quarta-feira, 17 de abril de 2013

POLICIAL MILITAR ACUSADO DE MATAR A JUÍZA FOI CONDENADO A 19 ANOS

O cabo PM Carlos Adílio Maciel Santos, um dos acusados pelo assassinato, em 11 de agosto de 2011, da juíza Patrícia Acioli, foi condenado a 19 anos e meio de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.
O advogado de defesa do cabo, afirmou que já recorreu da sentença. “Não concordo. Como pode a participação no crime de uma pessoa que estava há mais de 50 dias presa?”, questionou.
O juiz Peterson Barroso Simão condenou o cabo a 15 anos por homicídio, mais 4 anos e meio por formação de quadrilha, além da perda do cargo público e ao pagamento de 50 salários mínimos de indenização.
O promotor Leandro Navega disse que está satisfeito com a pena e que espera agilidade na marcação do julgamento dos próximos acusados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo ele, mesmo preso Carlos Adílio participou da organização do crime “Conseguimos demonstrar que a execução da juíza já tinha começado há muito tempo. Eles começaram a comprar materiais, armas e preparar o crime muito antes“, afirmou.
De acordo com o promotor, a pena do cabo PM foi menor do que os condenados anteriormente uma vez que ele foi preso dois meses antes do assassinato e teve participação menor no crime.
Durante a manhã, foram ouvidas três testemunhas de acusação. O delegado Felipe Ettore destacou que todos os integrantes do Grupo de Ações Táticas (GAT) – e não só o então comandante do 7º BPM, Cláudio Oliveira, e o tenente Daniel Benitez – tinham interesse na morte da juíza. “Todos os integrantes do GAT acordaram em custear esse plano de execução”, afirmou a testemunha. 
O delegado acrescentou que, desse modo, estaria assegurada a prática de extorsões e execuções pela quadrilha para garantir a arrecadação do chamado “espólio de guerra”, que, segundo as investigações, seria de R$ 11 mil por semana. 
Usando colete à prova de balas, o inspetor da Polícia Civil Ricardo Henrique Moreira, terceira testemunha de acusação a prestar depoimento, disse que a morte da juíza interessava ao réu. “Ele participava dessa quadrilha e tinha atuação preponderante porque conhecia todas as áreas onde atuavam”, afirmou.
Carlos Adílio estava preso quando ocorreu o assassinato da juíza. Ele também responde na Auditoria de Justiça Militar pelo desvio das munições do 7º Batalhão de Polícia Militar.

Um comentário:

  1. DIGNIDADE AOS INTEGRANTES DA PMERJ E DO CBMERJ

    O Rio de Janeiro, com a segunda maior arrecadação de impostos do Brasil, poderia pagar muito melhor os Bombeiros e Policiais Militares. Não está sendo respeitado nem o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, que visa suprir as necessidades vitais básicas.

    Segundo o DIEESE, o Salário Mínimo Necessário referente ao mês de Março de 2013 foi estimado em R$ 2.824,92 (dois mil, oitocentos e vinte e quatro reais e noventa e dois centavos). O vencimento bruto do Soldado PM/BM no RJ atualmente é de apenas R$ 2.077,25 (R$ 747,67 abaixo do referido piso).

    http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html

    É fácil dar DIGNIDADE à tropa, basta querer!

    Como vamos sediar a COPA DO MUNDO de 2014 e os JOGOS OLÍMPICOS de 2016 se não conseguimos nem pagar um SALÁRIO DIGNO aos funcionários públicos que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à população fluminense (Bombeiros e Policiais Militares)???

    VERGONHA!

    O Governo do Estado do Rio de Janeiro precisa conceder 36% de reajuste salarial para a PMERJ e o CBMERJ para cumprir o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, ou seja, para suprir as necessidades vitais básicas dos Militares Estaduais (pagar o Salário Mínimo Necessário aos Soldados PM/BM).

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