sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dois oficiais da Polícia Militar são demitidos por trabalharem para contraventor

Agência Brasil

Dois oficiais da Polícia Militar (PM) fluminense foram demitidos esta semana por envolvimento com contraventores, informou hoje (9) a Secretaria de Segurança Pública do estado.
O primeiro-tenente João André Ferreira Martins e o capitão Adriano Magalhães da Nóbrega foram considerados culpados nas acusações de trabalharem na segurança de José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, apontado como contraventor, e envolvimento na exploração de jogos caça-níqueis .
O ato foi publicado na edição terça-feira (7) do Diário Oficial do Estado. O processo administrativo que ocasionou a demissão dos policiais foi instaurado pela Corregedoria da PM e encaminhado ao Tribunal de Justiça.
Os dois militares também tinham contra eles um mandado de prisão desde 2011, como consequência da Operação Tempestade no Deserto. A operação desarticulou uma quadrilha suspeita de envolvimento em homicídios e outros crimes relacionados a uma disputa de poder pelo patrimônio do contraventor Waldomiro Paes Garcia, o Maninho.
A operação foi feita pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e pela Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

2 comentários:

  1. Se a condenação dos 1º tenente João André Ferreira Martins e o capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, for igual ou menor que dois anos ressaltando que os juízes na auditoria de justiça militar, na verdade são seus pares, também oficias da PMERJ, as chances de retornarem aos quadros da corporação são certas:

    ONDE SE LÊ: Art. 99. do CPM: A perda de posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das condecorações.

    Portanto se forem apenados em menos de dois anos, o que acontece quase sempre, fica certo o retorno através do viés judicial.

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  2. A PMERJ deveria ter uma porta única de ingresso (todos precisam passar pela graduação de SD).

    O salário bruto de um Soldado da PMERJ é R$ 2.077,25 (dois mil e setenta e sete reais e vinte e cinco centavos). O salário líquido é R$ 1.909,75 (mil, novecentos e nove reais e setenta e cinco centavos).

    Incluindo os benefícios temporários (POEPP e Auxílio Transporte), o valor bruto sobe para R$ 2.527,25 e o líquido para R$ 2.334,75.

    FALTA MUITO PARA ALCANÇAR A TÃO SONHADA DIGNIDADE.

    Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988 está sendo desrespeitado no Rio de Janeiro.

    Salário Mínimo Necessário - D.I.E.E.S.E. (Abril de 2013): R$ 2.892,47 (dois mil, oitocentos e noventa e dois reais e quarenta e sete centavos).

    Defasagem do salário do SD PM ou BM: R$ 982,72 (novecentos e oitenta e dois reais e setenta e dois centavos) = 51,5%.

    Bombeiros e Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro não recebem uma remuneração suficiente para suprir as necessidades vitais básicas previstas no dispositivo constitucional supramencionado. Um Estado que possui a 2ª MAIOR ARRECADAÇÃO de impostos do país não pode pagar o MENOR SALÁRIO da Federação!

    Como vamos sediar a COPA DO MUNDO de 2014 e os JOGOS OLÍMPICOS de 2016 se não conseguimos nem pagar um SALÁRIO DIGNO aos funcionários públicos que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à população (Bombeiros e Policiais Militares)???

    Considerando que o SOLDO é o salário do Militar, seria importante observarmos o valor pago aos Soldados da PMERJ e do CBMERJ. Atualmente, o soldo de um SD PM ou BM é R$ 512,90, R$ 211,10 abaixo do salário mínimo vigente (para equiparar os valores seria necessário conceder um reajuste mínimo de 41,16%).

    Concluindo, o Governo do Estado do Rio de Janeiro precisa conceder 51,5% de reajuste salarial para a PMERJ e o CBMERJ em 2014, para ficar em dia com suas obrigações.

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