terça-feira, 30 de setembro de 2014

CGU vai investigar: Imagens mostram carros de luxo estacionados no batalhão do Méier

Imagens feitas por agentes da Secretaria de Segurança mostram carros de luxo estacionados dentro do 3º BPM (Méier), durante operação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) nesta segunda-feira. Ao todo, dez veículos foram fotografados e seus donos, identificados. Agora, os dados serão encaminhados à Corregedoria Geral Unificada (CGU) para que seja instaurada sindicância patrimonial contra os dez PMs. Entre os carros estacionados, podem ser vistos um Hyundai Tucson, um Honda Civic, um Toyota Hilux, uma caminhonete S10, um Lifan X60, além do Hyundai IX 35, que pertencia ao capitão Diego Soares Peixoto, que foi preso dentro do batalhão acusado de fazer parte da quadrilha que recebia propinas no 14º BPM (Bangu).

Capitão foi preso dentro do batalh]ao
A nota fiscal da compra do Hyundai IX35 foi apreendida pelos agentes da Ssinte. Segundo o documento, o carro foi comprado por R$ 91 mil quando o oficial era lotado no 14º BPM. Dentro do carro, agentes apreenderam R$ 2 mil em dinheiro. Peixoto é acusado pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de receber “por semana, no mínimo, a importância de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) de cada ala de policiais de cada equipe de policiamento”. De acordo com a denúncia, Peixoto trabalhava diretamente para o major Nilton João Prazeres Neto.
Também na tarde desta segunda-feira, foi preso o sargento Romildo Rodrigues Silva, lotado no Comando de Operações Especiais (COE). Ele é primo do coronel Alexandre Fontenelle, preso há duas semanas acusado de ser o chefe da quadrilha, e é apontado pelos promotores do Gaeco como "homem de confiança do oficial". Segundo a denúncia do MP, Romildo acompanhou Fontenelle "no 24º BPM, no 41º BPM, no 14º BPM, assim como mais recentemente no COE e está ativamente envolvido com a associação criminosa, inclusive com vínculos diretos com integrantes do então Estado-Maior do 14º BPM".

PM é capturado por traficantes ao visitar ex-mulher em Guadalupe

Um soldado do 9º BPM (Rocha Miranda) foi capturado por traficantes na tarde desta terça-feira quando ia visitar a ex-mulher na favela Gogó da Ema, em Guadalupe, na Zona Norte. Segundo o comandante do 41º BPM (Irajá), tenente-coronel Luiz Carlos Leal Gomes, o policial foi resgatado no início da noite após dois blindados do batalhão entrarem na favela.
O soldado foi rendido pelos traficantes do local dentro da casa da ex-mulher e levado para o alto da comunidade, num local conhecido como Campo do Asilo. Segundo Leal, o policial não estava ferido quando foi encontrado. Houve troca de tiros no momento em que os blindados entraram na comunidade. Ele foi encaminhado para o 41º BPM para prestar esclarecimentos.
Em três semanas, esse é o segundo caso de policial capturado por bandidos na mesma favela. No último dia 12, um soldado do 5º BPM (Praça da Harmonia), que estava na casa da namorada, dentro da favela, foi abordado por bandidos. Após trocar tiros com os bandidos, ele chamou reforço do 41º BPM, que entrou na comunidade com um blindado para fazer o resgate. O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Operação Amigos S.A: Mais dois PMs presos

Capitão foi preso dentro do batalhão

Dois policiais militares acusados de participarem do esquema de propina na região do 14° BPM (Bangu), foram presos nesta segunda-feira (29). A prisão foi realizada por agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança Pública e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
O sargento Romildo Rodrigues Silva e o capitão Diego Soares Peixoto tinha mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal de Bangu. A secretaria também cumpre mandados de busca e apreensão.
 Segundo as investigações, Romildo tinha como função fazer parte da ronda bancária e arrecadava semanalmente propina de instituições bancárias de Bangu, que variavam de R$ 50 a R$ 360.
Como é primo do ex-comandante de Operações Especiais, coronel Alexandre Fontenelle, ele acompanhou o oficial nas unidades em que ele atuou, em Itaguaí, Irajá, Bangu e o Comando de Operações Especiais.
 Foi o sargento quem entregou a arma que o oficial usava aos policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), no momento da prisão do ex-comandante do COE, ocorrida no último dia 15, pela Operação Amigos S.A.
Já o capitão Diego Soares Peixoto comandava a 1ª Companhia do 14°BPM, responsável pela coordenação das equipes de policiamento ostensivo e ronda bancária.
Ele arrecadava, por semana, no mínimo R$ 150 de cada equipe e repassava para o Estado-Maior do 14° BPM. O dinheiro era pago por mototaxistas, motoristas de transporte alternativo, transportadores de cargas, tráfico de drogas e agências bancárias.
O depoimento de um policial militar colaborador da Justiça foi fundamental para confirmar as investigações realizadas pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e pelo GAECO, desencadeando na nova denúncia. Ele é um dos acusados e foi solto após ser beneficiado com delação premiada

Helicóptero da polícia é atingido por tiros durante operação na Rocinha

Um helicóptero do modelo Águia, que dava apoio a policiais civis durante operação deflagrada nesta segunda-feira (29) foi alvejado por disparos de armas de fogo na comunidade da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul. Nenhum agente ficou ferido e o veículo aéreo voltou para a base para ser vistoriado.
As informações foram confirmadas pelo titular da 11ª DP (Rocinha) Gabriel Ferrando. Segundo a instituição de segurança, seis pessoas foram presas, entre elas um cadeirante. Apesar do intenso tiroteio, não houve registro de feridos.
A meta dos agentes foi combater o tráfico de drogas na região, que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A operação foi liderada por agentes da 11ª DP e teve o apoio de equipes de diversas delegacias especializadas.
A ação visou cumprir 51 mandados de prisão, expedidos pela Justiça. Desse total, 14 foram cumpridos contra criminosos, que já estavam presos. Ao menos, 120 policiais foram destacados. O grupo foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, Zona Norte.

PM usa rede social para ironizar morte de adolescente

Um soldado da Polícia Militar comemorou a morte do adolescente Marcos Vinícius Heleno, 17 anos, baleado durante confronto entre PMs e suspeitos de tráfico na Favela Nov Brasília, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, no último sábado. Em um perfil criado para homenagear o jovem no Facebook, o policial identificado como Jeferson Baquer escreveu: "Acorda diabo, carne fresca chegou. Kkkkk".
Em nota, a assessoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) confirmou que o policial, identificado como Jeferson Baquer, é membro da corporação. Ainda de acordo com o comunicado, a conduta do policial foi relatada ao comando das UPPs.

PM acusado de matar comerciante é denunciado por homicídio duplamente qualificado

 Acusado de matar um comerciante em frente à casa de shows Barra Music, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, em maio, o soldado da Polícia Militar Rafael Guedes Soares, de 27 anos, foi denunciado pelo Ministério Público estadual por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e com recurso que dificulte a defesa da vítima). A denúncia foi aceita pelo juiz Murilo Kieling, do 3º Tribunal do Júri da Capital. No último dia 10, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, negou pedido de liberdade feito pela defesa do policial, que era lotado no 22º BPM (Maré).
Rafael foi preso em casa, em Duque de Caxias, no dia 23 de maio, por agentes da Divisão de Homicídios. O crime aconteceu uma semana antes. O policial é acusado de ter matado o comerciante Rafael José Rodrigues da Silva, de 31 anos, após uma discussão na saída do Barra Music. A vítima usava seu carro particular para fazer transporte de passageiros e alertou o PM , que saía da casa de shows, de que havia uma Blitz da Lei Seca ali perto, e ofereceu seus serviços. O militar saiu do local a pé, e como não viu a blitz, que era realizada na Ayrton Senna, ficou irritado, dando início às agressões. Primeiro, Rafael foi atingido com coronhadas, e depois o militar atirou duas vezes contra ele.

sábado, 27 de setembro de 2014

Coronel reformado do exército é preso com 351 quilos de maconha em Duque de Caxias

Coronel reformado deixava farda pendurada no interior do veículo (Foto: Divulgação / Polícia Federal)
Coronel reformado deixava farda pendurada no
interior do veículo
Um coronel reformado do Exército foi preso na madrugada deste sábado (27) transportando 351 quilos de maconha no pedágio da Rodovia Rio - Petrópolis (BR 040), na altura de Xerém, Duque de Caxias, Baixada Fluminense, segundo informações da Polícia Federal. O homem, de 56 anos, mora na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, estava na companhia da sua mulher, que mora em Jacarepaguá e tem 49 anos.
A droga estava escondida em um fundo falso dentro de uma van usada pela dupla. De acordo com a PF, o militar costumava deixar uma farda pendurada num cabide no interior do furgão com a finalidade de tentar inibir possíveis revistas policiais. Ele estava com uma pistola calibre 380 sem registro e será atuado também por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A operação da PF contou com o auxílio de um cão farejador.
A droga teria vindo do Paraguai e a Polícia Federal investiga a suspeita de que seria distribuída em comunidades do Rio e também de Niterói. O coronel preso foi encaminhado ao Comando Militar do Leste e sua mulher ao Presídio Nelson Hungria, no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu. O casal responderá por tráfico de drogas, cuja pena varia de 5 a 15 anos de prisão.

