quarta-feira, 29 de julho de 2015

Marco Prisco é reintegrado à Polícia Militar 13 anos após demissão

Deputado soldado Prisco volta a ser policial  militar


O deputado estadual Marco Prisco (PSDB) foi reintegrado ao quadro da Polícia Militar da Bahia. A decisão foi divulgada no dia 23 de julho no Boletim Geral Ostensivo da PM (BGO 134). De acordo com o Governo do Estado, a recondução de Prisco ao cargo de soldado tem caráter provisório e obedece a uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado da Bahia.

Com a decisão, a PM-BA terá que reintegrar Prisco e pagar seus soldos desde 2001. Prisco foi demitido da PM em 2002 por conta do envolvimento com um movimento de greve dos militares. Em 2014, ele voltou a liderar uma greve de PMs. 

Ele entrou com pedido de reintegração em 2010, depois de sanção da Lei da Anistia, que determina que militares punidos por participar de movimentos do tipo voltassem a ser integrados às corporações.

“A Lei de anistia reintegrou todos os militares que foram punidos por participar de movimentos por melhorias para os trabalhadores, menos eu. A Bahia foi o único Estado do Brasil que não cumpria a Lei”, afirmou Prisco em sua página do Facebook.

Em decisão unânime, o TJ-BA decidiu que o Estado devia reintegrar o deputado. O governo baiano em 2011 chegou a pedir que Prisco não fosse enquadrado na Lei da Anistia, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, indeferiu o pedido. 

Polícia faz operação para mapear rotas de fuga no morro da Covanca

A polícia fez uma operação na comunidade da Covanca, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, nesta terça-feira (28), para mapear as rotas de fuga de traficantes. Policiais vasculharam ruas, becos e vielas na tentativa de prender criminosos acusados de homicídios. Não houve confrontos na região e ninguém foi preso.

terça-feira, 28 de julho de 2015

CFS/2006 - PMERJ - ISONOMIA - DIREITO DE TODOS


Para: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Aos Excelentíssimos Deputados Estaduais, Excelentíssimos membros do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e Excelentíssimo Governador do Estado do Rio de Janeiro. 

Venho a presença de V.Exa., no sentido de apresentar solicitação relacionada ao Concurso de Formação de Sargentos/2006 (CFS/2006), como segue: 

No ano de 2006, a Polícia Militar promoveu um concurso interno para sargentos (CFS/2006). Inicialmente eram previstos 300 vagas, porém em virtude da necessidade de atender uma grande demanda relacionada a evento ímpar, de representatividade internacional (Jogos Pan-americanos), foram aproveitados todos os candidatos que atingiram a média (7,00), conforme publicação contida em BOL da PM n.º 157 – 24 agosto 2006. 

Contudo, diversas questões da prova, em especial as de nº 05, 08, 13, 16, 18, 20 constantes da prova de português e as questões de nº 27, 30, 34, 38 e 40 da prova de instrução policial, foram mal formuladas e/ou apresentaram gabarito contrário à matéria indicada no edital, acarretando a anulação das mesmas. 

Porém a PMERJ aponta que reconheceu o direito em face de ações judiciais, computando os pontos das referidas questões somente para aqueles que as pleitearam judicialmente (BOL PM n.º 031, de 23 de dezembro de 2014). 

Ressalte-se que o concurso público tem cunho constitucional e visa à escolha dos melhores candidatos para exercer as funções estatais. 

O artigo 37 da CRFB/88 elenca diversos princípios que devem ser obrigatoriamente observados pelos gestores públicos, tais como: princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 

Desse modo, a seleção pública através de um procedimento meritório permite a concretização dos referidos princípios constitucionais, adequando a administração pública à moralidade administrativa. 

Um dos princípios mais importantes do concurso público é o da isonomia entre os candidatos. Trata-se de corolário da impessoalidade. Sendo assim, não pode a Administração conferir tratamento desigual a candidatos em situação idêntica. Não pode o administrador sustentar que uma questão é nula para alguns candidatos e válida para outros, tendo por único critério o ajuizamento ou não ações judiciais. 

Ainda assim, diligenciando sobre as demandas individuais, verificou-se que diversas ações judiciais foram distribuídas para diversas varas, com magistrados distintos que, decerto, podem possuir entendimentos distintos, fato absolutamente natural no âmbito do Poder Judiciário. Todavia, ao se admitir que o efeito dessas decisões individuais permaneça apenas entre as partes que ingressaram em juízo para questioná-las, acaba por gerar violação clara ao princípio da isonomia, postulado de maior relevância para um certame público. 

