terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Para ex-comandante da PM, morte de Patricia Acioli pôs fim a sua carreira

 
Mario Sergio Duarte causou revolta aos promotores ao criticar investigação.

O depoimento do ex-comandante-geral da Polícia Militar, Mario Sérgio Duarte, no julgamento de três acusados de participar da morte da juíza Patricia Acioli, em agosto de 2010, causou alvoroço no 3º Tribunal do Júri de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Mário Sergio foi arrolado como testemunha de defesa do policial militar Junior Cezar de Medeiros e criticou as investigações sobre o caso, conduzidas pela Polícia Civil. Outros dois réus estão sendo julgados nesta terça-feira (29): Jefferson de Araújo Miranda e Jovanis Falcão.
Logo no início do depoimento, o coronel afirmou que a morte da juíza, que era titular da 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo, foi responsável por pôr fim à carreira dele.
"Fiquei interessado no processo porque esse crime encerrou a minha carreira. Eu me vi compelido pelas circunstâncias a encerrar a minha carreira. Saíram todos os coronéis da minha equipe, aqueles que participaram do processo de pacificação, todos foram retirados de seus postos antes dos 40 anos de idade. Então, eu me interessei verdadeiramente pelo inquérito", disse Mario Sergio Duarte, que comandou a PM do Rio de julho de 2009 a setembro de 2011.
Em seguida, o ex-comandante da corporação explicou que analisou o inquérito do caso, encontrando diversas "inconsistências" nos depoimentos dos acusados de matar a juíza.
"Eu penso que a investigação, ao final, tomou um rumo diferente: passou a ter um caráter literário persuasivo, deixando de ter um aspecto de revelação, para ser um conjunto de informações que ora está no processo, ora não. Observei nos depoimentos, principalmente relativos à delação premiada, que em alguns momentos as informações são contraditórias dentro do próprio depoimento. No caso do Jefferson, por exemplo, ele presta dois depoimentos completamente diferentes. Eles [réus] são inconsistentes quando falam do espólio do crime e do valor, por exemplo", afirmou Mário Sérgio.
Revolta
A declaração provocou revolta na promotoria. O promotor do caso, Leandro Navega, interrompeu: "Como ex-comandante da PM, o senhor deveria se envergonhar". O outro integrante da promotoria, Rubem Viana, completou: "Isso é um absurdo. Uma testemunha vir aqui fazer juízo de valor sobre a investigação da Policia Civil. Jamais vi isso no Tribunal", disse o promotor.
Diante dos protestos da promotoria, o juiz Peterson Simão, que preside o julgamento, interveio. "Se continuar assim, terei de cassar a palavra do Ministério Público. Qualquer forma de tirar uma defesa, representa uma nulidade [do julgamento] e é tudo que eu não quero que aconteça aqui para absolver ou condenar", finalizou o juiz, dizendo para que a testemunha prosseguisse no depoimento.
O coronel Mario Sérgio Duarte explicou ainda a nomeação do tenente-coronel Claudio Oliveira, apontando pelo MP-RJ como mandante do crime, para o comando do 7º BPM (São Gonçalo). "O Claudio foi a minha terceira tentativa de reduzir os índices de criminalidade em São Gonçalo que não estavam bons. O tentene coronel Claudio atingiu as metas e conseguiu a premiação do batalhão", explicou Mario Sergio.
O ex-comandante-geral da PM reafirmou ainda que foi o responsável por retirar dois policiais lotados no gabinete da juíza Patricia Acioli. "O responsável por retirar os policiais dela fui eu, só quem poderia retira-los era eu. Ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, signatário do convênio, caberia pedir que fossem mantidos os policiais", disse o coronel, acrescentando que os PMs estavam lotados indevidamente no gabinete da magistrada.
Diante da polêmica gerada pelas declarações do ex-comandante da PM, o promotor Leandro Navega chegou a dizer que Mário Sergio estaria "defendendo" os réus e que teria pretensões políticas. "O senhor quer ser deputado?", perguntou o promotor. O coronel respondeu: "Acho que o Vossa Excelência está me lançando neste momento".
Inconformado com o depoimento de Mario Sérgio Duarte, o promotor Leandro Navega questionou se o ex-comandante da PM "recebia verba" do tenente-coronel Cláudio Oliveira. A resposta do coronel foi: "Não, sempre tive uma carreira honrada e honesta".

Leia a reportagem toda AQUI

14 comentários:

  1. Sinceramente, eu também não consigo confiar nas investigações da Polícia Civil. A Polícia Militar tem que acompanhar o caso de perto! O promotor Leandro Navega parece estar desesperado. As insinuações foram uma tentativa desastrada (do Ministério Público) de tirar a credibilidade do depoimento da testemunha de defesa. A carreira policial militar precisa ser mais RESPEITADA! O promotor não pode falar aquelas coisas...

