sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Policial de UPP é preso depois de ser filmado dormindo

Um policial militar da UPP Arará/Mandela foi preso administrativamente depois que um vídeo em que aparece dormindo foi compartilhado nas redes sociais. Nas imagens, dois homens conversam e fazem brincadeiras sobre a postura do PM.
Em um perfil do Facebook, ele tinha sido curtido por 60 pessoas e comentado por 160 usuários. Na legenda, está a seguinte ameaça: “O cana dormindo. Vai morrer, polícia!” E o aviso de um colega também militar: “Não pode dar mole para os gansos (criminosos), eles não dormem.

A ‘Máfia da saúde’ na PM desviou aparelhos de ar-condicionado

JORNAL O DIA

Um dos focos da ‘máfia da saúde’ que atua na PM, o Hospital Central da corporação deveria ter recebido 50 aparelhos de ar-condicionado. Porém, auditoria realizada pelos militares constatou que só foram entregues 27, sendo que apenas seis eram compatíveis com 22 mil BTUs, como consta no pedido. Os equipamentos foram comprados este ano por R$ 420 mil.
“Instauramos mais um procedimento para o caso. A cada descoberta abrimos um inquérito”, informou o chefe administrativo do Estado-Maior, coronel Ricardo Pacheco. As investigações sobre supostos desvios na área de saúde da PM provocaram a queda de quatro coronéis da cúpula do setor na corporação. Os aparelhos para o 
A transferência do grupo para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), a famosa ‘geladeira’, foi publicada no boletim interno 199 de quarta-feira. Foi do comandante-geral José Luís Castro Menezes a decisão de exonerar dos cargos os coronéis Armando Porto Carreiro, do Hospital Central da PM, no Estácio; Sérgio Sardinha, do Hospital Central de Niterói, Kleber dos Santos Martins, da Diretoria Geral de Administração e Finanças (DGAF), e Alberto Alves Borges, da Diretoria Geral de Saúde (DGS). 
O escândalo de mais de R$ 16 milhões é investigado pelos militares, pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. 
 Três dos quatro oficiais exonerados ajudavam nas apurações da Subsecretaria de Inteligência e do Gaeco. O grupo revelou que uma das técnicas usadas no esquema fraudulento era pegar ‘carona’ em licitações feitas por outros órgãos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Cinco oficiais da cúpula da Saúde da PM são exonerados

Cinco oficiais da cúpula da Saúde da Polícia Militar foram exonerados do cargo, como consta no Boletim 199 da Polícia Militar publicado nesta quarta-feira. O escândalo de mais de R$ 16 milhões de fraudes é investigado pela PM, pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio. 
 Os coronéis Cléber dos Santos Martins, da Diretoria Geral de Administração e Finanças (DGAF), Alberto Alves Borges, da Diretoria Geral de Saúde (DGS), Sérgio Sardinha, do Hospital da Polícia Militar de Niterói, e Armando Porto Carreiro de Souza, do Hospital Central da Polícia Militar, vão para a Diretoria Geral de Pessoal, a chamada “geladeira”. Já o coronel Alexandre Augusto Brito de Aragão foi promovido. Ele deixa a diretoria da Policlínica de Olaria e assume a DGS no lugar de Alberto Alves Borges.


Investigação 
Oito inquéritos já foram abertos na área de Saúde da corporação. Contratos com quatro empresas são os principais alvos. Ninguém acha, por exemplo, 18 mil kits para testes imunológicos, comprados por R$ 1,7 milhão. Os tentáculos das fraudes são tão grandes que foi detectado o sumiço de 8.823 kits de curativos. A compra foi de R$ 1,3 milhão, mas o que está no estoque não passa de R$ 764 mil. Os investigadores descobriram que no esquema há ‘saldo de utilização para troca’. Ou seja, o que era comprado não era entregue e ficava como uma espécie de crédito. As maiores irregularidades estão nos dois grandes hospitais da PM, no Estácio e em Niterói. A previsão de que a fraude chegaria a R$ 16 milhões já foi para o espaço. 

Teia da bandalheira 
Quanto mais se apura, mais bandalheiras aparecem. Ninguém sabe e ninguém viu 1.607 dos 4.600 kits cirúrgicos comprados pelo Hospital Central. E tudo isso só em 2014. Agora a corporação vai começar a auditar os contratos de 2012 e 2013. E pretende ir até 2010.

Pistolas desaparecem do Batalhão de Choque


A Polícia Militar está tentando localizar pistolas que desapareceram do Batalhão de Choque, na Cidade Nova, na Região Central do Rio de Janeiro. O sumiço das armas foi constatado por volta das 6h da manhã desta quarta-feira (29). Na ocasião, foi observado que a Reserva de armamento do Centro de Manutenção de Materiais estava aberta. Segundo a PM, foi verificada a falta de pistolas ponto 40. A área foi isolada, a equipe que estava de serviço permanece presa administrativamente e está sendo ouvida. A perícia está em andamento e todo o material está sendo contabilizado. Uma equipe do Centro de Criminalística da Polícia Militar e da 1ª Delegacia de Polícia Militar Judiciária estão no local para identificar a autoria e localizar o armamento.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Permanência de José Mariano Beltrame à frente da Secretaria de Segurança é tida como incerta


Depois de mais de sete anos à frente da Secretaria de Segurança, o delegado federal José Mariano Beltrame, o idealizador do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), já teria sinalizado que quer deixar o cargo em 31 de dezembro. Nesta segunda-feira, Luiz Fernando Pezão admitiu que Beltrame, de 57 anos, tem se sentido cansado, mas afirmou que quer a permanência dele no cargo. Uma das propostas discutidas nos bastidores do governo é a possibilidade de o secretário deixar a área de segurança, mas não o governo: ele assumiria a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, com a proposta de levar mais serviços às favelas com UPPs, o que ele sempre defendeu. — Já conversei muito com Beltrame. Vou lutar muito para que ele continue — disse o governador.

POLÍCIA VOTA EM POLÍCIA

Lembra daquele vídeo apócrifo que foi feito durante as eleições denegrindo a imagem do candidato a deputado federal CABO DACIOLO?  O vídeo foi postado num facebook, como vocês podem ver na imagem abaixo, e  pede votos para um CABO DA PM candidato a deputado federal.


Nas eleições de 2010, o tal CABO DA PM usou a mesma tática contra a reeleição de um deputado estadual. Chegou ao meu conhecimento que o CABO DA PM , após sua derrota nas urnas, anda pelos corredores da ALERJ, pedindo um cargo nos gabinetes dos deputados. É MUITA CARA DE PAU! 

