sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Presos os acusados de desviar verbas de hospitais da corporação.

Um esquema de corrupção na saúde, que envolve a antiga cúpula da Polícia Militar, foi desmantelado na manhã desta sexta-feira, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança (SSINTE/SESEG) e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar, com a prisão do coronel Ricardo Coutinho Pacheco, ex-chefe do Estado-Maior Geral Administrativo, no bairro da Taquara, na Zona Oeste. Ele, e outros oficiais, são acusados de desviar verbas de hospitais da corporação.


De acordo com a denúncia, contratos eram feitos com documentos falsos, sem licitações, entre outras irregularidades. Os policiais envolvidos recebiam de 5% a 10% de propina em cima dos valores do contrato. No total são 25 pessoas denunciadas.

Além do coronel Pacheco, mais dez PMs, uma funcionária civil da PM e nove civis foram presos. Estão envolvidos no esquema uma supervisora administrativa do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom), sete empresários, um representante comercial e um lobista. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou em inspeção em contratos por amostragem o equivalente a R$ 7,9 milhões em fraudes entre os anos de 2013 e 2014 de verbas do Fuspom.

O coronel Ricardo Coutinho autorizou a compra de 75 mil litros de ácido peracético pelo valor de R$ 4,4 milhões para o Hospital Central da Polícia Militar. No entanto, o material nunca foi entregue pela Medical West Comércio de Produtos Médico Hospitalares Ltda-Me. O oficial também recebia pagamentos de propina no Quartel-General da PM, onde às vezes dormia, e em estacionamentos de churrascarias.

As investigações apontam que a Comercial Feruma Ltda., responsável pela venda de material de rouparia para o Hospital de Niterói, recebeu R$ 2,2 milhões pelo serviço, mas só entregou 25%, o equivalente a R$ 490 mil. Outra empresa foi contratada para fornecer 200 aparelhos de ar-condicionado aos hospitais Central e de Niterói. No entanto, apenas 20 foram entregues, e com qualidade e especificações diferentes do que constavam nas notas fiscais.

Os PMs vão responder por crime de organização criminosa, crime de dispensa de licitação, crime militar de peculato e crime militar de corrupção passiva. Os outros acusados responderão por crime de organização criminosa, dispensa de licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e peculato.

6 comentários:

  1. Agora entendo porque sempre me direcionavam para a DAS e nunca me indicavam a adquirir meus medicamentos de uso contínuo através do FUSPOM. Agora entendo também porque a DIP me encaminhou para justiça ao tentar cancelar o desconto do Fundo de Saúde no contra-cheque. Todos deveriam mofar atrás das grades por no mínimo 50 anos de cadeia cumpridos integralmente.

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  2. Só falta acabar com a mafia da P1 do HCPM.

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  3. Os que mais roubam são os que menos deveriam. Muitos policiais e parentes precisando de cuidados médicos e o HPM em estado precário, caindo aos pedaços e com profissionais que "se viram" pra prestar um bom atendimento, com o pouco que tem. Estes que estão envolvidos devem mesmo pagar por seus crimes, que afetam a muitos usuários, com o rigor maior da justiça. Torço por isso.

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  4. POLICIAIS MILITARES ARRISCAM A PRÓPRIA VIDA POR MUITO POUCO

    A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.712,50 (oito mil, setecentos e doze reais e cinquenta centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.

    “POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SÓ É FEITA COM POLICIAIS BEM PAGOS” foi o que disse o então candidato ao Governo do Rio, Sérgio Cabral Filho.

    “O GOVERNANTE QUE DIZ QUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR MELHOR SEUS POLICIAIS ESTÁ MENTINDO!” (palavras de Sérgio Cabral em 2006)

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