domingo, 25 de maio de 2014

A dura realidade dos policiais militares lotados em UPPs

 BLOG DO GAROTINHO


Não deixem de ler o relato que me foi enviado por policial militar lotado em uma UPP, que mostra a dura realidade que ele e seus colegas enfrentam, a falta de estrutura e de condições até para se alimentar, e derruba o mito de que existe um convívio harmonioso entre policiais e moradores. Em seguida vou lhes passar outras informações importantes, que a imprensa nunca publicou para vocês entenderem melhor o que acontece nas UPPs.


Prezado futuro Governador do Estado do Rio de Janeiro. Bom dia Vossa Excelência.

Primeiramente agradeço pela iniciativa de tratar de assuntos de interesse da população carioca. E como trabalho em uma UPP vou restringir meu assunto à elas.

Eu trabalho na escala 12h x 12h e 12h x 60h, o que é massacrante, pois passamos a maior parte do tempo em pé. Com o passar das horas do plantão é comum sentirmos câimbras e dormências nas pernas. Porém se quisermos sentar para aliviar um pouco este mal-estar, temos que fazê-lo nos becos e vielas da comunidade, arriscando assim nossas próprias vidas pois acabamos por ficar exposto, longe do trailer onde a UPP está baseada.

Para diminuirmos esse risco, fazemos 1/4 (um quarto) de hora entre a nossa guarnição para que este repouso seja possível, sendo assim: Um soldado fica em pé vigiando, para o outro poder descansar por 15 minutos. Isso numa escala de 12 horas em pé! Para irmos ao banheiro é outra dificuldade. Temos que contar com a boa vontade dos pequenos comerciantes locais para que assim, possamos utilizar os banheiros de botecos e bares. Porém, no turno da madrugada, no qual todo o comércio local já está fechado, temos que fazer nossas necessidades fisiológicas nas ruas ou em matos, o que para mim é uma vergonha, sendo eu uma agente de polícia, uma representante da segurança pública do Estado.

Isso sem contar que em muitas comunidades, por ordem do tráfico, os comerciantes locais não podem vender nenhum tipo de alimento ou água mineral que seja para os policiais. Caso nós policiais quisermos fazer alguma refeição, precisamos sair da comunidades. Se perguntar à qualquer outro policial que trabalha em uma UPP, ele vai lhe confirmar todas estas informações.

Agora expresso meu questionamento: Será que com essas situações tão adversas e precárias, não merecíamos uma escala de trabalho melhor? É sabido que nosso trabalho é bem diferente de um policial lotado em um batalhão. Portanto, nós que somos desarranchados, precisamos urgente de uma escala de trabalho mais flexível, para vivermos com mais dignidade, e termos um repouso compatível, para que com isso, possamos prestar um serviço de excelência e mais qualidade à população do estado do Rio de Janeiro.

Atenciosamente


Realmente é uma situação complicada. Bem, para quem não é da Polícia Militar, o termo "desarranchar" é usado quando o policial não faz suas refeições no batalhão, no rancho. Nesses casos ele recebe uma verba para comer, que é hoje de R$ 180 por mês.

As UPPs (contêineres) não possuem nem geladeira, nem micro-ondas ou forno elétrico. Se o policial levar uma marmita vai ter que ficar fora da geladeira e depois comer tudo frio, se não estragar, como acontece no alto verão. Se sair da comunidade para comer, estará se ausentando da área da UPP, consequentemente será punido. Na comunidade os comerciantes não querem vender para eles, por ordem dos traficantes. E aí como é que fazem? Como disseram dois policiais militares de UPPs com quem conversei ontem, eles vivem de comer salgadinhos e biscoitos.

Além do problema da alimentação, os policiais se queixam de falta de coletes, armas velhas que emperram, além dos contêineres que não oferecem nenhuma proteção em caso de tiros.

Nada disso a imprensa noticia. Só se fala das "maravilhas", mas se esconde da população a dura realidade e o sofrimento dos policiais.

7 comentários:

  1. Ao colega da UPP.
    Reclamar para um Candidato a Governo do Estado do Rio, não vai Resolver sua situação.Voces tem q arregaçar as mangas e reclamar para Autoridade certa.
    Garotinho já foi Governador do Estado e desvinculou nosso Soldo do Salário Mínimo e por isso estamos amargando hoje esse SALÁRIO de fome, que para complementar tem q se fazer bico e ele não fez nada pela PM quando Governador, pelo contrário tirou...
    Tá na hora de voces irem pra ruas e botar a boca no Trombone e não ficar reclamando para Candidato à Governador.....

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  2. o jovem policial foi pedir AJUDA logo a quem o EX DESGOVERNADOR garotinho PRINCIPAL responsável pelo quadro famelico que passa em nossos DIAS a sec. de segurança do estado,pois, foi em seu governo a uns 15 anos atras que po mesmo mancomunado com a cúpula nos TIROU o escalonamento vertical: o que siginifica escalonamento vertical: estabelecia que nenhum profissional de segurança recebesse SOLDO INFERIOR AO SALARIO MINIMO NACIONAL por essa e outras que hoje AMARGAMOS UMA PERDA SALARIAL EM TORNO DE 35% voce meu jovem policial basta apanhar seu salario integral e adicionar 35% para saber O VALOR EXATO DE SUA E DE OUTRAS MILHARES DE PERDAS MENSAIS fato este de unica e exclusividade desse moço que ora se mostra defensor da policia militar,ou seja, conseguiu fazer com que OS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA DO SEGUNDO ESTADO MAIS RICO DO PAIS TENHAM EM NOSSOS DIAS UM DOS PIORES EU DISSE UM DOS PIORES SALARIOS PAGOS . E agora irmão, ACORDA.