Não obstante a constatação anterior, é bem verdade que não se mostra igualmente razoável que a mesma causa de pedir – erro nas questões da prova objetiva – sejam anuladas para um grupo determinado e mantidas para outros, ao sabor da sorte. 

O argumento da PMERJ no sentido de que tais questões somente são consideradas nulas para aqueles candidatos que ingressaram com demanda judicial não tem razão de ser, caracterizando verdadeira afronta ao princípio da moralidade administrativa, que deve reger todos os concursos públicos. Assim, a nulidade de qualquer questão que venha a ser declarada em juízo deve ser observada no tocante a todos os participantes do certame. 

Considerando a importância que a Segurança Pública representa perante a sociedade, sejan na preservação ordem pública, da vida e da dignidade da pessoa humana, onde a própria PMERJ, tem “O POLICIAL MILITAR COMO SEU PRINCIPAL PATRIMÔNIO”, necessário se faz o reconhecimento e pontuação de todas as questões que foram anuladas administrativamente e/ou judicialmente à todos os participantes do certame, como medida de Justiça. 

Destaca-se uma publicação em boletim interno (BOL 071 – 18 abr 2007), onde a mesma em virtude do elevado números de requerimentos e ações judiciais apresentados pelos candidatos, reconheceu após reunião extraordinária da Comissão de Exame Intelectual, a anulação da questão de n.º 13, porém deixou de agir da mesma forma com as demais questões. 

De sorte, com tal reconhecimento evita-se a disseminação de um sentimento de injustiça e quiçá inferioridade para uma parcela de Policiais Militares, (aproximadamente mil profissionais) que hoje tem, em média, 14 anos de serviço na corporação, sendo vistos como parâmetro e líderes para os novos policias. 

Ante o exposto, solicito a confirmação do computo das questões de Instrução Policial Militar de n.º 30, 34, e 38, anuladas pela Banca Examinadora, ante a falta de notícia sobre nova publicação e/ou reunião extraordinária da Comissão de Exame Intelectual, conforme procedimento adotado quando do cancelamento da questão 13 de Português, conforme BOL PM n.º 071 de abril de 2007, p.6., e por conseguinte a publicação da lista de classificação. 

Por fim, conforme já solicitado, pugna pela possibilidade de que as questões de n.º 27 e 40 de Instrução Policial Militar e de n.º 05, 08, 10, 16, 18 e 20, de Português, sejam também anuladas pela Administração, beneficiando a todos os participantes. 

Na certeza de termos nosso pleito atendido, encaminhamos este documento em folhas numeradas e assinadas por todos os cidadãos, em duas vias a serem protocoladas em seus Gabinetes. 



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Base da UPP Camarista Méier é incendiada


Criminosos fortemente armados atacaram um contêiner da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. Segundo policiais do 3º BPM (Méier), os bandidos atacaram a tiros a base da unidade e, em seguida, atearam fogo no local. 
 Devido à ação dos bandidos, o policiamento foi reforçado na comunidade conhecida como Boca do Mato, onde houve um intenso tiroteio entre policiais militares e traficantes no início da madrugada desta segunda-feira.

sábado, 25 de julho de 2015

Policial militar reage a assalto e mata bandido em Vila Valqueire



Policial Militar lotado no 7º BPM (São Gonçalo), foi abordado quando chegava em casa e retirava alguns pertences do porta-malas do seu carro. Segundo a polícia, ele percebeu a aproximação de pelo menos dois suspeitos e entrou de volta no veículo,  que possui todos os vidros com películas escuras. Sem que os bandidos pudessem enxergar a movimentação do lado de dentro, o PM sacou uma pistola e atirou contra o assaltante, após ele bater na porta com a falsa arma. Lucas morreu na hora. O tenente ainda tentou correr atrás do outro criminoso, mas ele conseguiu fugir.

O caso ocorreu por volta das 22h. De acordo com a polícia, o tenente havia acabado de sair do trabalho e estava sem a farda.
Imagens de câmeras de segurança da região já foram recolhidas e serão analisadas para tentar identificar o outro envolvido no assalto. A polícia vai verificar também se houve a participação de um terceiro bandido no crime.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Policial é morto na Zona Norte do Rio

Um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi morto a tiros, na noite desta quinta-feira, na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio. O soldado Ricardo Santos Kinupa, de 33 anos, estava em sua folga, caminhando perto de casa, quando foi alvejado. Ele foi socorrido por parentes e levado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. 