Investigação da PM sobre propina em Bangu só acusou praças

JORNAL EXTRA

Não foram só agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que investigaram o recebimento de propina por PMs do 14º BPM (Bangu). A Corregedoria da PM também abriu, em 2012, um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar denúncias de cobranças de propina de policiais do batalhão. Os resultados das duas investigações, entretanto, foram bastante diferentes: enquanto Gaeco e Ssinte juntaram provas para prender até o comandante do batalhão, coronel Alexandre Fontenelle, a investigação da PM só indiciou praças.
O IPM 1033/2538/2012, conduzido pelo tenente-coronel Robson Marcelo Vaz de Nunes Rodrigues, investigou a prática do crime militar de concussão e foi concluído no último mês de maio, com o indiciamento de 53 praças — 35 deles, sargentos. Os autos do inquérito, divididos em 57 volumes, chegaram aos promotores da Auditoria Militar em 23 de maio deste ano, e logo foram encaminhados aos promotores do Gaeco.
O objetivo é que as informações do IPM sejam compartilhadas com a última fase da investigação da Ssinte e do Gaeco: a denúncia dos policiais por cada propina recebida. Por cada caso de exigência ou recebimento de “vantagem indevida”, o PM vai responder uma vez por concussão. O crime tem pena de dois a oito anos de reclusão.
Apesar de a PM ter poupado os oficiais do batalhão, os promotores do Gaeco já decidiram que as provas reunidas pela Ssinte são suficientes para denunciar o coronel, os três majores e os dois capitães também pelo crime de concussão. Todos os oficiais tiveram prisão preventiva decretada pelo crime de formação de quadrilha e estão presos no Batalhão Especial Prisional (BEP).
As investigações da Ssinte e do Gaeco também começaram em 2012 e, de lá para cá, resultaram em duas operações: a Compadre, em abril de 2013, que terminou com a prisão de 78 pessoas, sendo 53 PMs; e a Amigos S. A., há duas semanas, em que 24 PMs, sendo seis oficiais, terminaram na cadeia. Segundo a denúncia do MP, cabia ao coronel Alexandre Fontenelle o papel de chefe da quadrilha e principal beneficiado pela “balcão de negócios” instalado no batalhão. Agora, os investigadores se debruçam sobre os bens do oficial. Os promotores suspeitam que ele lavava o dinheiro obtido com propinas comprando e vendendo imóveis.
As investigações do Gaeco também podem chegar a um delegado. Os promotores do Gaeco enviaram ofício à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, para que o órgão avalie a necessidade de abrir um inquérito civil para apurar se há envolvimento do delegado Jader Machado Amaral com o recebimento de propina na 34ª DP (Bangu).
Segundo o MP, Jader tinha “relação de confiança” com o chefe de investigações, inspetor Carlos Antonio Torres, preso acusado de chefiar o recebimento de propina dentro da delegacia. Torres, de acordo com os promotores do Gaeco, cobrava propina de funcionários do Bangu Atlético Clube para não fiscalizar festas feitas no clube. Hoje, Jader está lotado na Delegacia de Combate às Drogas.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Cabo da PM é assassinado em assalto em Guadalupe


Um cabo lotado no 12º BPM (Niterói) foi assassinado em frante ao número 2.160 da Estrada do Camboatá, em Guadalupe, no fim da tarde desta sexta-feira. Luiz Carlos Dentino Barbosa Júnior, de 33 anos, estava de folga e, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, teria sido vítima de uma tentativa de assalto.
De acordo com policiais da Divisão de Homicídios (DH), que está investigando o caso, Luiz Carlos estava na porta da casa de parentes quando foi abordado por homens armados que queriam assaltá-lo. Quando os bandidos descobriram que ele era policial militar, atiraram na cabeça do cabo.

Alto comando da PM na berlinda: Especialista diz que investigação do MP vai impedir corporativismo

A decisão do Ministério Público de investigar o alto comando da PM, para o advogado criminalista Luiz Flávio Gomes, quebra a possibilidade de corporativismo. “De fato, a situação, não tem como ser apurada dentro da corporação. Agora, temos o Ministério Público cumprindo, de verdade, o controle externo da polícia”, explicou, observando que isso não representa crise entre o MP e a PM.



Para o especialista, a investigação tem a validade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. “A bola agora é dos promotores”, ressaltou. Luiz Flávio Gomes enfatiza que basta o mínimo de provas para a abertura de investigação. “Não acredito que um governador sustente uma cúpula acusada de corrupção no poder”, opinou.
Poder de investigação da PM foi retirado
O Ministério Público tirou ontem o poder de investigação da Polícia Militar para apurar denúncia de corrupção envolvendo a alta cúpula da corporação. A abertura de Procedimento de Investigação Criminal, considerado inédito na instituição, atinge o comandante-geral José Luís Castro Menezes, o chefe do Estado-Maior, Paulo Henrique Moraes, e o chefe do Estado Maior Administrativo, Ricardo Coutinho Pacheco.
Além disso, o MP requisitou, no prazo de 48 horas, o Inquérito Policial Militar aberto por ordem do comando para apurar desvio de conduta no alto escalão na Corregedoria Interna. O que gerou o trabalho de vasculhar os bens dos militares foi a informação de que todos os batalhões pagavam R$ 15 mil resultado de propinas ao Estado-Maior.
A denúncia foi feita por um dos 24 PMs presos na operação Amigos S/A, na semana passada. Ele foi solto pela Justiça por colaborar com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
“Todo e qualquer procedimento investigatório deve ser orientado pelos princípios da impessoalidade, moralidade e eficiência”, diz trecho da decisão do promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior. Na prática, a iniciativa retira da Corregedoria Interna da PM o poder de investigar os envolvidos por estar subordinada ao alto comando. A alegação é de que, “em razão disso, qualquer investigação criminal acerca do Estado-Maior, no exercício de suas funções, por sua própria Corregedoria Interna, desatende de modo evidente aos princípios citados”, descreve outra parte do documento.


Ministério Público argumenta que procedimento investigatório deve ser orientado pela impessoalidade, moralidade e eficiência

A decisão de concentrar as apurações aconteceu um dia depois da Corregedoria Geral Unificada (CGU) não atender ao pedido dos promotores para a instauração de procedimento administrativo disciplinar e sindicância patrimonial contra a cúpula da PM.
Em meio à crise, o comandante-geral da PM, José Luís Castro Menezes e o chefe do Estado-Maior Operacional, Paulo Henrique Moraes, se encontraram com o governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Guanabara, no final da tarde. Castro negou qualquer possibilidade de pedir demissão do cargo.
“Continuo trabalhando”, afirmou. À noite, o oficial voltou a se reunir com o seus subordinados, desta vez, no Quartel-General da PM, no Centro. Sobre os novos rumos dados às investigações pelo MP, em nota, a Polícia Militar informa que os oficiais estão à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Oficiais devem ser convocados para prestar depoimento. Não está descartado pedido de quebra de sigilo bancário do grupo.
Lavagem de dinheiro e concussão
Para fechar o cerco aos 23 policiais presos na operação Amigos S/A — entre eles o ex-titular do Comando de Operação Especiais (COE) Alexandre Fontenelle, foram abertos procedimentos sobre lavagem de dinheiro e concussão (extorsão praticada por servidor público).
Os promotores do Gaeco enviaram ainda cópia das investigações para uma das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania para a apuração de improbidade administrativa.
Nas investigações foi constatado alto patrimônio dos suspeitos, como apartamentos, movimentação bancária de mais de R$ 2 milhões, carros de luxo, empresas e mansão na Região dos Lagos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Depois de reunião com Pezão, comandante-geral da PM nega ter entregado o cargo

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, negou que tenha entregado o cargo, conforme o EXTRA havia divulgado no início da noite desta quinta-feira.
— É uma mentira. Não entreguei nada — resumiu-se a dizer o coronel.
Castro reuniu-se também no começo da noite com o governador Luiz Fernando Pezão, com o objetivo de reafirmar sua inocência. Segundo fonte do Palácio Guanabara ouvida pelo EXTRA, Castro atribuiu as denúncias envolvendo o Estado Maior da PM como “infundadas”. Pezão disse que ele permanece no cargo para se defender, a menos que surja algo concreto contra Luís Castro.
— Não pedi nem pedirei exoneração — reiterou pouco depois o comandante.
Por nota, a Polícia Militar também negou a mudança no comando. “A Coordenadoria de Comunicação Social informa que, diferentemente do que foi publicado em sites na tarde desta quinta-feira (25/09), o coronel José Luis Castro Menezes não pediu demissão do cargo. O comandante-geral segue trabalhando normalmente”.

