quarta-feira, 6 de maio de 2015

Condenados a 89 anos, líderes do Comando Vermelho foram soltos para visitar parentes e nunca voltaram para penitenciária

Ricardo Chaves de Castro Lima e Claudio José de Souza Fontarigo, respectivamente o  da Mineira e Claudinho da Mineira, já foram presos e condenados a penas que chegam a 89 anos de detenção. Após receberem da Justiça o benefício de visitar familiares, ambos saíram e nunca mais voltaram ao sistema carcerário.


Claudinho e Fú da Mineira receberam benefício do regime semiaberto em 2011, quando estavam no sistema penitenciário federal. O Ministério Público e a Secretaria de Segurança do Rio conseguiram evitar que eles saíssem da cadeia e que, sobretudo, fossem trazidos de volta ao estado até agosto de 2013.

Porém, naquele mês, o juiz da vara de Execuções Penais de Rondônia, Acir Teixeira Grécia, autorizou os dois a visitarem familiares e eles fugiram. Três dias antes de serem dados como foragidos, no dia 20 de agosto, foram filmados pelo circuito de câmeras de um shopping em Porto Velho, capital do estado, e a Polícia Federal deu alerta para a possibilidade de fuga.

Depois de voltarem ao Rio, Claudinho e Fú já se envolveram em crimes na área do Lins de Vasconcelos e agora na região do Chapadão, onde dão as cartas, segundo a polícia.

Claudinho é especialista em sequestro

Na década de 90, Claudinho da Mineira era um dos maiores sequestradores do país. Entre suas ações está o sequestro do empresário Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira Filho, em 1995. O bandido é acusado ainda de participação na rebelião em Bangu 1, em 2002, quando foram mortos quatro detentos.

Seguindo a lógica da antiga atividade, segundo investigações da Polícia Civil, entre 26 de fevereiro de 4 de março, três pessoas foram sequestradas e levadas para a região do conjunto de favelas do Chapadão.

A primeira vítima foi uma médica, atacada no Shopping da Gávea. Uma semana depois, um advogado foi feito refém na Barra da Tijuca e um empresário caiu nas mãos dos bandidos em Vila Valqueire. As vítimas foram soltas depois de serem extorquidas.

12 comentários:

  1. Engraçado é que o juiz nao responde por nada em relação a isso, mesma coisa foi o orelha.

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    1. Os direitos são para todos, incluindo os chefes.

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  2. somente uma intervenção militar, para salvar a nossa nação.

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  3. MIKE, MIKE . . .6 de maio de 2015 17:50

    Eles são deuses, é por isso que eles fazem o que querem, e com certeza a bem da prata!!!

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  4. Que país maravilhoso! No Brasil o crime compensa, e compensa muito.
    Enquanto isso a PMERJ abraça tudo. É só ver as medidas tomadas pelos Ilustres Oficiais da Corporação, ao determinar que policiais militares do serviço reservado permaneçam no centro do Rio a paisana com o fito de flagrar crimes cometidos por menores infratores, quando todos nós sabemos que isso não é atribuição da Instituição e sim da PCERJ.
    É por essas e outras que via de regras vemos PMs tomando mediadas que usurpam suas funções no atendimento de ocorrências. O profissional se acostuma a fazer o serviço dos outros, quando no curso da ocorrência nada de greve acontece, segue normalmente, quando algo dá errado... todos já sabem o final da história.
    Praças da PMERJ, façamos só o que nos compete, nada mais, não compensa!

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  5. Realmente quando é polícia,não tem beneficio algum, infelizmente os policiais tem que parar de prender, deixar o couro comer!

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  6. Nao seria mais facil pegar esses (parentes),e levar para visitar essas berraçoes dessa nossa sociedade hipocrita,porra gostaria de saber o que passa na cabeça de uma minoria de juizes desembargadores desse Brasil,acorda povao,ninguem nasce sabendo ler,ninguem

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  7. a maleta de dindin e alta,mas quem julga juiz,e outro juiz,nunca irao punir seus colegas de profissao,se nao estarao se enforcando com a propria corda,esse paiz nao e nada serio mesmo.tolo e quem pensa que eles sao honestos td fdp.

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  8. Um bandido condenado a 89 anos, líder de facção criminosa, sendo solto para visitar parentes, vai voltar para a penitenciária? Claro que não, nunca voltará! Esses criminosos não poderiam jamais sair do sistema carcerário...

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  9. É por isso que existe aquele ditado "A POLÍCIA PRENDE E A JUSTIÇA SOLTA"!

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  10. O VENCIMENTO DO SOLDADO DA PMERJ ESTÁ ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO NECESSÁRIO DIVULGADO PELO DIEESE (R$ 3.186,92), CONTRARIANDO O INCISO IV DO ARTIGO 7º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (NOSSA CARTA MAGNA).

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  11. Poder de compra dos brasileiros fica ainda menor, na contramão de países emergentes

    Números de 2014 mostram que queda nos preços das mercadorias exportadas pelo país e a falta de reforma na economia reduziu renda média.


    Levantamento divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira mostra que o poder de compra do brasileiro encolheu 0,5 ponto percentual no último ano em comparação com 2013. Fatores como o fim do ciclo de elevação dos preços de produtos exportados pelo Brasil e a ausência de reformas na economia contribuíram para o resultado negativo, o que coloca o país no sentido contrário ao de outros emergentes, como Taiwan, Coreia do Sul, Chile e Uruguai, que viram nos últimos anos a renda de sua população aumentar.

    O estudo foi feito com base no cálculo da Paridade de Poder de Compra (PPC), que equipara a capacidade de adquirir bens da população entre diferentes países, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em abril. A renda americana é usada como referência para as comparações. Deste modo, a renda per capita do brasileiro foi de 29,5% da do americano no ano passado. Em 2013, 2012 e 2011, o índice estava estacionado no nível de 30%.

    O desenvolvimento é alcançado por um país quando a sua renda média se aproxima da de países ricos. O poder de compra dos chilenos, por exemplo, é de 42,1%, e dos uruguaios, de 37,7%, da fatia da renda média dos americanos.

    A evolução do Brasil para um país de renda média ganhou força nas décadas de 1950 e 1970, na época da industrialização e urbanização. Em 1980, a renda per capita brasileira medida em PPC foi de 38% da americana. "O crescimento inicial é mais fácil. Você consegue evoluir acumulando capital. Mas, depois, o retorno sobre esse capital decresce e outras fontes são necessárias", avaliou Filipe Campante, professor de políticas públicas da universidade de Harvard.

    Economistas ouvidos pelo jornal afirmaram que, para o país retomar o ritmo de crescimento, é preciso adotar uma série de medidas na economia que valorizem o avanço nas áreas de tecnologia e capital humano. "Nesses quesitos, o Brasil e parte da América Latina pararam no tempo", disse Otaviano Canuto, consultor do Banco Mundial.

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