segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Hospital Geral da PM sofre com falta de termômetro e refeição para pacientes

No Hospital Central da PM, no Estácio, faltam equipamentos básicos. Segundo um médico da corporação, a emergência não tem nenhum oxímetro (aparelho que mede a saturação de oxigênio), e faltam equipamentos para medir pressão e até termômetros. Na última sexta-feira, 25 pessoas — o ex-chefe do Estado-Maior Administrativo, Ricardo Pacheco, o ex-diretor de Finanças, Kleber Martins, e o ex-gestor do Fundo de Saúde da PM, Décio Almeida — foram acusados de desviar R$ 16 milhões do Fundo Único de Saúde da PM, o Fuspom.

— Faltam compressas, seringas de 3ml e até receituário no Setor de Pronto Atendimento. Tem cirurgia sendo suspensa por escassez de alguns itens. A infraestrutura também é sucateada, há setores com gambiarras em ventiladores e aparelhos de ar-condicionado que não refrigeram. E já aconteceu de ter procedimento suspenso porque o elevador não funcionava — contou o militar.

Internada após dar à luz, a mulher de um subtenente confirmou a falta de material e remédios. Lembrou que, durante seu parto, na quinta-feira, o médico precisou de um item e não obteve.

— A enfermeira teve que ir procurar e ele ficou falando que queria trabalhar e não tinha material. Faltam remédio e até açúcar para o suco. A única coisa que vejo são policiais se desdobrando para exercer funções que nem são suas — desabafou.

Sem funcionários terceirizados, policiais ajudam na alimentação dos pacientes
Outro médico do Hospital Central da PM, confirmou que há déficit de profissionais e desvio de função na unidade.

— Trabalhamos com três escalas extras, uma para emergência, uma para triagem e uma de sobreaviso. Há técnicos de enfermagem e praças tendo que cumprir escala adicional no rancho. E, para piorar, recebemos um comunicado que devemos ficar disponíveis de 21 de dezembro a 2 de janeiro. E se a minha escala de sobreaviso bater com uma da rede estadual? — questiona o médico.

No fim de semana, os policiais tiveram que se virar em mais uma função. Por falta de pagamento, funcionários da empresa terceirizada responsável pelo preparo da alimentação dos pacientes internados na unidade entraram em greve e os praças foram para o fogão.

Ao meio-dia, como a refeição ainda não havia sido distribuída, acompanhantes começaram a comprar quentinhas na rua. Era 12h30m quando os praças começaram a subir com a comida para levar para os pacientes.

— O pessoal está de greve e estamos segurando essa aí— disse um dos soldados.

2 comentários:

  1. POLICIAIS MILITARES ARRISCAM A PRÓPRIA VIDA POR MUITO POUCO

    A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.712,50 (oito mil, setecentos e doze reais e cinquenta centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.

    “POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SÓ É FEITA COM POLICIAIS BEM PAGOS” foi o que disse o então candidato ao Governo do Rio, Sérgio Cabral Filho.

    “O GOVERNANTE QUE DIZ QUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR MELHOR SEUS POLICIAIS ESTÁ MENTINDO!” (palavras de Sérgio Cabral em 2006)

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  2. Cadê o Proeis SEEDUC? Outubro e Novembro atrasados!

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