sábado, 29 de agosto de 2015

Beltrame autoriza PM a usar touca ninja"


Agência Brasil


As tropas especiais da Polícia Militar Rio de Janeiro receberam o aval do secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, para utilizar a balaclava, um gorro especial parecido com a touca ninja, em operações específicas como operações de resgate de reféns e em eventos como as manifestações populares.

O secretário afirmou que a resolução assinada por ele é uma limitação ao uso da balaclava como equipamento de proteção individual, e não pode ser utilizada de qualquer forma. “A balaclava é um equipamento necessário a determinadas atividades policiais e sua utilização deverá ser justificada pelo comandante da unidade. Não poderá ser um equipamento que simplesmente encubra o rosto de alguém.”

A Polícia Militar informou, em nota, que o uso do equipamento será permitido para proteção individual do policial contra "objetos cortantes, fragmentos de rojões, resíduos de gás e até fogo".

A resolução, publicada nesta sexta-feira (28), autoriza a utilização da balaclava como equipamento de proteção individual ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope); Batalhão de Polícia de Choque; Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Grupamento Aeromóvel (GAM).

O Bope poderá utilizá-la em alternativas táticas que envolvam resgate de reféns ou em ocorrências de interesse similar. A tropa de choque poderá utilizar o equipamento em ações de “controle de distúrbios civis”, como atos, protestos ou grandes eventos. Quando o BAC estiver operando em apoio ao Bope, o uso do gorro também passa a ser permitido. Além disso, os tripulantes e pilotos do Grupamento Aeromóvel poderão utilizar o gorro em todas as operações aéreas e de apoio.

O especialista em segurança pública e ex-capitão do Bope, Paulo Storani, disse que a balaclava tem a função de proteger a identidade do policial militar e, também, de diminuir a parte do corpo exposta, como o rosto e o pescoço. “Muitas vezes, fragmentos de um disparo podem, em razão da proximidade dos policiais ou dos integrantes de uma tropa de intervenção tática, atingir ou entrar na roupa do policial. Então, a balaclava tem uma função protetora.”

Além disso, em situações de frio intenso a balaclava é uma necessidade. “Em meados dos anos 90, nas buscas pelos irmãos necrófilos em uma área rural Nova Friburgo [região serrana do Rio] durante o inverno,a gente fazia patrulhas noturnas e durante a madrugada. Então era um frio intenso e era necessário o uso do equipamento.”

Storani acredita que a decisão da medida assinada  pelo secretário de Segurança foi o que ele chamou das peculiaridades dos confrontos no Rio de Janeiro, nas quais, às vezes, o policial mora no bairro onde a operação está ocorrendo. “Nesses casos, é necessário o uso da balaclava para proteger a identidade desse policial que mora no bairro, até porque, muitas das vezes, o policial conhece a área que ele está atuando, então você precisa do conhecimento desse policial.”

O especialista alertou para a necessidade de fiscalização do uso desse equipamento porque pode haver o desvio da finalidade da balaclava. “Naturalmente, houve um uso que extrapolou a sua finalidade simplesmente para não permitir a identificação do policial. Houve alguns usos inadequados, divergentes das próprias normas. Então, tem o momento certo de ser usado, na forma devida e dentro de condições que justificam o seu uso”, avaliou Storani.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Militares dançam funk com armas e são expulsos do Exército


Vídeo que circula pelas redes sociais mostra agentes do Exército Brasileiro dançando funk enquanto engatilham armas. Os militares faziam parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda - responsável pela segurança presidencial. Apesar de ter se popularizado nos últimos dias, a gravação foi feita em 2014, em Brasília e, segundo o Exército, os agentes já foram expulsos da entidade. No ritmo da música, as munições caíam sobre o gramado enquanto os homens engatilhavam as armas e dançavam. Em nota, o Exército Brasileiro afirmou que "o comando da unidade, ao tomar conhecimento do ocorrido, abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e, após conceder o direito da ampla defesa e contraditório, os envolvidos foram excluídos das fileiras do Exército, a bem da disciplina, devido a gravidade de seus atos, de acordo com a legislação vigente".

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PMs do 12º BPM são investigados por arrastão em Maricá

JORNAL O FLUMINENSE

Policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados na 4ª Companhia de Maricá estão sendo investigados por assaltos em série no bairro de Inoã, ocorridos em janeiro deste ano. Segundo informações da Corregedoria da PM, dois tenentes – sendo um deles o subcomandante da companhia, usando armas da corporação e um carro com a placa coberta, são acusados de render nove pessoas durante um arrastão no dia 11 de janeiro. Presos desde julho, eles respondem por roubo na 8ª Vara Criminal de Maricá, que decidiu mantê-los na cadeia até a próxima audiência, prevista para o dia 2 de setembro. 