 
Segundo testemunhas, criminosos passaram em um carro atirando contra o policial. A Divisão de Homicídios está investigando o caso. Ricardo estava lotado na UPP da Mangueira. Ele já estava há quatro anos na corporação. Ricardo deixa duas filhas. Ainda não há informações sobre o enterro do policial.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PMs são sequestrados e obrigados a ficar nus após arrastão em Honório Gurgel

Dois policiais militares foram torturados na madrugada desta quinta-feira (16) na zona norte do Rio. Segundo a delegacia de Honório Gurgel (40ª DP), traficantes da comunidade da Barreirinha fizeram arrastões em Madureira.

Entre as vítimas dos roubos, estava um policial do batalhão de Copacabana (19ª BPM), que foi obrigado a ficar nu ao identificarem o uniforme da Polícia Militar escondido embaixo do banco do carro. O PM conseguiu conseguiu fugir.

O caso mais grave aconteceu com um policial militar do Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM). Um soldado estava a caminho do trabalho quando teve o veículo interceptado por três carros com sete criminosos. Vestido com calça da PM, coturno e camiseta branca, ele foi identificado como policial.

— Eles interceptaram meu carro e já saíram fortemente armados. Uns queriam me matar na hora e tinha outro que não estava a fim de me matar naquela ocasião ali.

Os criminosos queriam saber onde estava a arma do soldado. Para isso, bateram e o mandaram ficar nu. O PM foi colocado dentro de um dos carros até uma rua da região, onde foi torturado.

— Me batiam com cabo do macaco do carro. Quando paramos em uma rua, eles mandaram eu sair do carro pelado e revistaram meu carro.

Após a revista, mandaram o PM entrar no porta-malas do carro. Enquanto ele se encaminhava para o veículo, foi baleado na perna.

O PM foi resgatado por um soldado do 9º BPM e por quatro policiais do Regime Adicional de Serviço (RAS). Moradores da região ligaram para a polícia, e o grupo que estava em patrulhamento de rotina foi avisado da ocorrência. O soldado afirma que, ao chegar ao local, percebeu que a vítima estava muito ferida. O grupo trocou tiros com os criminosos antes de conseguir resgatar o soldado nu e ferido.

— Havia muitos homens armados e o policial estava ferido. Já tinham batido bastante nele.

O titular da delegacia de Honório Gurgel afirma que os criminosos já foram identificados.

— Três deles já têm a identificação completa e os outros foram identificados pelo apelido. É questão de tempo.


Cumpri minha obrigação de cidadão, diz coronel que denunciou o irmão,

O suspeito de ter atirado e matado um homem em uma estação do metrô do Rio de Janeiro na sexta-feira passada foi denunciado pelo próprio irmão à Divisão de Homicídios. Coronel da Polícia Militar, Camelo, 53 anos, reconheceu o irmão, Edvardo Camelo da Costa, 46, nas imagens das câmeras de segurança divulgadas pela polícia. A vítima do crime foi o auxiliar de serviços gerais Alexandre de Oliveira, 47 anos, assassinado pelo irmão do oficial da Polícia Militar.
Preso em 2006, o autor do crime não via o irmão policial há 20 anos. O reencontro aconteceu quando ele deixou o presídio, em março deste ano, beneficiado pela progressão de sua pena para o regime aberto. Sem emprego e sem-teto, o coronel Camelo foi resgatar o irmão na favela barreira do Vasco e lhe ofereceu trabalho.

"Ele começou a trabalhar na minha empresa de embalagens em Niterói. Dei casa mobiliada, roupa e comida. Na sexta-feira, ele saiu de manhã dizendo que ia procurar outro emprego, Chegou a me ligar às 16h, dizendo que não retornaria, porque ia trabalhar como entregador de pizza, pilotando uma moto. Mas, àquela altura, já tinha matado um inocente", desabafou o coronel em entrevista ao jornal O Globo. 

No depoimento que deu à Divisão de Homicídios, o coronel Camelo revelou detalhes das dez passagens pela polícia do irmão. Agora, o ladrão acusado de matar o auxiliar de serviços gerais está foragido. A prisão temporária de Edvardo foi expedida pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, da 16ª Vara Criminal do Rio.