    ResponderExcluir
  2. PARABÉNS AO CORONEL MOSTROU DE QUE É FEITO E NAO SE ENVERGOU OU TREMEU DIANTE DAS INVESTIDAS MALICIOSAS DO PROMOTOR E SUA TRUPE, É ISSO QUE A CORPORAÇAO ESPERA DE SEUS CORONÉIS!

    ResponderExcluir
  3. brilhante... o melhor ....

    ResponderExcluir
  4. TEM PEIXE GRANDE NA MORTE DA JUÍZA, GENTE PODEROSA. ESTÃO ESCONDENDO A VERDADE!!!

    ResponderExcluir
  5. Réu que foi beneficiado por delação premiada levou quanto para segurar o pepino?

    ResponderExcluir
  6. essa força tinha que ser demosntrada ao governo no momento em que ele era cmt geral, mas naquele momento o mesmo fez como os anteriores nao nada de bom para a tropa. Logo agora não adianta peita a promotoria, que afinal faz o que ele nao fez - defender os interesses comum a todos! o ultimo apague a luz!

    ResponderExcluir
  7. ESTE OFICIAL DA RESERVA É EXTREMAMENTE INTELIGENTE E POSSUI UMA AUTO CONFIANÇA DE DÁ INVEJA ,PORÉM EM SUA ADMINISTRAÇÃO NO COMANDO DA POLÍCIA MILITAR,ONDE ELE REALMENTE DEVERIA MOSTRAR INTELIGÊNCIA,MOSTROU-SE FRACO E LONGE DA TROPA.

    ResponderExcluir
  8. a biografia dele consta a invasão do quartel central dos bombeiros,queriam oque desse fantoche.

    ResponderExcluir
  9. O CORONEL MÁRIO SÉRGIO DEVERIA EXPLICAR PORQUE NOMEOU COMO MOTORISTA DO COMANDO-GERAL UM SARGENTO QUE ERA RÉU NA JUSTIÇA DE SÃO GONÇALO, ONDE A JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI ERA TITULAR. O SARGENTO RESPONDIA A DOIS AUTOS DE RESISTÊNCIA FORJADOS. UM DELES É UMA PIADA: A VÍTIMA TERIA REAGIDO, SÓ QUE O CORPO ESTAVA DE CALÇAS ARRIADAS, EM DECÚBITO DORSAL E A PERÍCIA CONSTATOU QUE A ARMA PLANTADA NÃO TINHA CONDIÇÕES DE USO. DETALHE, O SARGENTO ERA O MOTORISTA DA CORONEL VIVIANE, MULHER DO MÁRIO SÉRGIO. NOME DA CIRANÇA: Antônio Carlos Nascimento Ribeiro. CORONEL MÁRIO SÉRGIO CUIDADO PARA NÃO VIRAR RÉU TAMBÉM. PARECE QUE O SENHOR ESTÁ QUERENDO.

    ResponderExcluir
  10. Com certeza é mas um doutorzinho que foi criado em apartamento querendo aparecer na morte dessa "grandiosa magistrada" querendo denegrir a imagem e a carreira de um GRANDE HOMEM E UM GRANDE CMT DA PMERJ, quem tem boca fala o que quer pensando ser o dono da verdadeira autoridade o judiciaria deveria criar um orgaõ para fiscalizar esses carinhas que pensam ser DEUS,mas todos nós sabemos quem são ELES.

    ResponderExcluir
  11. O pé inchado aí de cima acha que o Mário sérgio é umn grande homem. Acho ele um grande merda, covarde, que mandou o Bope para cima dos bombeiros que só lutavam por melhores salários. Caveira FILHO DA PUTA!!!! A DH deve ter enfiado o galho dentro ao não denunciá-lo por envolvimento na morte da juíza. Tá na cara que ele tinha interesse.

    ResponderExcluir
  12. GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA


    Rio de Janeiro, 01 de fevereiro de 2013 - O capitão PM Marcelo Lourenço Barbosa foi expulso no último dia 30 de janeiro através de decreto do Governo do Estado, determinando a perda de sua patente. O motivo da expulsão foi sua participação no roubo a um caixa eletrônico, no bairro de Botafogo, no ano de 2004. Por tratar-se de oficial, houve um Conselho de Justificação, formado por oficiais superiores, que decidiram pela expulsão. A decisão foi encaminhada ao Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, que acatou a decisão e encaminhou aos desembargadores do Tribunal de Justiça.

    No momento do crime, o capitão estava na companhia do cabo PM Gil de Almeida Junior, já expulso da corporação. Desde 2008, já foram expulsos 1.393 policiais civis e militares por participação em crimes e outros delitos.

    ResponderExcluir
  13. o que acontece e que a pm e uma instituicao de merda de covardes!!!! nesse caso tem 7 policias inocentes todo mundo sabe disso inclusive a propria pm tanto sabem que ainda nao expulsaram eles e nao fazem nada!!!!

    ResponderExcluir