Fraudes milionárias na PM

É mesmo para muitos oficiais da PM ficarem com medo de ir para a cadeia. Oito inquéritos já foram abertos na área de Saúde da corporação. Contratos com quatro empresas são os principais alvos. Ninguém acha, por exemplo, 18 mil kits para testes imunológicos, comprados por R$ 1,7 milhão. Os tentáculos das fraudes são tão grandes que foi detectado o sumiço de 8.823 kits de curativos. 
A compra foi de R$ 1,3 milhão, mas o que está no estoque não passa de R$ 764 mil. Os investigadores descobriram que no esquema há ‘saldo de utilização para troca’. Ou seja, o que era comprado não era entregue e ficava como uma espécie de crédito. 
As maiores irregularidades estão nos dois grandes hospitais da PM, no Estácio e em Niterói. A previsão de que a fraude chegaria a R$ 16 milhões já foi para o espaço. Os donos das empresas estão sendo chamados para prestar esclarecimentos. Teia da bandalheira Quanto mais se apura, mais bandalheiras aparecem. Ninguém sabe e ninguém viu 1.607 dos 4.600 kits cirúrgicos comprados pelo Hospital Central. E tudo isso só em 2014. 
Agora a corporação vai começar a auditar os contratos de 2012 e 2013. E pretende ir até 2010. Devolução de verba O chefe administrativo do Estado-Maior, Ricardo Pacheco, quer que a Procuradoria do Estado ajude a PM a reaver o dinheiro das fraudes. Estão indo a fundo na investigação a PM, a Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e o Gaeco, do Ministério Público.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Policial militar é baleado durante abordagem dentro de ônibus na Avenida Brasil

Um policial do Grupamento de Policiamento Transportado em Ônibus Urbanos (Gptou) foi baleado, na noite deste sábado, durante uma abordagem a um suspeito, na Avenida Brasil, na altura da Fazenda Botafogo. De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o PM recebeu a informação de que havia um homem armado dentro de um ônibus.O bandido reagiu à abordagem e ambos ficaram feridos. O homem foi preso e o policial está no Hospital da Polícia Militar, no Estácio, com quadro estável. Com o suspeito, foram encontrados 205 sacolés de cocaína, 34 trouxinhas de maconha, um carregador e munição calibre 45.

Policial é baleado na cabeça na Zona Norte


Um policial civil, ainda não identificado, foi baleado na cabeça na tarde deste domingo (26).O estado de saúde da vítima, que foi levada por bombeiros do Quartel de Campinho para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Norte, é considerado grave.O fato ocorreu na Rua Alcenas, em Bento Ribeiro, na Zona Norte. As causas do crime serão apuradas pela 30ª DP (Marechal Hermes).

Madrugada violenta na Região dos Lagos


Três fuzis, pistolas e drogas foram apreendidos com traficantes (Foto: Eduander Silva/Arquivo pessoal)

O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro está em Cabo Frio após quatro ataques atingirem caixas eletrônicos e veículos na cidade desde a madrugada de domingo (26). A chegada do reforço de 40 policiais foi confirmada pelo comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Ruy França, nesta segunda-feira (27). Por medo da violência, o transporte público está totalmente suspenso nas cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios e São Pedro da Aldeia. Já nas cidades de Araruama, Iguaba Grande e Saquarema, os ônibus circulam parcialmente. Por conta do problema, aulas foram suspensas em 69 escolas municipais de Cabo Frio e nos distritos de Arraial do Cabo. Em Cabo Frio, os postos de saúde nos bairros Guarani, Nautillus, Vila do Sol e Manoel Corrêa estão fechados.




De acordo com a PM, os ataques começaram como retaliação após a morte de quatro traficantes em um confronto com a polícia na madrugada de domingo (26). De acordo com o comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Ruy França, uma denúncia anônima informou que um baile funk estava acontecendo na Favela do Lixo. Homens estariam armados com fuzis e coletes balísticos. Ainda segundo a denúncia, várias pessoas estavam consumindo drogas no local.
Após a informação, o comando da PM decidiu montar uma operação. Cerca de 20 policiais foram em direção à comunidade. O comandante informou ainda que assim que chegaram, traficantes os receberam com vários tiros. A polícia revidou e começou uma intensa troca de tiros. Quatro traficantes foram mortos, sendo um deles considerado como chefe do tráfico de drogas no local. Foram apreendidos três fuzis, duas pistolas, um colete balístico, carregadores de fuzil e pistola, cápsulas de cocaína, um rádio transmissor e diversos celulares.

Polícia Militar estoura desmanche de carros roubados em Barra Mansa



Policiais do 28º BPM (Volta Redonda) estouraram  uma oficina que seria usada para o desmanche de carros roubados na Rua Amadeu José Barros, no bairro Boa Sorte. O local foi descoberto após uma denúncia anônima informando que um carro furtado estava no lugar.
Dois jovens, um de 21 e outro de 25 anos, que seriam proprietários do estabelecimento, não foram encontrados e, segundo a polícia, estão foragidos. O terreno seria da mãe de um dos suspeitos, que teria alugado o espaço para o filho trabalhar.
No local os agentes encontraram o Fiat Uno, placa LIO 5803,roubado no Centro de Barra Mansa. Segundo a polícia, peças do carro já estavam sendo transferidas para outro veículo do mesmo modelo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Total falta de respeito do governo com a tropa

ROBERTA TRINDADE

Escalados para 24 horas de serviço, nos colégios e outros estabelecimentos onde funcionam as zonas eleitorais de Mesquita, na Baixada Fluminense, policiais do 20°BPM não receberam almoço e foram avisados de que também não terão direito à janta.
Cerca de 300 PMs que estão no extra receberam apenas um kit contendo um pão, uma maçã e um Mirabel, além de uma caixinha de suco e três garrafas de água quente. Os policiais tiveram que pagar do próprio bolso para comer salgado ou pão com ovo. Eles entraram de serviço na manhã deste sábado, dia 25 de outubro, e a rendição está prevista para ocorrer por volta do meio-dia de domingo.

sábado, 25 de outubro de 2014

Marido afirma em depoimento que asfixiou delegada após ela negar pedido de divórcio


O marido da delegada Tatiene Damaris, Alessandro Oliveira Furtado, de 39 anos, afirmou ter assassinado a mulher por asfixia após ela negar o pedido de divórcio nesta quinta-feira (23). O estudante de direito também disse, em depoimento à Polícia Civil, que a delegada teria apontado uma arma para ele. O enterro da vítima foi realizado na tarde desta sexta-feira (24) no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste do Rio.
O delegado da DH (Delegacia de Homicídios) da Capital, Rivaldo Barbosa, afirma que a polícia não acredita nessa versão.
— O Alessandro não demonstrava tristeza pela morte de um ente querido. Inicialmente ele tentou dizer que ela podia ter sido vítima de uma ação de um grupo organizado. Depois, disse que podia ter sido vitima de latrocínio. Essa mudança de posicionamento chamou a atenção dos policiais.
Após a confissão, a polícia voltou à casa de Tatiene e Alessandro para realizar a reconstituição do crime. A delegada da Delegacia de Santa Cruz (36ª DP) foi assassinada na cozinha da casa, e não havia sinais de arrombamento. No corpo, havia marcas de hematomas mas não de tiros ou facas.
Segundo as investigações, Alessandro não trabalhava e Tatiene era responsável por todas as despesas da casa. Em depoimento, ele afirmou que o casal estava brigando há muito tempo, e por isso entrou com pedido de divórcio. Alessandro Furtado foi preso em flagrante por homicídio qualificado e pode cumprir pena de até 30 anos de prisão.
Tatiene Damaris tinha 39 anos e trabalhava na Polícia Civil desde 2005. Ela deixou dois filhos, um de 19 e um de três anos de idade. Há cerca de 20 dias, a delegada havia feito um seguro de vida que beneficiava os filhos.

PM do Rio gasta R$ 500 mil em viagens para o exterior


Em meio à crise da segurança nas regiões periféricas do Estado, a Polícia Militar do Rio de Janeiro foi o órgão da gestão Cabral/Pezão que mais gastou com viagens a outros países neste ano. De 1º de janeiro à última sexta-feira (24), o contribuinte pagou exatos R$ 513.219,44 em diárias e outras despesas, como alimentação, de policiais militares em eventos internacionais. Os dados constam da execução orçamentária do Estado, publicados no portal da Transparência Fiscal. Diferentemente de outros órgãos, a PM oculta o nome e o destino de servidores que tiveram despesas pagas.

Homem é preso após oferecer R$ 10 mil a policiais

Policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) prenderam um homem após ele ter oferecido R$ 10 mil para não ser levado para a delegacia. Adilson Rosa Lima Junior, de 24 anos, foi abordado pelos agentes na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Depois dos agentes terem encontrado 0.9 gramas de maconha com ele, Adilson foi avisado que seria encaminhado para a delegacia. Para evitar ser levado, ele ofereceu o dinheiro aos PMs.