"Dizer que ele não teve oportunidade é mentira. Eu o ajudei. Somos irmãos do mesmo pai e da mesma mãe. É lamentável que ele tenha tirado a vida de uma pessoa de bem de uma forma tão estúpida", desabafou. Segundo ele, o desejo agora é ver o irmão preso "porque ele é um mal pra sociedade".

Policial militar é baleado em Quintino

O subtenente da Polícia Militar, Jorge José Coimbra, de 43 anos, foi baleado durante um assalto na noite desta quarta-feira, em Quintino, na Zona Norte. Ele foi atingido no pescoço por volta das 21h30, após ser abordado por bandidos que roubaram o Siena que ele dirigia, próximo ao viaduto do bairro.

Após o assalto, o carro do PM foi encontrado em frente ao Cemitério de Inhaúma. De acordo com policiais do 3º BPM (Méier), no local os bandidos roubaram outro carro e fugiram.

O subtenente foi socorrido no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Méier, onde está internado. Ainda não informações oficiais sobre seu estado de saúde. O caso foi registrado na 24ªDP (Piedade).


segunda-feira, 13 de julho de 2015

PM morre após perder controle de viatura e capotar em São Gonçalo


Uma policial militar morreu após capotar com a viatura durante uma ação policial em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, na noite de sábado (11). Segundo o batalhão do município (7º BPM), a soldado Vanessa Oliveira, lotada no batalhão de Itaboraí (35º BPM), estava averiguando o roubo de um carro na região quando se perdeu. 
Ao entrar por engano em um dos acessos ao morro do Salgueiro, a viatura foi alvejada por criminosos e a soldado acabou perdendo o controle do veículo, que acabou capotando. Vanessa chegou a ser socorrida no Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, mas não resistiu aos ferimentos. Um outro PM, que acompanhava a soldado na ação, conseguiu escapar e foi socorrido por agentes dos dois batalhões. O caso foi registrado na delegacia de Alcântara (74ª DP).

Vanessa da Conceição de Oliveira, de 24 anos, foi enterrada no domingo, no Cemitério Parque Niterói.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

PMs do RJ deverão ter arma de uso pessoal comprada pelo estado

Agência Brasil

Os 47 mil policiais militares do Rio de Janeiro deverão ter uma arma para uso pessoal, até 2021, comprada pelo estado. É o que ficou acertado entre o governo e o Ministério Público na assinatura do termo de ajustamento de conduta (TAC). O TAC prevê um gasto de R$ 4 bilhões nos próximos seis anos e inclui ainda a aquisição de coletes de proteção e melhorias das unidades de Polícia Pacificadoras (UPP).

A promotora Gláucia Santana, titular da 6ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, detalhou alguns pontos do TAC. “O ideal é que cada policial fique vinculado a uma arma. Isso vai ajudar no controle de abusos e vai tirar do mercado arma adquirida de forma clandestina”, disse.

Sobre a compra de coletes para uso individual (hoje é coletivo), a promotora usou como justificativa a questão da higiene. “O policial vai para a rua, fica 24 horas, termina a jornada e passa o colete para frente para outro policial, sem higienização. Isso é humanamente deplorável.”

Gláucia ressaltou que uma das vantagens do TAC é evitar possíveis cortes orçamentários, pois o governador Luiz Fernando Pezão, segundo ela, garantiu que o dinheiro do acordo será o último a ser atingido, caso haja necessidade. Além disso, o valor não será descontado do orçamento anual da Polícia Militar (PM).

“Esse valor de R$ 4 bilhões não se confunde com orçamento ordinário da Polícia Militar. O que o governo tem previsto para a PM todos os anos continuará igual. O governador só fez assumir o compromisso de, além do que já estava previsto, aportar mais R$ 4 bilhões”, explicou.

Os recursos serão usados também para melhorar as condições de trabalho nas UPPs, que serão construídas em alvenaria. Elas passarão a ter internet e área de repouso mais confortável para os policiais. Está previsto ainda recurso extra para o treinamento dos PMs. De acordo com o documento assinado, o governo do estado se compromete a cumprir um cronograma de investimento: R$ 200 milhões em 2016, R$ 300 milhões em 2017 e R$ 500 milhões em 2018, totalizando R$ 1 bilhão. Os demais R$ 3 bilhões ficariam para próximo governo.