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  3. O PM do Rio arrisca a vida quase de graça!

    O salário dos Soldados PM está em torno de R$ 2.159,00, chega a ser um desrespeito às suas famílias. Falta muito para o PM do Rio ter um salário digno, pois o Salário Mínimo Necessário divulgado pelo D.I.E.E.S.E. em Abril de 2014 foi estimado em R$ 3.019,07 (três mil e dezenove reais e sete centavos).

    Os PMs do Rio arriscam suas vidas para proteger a sociedade, mas as suas famílias passam necessidades. O salário líquido de um Soldado da PMERJ é insuficiente para suprir as NECESSIDADES VITAIS BÁSICAS dos Policiais Militares, previstas no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o que é inaceitável. O Governo do Estado tem que atender pelo menos o que está previsto na Carta Magna!

    http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html

    "Como uma sociedade vai garantir a paz, a segurança pública e a justiça criminal com policiais envolvidos em jornadas estressantes e perigosas em ambientes com armas de guerra e poder financeiro corruptor, sem poder conviver com a famílias os momentos de folga e lazer, necessários à sua saúde mental, boas condições técnicas e acertadas decisões de inopino? A saúde emocional, psíquica, física e financeira dos policiais brasileiros deveria ser prioridade na atenção dos poderes governantes e da sociedade, já que são estes homens e mulheres que fazem a primeira linha de defesa contra o crime e contra a violência na garantia de direitos." (BENGOCHEA)

    OS POLICIAIS MILITARES PRECISAM RECEBER UM SALÁRIO COMPATÍVEL COM A RESPONSABILIDADE E A IMPORTÂNCIA DAS FUNÇÕES QUE EXERCEM. SÓ ASSIM OS GOVERNOS ESTADUAIS OFERECERÃO QUALIDADE NOS SERVIÇOS PRESTADOS. A SEGURANÇA PÚBLICA É UM SERVIÇO ESSENCIAL! A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO RIO DE JANEIRO PRECISA LUTAR PELA VALORIZAÇÃO DE SUA TROPA, NÃO PODE PERMITIR QUE O SOLDO DO SOLDADO FIQUE ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE.

    A PEC 300 é a solução para a melhoria salarial! Com os reajustes concedidos, ao final de 2016, um Soldado da PMDF receberá R$ 7.190,98, e esse valor não inclui nenhum anuênio. É um absurdo a diferença de salário de dois orgãos públicos que fazem os mesmos serviços!

    http://www.policialbr.com/df-governo-reajusta-beneficios-para-pms-e-salario-soldado-vai-para-r-71-mil/

    O Salário Mínimo Necessário, referente ao mês de Abril de 2014, foi estimado pelo DIEESE em R$ 3.019,07. Em respeito ao que determina a nossa Carta Magna, promulgada em 1988, um Soldado da PMERJ não deveria ganhar menos do que isso. Esse deveria ser o piso da categoria em todo o país! As famílias dos Policiais Militares do RJ estão passando necessidades, o que é inaceitável, pois eles prestam um serviço público essencial.

    As reivindicações da tropa devem ser levadas ao Sr. Cel PM Comandante-Geral, o qual inclusive já se disse aberto a receber as propostas, bem como devem ser levadas ao Exmº Sr Governador do Estado. Como os salários encontram-se muito defasados, seria necessário conceder um reajuste salarial significativo para a categoria, pelo menos 50%.

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  4. se restar alguma duvida ao jovem policial não tem problema: vote no desgovernadorzinho e espere AS CONSEQUENCIAS que fatalmente SERÃO DESASTROSAS COM CERTEZA, porem, depois não se faça de ARREPENDIDO.

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  5. Se esse policial esta reclamando da upp reze para garotinho não ser governador pois de 1980 para ca foi o pior governador para a P M pense bem companheiro antes de dar seu voto a ele.

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  6. O policial reclamou para o garotinho, porque foi talvez uma atitude de desespero, pois quem deveria ver a situação da tropa nas UPP são os cmt. Quando se aceita colocar a tropa em quartel de "lata", para promover politicos, inclusive secretario de segurança que agora aparece envolvidos em denuncias; a gente vai esperar mais o que? somente quem vive a situação descrita pelo policial, é que sabe a situação do dia a dia; quem fica em gabinetes confortaveis não vai sentir e não nem saber se o PM está com problemas. Tive chefe que dizia o seguinte: brigar para baixo é fácil; o dificil é brigar para cima. isto é, prender, punir, exonerar subordinado é fácil, quero ver enfrentar superiores e mostrar a verdade.

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  7. Garotinho foi o melhor,volta logo,governador!

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