sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vila Cruzeiro: 4 PMs ficam feridos em confrontos

Quatro policiais militares ficaram feridos - sendo um baleado - em troca de tiros e ataque de bandidos a uma base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, no fim da noite desta quinta-feira. Um suspeito foi preso e uma moto foi apreendida na ação. O clima ainda é tenso na região. O policiamento foi reforçado.
A confusão na Vila Cruzeiro começou por volta das 23h. Dois homens em uma moto passaram por policiais da UPP em um ponto da comunidade. O garupa fez vários disparos contra os PMs, que reagiram. A dupla conseguiu fugir. Os militares, porém, encontraram manchas de sangue no chão, e acreditam que o autor dos disparos tenha sido ferido.

Leandro Araújo de Carvalho, de 19 anos, apontado como o homem que pilotava o veículo foi preso mais tarde em casa e a moto apreendida. O acusado já tinha passagem pela políicia por associação para o tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
Pouco depois, bandidos atacaram a tiros o container da UPP Vila Cruzeiro. Um PM foi baleado no ombro. Socorrido em uma viatura da própria unidade, o veículo acabou batendo em um poste. Outros dois PMs ficaram feridos. Os três foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, também na Penha. Ainda não há informações sobre a identificação e o estado de saúde deles.

Por volta de 23h30, PMs de uma guarnição da própria UPP Vila Cruzeiro, que patrulhavam outra região, partiram em apoio a colegas que trocavam tiros com os bandidos após o ataque ao container. No trajeto, próximo ao campo do Ordem e Progresso, eles se depararam com cinco traficantes armados de fuzis. Houve uma rápida mas intensa troca de tiros e o grupo conseguiu fugir. Um fuzil AK-47 municiado foi apreendido. O cabo Rafael Sales de Oliveira foi atingido por estilhaços de bala no braço esquerdo
A polícia suspeita que os dois ataques desencadeados pelos bandidos aos PMs possam ter como motivação a prisão em flagrante de um traficante com drogas, também ocorrida na noite desta quinta-feira. As ocorrências foram registradas na 22ª DP (Penha), central de flagrantes da região.

3 comentários:

  1. Os policiais militares do Rio de Janeiro arriscam a vida por um soldo inferior ao salário mínimo!

    Como vamos sediar a COPA DO MUNDO de 2014 e os JOGOS OLÍMPICOS de 2016 se não conseguimos nem pagar um SALÁRIO DIGNO aos funcionários públicos que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à população (Bombeiros e Policiais Militares)???

    Os militares estaduais recebem uma remuneração insuficiente para suprir as necessidades vitais básicas previstas no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988. O Salário Mínimo Necessário estimado pelo D.I.E.E.S.E., em Janeiro de 2013, de acordo com este dispositivo constitucional, é de R$ 2.674,88 (dois mil, seiscentos e setenta e quatro reais e oitenta e oito centavos). Após o reajuste salarial (23,3%), o Soldado PM ou BM passará a ganhar apenas R$ 2.077,27 (dois mil e setenta e sete reais e vinte e sete centavos). Vale lembrar que o soldo do Soldado ficará R$ 165,09 abaixo do salário mínimo, e o do Cabo ficará R$ 87,23 abaixo do referido piso.

    SALÁRIO MÍNIMO: R$ 678,00

    SOLDO do CABO: R$ 590,77

    SOLDO do SOLDADO: R$ 512,91

    QUE VERGONHA!

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  2. Rio pacificado: Mais 4 PMs vitimados apos ataques em comunidade com UPP

    "...4 PMs feridos numa comunidade a qual o governo cabral insiste em dizer que esta pacificada. E ainda tem otario que acredita nesta lorota de "pacificaçao"... Bandido nao para, o bandido da um tempo. E 'e justamente isso que ocore com a "pacificaçao" de Sergio Cabral. Mas enquanto so PMs e a populaçao pobre tiver se fudendo, a imprensa podre aliada do governo vai continuar enaganando a populaçao. Mas nao liga nao senhores, pois, infelizmente, vamos ouvir falar muito disso por aqui. Enquanto nao pagarem um salario digno ao policial militar, essa tao sonhada "pacificaçao" nunca ha de chegar. Enquanto isso, pedimos que Deus guarde a vida de todos os PMs que estao ai dando seu suor e sangue por um governo e populaçao que nunca recohece nosso valor."

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  3. Justiça investiga espiões e prisões de bombeiros
    Comando invadiu grupo fechado no Facebook e acessou e-mails particulares de praças

    POR Felipe Freire

    Rio - No embate entre bombeiros e o comando geral da corporação, um recente "round" pode ser o estopim de uma nova mobilização estadual, como aconteceu em 2011. Acusados de indisciplina, 20 militares foram presos esta semana por criarem um grupo fechado na internet para debater reivindicações.

    Após habeas corpus concedidos pela Auditoria Militar, que entendeu que a punição “se valeu de provas obtidas por meios ilícitos”, a Justiça quer agora explicações sobre a “espionagem”.

    O grupo GSE/CBMERJ debatia problemas da área de saúde e férias de milhares de militares, que estariam de três a cinco anos sem o benefício. O comando puniu, com cinco ou seis dias de prisão, entre 18 e 19 de fevereiro, quem se tornou membro ou comentou tópicos. Os praças ficaram nos quartéis Central, de Irajá e Niterói até quarta e quinta-feira.
    Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
    Assembleia em 2012: risco de novo embate entre soldados e comando | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

    “Eles invadiram o sigilo de um grupo fechado e interceptaram emails particulares. Por isso a mobilização se configura em repúdio a esta repressão que foi multiplicada desde o movimento de 2011”, diz o vereador Marcio Garcia (PR).

    Na decisão, a juíza Ana Paula Monte Pena Bastos cobra esclarecimentos das provas apresentadas na corregedoria, que alegou que “os mesmos (militares) postaram comentários inadequados em rede social”.

    “Deverá explicitar, especificamente, o modo como foram acessados o grupo fechado e a conta de email”, diz a juíza. Para bombeiros, as recentes arbitrariedades colocam a tropa em iminente rota de colisão com o comando.

    “Desde o movimento grevista eles vêm fazendo represálias a qualquer reivindicação. Se você abre a boca, é punido”, denuncia um soldado.

    Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que os militares foram punidos por “proferir ofensas contra o comandante de suas unidades” e “incitar quebra na cadeia de comando e desrespeito do comando de suas unidades”. A corporação negou que bombeiros estejam sem férias e disse ainda que esclarecimentos sobre as provas serão feitos apenas à Auditoria Militar.

    Tentativa de audiência com Dilma

    Na internet, o ex-cabo Benevenuto Daciolo, expulso da corporação, junto com outros 13 bombeiros, por participação no movimento de 2011, dá o tom da nova mobilização e reivindica audiência com a presidente Dilma Roussef para o próximo dia 12 de março.

    No vídeo, postado há poucos dias, Daciolo denuncia “perseguição e ditadura” dentro dos quartéis e falta de gratificações, e cobra também a reintegração dos expulsos. “Nós saímos do Estado, estão nos perseguindo, querem nos prender”, diz Daciolo, que foi denunciado por formação de quadrilha após a greve.jornal odia.

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