Dinheiro é oferecido a PMs para não levarem criminosos até a delegacia
Dinheiro é oferecido a PMs para não levarem criminosos até a delegacia Foto: Divulgação

Os agentes fingiram aceitar o valor e Adilson usou seu celular para chamar dois mototaxistas. Os homens chegaram ao local com o valor todo em espécie, oferecendo aos policiais. Os três foram levados para a 22ª DP (Penha) e presos em flagrante. Adilson irá responder por porte de drogas, corrupção e associação para o tráfico. Marcus Vinicius de Oliveira Barros e Alexsandro Souza da Silva responderão por corrupção e associação para o tráfico.

Mototaxistas são presos ao levarem dinheiro para traficante pagar policiais

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Delegada é executada na Zona Oeste do Rio

JORNAL EXTRA
Polícia investiga morte de delegada
A delegada assistente da 36ª DP (Santa Cruz), Tatiene Damares, foi assassinada no início da tarde desta quinta-feira, nas proximidades da Faculdade Castelo Branco, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, segundo informações da sala de operações do 14º BPM (Bangu).Equipes da Divisão de Homicídios (DH) estão no local. Há informação de que o crime foi cometido por milicianos da região.

UPP do Complexo do Lins é queimada e PM é baleado em tiroteio


Dois contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Lins foram parcialmente incendiados, uma viatura foi apedrejada e um PM e dois homens foram baleados durante uma troca de tiros na noite desta quarta-feira. As mochilas de policiais que trabalhavam na base foram saqueadas. Um menor de idade foi apreendido.

A base destruída pelas chamas

De acordo com PMs da UPP, após o tiroteio suspeitos atacaram uma viatura a pedradas, danificando o para-brisas. Pouco depois, os dois contêineres que ficam na Rua Dona Francisca, no acesso para a Cachoeirinha, foram incendiados. Imagens do incêndio foram enviadas por moradores para o WhatsApp do DIA. Bombeiros do quartel do Méier foram acionados e conseguiram controlar as chamas. Não houve feridos. PMs, no entanto, disseram que bolsas de colegas que estavam de serviço e guardadas no local foram saqueadas. Durante o confronto, o sargento identificado como Cleomar foi baleado no tornozelo e um menor de 17 anos no pé. O militar está internado no Hospital Naval Marcílio Dias, que fica próximo a UPP atacada, e o jovem no Hospital do Andaraí. Marlon Ramos de Oliveira, 22, também foi baleado e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Segundo a UPP, ambos tem antecedentes criminais. Não há informações sobre o estado de saúde deles. Um menor flagrado com pedras foi apreendido e encaminhado para a 25ª DP (Rocha). A polícia ainda não sabe se ele participou do ataque.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PM terá efetivo de 35 mil agentes durante final de semana das eleições

A Polícia Militar definiu, nesta quarta-feira (22), o esquema de segurança para o final de semana das eleições. Segundo a corporação, no domingo (26), dia de votação, serão 20.788 PMs dando segurança a 5.418 locais de votação. Do total do efetivo, 455 militares estarão à disposição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e 212 à disposição do Ministério Público (MP). O esquema terá início a partir das 13h de sexta-feira (24). Nesta semana, o comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, informou que as comunidades pacificadas vão receber 1.000 policiais a mais para o reforço na segurança. O aumento no efetivo policial foi motivado devido os recentes confrontos envolvendo criminosos e PMs em algumas comunidades pacificadas.

Acusados de matar líder das 'Mães de Acari' vão a júri popular

JORNAL DO BRASIL


O juiz Fábio Uchôa, titular da 1ª Vara Criminal do Rio, decidiu nesta quarta-feira, dia 22, submeter a julgamento pelo Tribunal do Júri sete acusados de participar do assassinato da diarista Edmea da Silva Euzébio, que liderava o grupo conhecido como "Mães de Acari", que nunca encontrou os corpos de 11 jovens sequestrados em 1990. Ela e Sheila da Conceição foram emboscadas e mortas a tiros, no estacionamento do metrô da Praça Onze, em 15 de janeiro de 1993. 
O crime, segundo a denúncia, teria sido ordenado pelo coronel reformado da PM e ex-deputado estadual Emir Campos Larangeira. Além dele, também são réus os PMs Eduardo José Rocha Creazola, o "Rambo", Arlindo Maginário Filho, Adilson Saraiva Hora, o "Tula" e Irapuã Ferreira; o ex-PM Pedro Flávio Costa e o servidor municipal Luiz Cláudio de Souza, o "Mamãe" ou "Badi". 
A denúncia aponta ainda a participação de uma oitava pessoa, o agente penitenciário Washington Luiz Ferreira dos Santos, cujo processo foi desmembrado do principal e está na fase de produção de provas. Edmea teria sido morta por ter conseguido novas informações que localizariam os adolescentes de Acari - um deles seu filho - sequestrados em sítio de Magé, na Baixada Fluminense. Segundo a denúncia do MP, os acusados integravam o grupo conhecido como "Cavalos Corredores", que agia sob as ordens do coronel Emir Larangeira, principalmente na década de 90, quando o oficial comandou o 9º BPM (Rocha Miranda). O caso, que chegou a ser arquivado, sofreu uma reviravolta em 2011, após o depoimento de uma nova testemunha. Ela contou que a reunião para matar Edmea teria ocorrido no gabinete do então deputado estadual Emir Larangeira, na Assembleia Legislativa (Alerj). A data de julgamento dos acuados somente será definida após o julgamento de possíveis recursos, sendo que todos poderão recorrer da decisão em liberdade. 
Entenda o caso A Chacina de Acari, como ficou conhecida, ocorreu no dia 26 de julho, quando 11 jovens, dentre eles sete menores, moradores da favela do Acari no Rio de Janeiro, foram retirados de um sítio em Suruí, bairro do município de Magé, onde passavam o dia, por um grupo que se identificava como sendo policiais. Os sequestradores queriam joias e dinheiro, e após supostamente negociarem a sua libertação por meio de um pagamento, os sequestradores levaram as vítimas para um local abandonado. Nem eles nem seus corpos até hoje foram encontrados. As mães dos desaparecidos começaram uma busca por seus filhos e por justiça, e ficaram conhecidas como as "Mães de Acari" (local onde a maioria dos sequestrados morava).

Motorista flagra traficante de fuzil descendo a Estrada da Garganta em Niterói


Um motorista filmou no domingo dois suspeitos de tráfico descendo de motocicleta a Estrada da Garganta, na Zona Sul de Niterói. Nas imagens é possível ver que o homem sentado na garupa ostenta um fuzil e passa em meio aos carros em plena luz do dia. 
A ação, segundo os moradores da região, é comum, inclusive com traficantes fortemente armados circulando em meio aos comércios na Rua Mário Viana, em Santa Rosa, uma das principais vias do bairro, e em outras vias próximas de comunidades dominadas por traficantes de drogas. O motorista que flagrou a ousadia, às 18h30, estava filmando a via quando se deparou com a dupla, que seguia sentido Santa Rosa. O motorista, que estava à sua frente, diminui a velocidade ao perceber a ultrapassagem dos homens armados, que entram na comunidade do Viradouro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Traficantes invadem piscina de vila olímpica e exibem fuzis

Um grupo de traficantes do Rio de Janeiro ostentou armas ao publicar fotos em uma rede social. O bando entrou na piscina da vila olímpica de Honório Gurgel, na zona norte do Rio, e exibiu três fuzis. Segundo a polícia, a foto foi tirada em uma segunda-feira, quando não havia ninguém no clube.