Comandante-geral da Polícia Militar entrega o cargo

 
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, entregou o cargo na tarde desta quinta-feira. Nesta quarta, um Inquérito Policial Militar (IPM) havia sido aberto para investigar a evolução patrimonial do coronel. ( JORNAL EXTRA)

Ministério Público abre procedimento criminal para investigar cúpula da Polícia Militar
2ª Promotoria de Justiça, junto à Auditoria de Justiça Militar, instaurou, nesta quinta-feira, um procedimento investigatório criminal militar para apurar a denúncia de um esquema de pagamento de propina ao Estado-Maior da Polícia Militar. A denúncia foi feita por um policial, beneficiado pela delação premiada, que foi preso durante a operação Operação Amigos S.A. Segundo o sargento da PM, a cúpula da corporação recebia R$ 15 mil mensais de batalhões.

Entre os investigados estão o comandante-geral da PM, coronel José Luis Castro Menezes; o chefe do Estado-Maior Operacional, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes; e o chefe do Estado-Maior Administrativo, coronel Ricardo Coutinho Pacheco. Também vai ser analisado o envolvimento de outros policiais militares com o caso.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, vai auxiliar na investigação. A Promotoria da Auditoria Militar decretou o sigilo dos autos e requisitará o inquérito policial militar instaurado na Corregedoria da PM.
Na quarta-feira, o desembargador Giuseppe Vitagliano, corregedor-geral da Corregedoria Geral Unificada (CGU), informou que precisa receber mais informações sobre a denúncia feita pelo PM preso antes de decidir se cabe a abertura de uma sindicância para investigar a cúpula da corporação. Em nota, a CGU informou que o pedido do MP foi “baseado em cópias de reportagens jornalísticas”. Vitagliano pediu à Vara Criminal de Bangu cópia do depoimento do PM, bem como da denúncia, “para fazer uma avaliação mais completa”.
Coordenada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, com apoio do Ministério Público, a Operação Amigos S.A. prendeu, no último dia 15, 25 pessoas, sendo 24 PMs, denunciados por integrarem um esquema de arrecadação de propinas no comércio e no transporte irregular na Zona Oeste. Entre os presos, estão cinco oficiais, incluindo o então chefe do Comando de Operações Especiais, coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, e o subcomandante do COE, major Edson Alexandre Pinto de Góes. Ambos foram exonerados.

Vice de Garotinho denuncia reunião de Pezão com bombeiros ao TRE


O vereador Marcio Garcia, candidato a vice na chapa de Anthony Garotinho (PR), protocolou uma representação pedindo que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) investigue as circunstâncias da reunião entre o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) com oficiais do Corpo de Bombeiros. O encontro político foi realizado na noite da última sexta-feira (19), no Clube dos Oficiais, na Barra da Tijuca.
Alguns oficiais teriam se sentido coagidos a participar, à paisana, da reunião com o governador-candidato e com o aspirante a uma vaga a deputado federal, o capitão Lauro Botto (PHS). O "convite" teria sido feito pelo celular funcional do coronel Marcelo Pinheiro, comandante do 3° Grupamento Marítimo (Copacabana).
Além do pedido de investigação ao TRE, o vereador vai apresentar uma representação contra os comandantes Marcelo Pinheiro e Ângelo Rocha (do CBA XI), sob a acusação de improbidade administrativa. Marcio Garcia também pedirá o afastamento do secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, até o fim das eleições.
"Denunciei ao TRE para tomarem providências e vou pedir o afastamento dos comandantes até o fim das eleições para garantir igualdade na disputa política, porque os candidatos apoiados por eles podem entrar nos quartéis e ir a formaturas, enquanto eu já fui expulso só porque sou da oposição", afirmou o vereador.
Major do Corpo do Bombeiros, Garcia foi preso após a invasão do quartel central, no movimento SOS Bombeiros de 2011.


Convocação para a reunião. O texto teria sido enviado pelo celular funcional do coronel Marcelo Pinheiro, comandante do 3° Grupamento Marítimo (Copacabana).


Seis oficiais são indiciados pela PM por treinamento que terminou com morte de recruta


O treinamento dos recrutas da Polícia Militar, sob o sol, num pátio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
O treinamento dos recrutas da Polícia Militar, sob o sol, num pátio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças Foto: Divulgação


Seis oficiais foram indiciados pela PM pela sessão de treinamento que terminou com a morte do aluno do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), Paulo Aparecido Santos de Lima, em novembro de 2013. O capitão Sergio Batista Viana Filho, que comandava a atividade no momento em que o recruta passou mal, será o único a responder pela morte do recruta. Viana e os outros quatro oficiais que participavam da instrução — o capitão Renato Martins Leal da Silva, e os tenentes Slan Guimarães Procópio, Felipe Caetano de Aguiar, Gerson Ribeiro Castelo Branco — também foram indiciados 13 vezes por maus tratos qualificado pelo resultado de lesão, por conta dos ferimentos de outros alunos da turma. Já o capitão Diego Luciano de Almeida vai responder por maus tratos em sua forma simples.
O crime de maus tratos com resultado morte tem pena de até dez anos prevista pelo Código Penal Militar. Se o resultado for lesão, a pena diminui para, no máximo, quatro anos. O inquérito foi encaminhado no último dia 11 de setembro, para os promotores da Auditoria de Justiça Militar, que são responsáveis por apresentar a denúncia à Justiça.
Todos os oficiais foram transferidos do CFAP, mas continuam dando expediente em seus batalhões. Atualmente, o capitão Viana está lotado no 35º BPM (Itaboraí); o capitão Renato Leal, no BPTur; o tenente Procópio, no BPGE; o tenente Aguiar, 5º BPM (Praça da Harmonia); o tenente Castelo Branco, no 31º BPM (Barra da Tijuca); e o capitão Almeida, no CRSP.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Homens de bens na PM

EXTRA
Propriedade em Búzios que, de acordo com investigações da Polícia Civil e do Ministério Público estadual, pertence ao coronel Fontenelle: terreno de 680 metros quadrados fica às margens de canal que dá acesso a uma marina

Escrituras de quatro imóveis, incluindo uma casa em Búzios, foram encontradas no apartamento do coronel da Polícia Militar Alexandre Fontenelle de Oliveira. O oficial foi preso no último dia 15, durante a operação Amigos S.A., sob a acusação de comandar uma quadrilha de 23 PMs, entre eles cinco oficiais, que receberiam propinas de comerciantes e empresas da Zona Oeste. Os documentos revelam que há apartamentos em nome da mãe de Fontenelle, da irmã e de outros dois oficiais da corporação que são réus no mesmo processo. Nesta terça-feira, após um policial beneficiado pela delação premiada ter acusado o Estado-Maior da PM de receber R$ 15 mil mensais de cada batalhão, o Ministério Público (MP) estadual pediu que a Corregedoria-Geral Unificada da corporação investigue o comandante-geral, coronel José Luís Castro Menezes, e os oficiais da mesma patente Paulo Henrique de Moraes e Ricardo Coutinho Pacheco, respectivamente chefes do Estado-Maior Operacional e Administrativo.
Enquanto a CGU não se pronuncia sobre o pedido do Ministério Público, as investigações têm como foco uma casa em Búzios, dois apartamentos — um no Grajaú e outro em Jacarepaguá — e uma lotérica, cujas escrituras estavam no apartamento em que vivia o coronel, no Leme. Os documentos mostram que, em 30 de novembro de 2012, Fontenelle comprou, em sociedade com uma pessoa cujo nome não foi divulgado para não atrapalhar as investigações, uma lotérica, pagando R$ 200 mil em espécie. Na época, o coronel estava à frente do 14º BPM (Bangu), batalhão classificado na denúncia do MP como “um balcão de negócios da holding criminosa militar”.

