terça-feira, 27 de outubro de 2015

Deputados questionam PM sobre gastos da Operação Verão


A Assembleia Legislativa do Estado do  Rio de Janeiro (Alerj) pedirá ao Comando da Polícia Militar informações sobre os gastos da “Operação Verão”, que visa aumentar a segurança nas orlas cariocas. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (26), após audiência dos deputados que acompanham os regimes de trabalho dos servidores de segurança pública.

De acordo com a Alerj, o objetivo da Casa é apurar informações sobre a falta de remuneração dos policiais que cumprem hora extra e trabalham na operação. O comando da PM informou que o orçamento do Estado não estipulou esses gastos.

O presidente da comissão, deputado Flávio Bolsonaro (PP), disse que recebeu reclamações de praças que não recebem o Regime Adicional de Serviço (RAS). “A recomendação do Ministério Público à PM, foi de que todo serviço extraordinário seja remunerado. Hoje, isso fica a critério do comandante de cada unidade, e muitos policiais são mobilizados durante suas folgas e não são compensados depois.” 

Já o gestor de pessoal da Coordenadoria do Programa Estadual de Integração na Segurança (CPROEIS), tenente-coronel Douglas Camargo, afirmou que os serviços-extras do RAS são divididos em dois tipos: voluntários, escolhidos semanalmente pelos próprios policiais, e compulsórios, que só ocorrem em ocasiões extraordinárias, como na Operação Verão e em eventos como Réveillon, carnaval, Rock In Rio ou as Olimpíadas.

Ainda segundo o Camargo, o procedimento padrão da PM hoje é contabilizar as horas trabalhadas a mais pelo policial em um banco de horas para que depois ele tire folgas. A escala de folga dos agentes será gerida pelo comandante de cada unidade. “O policial pode sim requerer essa folga, e a corporação tem mecanismos para fazer que o comandante cumpra sua função.”

Neste ano, a Operação Verão entrou em prática no mês de setembro e, segundo informação divulgada pela Alerj, conta com 500 policiais nos finais de semana. Os servidores têm de oito a doze horas de trabalho.

O tenente-coronel salientou que o pagamento do RAS voluntário conta com o orçamento anual do R$ 84 milhões. Porém, não existe previsão orçamentária para o RAS obrigatório.“É uma questão de gestão de recursos humanos. Se o policial não for tratado com dignidade pelo Estado, ele não dará retorno à população da forma que ela espera.”

 Na audiência, também foi apresentado um vídeo com os policiais da Operação Verão almoçando em marmitas na calçada. O deputado Bolsonaro chegou a questionar a forma como a alimentação é fornecida.

2 comentários:

  1. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    O salário do Policial Militar é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA OS BAIXOS SALÁRIOS DOS SERVIDORES MILITARES NO RIO DE JANEIRO! POLICIAL MILITAR DESMOTIVADO SIGNIFICA SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA.

    Pelo serviço que presta, um Soldado da PMERJ deveria ter ensino superior (3º Grau) completo e receber um salário de R$ 7.514,33 (sete mil, quinhentos e quatorze reais e trinta e três centavos), para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então todos que receberam promoção por tempo ate hoje deveriam perder e voltar a ser soldados.

      Excluir