Cabo Daciolo busca diálogo com Pezão e Crivella para apresentar propostas de servidores

BERENICE SEARA
Dacilo, que se reuniu com categorias do funcionalismo público, vai tentar encontro com candidatos ao governo

Deputado federal eleito com quase 50 mil votos, Cabo Daciolo (PSOL) vai tentar se reunir com Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) até quinta-feira (23) desta semana para apresentar propostas para diversas categorias do funcionalismo público. Na sexta-feira (24), indicará uma posição para os servidores no segundo turno.
"Se a eleição fosse hoje, pregaríamos o voto nulo para o funcionalismo. Mas estamos abertos ao diálogo e vamos procurar os candidatos para apresentar as pautas para Saúde, Segurança, Educação...", afirmou Daciolo.
Na última sexta-feira (17), o deputado eleito organizou um encontro com mais de 500 representantes de diversas categorias para começar a organizar as propostas.
Embora as reivindicações sejam muitas, Daciolo afirmou que cada pauta será composta por três itens principais.
"Não queremos promessas. Queremos resultados efetivos".

domingo, 19 de outubro de 2014

Tiroteio no Morro São Carlos fere dois PMs

Policiais Militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São Carlos, no Centro do Rio, foram recebidos a tiros por marginais na localidade conhecida como Largo da Bica. Os PMs faziam um patrulhamento de rotina.
De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), o caso aconteceu por volta das 23h30 do último sábado (18). Os agentes revidaram aos tiros. Dois deles ficaram feridos na ação e foram encaminhados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.
Um soldado sofreu perfuração no abdômen e passou por uma cirurgia na madrugada deste domingo (19). Seu estado é considerado grave, porém estável. O segundo soldado, que foi atingido no ombro e na perna, passa bem e segue em observação.
A ocorrência foi registrada pela 17 ª DP (São Cristóvão). Hoje a Polícia Militar realiza buscas na comunidade com o objetivo de encontrar os envolvidos nesta ocorrência.

PMs da UPP da Vila Kennedy trocam tiros com bandidos 

Foto: Divulgação / Governo do Estado
Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, na Zona Oeste, foram recebidos a tiros durante um patrulhamento de rotina, na localidade conhecida como Metral. O tiroteio aconteceu por volta das 02h30 deste domingo (19). Os PMs revidaram e os bandidos conseguiram fugir. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que não houve registro de feridos. Os policiais realizam buscas na região para localizar os envolvidos na ação. A ocorrência foi registrada na 34ªDP (Bangu).

A cadeira de Deputado Federal é de todos nós!

REUNIÃO COM O CABO DACIOLO NA ABI 

Sargento reformado da PM é morto ao reagir a assalto

O sargento reformado da PM Ronaldo dos Santos Bustamante foi morto ao reagir a um assalto na Rua do Governo, em Realengo, na noite de sábado. Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da corporação, dois homens em uma moto roubaram o carro do militar e dispararam contra ele, que foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos. As investigações são da 33ª DP (Realengo).

Em Belford Roxo 
Um sargento da PM foi atingido por dois tiros de fuzil nas costas na manhã deste sábado após reagir a uma tentativa de assalto no viaduto da Bayer, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O sargento Rogério se deslocava com seu carro particular para o 39º BPM (Belford Roxo), onde iria trabalhar, quando foi abordado por dois bandidos — sendo uma mulher — e reagiu. O veículo do policial foi atingido por aproximadamente 20 tiros. O caso foi registrado como tentativa de assalto na 54ª DP (Belford Roxo).
Durante o confronto, o PM foi alvejado duas vezes por tiros de fuzil calibre 5.56 nas costas e recebeu os primeiros atendimentos no Hospital municipal de Belford Roxo (Hospital do Joca). Segundo a PM, ele foi transferido para o Hospital da Polícia Militar (HPM) onde está internado. Seu estado de saúde é estável.

sábado, 18 de outubro de 2014

Morre policial baleado na UPP Mangueira

Um polícial militar morreu e outro ficou baleado durante um confronto entre PMs e traficantes de drogas do morro da Mangueira, Zona Norte da cidade, na noite desta sexta-feira. O soldado Tiago Rosa Coelho da Silva foi baleado no abdômen e morreu no Hospital Quinta D'or, em São Cristóvão. O companheiro dele, o soldado Ricardo Rodrigues Chaves, ferido na perna, foi levado para o Hospital Central da PM, no bairro do Estácio, e passa bem.
Segundo informações do 4º BPM (São Cristóvão), o tiroteio começou na localidade do Buraco Quente, quando o soldado Chaves foi atingido. Coelho foi baleado quando participava do resgate do colega ferido. No começo da madrugada, com apoio de um Caveirão, policiais da Divisão de Homicídios realizaram a perícia no local onde os PMs foram baleados. Homens do Batalhão de Policiamento de Choque reforçaram a segurança na comunidade que está dividido por duas facções rivais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Imagem de filho de oficial da PM com maços de dinheiro é investigada


A suposta imagem do filho de um oficial da PM postada esta semana no Facebook com maços de dinheiro resultou em investigação na Corregedoria da Polícia Militar. No mesmo período, o oficial foi transferido do 41º BPM (Irajá) para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), a chamada ‘geladeira’ da PM, como foi publicado no Boletim Interno da corporação 188, no dia 13 deste mês. 
“Abrimos um procedimento para apurar o caso e verificar se a foto não é montagem. O oficial será chamado a prestar depoimento”, disse o corregedor da PM, Sidney Camargo. Ele explicou ainda que o policial terá que explicar a procedência do dinheiro. Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a exposição de um menor com dinheiro não configura um delito. “Porém, a conduta do pai do menor é reprovável”, afirmou o jurista.
Ele ressalta , no entanto, a exposição do menor. “Certamente o promotor do Ministério Público acionará a Vara da Infância e Juventude, e o pai será chamado a se explicar, pois expõe a imagem da criança. O juiz fará reprimendas que, em último caso, chegariam até a retirar do responsável a guarda do menor”, explicou. 
Outro problema que o oficial vai ter que enfrentar é a investigação na PM. “A corporação precisa investigar que dinheiro é esse em um inquérito administrativo, o que poderá resultar até em exclusão dos quadros da polícia”, avaliou Luiz Flávio.

Corporação abre inquéritos para investigar militares que desviam material médico-cirúrgico

A atuação de uma máfia em unidades hospitalares da Polícia Militar está sendo investigada pela corporação. O mote do grupo seria o desvio de próteses e material de rouparia. No Hospital da PM em Niterói, foram comprados 13.720 lençóis, mas em auditoria foi constatado o desaparecimento de 9.620 deles. A compra lícita, e que teve outros itens, custou um pouco mais de R$ 1 milhão. Três inquéritos policiais militares já foram abertos e até sexta-feira há previsão de mais três. A estimativa é de que o rombo ultrapasse a casa de R$ 10 milhões.
Em paralelo, a corrupção na área da Saúde é investigada também pela Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. O sinal de alerta para a PM foi dado com a identificação de fraude em um processo administrativo para a compra por R$ 4,2 milhões de 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico que não ia para o autoclave.
Como o blog ‘ Justiça e Cidadania ’ publicou com exclusividade na terça-feira, a PM pagou, mas não recebeu o produto que seria entregue no Hospital Central da PM (HCPM), no Rio. “Estamos trabalhando para dar uma resposta imediata, mas com responsabilidade”, afirmou o coronel Ricardo Pacheco, subchefe Administrativo do Estado-Maior.
Outra investigação foi aberta para apurar o desvio de stent — prótese implantada para abrir as artérias — no HCPM. Em uma inspeção, foi constatado que a corporação adquiriu lote de aparelhos por R$ 2,1 milhões. Mas 14 deles, avaliados em mais de R$ 100 mil, não foram localizados. “A descoberta da fraude no caso do ácido é apenas a ponta de um iceberg”, afirmou Pacheco.
De acordo com o oficial, estão sendo auditados todos os contratos de agosto do ano passado até agora. O objetivo é analisar os processos administrativos dos últimos cinco anos. O pagamento de todas as compras de material médico-hospitalar é feito pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). O fundo é bancado por militares que têm desconto de 10% do soldo e de mais 1% para cada dependente.
A contribuição não é obrigatória. É do fundo também que saem os recursos para toda a rede hospitalar. Na PM, na Subsecretaria de Inteligência e no Gaeco, pelo menos cinco oficiais foram ouvidos. “As informações colhidas na PM estão sendo repassadas à Promotoria que atua junto à Auditoria de Justiça Militar. Identificamos que há máfia atuando ainda no desvio de material”, explicou Pacheco.
 
