quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ministério Público diz que policial teve a intenção de matar Haíssa

JORNAL EXTRA
A 9ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal do Ministério Público (MP) concluiu que os 10 tiros de fuzil disparados pelo soldado Márcio José Watterlor Alves, de 32 anos, contra o carro onde estava a atendente de telemarketing Haíssa Vargas Motta, 22, apontam a intenção de matar. Ele vai ser denunciado nesta terça-feira pelo crime de homicídio doloso contra a moça, que foi atingida nas costas por um dos disparos. O crime ocorreu há cinco meses, durante perseguição desastrada ao Hyundai HB20, ocupado pela vítima e três amigos em Nilópolis, na Baixada Fluminense. 
Da janela de uma viatura do 41º BPM (Irajá), Márcio, que confessou ter confundido o automóvel com carro de bandidos, atirou antes de dar ordem para o motorista do veículo parar. O caso foi divulgado pela revista Veja.
Ele e o cabo Delviro Anderson Moreira Ferreira, que dirigia a viatura, podem ser expulsos da corporação. Nesta terça-feira a PM conclui o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto para investigar a conduta dos agentes no caso.

11 comentários:

  1. Isso é óbvio. Não precisa ser especialista ou ter um canudo de Direito para saber que ela atirou para matar.

    Ou será que ele atirou 10 vezes contra a pessoa para intimidar, assustar, para pegar de raspão?

    Lamentável. Mais um policial sem preparo algum que suja a imagem de toda a guarnição.

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    1. A culpa é do Governador. Quem paga mal, acaba selecionando mal. O Governo do Estado do Rio de Janeiro não seleciona bem os candidatos porque paga mal os PMs. Se os salários da tropa fossem dignos, o Poder Executivo Estadual poderia realizar um concurso de nível superior completo para Soldado PM (CFSd) e exigir o Bacharelado em Direito nos concursos para Oficial PM (CFO ou QOA).

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    2. RAS: GOVERNO PEZÃO ESTÁ DANDO CALOTE NOS POLICIAIS MILITARES

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    3. Coloque uma farda e depois veja onde fica o preparo, assim como ele foi culpado quem estava guiando o carro e não obedeceu a ordem de parada também foi, pois assumiu o risco quando não parou, ambos deveriam ser julgados...

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    4. A sociedade brasileira está despreparada!

      Em que país do mundo alguém desobedece a Polícia? Só no Brasil!

      Aqui as pessoas acham que podem desrespeitar ou desconsiderar o Policial...

      Os "especialistas" só sabem falar, deveriam colocar a farda para mostrar como se faz.

      Falar é fácil, julgar também, difícil é exercer a função do Policial Militar!

      Milhões de médicos, dentistas, advogados e engenheiros erram e ninguém os critica...

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    5. Como que não criticam as outras profissões? Todo dia ouço: " Fui ao médico, mas ele nem olhou para minha cara". Esses dias no fantástico estavam falando dos advogados.

      Ocorre que o PM (muitos, nem todos, não pode generalizar) dá impressão que erram mais, pois são menos preparados, muitas vezes menos estudados, mais humildes, etc....

      Sei lá, tem um jeito um pouco marrento e se errar com uma arma de fogo, com certeza vai ser mais falado, pois tirando a vida de alguém, mandando alguém para o hospital, ou dando um tapa em alguém por pura maldade, com certeza vai ser mais falado, notícia ora!

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  2. ELE NÃO ATIROU PARA MATAR, ELE ATIROU CONTRA OS PNEUS, SÓ QUE COM A VIATURA EM MOVIMENTO, NÃO TEM COMO FAZER UMA MIRA PRECISA. MAS SE FOSSE UM BANDIDO, DUVIDO QUE SERIA TRATADO COM TANTA INTOLERANCIA, POIS ESSE POLICIAL ERROU, POR NÃO TER PREPARO, MAS TENTANDO ACERTAR, E OS BANDIDOS, QUE MATAM SIMPLESMENTE POR MATAR, E QUE VIVEM SOMENTE PARA FAZER O MAU, ESSES TEM MILHÕES DE DEFENÇORES, E A SOCIEDADE É TOLERANTE COM ESSES MARGINAIS, E O POLICIAL, QUE ARRISCA A VIDA TODOS OS DIAS, EM PROU DA SOCIEDADE, QUANDO ERRA, É TRATADO PIÓR DOQUE UM MARGINAL.

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    1. Não escreva tudo em maiúscula.

