terça-feira, 30 de julho de 2013

Após arquivamento de inquérito, MP investigará conduta de PM que prendeu manifestante

Após o arquivamento do inquérito que acusava Bruno Ferreira Teles, de 25 anos, de atirar um coquetel molotov em direção a policiais militares que atuavam na manifestação ocorrida em 22 de julho, em frente ao Palácio Guanabara, as ações do militar Diego Luciano de Almeida - que prendeu Bruno e o apontou como responsável por ter jogado o artefato explosivo - devem ser investigadas. O Ministério Público do Rio encaminhou o inquérito à Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar, e a promotora Janaína Vaz Candela Pagan, da 21ª Vara Criminal, considerou que as condutas do policial devem ser apuradas. O inquérito foi arquivado pela juíza Ana Luiza Coimbra Mayon Nogueira na segunda-feira, proposto pela promotora Janaína.
Segundo o MP, a palavra isolada do policial Diego "não configura indício suficiente de autoria a justificar a deflagração da instância penal, em não havendo outras provas". A promotora destaca ainda que, na perícia realizada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP, as imagens da manifestação mostram que Bruno não estava posicionado no local de onde os artefatos foram arremessados.
Em depoimento na delegacia, o PM Diego Luciano de Almeida disse que viu Bruno Teles recebendo da mão de outra pessoa um explosivo e arremessando na direção dos policiais. Dois deles sofreram queimaduras. Diego participou da perseguição e prisão do manifestante, que foi imobilizado com o uso de um tazer.

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