Homem é preso ao tentar subornar policiais do Bope com R$ 30 mil

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) prenderam nesta quarta-feira, no Complexo da Maré, um homem acusado de oferecer R$ 30 mil aos PMs. Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito identificado apenas como "Riba", confessou fazer parte do tráfico de drogas no conjunto de favelas e ofereceu o suborno aos policiais, sendo preso em seguida.


Presidente Dilma Rousseff sanciona lei que torna hediondo o assassinato de policiais

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que torna o assassinato de policiais um crime hediondo e qualificado. A lei que já foi publicada também se estende a familiares dos policiais. Com a nova regra, a pena para quem matar policiais pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PM diz que agentes correm risco na Maré por falta de armamento


Um policial militar, que está há seis anos na corporação e já atuou em uma comunidade pacificada no Rio, diz estar aliviado por não participar do processo de pacificação do Complexo da Maré, na zona norte do Rio. Segundo o militar, os agentes correm riscos porque faltam armamentos e munições.

— Nem sempre o fuzil do policial funciona. Não tem carregador com munição sobressalente. Se você pedir mais um carregador, eles torcem a cara.

Na entrada da Vila do João, os policiais ficam posicionados atrás da viatura para se proteger de um possível ataque. Para o policial, não será fácil o patrulhamento na comunidade.

— Muita gente vai se machucar lá. A não ser que dance conforme a música. O que é dançar conforme a música? Fica paradinho ali na entrada da favela e deixa o tráfico lá dentro rolar a vontade.

Ainda de acordo com o policial, o treinamento para os novos agentes de UPP  é falho.

— Os instrutores, eles dão até a vida para treinar a gente. Só que não há meios e nem tempo lá dentro. É igual fábrica de biscoito: eles querem formar e botar para fora.

Para ocupar a região na última terça (30), foram deslocados mais de 1.500 PMS, um efetivo bem menor do que o usado pelas Forças Armadas. No mesmo dia da ocupação, gravações feitas por policiais registraram o momento em que parte da tropa da PM bateu de frente com um comboio de bandidos ao chegar à comunidade.

Valor da refeição do policial civil é menor do que a do preso

Doze reais. Esse é o valor diário que os policiais civis do Estado do Rio recebem de auxílio-alimentação.
O valor, que não é reajustado desde julho de 2011, é insuficiente para pagar o almoço dos agentes, principalmente daqueles lotados em delegacias da Zona Sul e do Centro da capital, conforme uma pesquisa feita pelo jornal Extra em restaurantes nas imediações. Enquanto isso, os suspeitos de crimes que são presos e mantidos temporariamente nas delegacias — até que sejam transferidos para presídios — têm direito a café da manhã, almoço e jantar custeados integralmente pelo estado, que não limita o valor que deve ser gasto com cada refeição.
— Na hora do almoço, temos que procurar o lugar mais barato, porque na Zona Sul é tudo caro. Mas, se um preso chega à noite, por exemplo, temos que comprar o jantar onde for possível. Não há um limite de gasto neste caso. A única exigência é que o estabelecimento aceite o cartão da delegacia destinado às refeições dos presos — contou um policial, que pediu para não ser identificado, acrescentando que, no Leblon, cada agente paga, no mínimo, entre R$ 21 e R$ 23 por refeição.

A Polícia Civil confirmou que, desde 2013, as delegacias têm um cartão corporativo para fornecer café da manhã, almoço e jantar aos presos que aguardam transferências para o sistema penitenciário. Em nota, a Polícia Civil confirmou que não há um valor previamente definido para o gasto individual. O órgão informou que deposita de R$ 200 a mil reais nos cartões das delegacias, mas admitiu que o repasse pode ser maior, caso haja necessidade.

Na delegacia de Botafogo, um inspetor explicou que nos arredores da distrital, o prato mais barato custa R$ 19, incluindo um copo d’água.

— Aqui até pé-sujo é caro. Comer no shopping, por exemplo, é impossível — disse o agente que preferiu o anonimato, acrescentando que o cartão corporativo não é aceito em todos os estabelecimentos, dificultando a compra de comida em locais mais baratos.

domingo, 5 de julho de 2015

Menores são divididos por facções criminosas no Degase

Na semana em que a Câmara dos Deputados aprovou a redução da maioridade penal, agentes que trabalham nas instituições do Rio relataram problemas na entrada dos adolescentes no sistema. Para garantir a segurança dos internos, a rotina de atividades nas instituições precisou ser modificada nos últimos meses, com a adoção de sistema de revezamento para as refeições.


