quinta-feira, 10 de abril de 2014

PMs do interior lotados em UPPs denunciam que não conseguem voltar para casa

 Há pelo menos um mês, o soldado da UPP Jacarezinho, que mora em Itaperuna, no Norte Fluminense, pede abrigo na residência de parentes, no Rio, ao deixar o serviço. Outro PM, lotado no Complexo do Alemão e que mora no mesmo município, apela para pedidos de carona na estrada, em Além Paraíba.
Por causa da escala apertada desde que as UPPs passaram a ser atacadas pelo tráfico, os militares têm improvisado maneiras de driblar a distância e o tempo de deslocamento de casa para o trabalho. Em alguns casos, o tempo de descanso é de 12 horas e o trajeto leva até sete .
—Tenho que ficar em casa de parentes. Não tenho condições financeiras para ir e vir, e também não daria tempo. Ficaria mais tempo na estrada do que em casa. Quase não vejo minha família — reclama o soldado do Jacarezinho.
As escalas dos PMs são variadas e mudam a cada mês pelos próprios comandantes de cada unidade. Com os confrontos, as folgas têm sido cassadas ou reduzidas para que haja turnos extras para reforço, contam os PMs. Sem alternativa, policiais do interior chegam a dormir nas bases das UPPs para não terem que voltar para casa. Os militares reclamam que nos alojamentos não há camas suficientes, por isso chegam a dormir em pedaços de papelão.
— Ganho R$ 2.800 e gasto R$ 1.050 com 16 passagens de ônibus. Vou à Rodoviária Novo Rio e tento carona — reclama o PM.
também lotado no Complexo do Alemão, outro soldado leva cinco horas para chegar a Campos, no Norte Fluminense, onde mora. Ele relata que, na terceira folga da escala, é colocado no serviço extra. Como os outros PMs, sem remuneração:
— Em uma semana, chego a ficar só um dia e meio em casa. Acabo não voltando.Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora explicou que, em razão dos últimos episódios de enfrentamento de bandidos a policiais das UPPs , foi necessária a mobilização de todo o efetivo.
Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora explicou que, em razão dos últimos episódios de enfrentamento de bandidos a policiais das UPPs , foi necessária a mobilização de todo o efetivo.
Ainda segundo a assessoria, sempre que possível, os comandantes das UPPs tentam alocar as escalas dos PMs que moram no interior de forma que eles possam ir para as suas casas, “embora todos saibam que o concurso que eles prestaram previa a atuação em qualquer região do estado".


4 comentários:

  1. Tadinhos dos pms e os navais que estao na mare que sempre trabalharam sem regime de folga ningem lembra e estao la full time

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  2. ok... ninguem lembra né... só que na hora que um pm "falhar" na sua segurança por ser zumbi, não reclama navalzinho.

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  3. Os navais que estão la são pura politicagem, eles nem ao menos sabem oque fazer , estão em um território desconhecido pois não são treinados para isso, mas por estarem no local com o nome de força nacional, ganha a diária quase o salario mensal do policial, não se iludam eles nada podem fazer, por isso sua presença no local e tudo politicagem.

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