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  3. Diante de tamanha tragédia é natural toda indignação e revolta das pessoas exigindo o sangue dos policiais envolvidos nesses crime. Sugiro que leiam MISSÃO PREVENIR E PROTEGER: CONDIÇÕES DE VIDA TRABALHO E SAÚDE DOS POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO, editora FIOCRUZ. Este livro é fruto de um estudo de aproximadamente dois anos nos batalhões da PMERJ onde constatou-se que a tropa está doente. Grande parte dos PMs hoje sofre de doenças laborais, estão em estado de alerta patológico pois ao se envolverem em ocorrências com mortes ou troca de tiros não são afastados das ruas para passarem por uma avaliação psicológica. O estado hoje, com sua política de segurança pública falida reproduz verdadeiros cães de guerra, doentes. Muitos estão se drogando, são alcoólatras, hipertensos e outros. Recentemente na ESPM ( Escola Superior da Polícia Militar) foi realizado um seminário organizado pela ONG Viva Rio com o tema drogas e a segurança pública e um dos eixos temáticos era justamente o problema dentro da corporação e chegou-se a conclusões aterradoras. Infelizmente vivemos em um país subdesenvolvido com um povo também no mesmo patamar porque em um país sério, como na Inglaterra o judiciário condenaria era o chefe da instituição ou então o governador pois se eles sabem que a tropa está doente e ainda assim os jogam nas ruas com armamento de guerra nas mãos então os criminosos são eles. Na Inglaterra os policiais acusados de matarem o brasileiro Jean Charles na estação de metrô foram absolvidos mas o chefe da Escotland Yard foi condenado. Naquele dia Londres passara por um atentado em seu aeroporto causando grande aflição e estado de alerta vermelho na cidade, devido a isso o juiz considerou o fator estres no cenário do crime e o fato de os mesmos não terem passado por uma avaliação psicológica periódica para poderem ser julgados de forma justa. Se continuarmos com este pensamento pequeno de atacar somente os efeitos e não as causas mais mortes como essas irão acontecer. Nenhuma instrução ou penas rigorosas poderão surtir efeito nesses homens doentes com cargas horárias de mais de 60h semanais com todos os agravantes insalubres, serão como sementes em rochas.

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  4. O vídeo conseguido pela Revista VEJA, que mostra Policiais Militares efetuando disparos em uma perseguição a um carro que desobedeceu ordem de parada da guarnição é reflexo de uma TRAGÉDIA ANUNCIADA.

    Lamentavelmente, quando os gestores da segurança colocam pessoas ligadas à área Operacional para comandar a PMERJ, sinaliza para a “tropa" que o Estado está entrando em guerra contra as facções criminais que estão executando Policiais Militares nas ruas da cidade.

    O resultado não pode ser outro, senão a produção de acidentes e incidentes de trabalho como esse, vitimando cidadãos inocentes e jovens policiais que têm suas carreiras interrompidas em razão da responsabilização penal de seus atos.

    Os PMs estão sendo caçados nas ruas? Sim, isso é um fato estatístico que não pode ser negado.

    E os políticos e gestores públicos, ao que parece, se interessam apenas pelos RESULTADOS POSITIVOS, pelas ações EXITOSAS das suas polícias, assumindo como suas as realizações e esforços de terceiros.

    Porém, quando o despreparo, o açodamento, a falta de comando, produz resultados dantescos e inapropriados, estes mesmos políticos e gestores se apressam em ir à TV e aos Jornais para dizer que vão "PUNIR EXEMPLARMENTE" os agentes que falharam.

    Assim, garantem que o povo, o populacho, a plebe ignara, continue acreditando em "SALVADORES DA PÁTRIA" importados de outras instituições e estados, sem fazer uma análise precisa da conjuntura, sem aprofundar o debate sobre QUE POLICIA DESEJAMOS TER.

    Estamos em guerra? Sim!

    A “pista está quente” para os Agentes da Lei? Sim! Policial que der mole nas ruas morrerá nas mãos dos bandidos.

    As Leis e as penas são suficientes para fazer cessar a matança? Não, o problema é que as penas são insignificantes, ou seja, muito brandas!

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  5. É VISIVEL, A DIFERENÇA ENTRE AS OPERAÇOES REALIZADAS NO RIO E EM SÃO PAULO, AQUÍ NO RIO O PATRULHEIRO, TEM QUE SE VIRAR PARA CONSEGUIR EFETUAR UMA PRISÃO, E É COBRADO POR ISSO, EM SÃO PAULO SÃO VÁRIAS PATRULHAS, E AINDA TEM UM ELICOPTERO DANDO APOIO AÉRIO NAS ABORDAGENS, ISSO DEVERIA SER IMPREMENTADO TAMBÉM NO RIO E PRECIZARIA TRIPLICAR NO MÍNIMO O NÚMERO DE PATRULHAS, PARA QUE SE PUDESSE TRABALHAR CERTO, FAZER O CERCO AO INVÉS DE PERSEGUIR, ASSIM COMO NO INCIDENTE MOSTRADO, MAS SE ISSO NÃO MUDAR, ESSA REALIDADE DIFÍCIOMENTE MUDARA, POR TANTO NÃO BASTA PUNIR ESSES POLICIAIS, O PROBLEMA É MUITO MAIS DE GESTÃO DO QUE DE OPERAÇÃO PROPRIAMENTE DITO, É NECESSÁRIO SE VALORIZAR O SERVIÇO DE PATRULHA, POIS É SEM DÚVIDA A PONTE ENTRE A PM E O CIDADÃO.

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