Como funcionou a fraude da compra de ácido
Em 14 de janeiro, há ofício da compra de 75 mil litros de ácido peracético do Hospital Central da PM. O diretor da unidade, coronel Porto Carreiro, nega que tenha assinado o documento.
- Tramitação errada
Sem explicação, o pedido não passou pela Diretoria Geral de Saúde. Foi direto para o então gestor do Fuspom, que à época, era o coronel Décio Almeida. Antes de assumir o cargo, foi subdiretor do Hospital Central da PM.
- Notas fiscais
No caso da compra dos 75 mil litros de ácido peracético, há duas notas de recebimento do produto, embora não tenha sido entregue. Nelas, há erros graves de assinaturas. No dia 17 de março, duas militares teriam assinado a nota. Mas o número do RG não bate com os nomes das policiais. E mais: na nota do dia 31 de março, as assinaturas, que seriam das mesmos militares são completamente diferentes das que constam na nota do dia 17.
- PM não recebeu ácido
Apesar de ter pago R$ 4, 2 milhões, a PM garante que não recebeu o produto. O HCPM não tem sequer como armazenar 75 mil litros de ácido peracético. Para isso, seriam necessários cinco caminhões pipas ou 15 mil galões de cinco litros.
- Apuração
Há investigação na PM e também na Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e no Gaeco, do Ministério Público do estado.
Notas fiscais vão ser periciadas
O inquérito policial militar (IPM) que apura a fraude na compra de 75 mil litros de ácido peracético está guardado em um cofre no Quartel General da PM. A suspeita de falsificação de assinaturas no pedido de compra e de recebimento do produto nas notas ficais vai levar a uma perícia.
“Os exames são necessários e muito importantes”, explicou Ricardo Pacheco. A fraude foi descoberta quando o comando da PM substituiu o então gestor do Fuspom coronel Décio Almeida pelo tenente-coronel Castro Neto. Na terça-feira, o coronel Décio prestou depoimento ao responsável pelo IPM, coronel Wolney Dias, que está subordinado à Corregedoria da corporação.
“Quando o Castro Neto assumiu, identificou a fraude”, explicou Pacheco. A partir daí, as auditorias em outras unidades começaram. Os oficiais que atuam na comissão visitam os hospitais, munidos com os processos administrativos de compras, e checam se os produtos estão realmente nas unidades.
“É preciso entender que identificamos a fraude até agora em um processo administrativo, mas estamos também apurando desvios. São duas coisas diferentes. Vamos a fundo”, afirmou Pacheco. Os relatórios das inspeções contam com fotografias de almoxarifados, notas fiscais de recebimento dos materiais comprados e os contratos com as empresas fornecedoras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

20 policiais militares são acusados de receber propina em Campos


A Polícia Militar iniciou procedimentos para expulsar três oficiais e 17 praças que tiveram, nos últimos anos, passagem pelo posto de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, do Batalhão de Policia Rodoviária (BPRv). Eles foram alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM) conduzido pela Corregedoria Interna da corporação, cujo resultado foi publicado em boletim reservado na última segunda-feira. As investigações, que duraram cerca de dois anos, apontaram que o grupo recebia propina de diversas empresas de transportes que circulam pelo Norte do estado.
Entre os acusados, estão o major Celso Alexandre Tavares Rodrigues e os capitães Luiz Sérgio Alves Pinto e Marco Antônio Villar dos Passos, que comandaram, entre 2008 e 2013, a 4ª Companhia do BPRv, responsável por patrulhar rodovias estaduais de 21 municípios da região. Só pela área do posto 12, que divide prédio com a sede da 4ª Cia em Campos, onde o esquema tomou forma, passam mais de 200 quilômetros de vias públicas. Embora frise não haver evidências de que os três oficiais “eram beneficiários diretos das ilicitudes constatadas”, o IPM fala em “conduta omissiva” e conclui que citando uma “impossibilidade de que condutas típicas continuadas, perpetradas ao longo de anos, pudessem perdurar sem que houvesse anuência do comandante de companhia”.
Ainda de acordo com o IPM, o dinheiro proveniente da cobrança de propina era lavado através de uma empresa de vigilância de fachada, com endereço fictício na própria cidade de Campos, em nome das esposas do sargento Alessandro Gomes Rosário e do subtenente Cássio Marques, que também aparecem entre os envolvidos. A movimentação mensal da firma de segurança girava em torno dos R$ 150 mil, o que corresponderia a um faturamento de mais de R$ 10 milhões ao longo dos seis anos.
Segundo testemunhas, a firma de segurança, que não possui regularização em nenhum órgão público, chegava a prestar serviços para duas empresas de ônibus com sede em Campos — ambas, por sua vez, ficavam isentas de qualquer tipo de fiscalização ao operarem nas rodoviais estaduais. Em depoimento, a esposa do sargento Alessandro confirmou que o suposto endereço da empresa de segurança é inexistente e que apenas “emprestou seu nome” para o marido.

A quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça mostrou que o subtenente Marques, chefe do Posto 12 entre 2009 e 2012 (com um curto hiato em 2010), conversou via telefone 477 vezes com integrantes da administração de uma cooperativa de transporte e outras 184 com o gerente de uma empresa de engenharia responsável por várias obras na região. Segundo o IPM, fica claro que Marques “exigiu vantagem indevida de empresas”.
Também chamou a atenção dos investigadores a ausência de apreensão de veículos por longos períodos, sobretudo caminhões do tipo rodotrem, ou de outros automóveis que necessitam da Autorização Especial de Trânsito (AET) para circular. Um consórcio detentor de 50 caminhões, por exemplo, trafegou constantemente pela região sem a documentação durante o ano de 2011 — a situação só foi normalizada em outubro do ano seguinte —, mas não não sofreu com abordagens do BPRv.
A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima e foi conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM de Campos), que está submetida à Corregedoria Geral Interna. A conclusão do IPM solicita ainda a abertura de uma sindicância junto à Corregedoria Geral Unificada, órgão vinculado à Secretaria de Segurança (Seseg), para apurar a evolução patrimonial dos envolvidos.
Além dos três oficiais e dos maridos das proprietárias da empresa, também estão ligados ao esquema um cabo, outros cinco subtenentes e mais nove sargentos. Enquanto os praças passarão por um Conselho de Disciplina, os oficiais serão submetidos a Conselho de Justificação. Ambos os procedimentos, porém, podem culminar em expulsão.
Veja a lista completa dos policiais citados pelo boletim reservado da corporação:
- Major Celso Alexandre Tavares Rodrigues, atualmente lotado na Diretoria Geral de Ensino e Instrução (DGEI);
- Capitão Luiz Sérgio Alves Pinto, atualmente lotado no Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM);
- Capitão Marco Antônio Villar dos Passos, atualmente lotado no 32º BPM (Macaé);
- Subtenente Antônio Sérgio Gonçalves Ernesto, também lotado no 32º BPM (Macaé);
- Subtenente Luiz Mauricio Paes Parreto, também lotado no 32º BPM (Macaé);
- Sargento Sebastião Carlos Sant’Ana Quitete, também lotado no 32º BPM (Macaé);
- Subtenente Cássio Marques, ainda lotado no BPRv;
- Subtenente Ronald Ribeiro Matos, atualmente lotado no 8º BPM (Campos);
- Subtenente Nilo José Coelho Gomes, também lotado no 8º BPM (Campos);
- Subtenente Josemar Coelho Gomes, também lotado no 8º BPM (Campos);
- Sargento Gustavo Manhães Barros, também lotado no 8º BPM (Campos);
- Sargento Gilberto Rangel Martins, atualmente lotado na Policlínica da PM em Campos (PPM/Campos);
- Sargento Alessandro Gomes Rosário, atualmente lotado no 25º BPM (Cabo Frio);
- Sargento Gelson Correa, também lotado no 25º BPM (Cabo Frio);
- Sargento Maurício Sales Cicco, também lotado no 25º BPM (Cabo Frio);
- Sargento Wellington Luiz Ferreira Cruz, atualmente lotado no 29º BPM (Itaperuna);
- Sargento Rogério de Souza Silva; também lotado no 29º BPM (Itaperuna);
- Sargento Luciano Manhães Pereira, atualmente lotado no 36º BPM (Santo Antônio de Pádua);
- Sargento Júlio Cesar Barreto Moraes, também lotado no 36º BPM (Santo Antônio de Pádua);
- Cabo Fabrício Alves Pinheiro, também lotado no 36º BPM (Santo Antônio de Pádua).

Investigação aponta que rombo na rede de saúde da PM pode chegar a R$ 10 milhões

O desvio de verba em um megaesquema de corrupção na compra de material médico-hospitalar para unidades da Polícia Militar é avaliado em no mínimo R$ 10 milhões. A corporação instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM). Em paralelo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, também apura o rombo na área da saúde. Dez contratos estão sendo auditados.
A corporação adquiriu, por mais de R$ 4 milhões, 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico que não ia para o autoclave. O produto seria para o Hospital Central da Polícia Militar (HPM), no Estácio.
A unidade não tem nem lugar para armazenar a grande quantidade. Para isso, seria necessário a utilização de cinco carros pipas ou 15 mil galões de cinco litros. No entanto, parte ínfima do ácido foi recebido. Há ainda a informação de que a compra foi feita este ano. Gerências de Enfermagem de dois hospitais de grande porte, um da Zona Sul, e outro em Niterói, afirmam que o uso de ácido peracético é obsoleto.

Em nota oficial, a PM fez questão de ressaltar que a investigação começou na corporação com uma sindicância e que por haver indícios de crime foi aberto um IPM, na segunda-feira. O Inquérito está a cargo do coronel Wolney Dias, subordinado à Corregedoria da Polícia Militar. Há uma comissão que acompanha o caso. Porém, a Subsecretaria de Inteligência em parceria com o Gaeco apuram o caso em procedimento separado. Os maiores alvos são oficiais que atuaram no setores de compra e licitação, ligados à diretoria de logística.
Uma auditoria no Hospital da PM em Niterói apura rombo de mais de R$ 3 milhões na compra de medicamentos. A investigação aponta ainda para falsificação de assinaturas em documentos para efetuar compras. Serão convocados para prestar depoimento, por exemplo, ex-responsáveis pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom).
Em nota, a PM explicou que o Fuspom banca a compra de material médico-hospitalar, além de rouparia. Para isso, há desconto de 10% do soldo do militar e de mais 1% para cada dependente. A corporação informou que não recebe dinheiro do Sistema Único de Saúde e que a fiscalização é feita por comissão gestoras composta só de oficiais.
 
Unidades atendem a cerca de 250 mil
Pelo menos 250 mil pessoas — entre PMs ativos e inativos e seus dependentes — são atendidos pela rede de saúde da corporação. São dois hospitais, um no Rio, outro, em Niterói, além de policlínicas e centros especializados, como o de fisiatria. Segundo a PM, a prestação de contas é feita ao Tribunal de Contas do Estado.
A investigação do megaesquema de corrupção é mais um escândalo envolvendo oficiais. Semana passada, o ex-comandante do 17º BPM (Ilha) coronel Dayzer Corpas foi preso acusado de recebimento de propina de traficantes.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

OPERAÇÃO HERODES : Bombeiro, policiais civis e militares foram presos

A polícia faz operação para desarticular uma quadrilha que realizava abortos no Rio de Janeiro. Ao todo, são 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização apontada como a principal responsável pela prática de abortos no estado. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil no Rio de Janeiro, há registros de que a quadrilha desmantelada nesta terça-feira (14) realizava abortos em meninas de 13 anos de idade.
Entre os detidos na operação Herodes estão seis médicos, seis policiais civis, três policiais militares, um bombeiro, dois advogados e um sargento do Exército.
Veja a lista dos presos:
- Alexandre Vieira de Lima (policial civil)
- Cláudio Brandão Rodrigues (policial civil)
- Edilson dos Santos (policial civil)
- Sheila da Silva Pires (policial civil)
-  Walmir Alves Da Silva (policial civil)
- Francisco de Paula V. da Silva (policial civil)
- Letícia Queroz Xavier (militar do Corpo de Bombeiros)
- Paulo Roberto Nigri (PM)
- Armando Santos Marques (PM)
- Walter Apis Modesto (PM)

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/10/quadrilha-presa-fazia-aborto-em-meninas-de-13-anos-diz-policia-do-rio.html

Bombeiro é punido devido a entrevista concedida a TV RECORD

A punição de DEZ DIAS para o BM MESAC EFLAIN (presidente da ABMERJ) devido a entrevista concedida ao Programa Balanço Geral da TV RECORD, sobre o bombeiro militar que veio a óbito após a realização de um TAF. 
REPORTAGEM 20/08/2014
Bombeiro sofre infarto e morre em treinamento no centro do Rio

Um subtenente do Corpo de Bombeiros de 31 anos morreu na manhã desta quarta-feira (20) após cumprir parte do Teste de Aptidão Física da corporação, no Campo de Santana, no centro do Rio. A vítima, que teve a identidade preservada em respeito à família, sofreu um infarto e não resistiu.
O jovem passou mal logo após completar a prova de 2,4 km de corrida, que faz parte dos testes. O bombeiro precisava cumprir a distância em menos de 12 minutos. Ele foi atendido por uma ambulância que acompanhava o exame e morreu após dar entrada no posto médico do Quartel Central, em frente ao Campo de Santana.
O subtenente começou a passar mal antes de cumprir o restante do teste, que incluía uma série de 30 flexões de braço e 30 abdominais. Colegas da vítima se revoltaram com o fato de o bombeiro ter sido levado para o quartel, e não para o hospital Souza Aguiar, um dos principais centros de atendimento de emergências da cidade, que ficava no outro quarteirão.

PM é investigada por fraude em compras de hospitais

A suspeita de um novo megaesquema de corrupção na Polícia Militar está deixando os oficiais de cabelo em pé. Muitos militares já não conseguem dormir direito. Desta vez, o escândalo é na compra de material médico-hospitalar e roupas. Na semana passada, houve uma auditoria em um hospital da corporação em Niterói. Há informações de rombo de mais de R$ 3 milhões em licitação de medicamentos. A investigação aponta ainda para falsificação de assinaturas em documentos para efetuar compras. A inspeção em Niterói é só a ponta do iceberg. Há um processo administrativo no qual a corporação adquiriu, por mais de R$ 4 milhões, 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico que não pode ir para o autoclave. Os grandes hospitais no Rio usam no máximo dois mil litros ao ano. Oficiais prestaram depoimento e outros serão convocados.

