sábado, 10 de outubro de 2015

Beltrame é réu em escândalo de viaturas superfaturadas

Secretário de Segurança assinou contratos em que Estado pagou 3.300 reais por mês pela manutenção de cada carro da PM. MP pede a devolução de quase 135 milhões aos cofres públicos


Há quase nove anos no comando da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame vive uma espécie de inferno astral à frente do cargo. Antes aplaudido em restaurantes e escolhido como personalidade do ano - em especial após a tomada do Complexo do Alemão, em novembro de 2010 - o delegado federal começa a ver seu trabalho contestado nas redes sociais e tem sido alvo de duras críticas, não apenas de adversários políticos, mas do próprio prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes. O esfacelamento de seu principal projeto de governo, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e a explosão de violência pelas ruas do Rio, naturalmente, contribuem para o desgaste na sua imagem. Mas os problemas não param por aí. Desde 9 de setembro, Beltrame tem uma dor de cabeça a mais. O juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública, Marcelo Martins Evaristo da Silva, transformou o secretário em réu em uma ação de improbidade administrativa na qual o Ministério Público pede a devolução de quase 135 milhões de reais aos cofres públicos.
A denúncia do promotor Rogério Pacheco Alves é referente ao superfaturamento em dois contratos de aquisição e manutenção de viaturas da PM. A Secretaria de Segurança do Rio divulgou nesta sexta-feira nota à imprensa na qual afirma que "o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, está à disposição para total esclarecimento dos fatos e aguarda notificação da decisão judicial".
No primeiro acordo, de número 30/2007, o montante no momento da assinatura, de 69,8 milhões de reais, logo ganhou um aditivo e saltou para 85,2 milhões de reais. Dessa quantia, a Secretaria de Segurança desembolsou 28,4 milhões de reais para adquirir os carros, e a manutenção custou outros 56,7 milhões de reais, o que levou o MP à conclusão de que, com este valor, seria possível adquirir mais dois carros zero quilômetro. continue lendo: Revista Veja 

3 comentários:

  1. O MP ano passado já tinha feito uma senhora Denúncia contra ele. Eu mesmo li parte. Não entendo ele ainda no poder.

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    1. A Júlio Simões mudou de nome. Agora chama-se C. S. Brasil. As viaturas da PMERJ estão sempre com problemas de falta de manutenção! Elas vão para Ramos e voltam com o mesmo problema. O que está acontecendo? Tem muita coisa errada acontecendo! Com o dinheiro pago pelo Estado à referida empresa, daria para comprar uma frota nova para a Corporação. O dinheiro público está sendo desviado???

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  2. Para pagar salários dignos à tropa da PMERJ eles alegam não ter dinheiro, mas para superfaturar as viaturas tem!

    A única solução é pedir baixa da Polícia Militar, pois um mendigo ganha mais do que um Soldado da PMERJ. Moradores de rua recebem em torno de R$ 150 por dia (R$ 4.500 por mês) pedindo esmola.

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