MÃE E COLEGAS DA PM TERIAM UMA COBERTURA
No dia 13 do mesmo mês, a mãe do coronel, o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas e o capitão Walter Colchone Netto — PMs também presos na Operação Amigos S.A. — fizeram registros como compradores de uma cobertura de 320 metros quadrados na Rua Araguaia, uma das mais valorizadas da Freguesia, em Jacarepaguá. Na ocasião, o imóvel foi adquirido por R$ 200 mil. Atualmente, de acordo com os policiais que investigam o caso, o apartamento está sendo anunciado para venda por R$ 950 mil.
Dias antes, foi a vez da irmã do coronel Fontenelle arrematar num leilão, por R$ 422 mil, um apartamento de 178 metros quadrados na Rua Oliveira Lima, no Grajaú. O imóvel de três quartos também está sendo anunciado, na internet, por R$ 750 mil. Mas agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP ficaram intrigados com um fato: apesar de terem mais de um imóvel, o oficial e alguns de seus parentes moravam juntos num apartamento em más condições de conservação. Eles suspeitam que o coronel, que chefiava a Coordenadoria de Operações Especiais (COE) da PM, tenha usado a mãe, a irmã e um irmão, tenente-coronel do Exército, para ocultar seu patrimônio.
O levantamento comprovou ainda que Fontenelle tem um imóvel de dois pavimentos no Condomínio Enseada Azul, na Baía Formosa, em Búzios. De acordo com a escritura, ele pagou R$ 25 mil por um terreno de 680 metros quadrados às margens do canal que dá acesso à Marina de Búzios, em 2008. No ano seguinte, investiu R$ 90 mil na construção de uma casa de 305 metros quadrados com quatro suítes, churrasqueira, piscina e um atracadouro.

24 POLICIAIS, 43 ENDEREÇOS RESIDENCIAIS
Os investigadores já solicitaram à Capitânia dos Portos dados para saber se o coronel tem alguma embarcação. Há informações de que pelo menos dois oficiais envolvidos na quadrilha são donos de iates, colocados em nome de terceiros. Além disso, promotores do Gaeco destacaram que os 24 PMs denunciados na operação Amigos S.A. tinham 43 endereços residenciais registrados na corporação. O major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, por exemplo, tem três endereços, dois deles em condomínios de classe média em Jacarepaguá.
A equipe de reportagem tentou ouvir por telefone o advogado Paulo Ramalho, que defende Fontenelle, mas ele não retornou as ligações.

PATRIMÔNIO DO ALTO ESCALÃO NA MIRA
Nesta terça-feira, o MP pediu à CGU que investigue o comando da PM. Um sargento preso na operação Amigos S.A. teria dado detalhes sobre repasse de propinas para o alto escalão da corporação. Ele contou, em dois depoimentos, que cada batalhão repassava R$ 15 mil mensais para o Estado-Maior, e afirmou que o esquema só não funcionou durante a gestão do coronel Erir Ribeiro Filho. O militar disse que o repasse de dinheiro para o alto escalão foi revelado pelos majores Edson de Góes e Nilton João dos Prazeres Neto de forma reservada, em mais de uma ocasião. Apesar de ainda não ter recebido o ofício com o pedido do MP, o corregedor Giuseppe Vitagliano disse que pode pedir a quebra de sigilo patrimonial e bancário dos oficiais citados.
Ao tomar conhecimento das acusações do praça da PM preso na operação Amigos S.A., o comandante-geral da PM, coronel Luís Castro, informou que que vai abrir um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. Segundo ele, a intenção é convocar os comandantes e representantes do Estado-Maior da corporação para esclarecer as denúncias sobre o suposto ‘‘mensalão da PM’’. Ele explicou que, se o encarregado do IPM considerar necessário, militares da reserva poderão ser chamados para prestar depoimentos à CGU.
Em nota, a Secretaria de Segurança informou que tem total interesse em esclarecer o caso e ressaltou que sempre pautou suas ações em cima de provas concretas.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

MP quer investigar evolução patrimonial do comandante-geral da Polícia Militar

FONTE: JORNAL EXTRA

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) vai pedir que a Corregedoria Geral Unificada investigue a evolução patrimonial do coronel José Luís Castro Menezes, comandante-geral da Polícia Militar. A solicitação vem depois da divulgação do depoimento de um dos policiais presos pela operação Amigos SA, que obteve um acordo de delação premiada e foi solto após revelar que o Estado Maior da corporação recebia R$ 15 mil mensais de cada batalhão do estado.
No depoimento prestado ao MP, o PM afirmou que o repasse de dinheiro foi citado em mais de uma ocasião, de maneira reservada, pelos majores Nilton João dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de Góes, presos na mesma operação. Na ocasião, 24 policiais, sendo seis oficiais — todos lotados no 14º BPM (Bangu) no período investigado —, foram capturados sob a acusação de cobrar propina de moradores e comerciantes no bairro da Zona Oeste.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que, de acordo com o documento exibido pela Rede Globo, a suposta propina foi paga ao Estado-Maior no período em que o coronel Alexandre Fontenelle, acusado de ser o número 1 da quadrilha, comandou o 41ºBPM (Irajá) — ou seja, de setembro de 2010 a outubro de 2011. “Portanto, tal período não se refere à atual gestão do comando-geral da corporação”, ressaltou o texto, acrescentando que o coronel Luís Castro “reiterou sua indignação com as acusações e afirma que mantém a disposição de sempre apurar qualquer denúncia com o máximo rigor”.
As prisões do último dia 15 foram feitas pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Entre os acusados, estava o coronel Fontenelle, que comandou o batalhão de Bangu na época das investigações e estava então no Comando de Operações Especiais, terceiro posto mais alto na hierarquia da Polícia Militar.
À exceção do PM beneficiado pela delação premiada, os outros policiais acusados de envolvimento no esquema encontram-se presos no BEP, a unidade prisional da corporação. Segundo informações que constam no processo, até para entregar uma geladeira na casa de um cliente a empresa transportadora tinha que pagar propina ao batalhão de Bangu.
Todos os denunciados vão responder por formação de quadrilha armada. Já cada propina paga será investigada pela Auditoria de Justiça Militar. Segundo a denúncia, os valores variavam entre R$ 10 — cobrados dos camelôs no calçadão de Bangu — até R$ 2.000 no caso de cooperativas de transporte, que pagavam para que os PMs fizessem vista grossa para irregularidades.
Na casa do major Edson Alexandre, último policial da quadrilha se integrar, havia R$ 287 mil em espécie e joias. No endereço, também foi encontrada a contabilidade do dinheiro movimentado.

Ex-dançarino do ‘Esquenta’ é pego com moto roubada na Cidade de Deus


Um ex-dançarino do programa ‘Esquenta’, da Rede Globo, foi apreendido por policiais da UPP Cidade de Deus, na tarde desta segunda-feira, com uma moto roubada. O jovem, de 16 anos, estava com o irmão, de 15, que também foi capturado. De acordo com a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, PMs faziam patrulhamento na Vila Nova Cruzada, quando se depararam com os dois menores numa moto. Ao avistarem a viatura, eles tentaram fugir do local e houve perseguição. Ainda segundo a CPP, os jovens estavam numa motocicleta Honda (modelo CG 125 Fan) preta, roubada na área de Jacarepaguá em 15 de maio.
O caso foi registrado na 32ª DP (Taquara). A assessoria de imprensa da Rede Globo informou que o dançarino participou apenas da segunda temporada do “Esquenta”, em 2012.