CORRUPÇÃO NA PM 1
Houve troca-troca na Diretoria de Logística. O caso é tratado como nitroglicerina pura. Nas últimas duas semanas, a PM ficou atolada em investigações sobre oficiais feitas pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, e promotores do Gaeco, do Ministério Público.

CORRUPÇÃO NA PM 2
Gerências de Enfermagem de dois hospitais gerais de grande porte, um na Zona Sul do Rio e outro em Niterói, afirmam que o ácido perácetico é tratado como produto obsoleto. Na PM, há quem garanta que a compra foi de 75 mil litros, mas que a corporação só recebeu quantidade ínfima.

domingo, 12 de outubro de 2014

PM é morto a tiros em lanchonete da baixada


O soldado da Polícia Militar Márcio Coelho de Andrade, de 25 anos, foi morto com pelo menos cinco perfurações de tiros por volta das 23h15 deste sábado, em Olinda, Nilópolis, na Baixada Fluminense. De acordo com o 20º BPM (Mesquita), ele era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Camarista Méier, na Zona Norte do Rio.
Ainda de acordo com 20º BPM, Márcio entrou sozinho numa lanchonete, na Estrada Nilo Peçanha, quando homens que ocupavam um Logan prata acessaram o local para assaltar. Os criminosos teriam identificado Márcio, que estava sem farda, como policial e atirado contra o soldado. O caso segue com a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

sábado, 11 de outubro de 2014

Divulgado cartaz com fotos de criminosos ligados ao tráfico de drogas do Morro do Dendê


O Portal dos Procurados lançou neste sábado (11), um cartaz com as fotos de criminosos ligados ao tráfico de drogas que age Morro do Dendê, Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. A venda de drogas é comandada pelo traficante Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, também conhecido como LG ou Cebolinha ou Lopes ou Jony. O principal homem de confiança do criminoso é o gerente geral do morro, Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil. Na hierarquia do morro, Gil manda tanto quanto o Fernandinho.
O Morro do Dendê, também abriga bandidos oriundos de favelas que foram ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Em desfavor de Guarabu, existem em sua ficha criminal, 17 mandados de prisão e, 24 anotações criminais por quadrilha ou bando, tráfico de drogas, associação, homicídio, roubo, porte ilegal de armas. Existe uma recompensa de R$ 10 mil reais por informações que levem a sua captura.
Contra Gilberto Coelho, o Gil, existe 11 mandados de prisão e anotações por quadrilha ou bando, tráfico de drogas, associação, homicídio, roubo, porte ilegal de armas e uma recompensa de R$ 2 mil reais por sua captura. Outros criminosos da cúpula do tráfico no Dendê são Carlos Alberto Cambraia Júnior, o Metal e Maria Carina da Silva Coelho, a Perereca. Ele é o braço direito de Gil. Transita na favela vestido como um militar. Usa uma calça camuflada, colete à prova de balas, granadas, botas e luvas de combate. Sendo o armeiro, todo o material bélico, obrigatoriamente, tem que passar pelas suas mãos, que são inspecionados e, dado o ok para serem usados. Perereca subordinada ao traficante Guarabu se apresenta como irmã do chefe. Negocia armas e drogas e, é ela quem recebe as informações sobre futuras operações que ocorrem no Complexo. É ainda a responsável pela contabilidade do tráfico. Os dois possuem recompensas de R$ 1 mil reais.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

PM promoveu coronel um dia antes de ele ser preso

Mais 15 policiais do batalhão da Ilha são investigados por recebimento de mensalão do tráfico

A primeira etapa da investigação sobre o pagamento de um mensalão do tráfico de drogas a policiais do 17º BPM (Ilha do Governador) levou ontem à cadeia o coronel Dayzer Corpas, ex-comandante da unidade, e outros 15 militares. Promovido pelo comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro, um dia antes da operação Ave de Rapina, Corpas foi flagrado numa ação que extorquiu R$ 300 mil de traficantes de Senador Camará, em março.
Na nova função de subchefe do Comando de Policiamento Especializado (CPE), que ocuparia a partir de ontem, o oficial manteria a gratificação de R$ 5 mil, além do salário de mais de R$ 30 mil brutos. E ganharia mais poder por assumir cargo estratégico, com seis unidades especializadas vinculadas ao CPE.
Investigado há seis meses pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Corpas é acusado de ter recebido R$ 40 mil de propina para liberar os traficantes Atileno Marques da Silva, o Palermo, e Rogério Vale Mendonça, o Belo. Mas, em nota, o comando da PM nega que a mudança de função do oficial tenha sido uma promoção.

Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a desarticulação de mais um esquema fraudulento que envolve PMs não põe em xeque o cargo de Castro. “Estamos acompanhando os casos com a auditoria da PM e Ministério Público. Este tipo de critério valoriza as investigações”, afirmou ele, acrescentando: “Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”.
Em junho de 2013, o comando da PM concedeu ao coronel Corpas a Medalha Dom João VI. A mesma comenda foi dada ao coronel Alexandre Fontenelle — preso com outros 26 militares, por comandar esquema de propina no 14º BPM (Bangu). Enquanto a investigação estava em curso, ele foi promovido a chefe do Comando de Operações Especiais (COE).
“Os critérios do comandante da PM para promoções e nomeações de oficiais devem ser revistos com urgência”, avaliou Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, promotor da Auditoria de Justiça Militar.

Agentes acham R$ 14 mil na casa do coronel
Para prender os 16 policiais — entre eles dois oficiais — no Rio e na Baixada Fluminense, agentes se reuniram no fim da madrugada na Central do Brasil, sede da Secretaria de Segurança Pública. Logo cedo, o coronel Dayzer Corpas foi preso em casa, na Ilha do Governador. Com ele foram encontrados R$ 14 mil, além de joias, notas fiscais, material de contabilidade do grupo e computador.
O tenente Vitor Mendes Encarnação, chefe do Serviço de Inteligência do batalhão da Ilha, foi preso no edifício de classe média onde mora, em Brás de Pina. Todos responderão por extorsão mediante sequestro e roubo majorado (quando há a colaboração de duas ou mais pessoas), na Auditoria de Justiça Militar.
Na denúncia dos promotores do Gaeco, a relação dos policiais com traficantes, comandados por Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, da facção Terceiro Comando Puro (TCP), é tratada como como ‘promíscua’. Ela incluía a revenda de armamentos de criminosos apreendidos em operações.

