quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Coronel da PM preso tinha salário maior do que Pezão e quase o mesmo do que seu chefe


O coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, preso no último dia 15 de setembro, tinha o salário bruto mais alto do que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e quase o mesmo do comandante geral da Polícia Militar, José Luiz Castro Menezes.

José Luiz Castro, Alexandre Fontenelle e Pezão. Fotos: Reprodução de Internert
O contracheque de Alexandre Fontenelle registra, no sistema estadual, o salário bruto de R$ 32.251,41 e R$ 17.107,29 líquido, conforme mostra a imagem abaixo:


Em comparação, o coronel ganhava quase a mesma quantia que seu chefe, o comandante geral da PM, cujo contracheque registra remuneração bruta de R$ 33.203,66, e R$ 18.201,75 líquidos.
 
 O coronel preso, que já integrou o Bope, tinha o salário superior até mesmo de Pezão, que registra o valor bruto de R$ 21.968,14, e remuneração líquida de R$ 16.330,43. Por lei, o coronel não deveria receber mais do que o governador.

Fontenelle era considerado o terceiro homem na hierarquia da PM. Segundo nota do Ministério Público, os PMs integravam o 14° BPM (Bangu), inclusive os integrantes do Estado-Maior, e exigiriam pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão. As propinas variavam entre R$ 30 e R$ 2,6 mil e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa.
A operação prendeu 24 policiais militares suspeitos de participarem de um esquema de propinas na Zona Oeste do Rio.
O posto de Alexandre, que era responsável pelo Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, foi ocupado pelo coronel Rogério Luiz Teixeira Leitão. Rogério era comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), que ficará a cargo de Sérgio Luiz Mendes Afonso.
Enquanto isso, soldados ganham R$ 2 mil
Enquanto o salário do coronel, por tabela, chega a R$ 13 mil, os soldados recebem cerca de R$ 2 mil para combater a violência e enfrentar os criminosos pelas ruas e becos e vielas das comunidades cariocas.
O salário bruto é pouco mais de R$ 3 mil, porém, com os descontos, os policiais militares com pouco tempo de carreira vivem com a remuneração de aproximadamente R$ 2 mil.

9 comentários:

  1. Tem que colocar TODOS OFICIAIS para assistirem a" PEÇA DISSE QUE",pois parece, que CORRUPÇÃO, só contamina o praça, e que os oficiais são IMUNE A CONTAMINAÇÃO !

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    1. Para termos um COMANDO de verdade, só colocando os Oficiais do EB para comandar novamente a PMERJ!!! Não confio em Oficial PM...

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    2. Todos os Alunos Oficiais assistem tal peça.

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  2. Irmãos,eu sou praça,alguns coronéis estão com o salário mais alto devido à pecúnia,existem muitos praças aí com o salário bem alto devido à mesma pecúnia,tem 1 sargento por aí com salário de 10 mil reais,não é um excelente salário?Ora,se um sargento ganha 10 mil com pecúnia,é natural um cel ganhar 25 com a pecúnia também,o que não é normal é o resto da tropa não ganhar,o certo seria a pecúnia acabar!

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    1. Concordo contigo, tem que ser o mesmo critério para todos, a pecúnia tem que acabar!!

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    2. O assunto "pecúnia" me causa mal estar, só em lembrar que participei de ocorrências que resultou em até 50%, porém fiquei de fora, pois ainda era "bola de ferro"! Uma verdadeira panela!!
      Vi policial sendo promovido por emprestar algema numa ocorrência, outro por ter tirado fotografias, vai vendo!!

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    3. TURMA DE CORONÉIS RATOS - 43.000

      Um dos presos na operação Compadre I, Sgt. Rodrigues, era motorista de um oficial superior integrante do Estado Maior do 2º Comando de Policiamento de Área, a época comandado pelo Cel. Rogério Leitão, um dos homens fortes da cúpula da PMERJ, que substituiu o Cel. Luis Castro, atual comandante geral da PMERJ, no comando do 1º Comando de Policiamento de Área. O Cel. Rogério substituiu o atual Comandante Geral no comando do 1º CPA no início de 2013, a fim de continuar repassando a propina que as unidades subordinadas ao 1º CPA entregavam ao atual comandante geral algo em torno de R$ 10.000,00 por mês, que multiplicados por onze batalhões perfaz a absurda quantia de R$ 110.000,00. O que o RJ tem a dizer sobre isso???

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  3. ISSO NUNCA VAI MUDAR!!!19 de setembro de 2014 13:25

    SÃO POUCOS GANHANDO MUITO, PARA SEGURAR UMA TROPA DE MUITOS QUE GANHAM POUCO!!!

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  4. TURMA DE CORONÉIS RATOS - 43.000

    Um dos presos na operação Compadre I, Sgt. Rodrigues, era motorista de um oficial superior integrante do Estado Maior do 2º Comando de Policiamento de Área, a época comandado pelo Cel. Rogério Leitão, um dos homens fortes da cúpula da PMERJ, que substituiu o Cel. Luis Castro, atual comandante geral da PMERJ, no comando do 1º Comando de Policiamento de Área. O Cel. Rogério substituiu o atual Comandante Geral no comando do 1º CPA no início de 2013, a fim de continuar repassando a propina que as unidades subordinadas ao 1º CPA entregavam ao atual comandante geral algo em torno de R$ 10.000,00 por mês, que multiplicados por onze batalhões perfaz a absurda quantia de R$ 110.000,00. O que o RJ tem a dizer sobre isso???

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