptos categoria "A" normalmente trabalham na rua (atividade-fim), enquanto os aptos categorias "B" e "C" são aproveitados no Expediente (atividade-meio). De qualquer forma, o serviço administrativo tem que ser executado por alguém! Há as funções que só podem ser executadas por um oficial, e há também as funções que só podem ser executadas por um graduado.

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    3. A portaria que classifica as categorias é clara, contudo provoca o desvio de finalidade, e desobriga a responsabilidade do quadro médico em promover condições sanitária necessárias para o trabalho.
      E muitas das repartições da PMERj se encontram policiais "A", exercendo atividades administrativas.
      "B" sendo temporário, é admissivel. Mas "C", é internação compusória, ou reserva. Não há como imaginar um individuo com habilidades militares, muitos oriundos de um parecer psiquatico exercendo atividades de qualquer natureza, sem por em risco a segurança de outros na caserna.

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    4. Concordo, o apto categoria "C" (SINA) não deveria estar exercendo nenhuma atividade, deveria ir para a inatividade.

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  6. Serviços como secretaria, almoxarifado, arquivos. Mas não vejo SsJD, P1, P2 , Companias, escalantes, tendo civis em seu meio, são funções sigilosas e que devem ser tratadas por militares ou vcs imaginam um civil extraindo DRD, para um policial, tendo acesso a seus dados, sua resposta etc.. complicado

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  7. Não existe sigilo absoluto, e mesmo com os moldes militares que a PMERj empreende, é absurdamente ostensivo o detalhamento dos assuntos sensiveis que tratam.
    Mas a continuação deste modelo "de reservar das funções à indicados por Cmt's sem critério plausivel", isto facilita mais o acesso aos usuarios.
    O DRD é um instituto simples, e a seção de pessoal antes de ter acesso aos dados em seu quadro, o mesmo ja foi exposto em detalhes na rede.

    Essa fragilidade se apresenta em toda a segurança publica, com o advento da transparência digital, se faz necessário a adaptação aos meios novos, e a reforma funcional.

    Ou reforma, ou continuemos sendo intervindo por ações externas.
    No Rj, a União Federal atraves do secretario del. pol. da Pf, e em Sp o secretario proc. do MP, exercem função de execução, com o apoio logistico das forças armadas, juntos, operam as diretrizes da segurança publica.

    A nivel local, os escalões "CMT's" são vinculados as diretrizes externas, enquanto isso os PPMs, discutem sobre promoção, kkk, promoção à que?

    Os serviços internos podem ser realizados até por computadores, mas fazem questão de abarrotar de militares, acho que é para ter um aspecto funcional.
    Os PPMs se não em campo como estabelece a finalidade constitucional art.144, devem ser lincenciados por desvio de finalidade.

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    1. O famoso EXCESSO DE CONTINGENTE.

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    2. Trabalhar na rua (atividade-fim) é muito mais fácil do que trabalhar no Expediente (atividade-meio)...

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  8. Complicado companheiro. Concordo que a nossa maquina administrativa e antiguada e vejo com bons olhos a modernidade. O amigo podia enviar ao EMG e ao Cmt Geral suas ideias de modelos administrativos, isso sim e um ambiente saudavel de postagens, sugestões e debates, e não esse debil mental que posta todo dia promoção a Sgt.

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  9. A promoção de praças por tempo de serviço, além de desnecessária, é prejudicial à Corporação!

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