Policial diz que Estado Maior da PM recebia R$ 15 mil mensais de cada batalhão

Um dos policiais presos pela Operação Propina S.A., no dia 15 de setembro, relatou que todos os batalhões de área da Polícia Militar eram obrigados a pagar uma propina de R$ 15 mil mensais ao Estado Maior da corporação. O agente fez um acordo de delação premiada com a Justiça e foi solto após fornecer essas informações.
Em depoimento prestado ao Ministério Público, o PM afirmou que o repasse de dinheiro foi relatado em mais de uma ocasião, de maneira reservada, pelos majores Nilton João dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de Góes, presos na mesma operação. Na ocasião, 24 policiais, sendo seis oficiais — todos com passagem pelo 14º BPM (Bangu) —, foram detidos sob a acusação de cobrar propina de moradores e comerciantes no bairro da Zona Oeste do Rio.
O comandante-geral da corporação, coronel Luís Castro Menezes, ficou indignado ao tomar conhecimento do depoimento e classificou as declarações como absurdas. Ainda segundo a assessoria, todas as denúncias serão investigadas com rigor.
As prisões do último dia 15 foram feitas pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Entre os acusados, estava o chefe do Comando de Operações Especiais (COE), coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro, que comandou o batalhão de Bangu e foi exonerado do cargo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Complexo do Alemão:Traficantes monitoravam PMs em esconderijos

Edson Silva de Souza, conhecido como Orelha, foi preso numa casa de luxo na Fazendinha

Escutas da Polícia Civil obtidas pelo “Fantástico”, da Rede Globo, mostram que a quadrilha que atuava no Complexo do Alemão, desbaratada em operação policial quinta-feira passada, monitorava os passos dos policiais da UPP. Segundo o programa, os traficantes tinham observadores que permaneciam 24 horas em casas e esconderijos a uma distância de 200 metros da base da UPP de Nova Brasília. A partir de informações colhidas ali, eles ordenavam emboscadas e coordenavam ações para sabotar o trabalho da polícia. Uma das gravações mostra um homem não identificado autorizando um menor de idade a atear fogo em carros de polícia durante o protesto pela morte de uma idosa de 72 anos, atingida durante tiroteio entre traficantes e policiais no dia 27 de abril. Em outra ligação, o gerente do tráfico no complexo, Igor Lopes da Silva, ordena ataque à UPP de Nova Brasília.

“A filha da mulher chegou aqui desesperada, que ela morreu. Mas tem que ajuntar mais gente, cara, tem pouca gente (sic)”, diz um dos traficantes.
“Daqui a pouco, todo mundo vai se chegando” diz Igor.
“O bagulho era alguém dar uma ordem pra gente jogar umas gasolina, né? (sic)”
“O bagulho é tacar logo fogo nessa base aí, logo”, ordena Igor.
“Me dá um toque que eu fico aqui na espera, tô aqui com umas 15 cabeça perto de mim (sic)”, finaliza o traficante.

ORDEM PARA EMBOSCADAS
No dia do protesto, ônibus foram incendiados, e a sede da UPP e um posto de saúde atacados. No segundo dia de manifestações, um supermercado foi saqueado.
Emboscadas também eram coordenadas pelo bando. Um telefonema de fevereiro mostra Igor orientando comparsas a descarregarem suas armas em policiais em patrulha e fugirem. Uma ação assim teria sido a causa da morte do PM Rodrigo Paes Leme, vítima de ataque no dia 6 de março. Desde o início do ano, seis PMs morreram no Alemão. O caso mais recente foi do capitão Uanderson da Silva, comandante da UPP de Nova Brasília, há 11 dias.
A quadrilha foi desbaratada por uma força-tarefa da Polícia Civil e Subsecretaria de Inteligência. Segundo agentes, uma dificuldade foi o número de investigados sem passagem pela polícia. Dos 48 que tiveram mandado de prisão emitido, 38 não tinham antecedentes, entre eles o chefe do tráfico na região, Edson Silva de Souza, preso com outras 25 pessoas.

20 novas motocicletas do 12º BPM para o policiamento de Niterói


A partir desta semana, estarão nas ruas de Icaraí, Santa Rosa e São Francisco as 20 motocicletas recebidas pelo 12º BPM (Niterói) para reforçar o policiamento nos bairros. Um efetivo de 40 homens vai se revezar no patrulhamento motorizado, segundo o comandante do batalhão, coronel Gilson Chagas: — As motos vieram para auxiliar no policiamento de proximidade nesses locais, que costumam ter bastante congestionamentos em determinados horários, dificultando o acesso de viaturas. Sem contar que é um tipo de veículo muito usado por criminosos, e põe o policial em situação de igualdade no caso de uma perseguição.

domingo, 21 de setembro de 2014

Presa acusada de assassinar policial e namorada na Baixada Fluminense


Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam, na manhã desta quinta-feira (18/09), Aline Dolzany de Oliveira. Ela responde pelos assassinatos do policial militar Bruno Paolo dos Santos Couto (era lotado no Centro de Tecnologia Informática e Comunicações da PM ) e sua namorada, Barbara Guimarães de Melo. O crime aconteceu na madrugada do dia 16 de maio de 2014, na casa do policial militar.
Após análise das provas que compõe o inquérito policial, o delegado João Luiz Garcia de Almeida e Costa concluiu que todo o conjunto aponta para a prática do delito por motivos passionais. O Ministério Público já fez a denúncia e o procedimento terá continuidade na esfera Judicial.

sábado, 20 de setembro de 2014

Guarda municipal é preso por usar arma de fogo em tumulto

O DIA
Dois vendedores ambulantes foram baleados e pelo menos outros dez ficaram feridos com cassetetes no final da tarde desta sexta-feira, durante uma confusão envolvendo camelôs e guardas municipais, na esquina das ruas Uruguaiana e Senhor dos Passos, no Centro, na calçada do Mercado Popular, o Camelódromo.
Os tiros, de pistola, teriam sido disparados por um dos agentes, Fernando Perpétua da Cunha, embora a corporação seja proibida de usar armas de fogo. Em nota, o comando da GM informou que o suspeito  foi imediatamente identificado e levado à 4ª DP (Praça da República). Ele foi preso por não ter porte da arma, que tinha registro.
Fernando foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, porte de arma e disparo de arma de fogo. Com ele, foi apreendida uma pistola 380. Segundo a Polícia Civil, testemunhas estão sendo ouvidas e os agentes aguardam a liberação médica das vítimas para que elas prestem depoimento. 
O guarda municipal seria o mesmo que aparece armado com uma pistola prateada numa foto feita pelos camelôs. As vias chegaram a ficar fechadas por mais de uma hora na região durante o conflito.
Segundo Carlos Alberto de Oliveira, de 38 anos, que tem um box de venda de brinquedos eletrônicos no local, o tumulto começou quando, por volta de 17h15, um guarda municipal interferiu num bate-boca entre um casal.
Discordando da intromissão do agente, o homem discutiu e entrou em luta corporal com o guarda, que teria sacado a pistola e efetuado dois disparos. Os projéteis acabaram atingindo outros dois ambulantes que estavam próximos.

Iago de Oliveira Gonçalves, 21, levou um tiro no braço, e Faguiane dos Santos, 36, na perna. Ambos foram atendidos no Hospital Souza Aguiar, mas não correm risco de morrer. Dois guardas municipais também foram atendidos com ferimentos leves, provocados por paus e pedras atirados por ambulantes. Os guardas reagiram com o uso de cassetetes e spray de pimenta. A corporação pediu reforço do Batalhão de Choque, que dispersou os manifestantes. O caso será investigado pela 5ª DP (Mem de Sá), que solicitou as imagens captadas pelos ambulantes para a identificação dos envolvidos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vídeo apócrifo circula na rede para desmoralizar A CAMPANHA DO CABO DACIOLO.

Está circulando um vídeo em pleno período eleitoral, com intuito de manchar imagem do CABO DACIOLO e prejudicar sua candidatura. É um ataque covarde e infame, e cabe agora a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), descobrir quem produziu e postou  vídeo.

Eu conheço o Cabo Daciolo, conheço sua luta e confirmo que o conteúdo do vídeo é MENTIROSO.

_________________________________________________________

 Ministro do TSE esclarece regras de utilização da internet. Ouça: http://goo.gl/LQvvNY.

Secretário de Segurança assina expulsão de major da PM condenado por ligação com milícia

EXTRA
Dilo Pereira Soares Júnior, então acusado de ser um dos chefes de uma milícia que atuava em Rio das Pedras, entregou-se à polícia em dezembro de 2009. Cinco anos depois, o governo do estado está prestes a, finalmente, oficializar a exclusão do major dos quadros da corporação. Nesta quinta-feira, outras duas expulsões foram publicadas no Diário Oficial: a do major Antonio Ricardo da Silva Ramos, que responde por ligações com uma quadrilha que explorava máquinas caça-níquel e o transporte alternativo em São Gonçalo e Niterói; e a do tenente Ricardo Araújo Delgado, condenado em primeira instância pela morte de dois estudantes, também em Niterói.
A demora até a confirmação da demissão do major Dilo reforça a diferenciação do tratamento dado pela PM a oficiais e praças que cometem crimes — estes últimos chegam a perder o cargo em menos de um mês. O próprio comandante-geral da corporação, coronel José Luís Castro Menezes, reconheceu, também nesta quinta, que esse processo precisa ser revisto.


