sábado, 17 de janeiro de 2015

Máfia da Saúde: 11 envolvidos em esquema são oficiais

JORNAL O DIA


Onze oficiais foram responsabilizados em Inquérito Policial Militar (IPM) por envolvimento com a Máfia da Saúde. Foram identificadas irregularidades na compra de itens para o Hospital da Polícia Militar de Niterói (HPM/Nit), como a de 13.720 lençóis comprados, mas foi constatado o desaparecimento de 9.620 peças. Do investimento de pouco mais de R$ 2 milhões, o prejuízo foi de R$ 1,6 milhão. 
Esse foi o primeiro IPM concluído. Há outros seis em andamento na corporação. A investigação apontou que o ex-chefe do Estado-Maior Administrativo, coronel Ricardo Pacheco; o ex-chefe da Diretoria Geral de Administração e Finanças, coronel Kleber dos Santos Martins; o ex-gestor do Fundo de Saúde da PM (Fuspom), coronel Décio Almeida da Silva; o ex-diretor do HPM/Nit, coronel Sérgio Sardinha; além de outros sete oficiais, cometeram crime militar. A conclusão será encaminhada ao Ministério Público que atua junto à Auditoria de Justiça Militar.
O grupo será ainda submetido a Procedimento Administrativo Disciplinar, que pode resultar na expulsão. A conclusão do inquérito será publicada hoje no Boletim Interno. “Vamos reformular o controle e gestão do Fuspom. Agora, estamos vendo a parte correcional”, disse o chefe do Estado-Maior, coronel Robson Rodrigues. O sinal de alerta foi dado com a identificação de fraude na compra, por R$ 4,4 milhões, de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital Central da PM. O líquido seria usado para esterilizar material cirúrgico que não ia para o equipamento chamado autoclave. A coluna ‘Justiça e Cidadania’ publicou com exclusividade em outubro que o produto não foi entregue. 

Fraude pode ter sido de R$20 milhões 
O pagamento de todas as compras de material médico-hospitalar é feito pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). O fundo é bancado por militares que têm desconto de 10% do soldo e de mais 1% para cada dependente, o que gera receita anual de R$ 115 milhões. A contribuição não é obrigatória. É do fundo também que saem os recursos para toda a rede hospitalar. São beneficiados mais de 230 mil, entre PMs da ativa, inativos e familiares. Em paralelo, a corrupção na área da Saúde é investigada também pela Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. 
A estimativa é de que as fraudes e desvios de material cheguem a quase R$ 20 milhões. Durante as auditorias foram constatados o desaparecimento de aparelhos de ar-condicionado, lençóis e até o desvio de stent — prótese implantada para abrir as artérias — no HCPM. Em uma inspeção, foi identificado que a corporação adquiriu lote de aparelhos por R$ 2,1 milhões. Mas 14 deles, avaliados em mais de R$ 100 mil, não foram localizados. Quatro analistas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão passando pente-fino nos contratos da PM na saúde feitos nos últimos cinco anos. A inspeção especial foi determinada pelo presidente da Corte, Jonas Lopes. As empresas fornecedoras também estão sendo investigadas.

3 comentários:

  1. o que parecia ser materia só de SUS aconteceu na pm isso com dinheiro do policial atravez do desconto no contra cheque eu sinceramente espero que todos sejam efetivamente excluidos ,pois, são LADRÕES LITERALMENTE, até porque o cel pacheco e cel decio são policiais da mesma turma rg 36000- portanto estavam mancomunados na roubalheira e os demais tambem tiveram participação ATIVA nos desvios. É AGORA OU NUNCA

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  2. errado meu amigo.o décio é 49 mil...

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  3. Esse coronel Kleber dos santos martins foi cmt da minha companhia no cfap em 1990,ele era tenente e adorava meter o dedo na nossa cara e dizia( se vocês pensam que vão roubar) estão muito enganados.............também dizia: A pm não precisa de vocês,um bosta,arrogante e metido a besta,pelo jeito,a casa caiu!

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