terça-feira, 29 de julho de 2014

Esquema de corrupção nos contratos com ONG de Major reformado

REVISTA VEJA 

Homem forte do Prefeito Eduardo Paes opera esquema de corrupção no Rio

 Rodrigo Bethlem acusado de desviar R$ 70 mil por mês 
de convênio para tratar dependentes químicos

O convênio em questão foi fechado com uma ONG chamada Casa Espírita Tesloo. Mais conhecido pela sigla Cad Único, foi assinado em 2011 por 9,6 milhões de reais e tinha o objetivo de atualizar o cadastro feito pela prefeitura para 408.000 famílias receberem benefícios dos programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. Mas a ONG tem um histórico muito maior de contratos com a prefeitura – o que leva a crer que o assalto aos cofres públicos é ainda mais escandaloso. Desde 2009, a Tesloo faturou cerca de 72,8 milhões de reais do governo Paes para administrar abrigos e centros de acolhimento de dependentes químicos. Só de aditivos no período, foram 18, no total de 22,6 milhões de reais. Nos áudios, Bethlem explica para Vanessa que está com dificuldades de receber a mesada porque a ONG não estava prestando contas corretamente.
O dono da Tesloo, é o major reformado Sérgio Pereira de Magalhães Junior. O oficial criou a ONG em 2002 para atuar na área social junto com a mãe, o irmão e a esposa. A instituição começou a abocanhar contratos com o município do Rio desde a gestão Cesar Maia, mas foi com Paes e Bethlem que o faturamento da Tesloo explodiu. Além das generosas relações políticas, Magalhães Junior tem no currículo um passado truculento enquanto esteve na ativa na Polícia Militar. Há registro de 42 autos de resistência de sua autoria – ou seja, foi esta quantidade de bandidos que o major matou em confrontos. A Polícia Civil do Rio também investiga o envolvimento do dono da Tesloo com milícias na Zona Oeste.
Não é a primeira vez que o deputado Rodrigo Bethlem vê seu nome ligado a personagens de atividades nebulosas. Filho da atriz Maria Zilda Bethlem, e genro de Jorge Felipe ( Presidente da Câmara dos Vereadores do Rio) foi subsecretário de Governo de Rosinha Garotinho em 2006. Lá nomeou como seu assessor especial o bombeiro Cristiano Girão, perigoso miliciano da Zona Oeste do Rio de Janeiro, preso desde 2009. A relação de Bethlem com grupos de extermínio também foi alvo da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio em 2008. O deputado foi arrolado como testemunha de defesa de um homicídio de que eram acusados os irmãos Jerônimo e Natalino Guimarães, ex-vereador e ex-deputado estadual líderes da Liga da Justiça, o mais perigoso grupo paramilitar do Rio.
O Tribunal de Contas do Município chegou a pedir em 2012 para a prefeitura não renovar mais qualquer convênio com a Tesloo por indícios de fraudes nos contratos, mas até este ano a ONG continuava a ter contratos ativos no governo Paes. O TCM encontrou de tudo nos contratos analisados: desde ausência de notas fiscais para determinados pagamentos até o superfaturamento na compra de alimentos. Leia a reportagem completa AQUI

Um comentário:

  1. A tropa precisa de LÍDERES com capacidade de decisão, iniciativa e eficiência, não de chefes despreparados! Não há Instituição que não deseje em seus quadros um profissional pró-ativo. Quem possui LIDERANÇA persuasiva ganha respeito e credibilidade.

    A culpa pela "má conduta de um grupo de PMs" é do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que deveria selecionar melhor os Policiais Militares. A maioria da tropa trabalha corretamente! A PMERJ não merece ter a imagem manchada porque alguns bandidos conseguiram ingressar na Corporação. Eles nunca deveriam ter vestido a farda!!! O mau comportamento de alguns agentes é consequência da contratação de pessoas sem vocação para a carreira policial-militar. O salário, abaixo das expectativas e muito aquém daqueles percebidos por colegas da PMDF, faz com que o Policial Militar pense em sair. Hoje em dia seria necessário pagar, no mínimo, R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais) líquidos por mês ao Soldado da PMERJ, pois o custo de vida no Rio de Janeiro está muito alto! Quem paga um salário abaixo desse valor está desprestigiando seus profissionais e gerando uma enorme frustração com a profissão. É notável a desvalorização social e a inferioridade salarial dos policiais militares do Rio em relação aos servidores públicos civis e aos colegas de outros Estados da Federação. É duro saber tal realidade e conviver com ela. Não é fácil ser PM, pois é preciso estar preparado para ficar, na maior parte do tempo, sob o julgo de pessoas despreparadas, autoritárias e sem muito comprometimento. O PM não é valorizado, é menosprezado e desprezado, mas quando a sociedade precisa, liga imediatamente para o 190. Por enquanto, não há nenhuma perspectiva de futuro. A PMERJ infelizmente está no gelo, vejo isso pelas escalas de serviço que são penosas e sugadas! O problema não é só o salário baixo, é também a mentalidade atrasada dos oficiais superiores, a desorganização estrutural (um policial militar, ingressando como soldado, pode chegar a subtenente sem nenhum concurso), ineficiência administrativa, falta de competência em gestão dos Comandantes, aliadas a uma boa dose de excesso de ego (vaidade), que os faz tomar todo tipo de decisões arbitrárias, sem precisar dar satisfação sobre o dinheiro público gasto de maneira ineficaz. A carreira está se tornando muito frustante e miserável, pois os cabos e soldados vivem em extrema dificuldade financeira. Olhando para tropas de outros países, são vergonhosos os nossos equipamentos, muito ultrapassados. Do jeito que se segue é melhor fechar as portas. Precisamos “mudar a mentalidade militar”. O país inteiro está inseguro, violento e nada é feito. Todos estão com medo dos bandidos, que fazem o que querem. Nossas leis estão ultrapassadas, favorecem os bandidos. O país está nas mãos de bandidos e corruptos e não fazemos nada!!! BANCAR uma Copa do Mundo no Brasil é brincadeira, esses bilhões tinham que ser gastos com a SAÚDE, EDUCAÇÃO e SEGURANÇA PÚBLICA.

    “Apenas quando aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, os medos
    não confessados e as queixas silenciosas, um líder pode inspirar confiança a seu povo,
    entender o que está errado e atender às reais necessidades do cidadão. A morte de um país
    começa quando os líderes ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem mergulhar a
    fundo na alma das pessoas para ouvir seus sentimentos, desejos e opiniões.”
    (Parábola chinesa – texto extraído do livro Histórias de Consultor, Beth Zorzi)

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