sábado, 18 de janeiro de 2014

TROPA DA FAXINA

Terminado o contrato com a prestadora de serviços gerais, a corporação determina que, diariamente, setores indiquem funcionários para assumir a limpeza do espaço. A situação insólita, que dificilmente ganharia vida em qualquer empresa, tomou de surpresa os policiais que atuam no Quartel-General (QG) da PM, no Centro do Rio. Na última terça-feira, uma circular deixava claro que atrasos no processo licitatório para contratação de uma nova firma tiraria militares de suas funções administrativas na unidade para formar uma espécie de “tropa da faxina”.
De acordo com a circular, às segundas-feiras, será a vez de funcionários da Comunicação Social, da Assessoria Parlamentar, da Corregedoria Interna e da Diretoria de Cadastros e Pagamentos assumirem a vassoura. Já às terças, profissionais que atuam na Diretoria Geral de Administração e Finanças, na Diretoria de Logística, na Diretoria de Orçamento e na Diretoria Geral de Pessoal vão encarar a limpeza do quartel sede da corporação. E, assim por diante, até sexta-feira, os departamentos se revezarão na função.
Segundo nota da PM, “seguindo a tramitação regulamentar, provavelmente a partir do dia 15 de fevereiro uma nova empresa deverá estar iniciando suas atividades. Até lá, cada seção deverá executar com recursos próprios a manutenção de suas instalações”. A circular é assinada pelo tenente-coronel Alexandre Rocha, da Ajudância Geral e tem no campo assunto “faxina diária no Quartel-General”. No documento, ele afirma estar cumprindo ordens do comandante Geral, José Luís Castro Menezes.
Ainda de acordo com o documento, cada seção deverá indicar um policial militar, que se apresentará ao Oficial do Dia “às 8h, sendo término do serviço mediante ordem, após avaliação do que fora executado”. Em nota, a PM não avalia os impactos no remanejamento do pessoal das funções administrativas para a limpeza. Afirma apenas que “nenhum policial militar será afastado de atividades operacionais, relacionadas à Segurança Pública, para fazer serviços de limpeza”. A PM também não informou a data de término do contrato com a antiga prestadora de serviços de limpeza.
Para o diretor-presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (Aspra), Vanderlei Ribeiro, a questão é apenas mais um sintoma de uma crise de gestão e administração na PM:
— Repudiamos essa situação, que é absurda, mas já está se tornando habitual. Ela é reflexo da falta de administração e de seriedade, que leva uma instiuitção com papel social importante a tirar o efetivo de funções estratégicas para atuar em funções incompatíveis com a formação do policial. Como, diante do aumento da criminalidade, a PM pode alegar falta de efetivo, se faz algo assim? Lamento profundamente o fato de o secretário de Segurança não coibir esse tipo de ato.
Procurada, a Secretaria estadual de Segurança não se pronunciou sobre o caso.

8 comentários:

  1. De acordo com o RISG, trata-se de uma função inerente às graduações de Cabos e Soldados (os elementos de execução). Segundo o referido Regulamento, quem encontra-se nas graduações de terceiro-sargento para cima, não pode ser escalado nesse tipo de serviço.

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  2. Tenho certeza que nenhum oficial vai concorrer à esta escala de faxina,isso pra mim é abuso de poder.Do mesmo jeito quando um policial por motivo de saúde está sob tratamento médico é obrigado à fazer serviços internos que deveriam ser feitos por empresas qualificadas para estes serviços.Depois querem uma polícia de qualidade,como se nem o policial é valorizado,pois quando o mesmo ao desempenhar seu serviço por anos e ao ficar doente é obrigado a desempenhar serviços de faxina,obras,rancho,para os quais o mesmo não entrou para corporação para isso,tendo em vista o mesmo ter sido formado como profissional de segurança pública e como tal será cobrado.

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  3. Existe associação Praças na Policia Militar e Bombeiros????? Ao invés de estarem preocupados com faxina se preocupem com assuntos mais sérios como a escala abusiva da PM de 24 x 48 e o pagamento de horas extras que fingiram que iam pagar com tal de RAS, mas na verdade não pagam, se preocupem em adotar um uniforme adequado para o verão de 40 graus no Rio... Essa associação é uma piada!!!!

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  4. Isso é um absurdo! É assédio moral, só acontece na Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, isso é mais uma ideia de algum oficial arrogante e incompetente, o certo seria a contratação imediata de serviço terceirizado de limpeza. Deve ter alguem (oficial) gastando indevidamente a verba destinada para esse fim. Sobra para as praças o serviço de limpeza, isso alem de tudo e desvio de função.

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  5. kkkkkkk....... Tiveram a oportunidade de mudar tudo isso, mas prefiram baixar a Porrada e entrar no quartel central dos Bombeiros dando Tiros p/ tudo quanto lado e prender os Bombas que revincavam melhorias salarias e de trabalho...Agora aguenta e vem mais por ai....

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  6. Pq nao colocar esse efetivo aqui na baixada ou em niteroi fazendo policiamento ostencivo. E so mandar 1 ou 2 queimados pra esses locais com pouco efetivo.

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  7. Estamos capacitados para tal, no Governo Brizola fomos "GARI". Que Absurdo! Amo a PMERJ.

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  8. Vai pra vassoura PM, ou vai pra rua brigar por seus direitos, mais eu acho que a vassoura vai ser a escolhida porque falta coragem para ir brigar por seus direitos.

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