No Centro Dom Bosco, na Ilha do Governador, dos 47 alojamentos, 43 são ocupados pelo Comando Vermelho (CV). Os demais são destinados ao Terceiro Comando (TC), ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ao Amigos dos Amigos (ADA). “Quando o menor é enviado para a unidade, é submetido a uma série de perguntas. Uma delas é sobre qual facção pertence”, contou um agente.

DIVISÃO 
Segundo o presidente do Sind-Degase, João Luiz Pereira Rodrigues, a divisão dos internos é uma forma de garantir a segurança dos adolescentes. “Se misturar, pode dar até morte entre eles”, ressaltou. Neste ano, dois menores foram mortos na unidade de internação Escola João Luiz Alves, na Ilha, durante uma briga entre facções. No ano passado, dois adolescentes também morreram no Dom Bosco pelo mesmo motivo.
No Educandário Santo Expedito, em Bangu, os horários das atividades e das refeições tiveram que ser modificados para evitar brigas entre grupos rivais. O almoço é servido em esquema de revezamento entre cinco grupos. O jantar também teve alteração. “A janta é servida somente até 18h, antes de escurecer. Não dá para ficar com eles no refeitório durante a noite porque sempre tem confusão”, explicou um servidor.

A saída para a escola e para atividades na quadra também segue um revezamento. “O CV sempre tem que ir sozinho. Se eles encontram com alguém de outra facção no caminho, tem cusparada, xingamento e até ameaça de morte”, completou o agente.

Em nota, a direção do Degase não admite a repartição por facções. O Departamento alega que a divisão dos jovens é feita de acordo com a localidade de moradia, a idade e a gravidade do ato infracional.

Julgamentos e castigos físicos

Nos alojamentos, as regras são ditadas pelos menores. Ao fim das visitas, aos sábados, é feito um julgamento coletivo. Nessas ocasiões, por exemplo, eles descobrem se o adolescente mentiu para a facção. “Ficam rondando as famílias dos mais novos. Se descobrirem mentiras, tem o julgamento”, contou um servidor.

Segundo os agentes, cada alojamento tem o seu líder, chamado de “mais velho”. É ele quem comanda o julgamento. “Primeiro, eles contam o que ocorreu. Então, cada um do alojamento vota pela penalidade, que pode ser a melhor ou a pior forma”, completou.

A melhor forma é a transferência da cela. E a pior é o castigo físico. Para o especialista em Direitos Humanos Pedro Strozenberg, a divisão no Degase dos menores por facções reafirma o clima de violência. “Eles saem de uma rotina de crime lá fora e encontram o mesmo cenário nas instituições”, comparou.

As Forças Armadas saem do Complexo da Maré e é substituída por um contingente muito menor da polícia militar


Não pegou bem a comemoração efusiva, vista pelas janelas dos ônibus, dos homens do Exército e da Marinha deixando o front 
Oque parece? Time de futebol comemorando campeonato, com homens gritando, sorrindo, erguendo punhos cerrados. O que é de fato? São tropas do Exército e da Marinha deixando o Complexo da Maré, na Zona Norte, após um ano e três meses de vigilância, com problemas, mortes, tiroteios e, enfim, enfrentamentos com as facções criminosas que teimam em permanecer no local, um complexo gigantesco que reúne nada menos que dezesseis favelas. A cena — se não chocante, ao menos constrangedora (como se os militares comemorassem a despedida de lá) — deu-se na terça-feira (30). Era mesmo o prazo, previamente estabelecido, para as Forças Armadas deixarem de atuar ali. Agora aqueles 3 000 soldados serão substituídos pela Polícia Militar do Estado do Rio. com um efetivo significativamente menor: cerca de 400 homens. 
Sabe-se desde o início do processo de implementação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) quão estratégica é a tomada da Maré. E, nesse sentido, a redução do efetivo não foi boa notícia para a cidade. Diminui a estrutura, retrocede-se no número do contingente, e o próprio secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, admite que. daqui para a frente, só haverá "'cerco e operações pontuais" naquela área. Enquanto ali estiveram, os praças e oficiais do Exército e da Marinha efetuaram 674 prisões c 1 356 apreensões de drogas, armas, munição e veículos roubados. E o número de homicídios havia caído, em um ano, para um quarto das ocorrências. Antes de partirem, as tropas repassaram à PM nomes, apelidos e dados sobre o poder bélico dos traficantes, além de vídeos que mostram o vaivém dos bandidos. Trata-se de um claro sinal de que ainda há muito que fazer por ali.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Exército e Marinha entregam ao estado dossiê sobre o tráfico no Complexo da Maré