Além disso, outros seis PMs que teriam acobertado os oficiais estão envolvidos no Inquérito e foram submetidos ao Conselho de Disciplina (CD) e indiciados para responder ao processo na Justiça Militar. O inquérito aponta que 20 dias depois do arrastão, os policiais militares teriam flagrado um dos tenentes em um carro roubado com dois celulares de vítimas, mas não teriam registrado a ocorrência.

Os oito PMs investigados respondem na Justiça Militar pelos crimes de prevaricação, ocultação de provas e falsidade ideológica e também por sumiço de provas. No dia do crime, segundo informações da Polícia Militar, os oficiais teriam roubado mochilas, celulares e pertences pessoais das vítimas. 

Em nota, por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Militar disse que “o Comando da Corporação, através da Corregedoria Interna da PM, em uma ação correcional proativa e transparente, instaurou inquérito policial militar para apurar as denúncias. O Inquérito foi concluído, dentro do prazo legal, e foi constatado que houve indícios de crime militar”. 
A corporação diz ainda que os dois oficiais envolvidos estão presos, e respondem a um Conselho de Justificação (CJ). Caso comprovados os crimes, todos os envolvidos poderão ser excluídos da corporação. 

Já o Ministério Público informou que vai oferecer a denúncia nos próximos dias. Além disso, o MP ressaltou que já existe processo na Justiça Criminal comum, pelo qual eles estão presos, e que se refere especificamente aos crimes de roubo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Agente penitenciário que trabalhava na Alerj é assassinado em Brás de Pìna

Lotado no gabinete da presidência da assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o agente penitenciário Luiz Rogaciano Pinheiro Cutalo, de 56 anos, foi assassinado com pelo menos oito tiros, nesta segunda-feira, na Zona Norte do Rio. Cutalo dirigia um Corsa, quando um homem com uma motocicleta emparelhou com seu veículo na esquina da Avenida Brás de Pina com Rua Criciúma, no bairro de Brás de Pina.

Em seguida, o motoqueiro disparou um tiro. Mesmo ferida, a vítima ainda desceu do carro e foi atingida por outros disparos, morrendo no local. O assassino conseguiu fugir.

Uma pistola calibre 380 foi encontrada no carro do agente penitenciário. Uma pistola calibre 380 foi encontrada no carro do agente penitenciário.
Dentro do Corsa, agentes da Divisão de Homicídios(DH) encontraram uma pistola calibre 380. O veículo foi levado para a DH para ser periciado. De acordo com o delegado André Leiras, da DH, policiais da especializada tentam localizar câmeras que possam ter flagrado o assassinato.

A assessoria da Alerj confirmou que Rogaciano trabalhava como assessor no gabinete do presidente Jorge Picciani, há pelo menos dois anos. No entanto, negou que o agente fosse segurança da família Picciani.

Tribunal de Justiça do Rio aprova projeto piloto para audiências de custódia


O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio aprovou, nesta segunda-feira, a resolução que dispõe sobre a implantação do projeto piloto das audiências de custódia. O programa, cujo objetivo é acelerar a apresentação do preso a um juiz nos casos de prisões em flagrante, vai funcionar inicialmente apenas na Comarca da Capital.

O procedimento, que começou neste ano e existe em 15 estados, faz com que o detido seja apresentado a um magistrado em até 24 horas, para que seja apurada a necessidade da reclusão e quais serão as medidas em cada caso. O objetivo da medida é combater a tortura, diminuir o número de prisões desnecessárias, além de verificar se há necessidade de prisão domiciliar em casos como os de doentes terminais.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Policial é morto a tiros na praia da Reserva

Um Policial Militar foi morto na tarde desta quinta-feira (20) na praia da reserva localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O cabo Carlos Eduardo Conceição Dias, o Eduardinho, foi baleado por dois homens próximo ao quiosque do pesqueiro. Ele seria genro do miliciano Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batman.

Policial desaparecido na Baixada Fluminense é encontrado


O policial militar Mauro Jorge da Silva Cecílio, de 34 anos, foi encontrado na rodovia Presidente Dutra na noite do dia 18 (terça-feira). O PM estava desaparecido desde o dia 11 de agosto.