Atualmente, os PMs de patentes mais baixas podem ser demitidos por decisão única do comandante-geral, após uma rápida tramitação em que expõem sua defesa. Já tenentes, majores, capitães, tenentes-coronéis e coronéis têm a exclusão submetida primeiro ao secretário de Segurança, que remete sua posição ao Tribunal de Justiça. Graças aos eventuais e corriqueiros recursos, o caso pode se arrastar por anos, com oficiais muitas vezes já condenados recebendo salários normalmente.
A expulsão do major Dilo, por exemplo, teve, segundo o governo do estado, 26 tramitações dentro e fora da Secretaria de Segurança. Até a noite desta quinta-feira, o policial constava como na ativa na página de “Consulta às Remunerações” da Secretaria estadual de Planejamento e Gestão (Seplag). Desde que foi preso, no fim de 2009, a PM desembolsou mais de R$ 956 mil com seus salários — considerando apenas a remuneração mensal, sem benefícios adicionais.


Ao lado de outros 11 policiais, Dilo foi condenado por formação de quadrilha armada no início de 2013. Ele e mais dois agentes também acabaram enquadrados pelo crime de lavagem de dinheiro — na soma, o major pegou pena de 16 anos e seis meses de prisão. De acordo com o advogado Renato Tonini, que o representa no caso, Dilo recorreu da sentença e aguarda o prosseguimento do processo em liberdade.
Este não foi o único crime pelo qual major Dilo foi acusado durante sua trajetória na corporação. No inicio da década de 90, seu nome constou numa lista de supostos beneficiados por propinas do jogo do bicho. Além da ligação com milícia e jogo do bicho, pela qual não foi condenado, o major Dilo é réu num processo sobre um homicídio ocorrido em 1997, O caso foi desarquivado em abril deste ano e tramita no 1º Tribunal do Júri da capital. Ainda não há data para o julgamento.
Morte de jovens
O agora ex-tenente Ricardo Araújo Delgado também tem mortes imputadas na sua conta. Em 2012, a Justiça o considerou culpado pelo assassinato de dois jovens, de 15 e 16 anos, na saída de um show de música. Dois praças teriam ajudado o oficial a forjar um auto de resistência.
Formação de quadrilha
Em 14 de abril de 2010, Antonio Ricardo da Silva Ramos foi preso por agentes da Corregedoria Geral Unificada e da PF. Ele, outros cinco PMs e um policial civil eram acusados de integrar a quadrilha chefiada por Wilson Alvez, o Moisés, então presidente da Unidos de Vila Isabel.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Garotinho detona a Globo ao vivo


Coronel da PM preso tinha salário maior do que Pezão e quase o mesmo do que seu chefe


O coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, preso no último dia 15 de setembro, tinha o salário bruto mais alto do que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e quase o mesmo do comandante geral da Polícia Militar, José Luiz Castro Menezes.

José Luiz Castro, Alexandre Fontenelle e Pezão. Fotos: Reprodução de Internert
O contracheque de Alexandre Fontenelle registra, no sistema estadual, o salário bruto de R$ 32.251,41 e R$ 17.107,29 líquido, conforme mostra a imagem abaixo:


Em comparação, o coronel ganhava quase a mesma quantia que seu chefe, o comandante geral da PM, cujo contracheque registra remuneração bruta de R$ 33.203,66, e R$ 18.201,75 líquidos.
 
 O coronel preso, que já integrou o Bope, tinha o salário superior até mesmo de Pezão, que registra o valor bruto de R$ 21.968,14, e remuneração líquida de R$ 16.330,43. Por lei, o coronel não deveria receber mais do que o governador.

Fontenelle era considerado o terceiro homem na hierarquia da PM. Segundo nota do Ministério Público, os PMs integravam o 14° BPM (Bangu), inclusive os integrantes do Estado-Maior, e exigiriam pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão. As propinas variavam entre R$ 30 e R$ 2,6 mil e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa.
A operação prendeu 24 policiais militares suspeitos de participarem de um esquema de propinas na Zona Oeste do Rio.
O posto de Alexandre, que era responsável pelo Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, foi ocupado pelo coronel Rogério Luiz Teixeira Leitão. Rogério era comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), que ficará a cargo de Sérgio Luiz Mendes Afonso.
Enquanto isso, soldados ganham R$ 2 mil
Enquanto o salário do coronel, por tabela, chega a R$ 13 mil, os soldados recebem cerca de R$ 2 mil para combater a violência e enfrentar os criminosos pelas ruas e becos e vielas das comunidades cariocas.
O salário bruto é pouco mais de R$ 3 mil, porém, com os descontos, os policiais militares com pouco tempo de carreira vivem com a remuneração de aproximadamente R$ 2 mil.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

PM expulsa nove praças acusados de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli

 O comando da Polícia Militar determinou a exclusão de nove policiais militares acusados de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli, em 2011. A decisão foi publicada nesta terça, no boletim interno da corporação. No entanto, o texto foi divulgado à imprensa nesta quarta-feira. De acordo com a decisão, os policiais "assumiram condutas opostas as defendidas pela corporação e feriram os ensinamentos ministrados pela Polícia Militar".
Os policiais excluídos são o sargento Charles de Azevedo Tavares, os cabos Alex Ribeiro Pereira, Jeferson de Araújo Miranda, Sammy dos Santos Quintanilha Cardoso, Sergio Costa Junior, Carlos Adílio Maciel Santos, Jovanis Falcão Junior e os soldados Junior Cezar de Medeiros e Handerson Lents Henriques da Silva. O tenente-coronel Cláudio Oliveira, comandante do 7º BPM (São Gonçalo)  acusado de ser o mandante do assassinato, e o tenente Daniel Santos Benitez Lopez, apontado como homem de confiança de Oliveira, continuam na corporação


Não é só no batalhão: policiais civis da delegacia de Bangu são presos por receber propina até de clube de futebol

De acordo com o MP, até o Bangu Atlético Clube, tradicional time de futebol da Zona Oeste, tinha que pagar propina para realizar festas em sua sede social

Em Bangu, não eram só policiais militares que cobravam propina para fazer vista grossa aos crimes. Segundo denúncia do Ministério Público, agentes da 34ª DP (Bangu) também recebiam dinheiro de empresários, mototaxistas e camelôs para não coibir irregularidades. O documento revela que viaturas oficiais eram usadas para buscar a propina na sede das empresas e, algumas vezes, as transações aconteciam dentro da delegacia, chamada de “balcão de negócios” pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que assinam o texto.
De acordo com o MP, até o Bangu Atlético Clube, tradicional time de futebol da Zona Oeste, tinha que pagar propina para realizar festas em sua sede social. A denúncia revela que Carlos Antônio Torres — ex-chefe do setor de investigações da delegacia e “homem de confiança” do então delegado titular da distrital, Jader Machado Amaral — “chegou a manter contato direto telefônico com Antônio Carlos Gomes de Assis, presidente do Conselho Fiscal do Bangu Atlético Clube, tendo marcado um encontro para recebê-lo, a fim de negociar o pagamento de propina na 34ª DP”.
O contato entre os dois teria acontecido antes do carnaval de 2013. Em contrapartida, os agentes da delegacia não atuariam “na repressão à entrada de crianças e adolescentes e à venda de bebidas alcoólicas de forma indevida”.


Além de Carlos Antônio Torres, foram denunciados o agente Joel Nobre Fernandes, também lotado na 34ª DP, o sargento da PM Jorge José de Oliveira Santos e o PM reformado Carlos Alberto Braz de Oliveira. Todos tiveram prisão preventiva decretada no último mês de julho pela Justiça e estão presos.
Na denúncia, feita com base numa investigação da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, os promotores afirmam que Joel era responsável por “pressionar os comerciantes quanto ao pagamento da propina”. Segundo o texto, os agentes faziam uso de ameaças para garantir os pagamentos: “os denunciados ameaçavam sacudir geral, ou seja, fazer operações policiais repressivas ao comércio de produtos falsificados”.
Na última segunda-feira, seis oficiais — incluindo o antigo comandante, Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, atualmente lotado no Comando de Operações Especiais (COE) — e 18 praças do 14º BPM (Bangu) foram presos por usarem a estrutura do batalhão para abrigar uma quadrilha que exigia propinas de empresas de ônibus, motoristas de vans, mototaxistas e comerciantes do bairro. Em troca, os policiais não coibiriam irregularidades. As prisões foram desencadeadas a partir de investigações do Gaeco e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança.

