terça-feira, 16 de abril de 2013

Quinto PM do assassinato da juíza Patricia Acioli começa a ser julgado hoje

Teve início na manhã desta terça-feira o julgamento do quinto acusado de envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros na porta de casa, em agosto de 2011, em Piratininga, na região oceânica de Niterói. O PM Carlos Adílio Maciel Santos será julgado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, sem chance de defesa) e formação de quadrilha armada. 
"Esperamos justiça", limitou-se a afirmar a mãe da juíza, Marli Acioli. Já a irmã, Simone, disse ter certeza de que o réu "fez parte do complô para matar ela, todos têm culpa". Também estão presentes no 3º Tribunal de Júri de Niterói, onde ocorre o julgamento, o ex-marido de Patrícia, Wilson Chagas, e o primo da juíza, Humberto Nascimento. O julgamento é presidido pelo magistrado Peterson Barroso Simão. 
Além do réu, que se atrasou em uma hora para o próprio julgamento devido ao trânsito de Niterói, serão arroladas oito testemunhas dentro do júri popular. O julgamento que só deve ter o seu veredito após às 21h desta terça-feira. Maciel Santos é o quinto PM a ser julgado pelo assassinato de Acioli. Outros quatro policiais tiveram condenações entre 22 e 26 anos. São eles: Sérgio Costa Júnior, Junior Cezar de Medeiros, Jefferson de Araújo Miranda e Jovanis Falcão Júnior. No total, 11 foram acusados pelo homicídio.
"Continuamos esperando o julgamento do coronel", fez questão de lembrar mais uma vez Simone Acioli, irmã. Trata-se do coronel Claudio Oliveira, então comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e tido como o mandante do assassinato. Preso num presídio federal em Rondônia, ele ainda não tem data para ser julgado, pois recorre do processo em nível federal.
Foram sorteados os membros do júri popular, sete no total, que está composto por seis mulheres e um homem. De acordo com o promotor do caso, Leandro Navega, está mais do que comprovada a participação do réu, "que auxiliou com o desvio de munição para a execução do crime e tem a mesma participação dos que não presenciaram o homicídio". "Espero uma pena entre 20 e 30 anos", completou. 

Já o advogado de defesa do réu, Robson Barcellos, espera derrubar a tese de formação de quadrilha, uma vez que o seu cliente "estava preso há 55 dias, como ele pode ter participado se estava preso". Maciel Santos estava detido no Batalhão Prisional Especial (BEP) a mando da própria Patricia Acioli por suposta participação num grupo de extermínio que agia em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. 

"Ele é uma pessoa humilde, não tem patrimônio incompatível com a sua função, desconhecemos qualquer participação dele na quadrilha", complementou Barcellos. O promotor Navega questionou: "O Ministério Público já comprovou que o encontro para determinar a morte foi antes da prisão. Está provado que ele é partícipe". 

Uma escuta telefônica com autorização da Justiça flagrou o PM fazendo o planejamento da distribuição da munição para o suposto assassinato da juíza Acioli. "Essa escuta é de um outro processo e ainda foi editada", questionou a defesa de Maciel Santos.

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