Ele foi levado para o Batalhão de Olaria (16º BPM). Até a presente data não há informações  sobre as circunstâncias e o motivo do seu desaparecimento.

PM investiga oficiais por rombo mensal de R$ 450 mil em conta-fantasma

A Corregedoria da Polícia Militar do Rio investiga um esquema de corrupção em contas da corporação que não são fiscalizadas por auditores da Secretaria estadual de Fazenda. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto na semana passada com base numa informação anônima recebida pelo Ministério Público. Segundo a denúncia,  três oficiais lotados no QG — um coronel, um tenente-coronel e uma major, todos lotados na diretoria de finanças da corporação — embolsariam pelo menos R$ 450 mil por mês. A quantia é referente aos rendimentos da conta do Fundo de Saúde da PM (Fuspom), onde o governo federal deposita cerca de R$ 30 milhões por mês.
O esquema só é possível porque a conta não está adequada ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) e, por isso, nenhuma movimentação bancária passa pelo crivo de auditores fiscais. Assim, os juros gerados pelos rendimentos feitos automaticamente pelo banco não são detectados pela Secretaria de Fazenda nem aparecem nos balanços de entradas e saídas de dinheiro do fundo. O Siafem foi regulamentado no Rio em 2001.

Os investigadores, agora, deverão apurar como a quantia é retirada da conta e se há a participação no esquema de funcionários da Secretaria de Fazenda e do Bradesco, onde a conta foi aberta. Outro objetivo do IPM é identificar se outras contas da corporação também ficam de fora da fiscalização.
O Fuspom, que recebe contribuições mensais de toda a tropa e repasses dos governos estadual e federal, já é alvo de uma investigação da Corregedoria e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Os investigadores detectaram fraudes em compras, sem licitação, de produtos hospitalares. A aquisição que motivou a abertura da investigação foi a de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital Central da PM. O produto nunca foi entregue, mas custou mais de R$ 4 milhões à corporação. Em 2014, o Fuspom recebeu o total de R$ 77.362.008,85 de repasses dos governos estadual e federal e da contribuição da tropa.

As investigações sobre o esquema, que também passa pelo Hospital da PM de Niterói, estão em fase final. Em breve, o MP vai enviar a denúncia à Justiça. Estão na mira uma série de oficiais da cúpula da corporação.

domingo, 16 de agosto de 2015

POLICIAL MILITAR DESAPARECE EM NOVA IGUAÇU


O cabo Mauro Jorge da Silva Cecílio, de 34 anos, do 16º BPM (Olaria), desapareceu na última terça-feira, à noite, após deixar o CIEP Moacyr Jose Pereira Gerk, onde trabalhava no Ambaí, em Nova Iguaçu. Na ocasião, ele prestava serviço pelo Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). O carro do PM, um Renault Clio 2006, também não foi encontrado. 
O caso está registrado na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), na Cidade da Polícia, entretanto a investigação vai caber à Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). 
A mulher do PM, Pamela Silva, que também é policial lotada no 16º BPM, disse que a última vez que entrou em contato com ele foi na madrugada de terça-feira. — Foi um dia normal, ele estava na nossa casa, em Belford Roxo e saiu às 15h para ir para lá. Largou 23h e meia-noite me ligou para dizer que já estava voltando. Depois, vendo que ele não chegava, comecei a ligar: chamava e não atendia até quarta-feira. Na quinta, já dava como desligado — disse.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Cúpula da maior facção do Rio é presa com armamento de guerra


O traficante Ricardo Chaves de Castro Lima, mais conhecido como Fu da Mineira, foi preso na manhã desta terça-feira durante operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio. Fu era rival do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, que morreu no último sábado durante ação policial. Fu da Mineira era procurado e por sua captura era oferecida recompensa de R$ 10 mil.
A operação do Bope ainda conseguiu prender Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, primo de Fu. Os dois fugiram do presídio de Porto Velho, em Rondônia, em agosto de 2013 ao receber o mesmo benefício de progressão de regime. O Portal dos Procurados também oferecia R$ 10 mil por sua captura. Os criminosos estão na 39ª DP (Pavuna).
Outras quatros pessoas foram presas na ação: Eduardo Luis Paixão, conhecido como “2D”, e outros três traficantes. Com eles os policiais apreenderam armas, incluindo uma ponto 50.