PM atuava em escala fantasma para pegar ‘arregos’
Os promotores do Gaeco também acusam o sargento Jorge José de Oliveira Santos de ter uma “escala fantasma” na delegacia para ter direito a uma parte do pagamento de propinas recebidas pelos policiais civis. Segundo a denúncia, Jorge “integrava, de forma anômala e irregular, equipes de ‘policiamento civil’ da 34ª DP, entregando intimações policiais e contribuindo, na forma ativa, na intimidação daqueles que não concordavam em pagar as propinas para o grupo criminoso”. O sargento também responde pela usurpação de função pública.
Já o PM reformado Carlos Alberto Braz, segundo o documento, tinha a função de arrecadar a propina de camelôs para o resto da quadrilha, já que “atuava como pequeno empreendedor no Mercado Popular de Bangu, o que facilitava a arrecadação das propinas e repasse aos demais integrantes”. Os donos de cada uma das 123 lojas do local tinham que pagar, semanalmente, de R$ 50 a R$ 100 a quadrilha. Quem concordasse em pagar o valor entrava, segundo o MP, para o “caderno de colaboradores da 34ª DP”.
Os promotores do Gaeco enviaram ofício à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva para que o órgão avalie a necessidade de se instaurar um inquérito civil para apurar o envolvimento do delegado Jader Machado Amaral com os demais denunciados. Segundo o MP, Jader tinha “relação de confiança” com o chefe de investigação, inspetor Carlos Antonio Torres. Procurada, a Polícia Civil informou que Jader, atualmente, está lotado na Delegacia de Combate às Drogas e não existe nenhum procedimento aberto contra ele na Corregedoria Interna da Polícia Civil.
Já o presidente do conselho diretor do Bangu, Jorge Varela, afirmou, por telefone, que nunca foi informado sobre nenhum pagamento do clube a policiais civis no ano de 2013.

Homem é preso com arma de PM

Com três mandados de prisão contra si por tráfico de drogas e homicídio, Max Luiz Souza Morais, de 30, foi preso na tarde de ontem, dormindo na parte alta do Morro do Estado, na casa de familiares.
Segundo a polícia, com ele foi encontrada uma pistola calibre 380 que havia sido furtada de um PM do Batalhão de Olaria, no Rio. Ainda segundo a polícia, Max é apontado como segundo homem na hierarquia do tráfico no Estado e teria como função  executar rivais. O preso ontem mesmo foi interrogado por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O 14° BPM foi transformado em um verdadeiro 'balcão de negócios'

Vinte e um policiais militares foram presos, entre eles o atual chefe do COE (Comando de Operações Especiais), que inclui o Bope (Batalhão de Operações Especiais), BAC (Batalhão de Ações com Cães) e GAM (Grupamento Aeromóvel), o coronel Alexandre Fontenelle, em uma megaoperação, iniciada na manhã desta segunda-feira (15), para desmantelar uma quadrilha de pelo menos 24 PMs que integravam o batalhão de Bangu (14° BPM), na zona oeste.
De acordo com a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) à Justiça, os policiais são suspeitos de exigir pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão.
Além do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), participavam da ação o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança Pública e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar. O coronel Alexandre Fontenelle foi preso em casa, no Leme, na zona sul da capital.
A denúncia foi encaminhada pelo Gaeco à 1ª Vara Criminal de Bangu, que expediu 43 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão preventiva, 24 contra PMs. Além do ex-comandante do 14º BPM, outros cinco oficiais estão entre os denunciados: o ex-subcomandante do batalhão, o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, que também está lotado no COE, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Também são acusados de integrar a quadrilha 18 praças e um civil.

Dinheiro e joias foram apreendidos na casa do major Edson Alexandre Pinto de Góes Divulgação / Seseg (Secretaria de Segurança Pública)

Entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os acusados e mais 80 pessoas, entre elas policiais do 14° BPM, da delegacia de Bangu (34ª DP), da DRCPIM (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial)), além de PMs reformados, praticavam diversos crimes de concussão (extorsão cometida por servidor público) na área de atuação do batalhão de Bangu.
Os valores das propinas exigidas pela quadrilha variavam entre R$ 30 e R$ 2.600 e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa, seja a atuação de mototaxistas, motoristas de vans e kombis não autorizados, transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular no bairro.
De acordo com a denúncia, que, segundo o MPRJ, foi baseada em depoimentos de testemunhas, documentos e diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial que compõem mais de 20 volumes de inquérito, "o 14° BPM foi transformado em um verdadeiro 'balcão de negócios', numa verdadeira 'sociedade empresária S/A', em que os 'lucros' eram provenientes de arrecadação de propinas por parte de diversas equipes policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo, sendo que a principal parte dos 'lucros' (propinas) era repassada para a denominada 'Administração', ou seja, para os oficiais militares integrantes 'Estado Maior', que detinham o controle do 14º BPM, o controle das estratégias, o controle das equipes subalternas e o poder hierárquico".
Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão, que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

MP faz operação para prender 24 PMs acusados de ligação com a milícia

FONTE: G1
  O coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira foi um dos detidos na operação
Uma operação para prender 24 policiais militares suspeitos de participarem de um esquema de propinas na Zona Oeste do Rio é feita nesta segunda-feira (15) em vários pontos da cidade. A ação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro com a Secretaria de Segurança Pública e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, visa cumprir ao todo 25 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão. Às 8h22, 19 pessoas já tinham sido presas, inclusive o ex-comandante coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, que é o chefe do Comando de Operações Especiais (COE) da PM.
O oficial é considerado o terceiro homem na hierarquia da PM e foi preso em casa no Leme, Zona Sul do Rio. Outro oficial que teve a prisão confirmada é o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, também lotado no COE.
Segundo nota do MP, os PMs integravam o 14° BPM (Bangu), inclusive os integrantes do Estado-Maior, e exigiriam pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão. As propinas variavam entre R$ 30 e R$ 2,6 mil e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa, seja a atuação de mototaxistas, motoristas de vans e kombis não autorizados, o transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular de Bangu.

Os mandados de prisão contra os PMs foram expedidos após denúncia encaminhada pelo GAECO à 1ª Vara Criminal de Bangu. Entre os denunciados estão seis oficiais que eram lotados no 14° BPM (Bangu): o ex-comandante coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o ex-subcomandante major Carlos Alexandre de Jesus Lucas – ambos lotados atualmente no Comando de Operações Especiais –, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Também são acusados de integrar a quadrilha 18 praças e um civil.

Nós acreditamos na possível atuação da quadrilha mesmo após eles terem assumido o COE, pelo valor apreendido durante a operação — afirmou o promotor.
Ao todo, foram encontrados R$ 453 mil, além de joias. Destes, R$ 420 mil foram encontrados na casa do major Edson. Outros R$ 33 mil, na residência de um sargento.

 Papel com a contabilidade encontrado na carteira do coronel Alexandre Fontenelle

Ainda de acordo com a nota do Ministério Público, entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os acusados e mais 80 pessoas, entre os quais policiais do 14° BPM, da 34ª DP (Bangu), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), além de PMs reformados, praticavam diversos crimes de concussão (extorsão cometida por servidor público) na área de atuação do 14° BPM.
De acordo com a denúncia, baseada em depoimentos de testemunhas, documentos e diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial que compõem mais de 20 volumes de inquérito, “o 14° BPM foi transformado em um verdadeiro ‘balcão de negócios’, numa verdadeira ‘sociedade empresária S/A’, em que os ‘lucros’ eram provenientes de arrecadação de propinas por parte de diversas equipes policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo, sendo que a principal parte dos ‘lucros’ (propinas) era repassada para a denominada ‘Administração’, ou seja, para os oficiais militares integrantes ‘Estado Maior’, que detinham o controle do 14º BPM, o controle das estratégias, o controle das equipes subalternas e o poder hierárquico”.
O MP informou que os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão, que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

sábado, 13 de setembro de 2014

Tragédia anunciada


A família da PM Alda Rafael Castilho, de 27 anos, que morreu em fevereiro durante ataque de bandidos no Complexo do Alemão, decidiu entrar na justiça contra o estado.
Segundo o advogado João Tancredo, os policiais são colocados nos postos sem o menor preparo. Alda, por exemplo, ficou apenas quatro meses em treinamento.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Carta da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro sobre capa do Jornal EXTRA


