sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Chefe do tráfico no Alemão é libertado após habeas corpus


O chefe do tráfico no Complexo do Alemão, preso em setembro foi solto. Edson Silva de Sousa, conhecido como Orelha, deixou a cadeia nesta quinta-feira (6), beneficiado por um habeas corpus concedido pelo desembargador Fernando Antônio de Almeida, da 6ª Câmara Criminal. 
Esse mesmo desembargador já havia concedido alvará de soltura para outros presos da operação Urano, só que o Ministério Público entrou com um novo pedido de prisão preventiva para todos os presos na operação, em setembro deste ano, que foi aceito por uma juíza da 25ª Vara Criminal do Rio. Todos estavam presos por associação criminosa e por tráfico de drogas no Complexo do Alemão. 
O Ministério Público se surpreendeu ao saber que o chefe do tráfico havia sido solto antes mesmo de ser verificado o pedido de prisão preventiva. A quadrilha comandada por Edson Silva de Sousa desestabilizava todo o processo de pacificação no conjunto de favelas do Alemão e fazia ataques em retaliação à polícia. Em um desses ataques, no dia 28 de abril, criminosos incendiaram ônibus e carros em um dos acessos à comunidade, bem próximo ao Comando de Polícia Pacificadora.

4 comentários:

  1. Com certeza esse desembargador recebeu uma boa propina! Isso eu tenho certeza.

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  2. Parabéns aos bandidos que com seu dinheiro fácil pagam seus advogados e conseguem todo tipo de remédio jurídico. Quanto será que custou esse?

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  3. A justiça brasileira é algo inexplicável, não é mesmo.
    Estamos cansados de ver esta mesma justiça negar liberdade provisória a policiais supostamente envolvidos em crimes, sempre sobre o argumento de que estes, em virtude das funções que exercem, podem interferir no curso do processo, bem como podem voltar a cometer os mesmos crimes.
    Ora, será que esses marginais da lei que foram soltas também não trazem risco iminente para o andamento dos processos? Será que não voltarão a praticar novos crimes? Que merda de justiça é essa?
    Nesses quase 20 anos de polícia militar já vi vários colegas ficarem presos durante anos, por serem acusados de crimes que se quer possuíam provas concretas de autoria, mas que, por serem policiais, permaneceram presos.
    Penso que a justiça deveria sim, libertar esses supostos traficantes, mesmo porque, provavelmente o inquérito deve estar eivado de nulidades, de falta de provas, como de costume, afinal de contas, embora todos nós saibamos que eles são sim, envolvidos com o trafica de drogas, se não há provas concretas de autoria, deve a justiça libertá-los, conforme determina a lei. Entretanto, esse mesmo tratamento deve ser dado não só àquelas pessoas tidas como comum, que via de regra cometem crimes, como também a nós, policias.

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  4. brincadeira, eles obrigam vc ver as coisas erradas e não fazer nada, queria ver fosse um joão ninguém se ele iria assinar esse HC, chega de secar gelo.

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