Vídeo:  PMs cobram R$ 300 mil pela liberdade de traficantes
 

No esquema, segundo a investigação,ficou comprovado o recebimento de R$ 440 mil — R$ 300 mil para libertação de dois traficantes e R$ 140 mil pela venda de três fuzis. A partir das investigações, a Subsecretaria de Inteligência apurou o pagamento mensal de propina à alta cúpula do 17º BPM.
“O tráfico podia agir livremente, com a exploração de transporte clandestino, operada sob ‘vista larga’ dos PMs”, explicou o subsecretário de Inteligência Fábio Galvão. Guarabu é o chefe do tráfico no Complexo do Dendê. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 10 mil por informações pelo seu paradeiro.
MP: ‘balcão de negócios’
Para o Ministério Público, a arrecadação de propina transformou o 17º BPM (Ilha) num “balcão de negócios”, que possui “fortes vínculos com o tráfico”, como diz trecho da denúncia. Além da venda do armamento ao traficante Guarabu e do recebimento de propina em troca da liberdade de criminosos, o documento não descarta a associação dos PMs ao tráfico, já que o batalhão pouco combatia esse crime na região.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que nos oito primeiros meses de 2013, por exemplo, somente 39 armas foram apreendidas pelos PMs. Em julho daquele ano, houve apenas um registro de arma apresentado. De janeiro a agosto deste ano, o número de apreensões de armas foi de 54.
O coronel Corpas, conhecido entre a tropa como ‘Cabelo de Boneca’, assumiu o batalhão em janeiro de 2013. Segundo o MP, ele entrou em contato imediatamente com o tenente Vítor Mendes ao saber da abordagem ao Ecosport cheio de traficantes. Homem de confiança do comandante, Vítor foi pessoalmente ao local e assumiu a ‘ocorrência’, determinando o que cada policial deveria fazer.
Os documentos e computadores apreendidos com os policiais serão periciados, já que na denúncia do MP consta a existência de provas documentais, imagens e áudios que demonstram que o coronel Corpas receberia ainda propina do transporte alternativo da Ilha.
Compras na loja de sua mulher
O coronel Dayzer Corpas deve responder também por improbidade administrativa. Segundo as investigações, o oficial comprava materiais de construção para o 17º BPM na loja Plaza Ferragens, que pertence à mulher e ao cunhado.
Foram apreendidas notas fiscais de compras com valores entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil. “É um fato interessante nas investigações, já que ele comprava material para obras do batalhão na loja da esposa dele e do cunhado”, afirmou o subsecretário de Inteligência Fábio Galvão.
O padrão de vida de Corpas atrapalhou a operação. A ação foi adiada porque o oficial viajou para os Estados Unidos com a família no mês passado. Não seria encontrado em casa.
Chefes do tráfico resolveram ‘castigar’ comparsa
A falsa operação dos policiais do 17º BPM para prender traficantes, em março, foi feita a partir de aviso do traficante Guarabu, chefe do pó no Dendê há mais de 10 anos. Em acordo com Marcelo Santos das Dores, o Menor P, ‘dono’ da maioria das favelas da Maré, a dupla resolveu ‘castigar’ o então aliado Gil Pinheiro dos Santos. Isso porque o bandido de Senador Camará discordou dos comparsas em uma reunião feita entre eles no Dendê horas antes.
Quando Gil retornava para Senador Camara com seu bando, Guarabu e Menor P deram a informação aos PMs, que foram até a Estrada do Galeão, mas acharam apenas a EcoSport vermelha com cinco traficantes, armas, granadas e munição. Toda a ação foi filmada por câmeras da Base Aérea do Galeão e requisitadas pelo Gaeco. Mas, o comando da unidade da Aeronáutica, entregou o material a Corpas, que abriu investigação para punir somente os praças. Isso fez com que um dos PMs delatasse todo o esquema ao MP. Os promotores vão oficiar a Aeronáutica para que seja aberta uma investigação.
Na falsa ação, os bandidos Belo e Palermo ficaram em cativeiro com os PMs até que uma advogada saísse da Zona Oeste com R$ 300 mil para livrá-los. As joias dos bandidos ficaram com os PMs, que ainda venderam três fuzis de Gil a Guarabu por R$ 140 mil.
Os demais traficantes e armas foram apresentados na 37ª DP (Ilha). Os PMs ainda deram entrevista pelo caso e foram elogiados pelo coronel Corpas.

CABO BM DACIOLO E CABO PM WAGNER LUÍS CONVIDAM PARA REUNIÃO



Dia 17/10/2014 haverá uma grande reunião de Policiais e Bombeiros na ABI (Rua  Araújo Porto Alegre, 71 – Centro/RJ), às 18:00 horas. Sua presença é importante,  pois decidiremos os próximos passos a serem dados pela tão sonhada dignidade, principalmente em razão da nossa escala.

Coronéis e sargentos da Polícia Militar que tentaram um cargo legislativo não conseguiram o apoio da tropa nas urnas.



 Cel  Dambrosio ( PSDC) 16.513 votos
A melhor votação


 Cel  Erir Ribeiro Costa Filho (PSL) 8.749 votos.


 Sargento Alves (PRTB)  565 votos

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Policiais militares do Batalhão da Ilha são presos acusados de extorsão

Agentes da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Segurança realizam na manhã desta quinta-feira a Operação Ave de Rapina. O objetivo é cumprir 16 mandados de prisão contra policiais militares do 17ºBPM (Ilha do Governador), entre eles dois oficiais, além de 32 de busca e apreensão. A ação é realizada com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Polícia Civil e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE).
O ex-comandante do 17ºBPM, tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel, e o chefe da Segunda Seção (P-2) do batalhão, 1° tenente Vítor Mendes da Encarnação, já foram presos nesta quinta. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e serão afastados de suas funções por ordem judicial. A cúpula da PM decidiu trocar o comando de diversos batalhões e Dayzer Corpas havia deixado o da Ilha sendo substituído por Wagner Guerci Nunes.
Segundo as investigações, os PMs mantinham relações com diversos traficantes, especialmente com Fernando Gomes de Freitas, conhecido como Fernandinho Guarabu. De acordo com o SSINTE, no dia 16 de março deste ano, policiais do 17ºBPM realizaram uma abordagem num veículo com cinco criminosos. Com eles foram localizados quatro fuzis, 18 granadas, três pistolas, oito carregadores e munição. Também foram subtraídos cordões de ouro e relógios. A ação dos PMs foi flagrada por uma câmera de segurança no local da ocorrência.
Porém, os PMs apresentaram somente três dos cinco traficantes. Os outros dois foram levados para o bairro Itacolomi, ainda na Ilha do Governador, onde ocorreu a sequência da negociação. O resgate deles foi negociado com uma advogada e foram liberados após sete horas, após o pagamento

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Mais um PM é baleado em área pacificada

 Um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, zona norte do Rio, foi baleado na cabeça, no início da tarde de hoje (6). O PM foi levado para o Hospital Naval Marcílio Dias em estado grave. Ele foi atingido quando fazia patrulhamento de rotina na localidade conhecida como Gambá.
Policiais de outras unidades foram deslocados para tentar prender o autor do disparo. O crime aconteceu quando a UPP completa exatamente um ano, tendo sido instalada no dia 6 de outubro de 2013. A região tem 12 comunidades e cerca de 15 mil habitantes.
Os confrontos entre criminosos e policiais militares têm sido frequentes nos últimos meses, com a morte de traficantes, PMs e também moradores, atingidos em meio ao fogo cruzado. O nome do policial baleado ainda não foi divulgado.

Estado é condenado a pagar R$ 240 mil a família de PM morto em serviço

Decisão foi da 5ª Câmara Cível que entendeu que Estado foi omisso ao não fornecer coletes de proteção, blindagem da cabine onde policial estava, além de efetivo insuficiente

O Estado do Rio de Janeiro foi condenado, neste domingo, pela 5ª Câmara Cível a pagar uma indenização no valor de R$ 240 mil à família do segundo-sargento da PM Ulisses Alves Correia Filho, morto a tiros em 2010, num ataque a uma cabine da polícia na Avenida Antônio Sebastião Santana, em Mariopolis, Zona Norte do Rio.
A desembargadora Cristina Tereza Gaulia entendeu que o Estado do Rio foi omisso ao não fornecer coletes de proteção e a blindagem da cabine. Além disso, apenas dois militares estavam escalados para o serviço naquele dia, enquanto que o correto seria ter três PMs na cabine.
Ulisses foi morto em 26 de maio de 2010, por volta das 11h10, atingido por disparos de três bandidos que passaram no local dentro de um carro roubado. O policial militar chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ricardo de Albuquerque, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.