domingo, 21 de abril de 2013

Bando fatura R$ 3 milhões por mês e explora prostituição

O GLOBO
Era o início da madrugada de um sábado de fevereiro passado, quando uma patrulha da PM parou em frente de uma casa em Cosmos, na Zona Oeste com pouco mais de 77 mil habitantes e um dos piores índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital. A música em volume máximo não foi o motivo para a presença dos policiais. Eles faziam a escolta do ex-PM Toni Ângelo de Souza Aguiar.
Expulso da corporação há quatro anos, ele tem em seu nome 14 mandados de prisão e duas condenações na Justiça. Nada disso, o impede de circular pela região e comandar a maior milícia em atuação no estado. Toni Ângelo ou Erótico — apelido que ganhou graças ao gosto por orgias com adolescentes — figura no topo da lista dos mais citados em ligações recebidas pelo Disque-Denúncia, que no primeiro trimestre contabilizou 613 ligações, um aumento de 25,6% de denúncias sobre milicianos na Zona Oeste, comparado com o mesmo período do ano passado: 488.
Em muitas denúncias, são relatadas as relações suspeitas entre o miliciano e PMs da ativa. Para promotores da 2 0º Promotoria de Investigação Penal (PIP) não resta dúvida de que Toni permanece em liberdade graças a conivência de policiais corruptos que atuam na região. Antes de ser expulso, ele foi lotado por quase cinco anos no 27º  BPM, que atua no policiamento em Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Guaratiba e Pedra de Guaratiba, onde o papa Francisco vai celebrar missa campal. Na região, onde atua a milícia de Toni vivem 497,8 mil pessoas.
 
Milicianos fizeram acordos com traficantes e bicheiros da região
A área de influência do miliciano inclui ainda Campo Grande, Inhoaíba, Santíssimo, Realengo, Bangu, Padre Miguel e Cosmos, bairro citado como reduto do grupo paramilitar. Somados, passam de 1 milhão o número de moradores desta região, onde Toni Ângelo dita as regras e cobra "taxas de segurança" para vans, ágio na venda de botijões de gás, agiotagem, gatonet e venda de filmes e produtos piratas. Toni, segundo investigações, também atuaria na exploração de casas de prostituição e produção de filmes pornográficos. O faturamento mensal do bando é estimado em R$ 3 milhões.
Esse valor pode ser ainda maior, segundo o delegado Alexandre Capote, da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco). Parte desse dinheiro alimenta o esquema de corrupção que garante a impunidade do miliciano, que age diferente dos antigos chefes do grupo paramilitar: o ex-deputado estadual Natalino Guimarães e seu irmão, o ex-vereador Jerominho. Ambos condenados e presos em penitenciárias federais fora do estado.
A dupla não permitia a ação de traficantes no território da milícia. Já Toni, segundo investigações da Draco, teria feito uma aliança com traficantes das favelas de Antares e do Barbante. Pelo acordo, ele receberia um percentual do ágio pela venda de botijões de gás nas duas comunidades e as quadrilhas ficariam livres para negociar drogas. Caberia ainda aos traficantes sumir com os corpos de vítimas da milícia. No último dia 10, a justiça concedeu o 14º  mandado de prisão contra o ex-soldado, acusado de envolvimento nos assassinatos de dois jovens, que foram levados à Antares e teriam tido os corpos queimados. 

OCULTAÇÃO DE CORPOS
A estratégia de ocultar as vítimas evita o aumento do número de homicídios na região, que em contrapartida apresenta o maior percentual de registros de desaparecidos da capital. Para o delegado Alexandre Capote, a milícia chefiada pelo ex-soldado da PM age como se fosse uma grande empresa criminosa, inclusive se associando à contravenção.
— Há indícios de acordos com o tráfico e com o jogo do bicho.
Procurado, o corregedor da PM, coronel Waldyr Soares Filho, diz que de 2006 a 2012,75 policiais foram expulsos por envolvimento com milícias. Ele disse que as Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJMs) investigam dezenas de denúncias sobre envolvimento de policiais da ativa com a cobrança de ágio na venda de gás, transporte alternativo e grupos de extermínio. Ele disse que o crime de milícia é de apuração da Polícia Civil e que sempre colabora quando algum PM está envolvido nas denúncias. 
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3 comentários:

  1. É preciso oferecer o MÍNIMO de DIGNIDADE aos integrantes da PMERJ e do CBMERJ.

    O Rio de Janeiro, com a segunda maior arrecadação de impostos do Brasil, poderia pagar muito melhor os Bombeiros e Policiais Militares. Não está sendo respeitado nem o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, que visa suprir as necessidades vitais básicas.

    Segundo o DIEESE, o Salário Mínimo Necessário referente ao mês de Março de 2013 foi estimado em R$ 2.824,92 (dois mil, oitocentos e vinte e quatro reais e noventa e dois centavos). O vencimento bruto do Soldado PM/BM no RJ atualmente é de apenas R$ 2.077,25 (R$ 747,67 abaixo do referido piso).

    http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html

    É fácil dar DIGNIDADE à tropa, basta querer!

    Como vamos sediar a COPA DO MUNDO de 2014 e os JOGOS OLÍMPICOS de 2016 se não conseguimos nem pagar um SALÁRIO DIGNO aos funcionários públicos que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à população fluminense (Bombeiros e Policiais Militares)???

    VERGONHA!

    O Governo do Estado do Rio de Janeiro precisa conceder 36% de reajuste salarial para a PMERJ e o CBMERJ para cumprir o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, ou seja, para suprir as necessidades vitais básicas dos Militares Estaduais (pagar o Salário Mínimo Necessário aos Soldados PM/BM).

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  2. A Pmerj é a instituição do estado que mais paga mal aos seus funcionários. Não aguentamos mais... Com certeza na cruzada mundial da juventude já vai ter uma resposta nossa aos governantes. E hoje com a morte de mais um guerreiro, "mais um sol que nasce no céu do Brasil." Trecho do hino do policial militar do estado do RIO DE JANEIRO. Estamos juntos.

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  3. quantos toni angelo estão a solta pelas ruas do rj graças ao desgoverno do guardanapo que infestou a policia militar de pessoas altamente descompromissadas com a segurança o que torna os excluidos em braço avançado das milicias que infestam o rj segurança pública se faz com qualidade e NÃO com quantidade é só baixar um decreto do executivo determinando o regresso dos 4500 isso QUATRO MIL E QUINHENTOS HOMENS A DISPOSIÇÃO de sd a cel de diversos setores da sociedade civil interessante não tem NINGUÉM eu disse NINGUÉM de outra categoria ou classe a disposição da pmerj puta que pariu larga minhas tetas, agora cadê o PEITO do governador em baixar tal decreto. policial tem que SERVIR na policia e NÃO SE SERVIR DELA

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