Não eram peças. Não era um jogo. Nunca foi brincadeira.
Após a morte de mais um policial militar no Complexo de favelas do Alemão, desta vez o capitão Uanderson, comandante da UPP Nova Brasília, nos deparamos com uma das capas de jornal mais desprezíveis dos últimos tempos. Uma montagem com o retrato do capitão Uanderson como se fosse peça de um jogo de tabuleiro chamado ‘Combate’. A manchete, mais do que agressiva, não traduz em nada o bom jornalismo que poderíamos esperar a qualquer tempo. Não. Definitivamente, nossos amigos e irmãos de armas que vêm perdendo a vida naluta pela preservação da Ordem Pública nesse Estado NÃO ERAM PEÇAS DE TABULEIRO.
Importa deixar isso muito claro nesse texto que pretende ser uma reflexão sobre o que leva um periódico chamado ‘Extra’ a se posicionar com tanta frequência CONTRA A PM MAIS ANTIGA DO BRASIL? Seria ‘defesa da democracia’? Difícil de aceitar esse argumento. Desde quando a ironia e o desrespeito contra uma Instituição Pública protegem a democracia? Nós protegemos a Democracia! Entramos em comunidades para garantir que todos os cidadãos possam fazer a sua livre escolha. Guardamos os locais de votação e garantimos a justiça eleitoral na condução de seu indispensável trabalho. Talvez o ‘direito à informação’? Pois não parece. Zombar da morte de qualquer pessoa já seria uma afronta a normas razoáveis de conduta em sociedade, ainda mais um policial na defesa de cidadãos oprimidos desde sempre pelo poder do tráfico de drogas. Na verdade, nenhuma daquelas justitificativas usadas pelo BOM JORNALISMO se aplica aqui. O que se vê quase que diariamente são ataques vis, baixezas, cujas conseqüências atingem famílias inteiras.
Não, senhor editor (?) e jornalista (?). Nosso amigo não era uma peça de jogo. Não se movia por conta de dados jogados aleatoriamente. Era um ser humano. E arriscava a vida para que pessoas como vocês não precisassem reviver o clima de terror que vivemos em tempos pretéritos. Se fosse um jogo, Uaderson talvez estivesse chateado com uma possivel perda. Mas como era a vida real, ele está morto. Esposa e filha não desfrutarão mais do seu convivio. Amigos foram privados de sua companhia. Subordinados, de um chefe exemplar e superiores, de um excelente soldado. Mas vocês devem ter achado que se tratava apenas de umjogo, não é mesmo?
Vocês nos desrespeitaram mais uma vez.
Foram longe demais na provocação e no acinte. De novo.
A emblemática morte de policiais militares, em serviço, deveria propiciar mais reflexão do que escárnio. Mais respeito do que sede de vender. Mais dor e menos sorrisos. Entretanto, o que importa agora? A corrida pra ver o número de vendas subir? A manchete mais atraente? Enquanto isso, famílias vão sendo despedaçadas pela falta de cuidado. O mesmo cuidado que nos cobram a toda hora. O mesmo profissionalismo que exigem, mas que não têm.
Não é essa a sociedade que imaginamos melhor. Onde a ganância e a ambição solapam o respeito e a dignidade. Não somos adversários, inimigos nem estamos em lados opostos de uma batalha imaginária Então, por quê?
Hoje é mais um dia triste. Se já não bastasse a morte de mais um amigo, fomos provocados por vocês com essa capa desnecessária e maldosa. Insensível e trágica.
Mas quem a fez?
Quem autorizou?
Quando PMs fazem algo que contraria as normas morais, éticas ou legais, vocês cobram uma identificação. Pois bem, essa capa ‘tem nome’? Essa provocação é obra de quem? Acho que os milhares de policiais, familiares e pessoas que têm se solidarizado com a Corporação merecem uma resposta. Quem foi o mentor dessa vil proposição?
Não é um jogo.
Nunca foi brincadeira.
Uanderson não era uma peça.
A Canção do PoIicial Militar traz num de seus versos o seguinte: ‘em cada soldado tombado, mais um sol que nasce no céu do Brasil...’ Que o sol brilhando hoje e em outros dias sirva de homenagem aos nossos amigos, soldados de ontem e hoje, guerreiros de sempre.
Carlos Fernando Ferreira Belo, coronel PM
Presidente

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Comandante da UPP Nova Brasília morre após ser baleado no Alemão


O comandante da UPP Nova Brasília, capitão Uanderson Manoel da Costa, 34 anos, morreu após ser baleado no peito nesta quinta-feira no Complexo do Alemão. Uanderson foi levado à UPA do Alemão e depois transferido para o Hospital Getúlio Vargas. Ele chegou a passar por procedimento cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos.  
De acordo com as primeiras informações, por volta das 17h30, o policial foi atingido em confronto com criminosos com pelo menos um tiro de fuzil numa localidade conhecida como Largo da Vivi, na comunidade Nova Brasília. 
Mais cedo, um tiroteio levou pânico aos moradores do Complexo do Alemão. Policiais do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP) da UPP Nova Brasília trocaram tiros com criminosos quando estavam em patrulhamento na localidade conhecida como Campo do Seu Zé, por volta das 14h30. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), homens armados atiraram contra os policiais, que revidaram. Os bandidos acabaram fugindo deixando para trás duas motos, 10 pedras de crack e 58 papelotes de cocaína 
Cerca de meia hora depois do confronto, um homem foi encontrado baleado por policiais da UPP Fazendinha. Raian Dias da Rocha, 20 anos, foi levado para a UPA do Alemão e posteriormente transferido para o Hospital Municipal Souza Aguiar. O caso foi registrado na 45ª DP (Alemão).
O capitão deixa a esposa, também capitã da Polícia Militar. 

Traficantes tentam resgatar homem de confiança de Menor P após prisão na Maré

 Siri, gerente do tráfico de localidade na Maré, foi detido com um fuzil AK-47

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas prenderam Wallace Goulart, conhecido como Siri, definido pela Polícia Civil como o "gerente do pó" na rua Projetada G, na comunidade Salsa Merengue, no Complexo da Maré. De acordo com os policiais, Siri seria homem de confiança dos traficantes TH e Menor P. Segundo investigações, TH é o sucessor de Menor P, que está preso.  
A prisão, que teve apoio de duas equipes de fuzileiros navais — o Exército ocupa a Maré —, aconteceu na quarta-feira (10). Siri foi capturado em sua casa, onde foi apreendido um fuzil AK-47 com carregador, uma pistola calibre 45 com carregador e um rádio-transmissor, além de munição e 376 tubinhos de cocaína.   
Os policiais foram ao local para apurar denúncia de que em uma casa na comunidade haveria uma grande quantidade de carga de cigarro roubada. Na saída das equipes da comunidade, houve uma tentativa de resgate do traficante por seus comparsas, com troca de tiros. Não houve feridos.  

PM baleado em operação no Complexo do Caramujo tem morte cerebral

Teve morte cerebral o cabo Emerson de Oliveira, baleado na cabeça na segunda-feira durante tiroteio entre policiais e homens armados no Complexo do Caramujo, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pela Secretaria estadual de Saúde. O PM estava internado no Hospital Estadual Azevedo Lima, no mesmo município.
Emerson foi baleado durante operação da Polícia Militar que havia acabado com um baile funk na Comunidade da Biquinha. Logo depois, o grupo de policiais teria entrado em confronto com traficantes, quando deixavam o Complexo do Caramujo, nas proximidades da comunidade da Caixa D’ Água.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Policiais militares foram encurralados durante troca de tiros em Niterói.

 Eles foram baleados e solicitavam reforço do Batalhão de Operações Especiais.

Polícia prende homem apontado como chefe do tráfico de drogas de Nova Friburgo

 Policiais da 21ª DP (Bonsucesso) prenderam, na noite desta segunda-feira, na Barra da Tijuca, José Roberto Kenup Júnior, de 30 anos, apontado pelos agentes como chefe do tráfico de drogas de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Ele foi capturado no interior de uma casa duplex de três andares com churrasqueira e piscina, em um condomínio de luxo. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito também era responsável pelo abastecimento de drogas em várias comunidades do Rio, como Parque União, Nova Holanda, na Zona Norte do Rio, além de favelas de Santa Cruz, na Zona Oeste. Contra ele foram cumpridos seis mandados de prisão pendentes, expedidos pela Justiça, pelos crimes de tráfico de drogas e homicídio.