Depois de ocuparem por um ano e três meses o Complexo da Maré, o Exército e a Marinha repassaram às forças de segurança do estado, que assumiram a região na terça-feira, um conjunto de informações de inteligência sobre a ação de criminosos nas favelas da área. Os dados incluem nomes e apelidos dos principais chefes do tráfico, seu poder bélico e rotas de fugas mais utilizadas. Há também vídeos gravados no complexo.

Um dado que chama a atenção no material é a quantidade de jovens — muitos sem qualquer passagem pela polícia — envolvidos com o tráfico. De abril de 2014 até o mesmo mês deste ano, as Forças Armadas identificaram e detiveram mais de 250 adolescentes suspeitos de participação na venda de drogas na Maré.

MAIS DE 670 PRISÕES

Um balanço parcial das operações do Exército e da Marinha mostra ainda que, em mais de 83 mil ações, os militares efetuaram 674 prisões e 1.356 apreensões de drogas, armas, munição e veículos, entre outros itens. Antes de abril de 2014, a taxa anual de homicídios na área ocupada era de 21,29 mortes por cem mil habitantes ao ano, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Após a ocupação, a taxa caiu para 5,33.

Na madrugada do último dia 14 de junho, uma equipe das forças especiais da Marinha e do Exército fez uma operação na Maré para prender um importante chefe do tráfico. Material da ação, que foi toda filmada com câmeras de infravermelho de alta precisão, por militares em terra e num helicóptero. Apenas 12 homens participaram da incursão, na qual foram usados dois veículos blindados. Em poucos minutos e sem qualquer disparo, o traficante foi capturado.

Na quarta-feira, um dia após as Forças Armadas deixarem a região, 80 PMs fizeram operações em oito favelas do complexo. Quatro suspeitos de envolvimento com o tráfico foram presos. Também foram apreendidos seis motos, três carros, 700 pinos de cocaína e 226 trouxinhas de maconha, além de dez quilos da droga.

A PM está nos acessos às comunidades e fará ações pontuais para apreender armas e drogas, até que as quatro UPPs previstas para a região sejam inauguradas no ano que vem. Segundo o governador Luiz Fernando Pezão, o esquema da ocupação da Maré ainda está sendo discutido.

— Estamos desapropriando terrenos e fazendo as bases para as UPPs. Vamos contratar mais seis mil policiais no próximo concurso. Colocar mais policiais não só na Maré, como em outros lugares. Não tem policial na prateleira. A gente tem que formar cada vez mais, com mais acesso à tecnologia, à informação e dando condições de trabalho — disse, acrescentando que amanhã serão licitadas as obras para a construção da base do Comando de Operações Especiais (que integrará Bope, Choque e o Batalhão de Ação com Cães) num antigo quartel do Exército na Maré.

A seleção de novos PMs está sendo feita. Depois, os aprovados vão passar pelo curso de formação de soldados, que dura um ano.

Polícia prende em hospital suspeito de matar PM


Agentes da Divisão de Homicídio da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam na quinta-feira (2), Flávio Clayton Moraes da Costa, de 22 anos, suspeito de matar e roubar a moto do PM Alexsandro Mendes dos Santos, de 33 anos, na noite de terça-feira (30), no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado Guilherme Turl, o suspeito estava no Hospital Salgado Filho, no Méier, no Subúrbio do Rio. Ele vai ser autuado por latrocínio, que é roubo seguido de morte.
O policial estava de moto, na Avenida Getúlio de Moura, que fica entre o Centro e o bairro Vila Tiradentes, quando suspeitos chegaram num carro e o abordaram. Houve troca de tiros e um dos suspeitos foi baleado.
Policiais do 21º BPM (São João de Meriti) informaram que os criminosos dispararam contra o peito do soldado e fugiram com a moto dele. A vítima chegou a ser socorrida e levada para um posto de atendimento médico, mas não resistiu.
Policiais militares encontraram a moto do PM a menos de um quilômetro do local do crime. O caso foi inicialmente registrado na delegacia da cidade e depois transferido para a DHBF.