Agentes do COE (Comando de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio de Janeiro apreenderam armamento de guerra na manhã desta terça-feira (11) durante operação no Complexo do Chapadão que terminou com a prisão dos seis principais nomes da maior facção criminosa do Estado. Para o coronel Frederico Caldas, chefe da área de Comunicação Social da PM, é fundamental que os traficantes sejam levados para presídios para fora do Estado.



Entre as armas apreendidas, estava um fuzil calibre .50. O armamento é capaz de derrubar uma aeronave. Segundo Renê Alonso, coronel do COE, o poder da arma é muito grande.
— É projetado para romper blindagens e até paredes de concreto. É capaz de desintegrar o corpo de uma pessoa.


O coronel Renê Alonso também diz que o fuzil é fabricado foram do País.
— (O fuzil) Tem alta capacidade destrutiva e consegue atingir um alvo a 5 km de distância. Não são fabricados no Brasil. Provavelmente, é fruto de contrabando. É uma arma com controle de venda restrito, é de difícil aquisição até para forças militares

Bope prende traficante Fu da Mineira


Dois dos traficantes mais procurados do Rio foram presos na terça-feira, durante operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Costa Barros. Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu da Mineira, e Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, foram localizados pelos policiais no Morro do Chapadão. O Disque-Denúncia oferecia R$ 10 mil por informações sobre o paradeiros dos criminosos, que eram inimigos de Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, morto no último sábado.Além de Claudinho e Fu, os policiais prenderam mais quatro traficantes, entre eles, César Augusto Alta de Araújo, o PQD, e Robson Aguiar de Oliveira, o Binho do Engenho. Segundo informações da polícia, os criminosos estavam num terraço quando o Bope, por volta das 5h, chegou com dois blindados. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. Com os traficantes foram apreendidos quatro fuzis, uma ponto 50 e munições.

Fu estava foragido do sistema penal desde 2013, quando recebeu o benefício de redução de pena. Procurado também há dois anos, Claudinho cumpria pena em Rondônia. Ele foi beneficiado com a progressão de regime para o semiaberto, podendo ir visitar seus familiares por sete dias. Mas desde então não havia retornado para o presídio. Os criminosos foram encaminhados para a 39ªDP (Pavuna).

domingo, 9 de agosto de 2015

Tio diz que o traficante Playboy foi executado: ‘A família vai entrar com uma ação contra o Estado’


Inconformado com a morte, Cosme Pinheiro,  tio do traficante, acusa a polícia de ter executado o sobrinho.

- Ele se rendeu, tinha opção de ser preso ou morto. Escolheu ser preso, mas foi assassinado. Era criminoso? Era. Mas tinha o direito de continuar vivo e pagar pelo crime. A polícia foi lá para matar. A família vai entrar com uma ação contra o Estado porque ele foi executado - afirma o comerciante, apontando qualidades do bandido: - Ele não era covarde, tinha o coração bom, ajudava a comunidade, dava cesta básica, remédio, fazia Natal na comunidade. Era uma pessoa que tinha um lado ruim, sim, mas tinha um lado bom. As pessoas só veem o lado ruim, criminoso. Mas criminoso tem família, filhos.

Paulo Mota, que se identificou como advogado da família, alertou:

- A execução tem que ser investigada.

- Foi covardia o que fizeram com ele. A família já temia que o fim fosse esse, mas preferíamos que fosse preso do que morto. A família é toda de bem, todos trabalham. Só ele caiu nesse mundo do crime por más companhias na adolescência. Sabíamos que ele fazia coisa errada, mas isso ganhou mais repercussão com a mídia.

sábado, 8 de agosto de 2015

Traficante Playboy é morto em operação no Morro da Pedreira


O traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, foi morto em numa operação do Core no Morro da Pedreira, na tarde deste sábado. Segundo as primeiras informações, o chefe do tráfico do Morro da Pedreira estaria na casa da namorada quando a polícia chegou. Ele foi levado para o Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, mas não teria resistido aos ferimentos.
Imagem mostra o traficante ferido sendo levado para o hospital, em um caveirão. Segundo a polícia, ele foi socorrido ainda com vida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

MP denuncia ex-oficial de Comando de Operações da PM


O Ministério Público (MP) do Rio ofereceu denúncia nesta terça-feira (4) contra o ex-comandante do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, pelo crime de lavagem de dinheiro.

Após denúncia do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, agentes da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Estado de Segurança e da Corregedoria da Policia Militar cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em sete endereçõs do Rio, na "Operação Profilaxia".

Mãe e irmã denunciadas
Além de Fontenelle, preso na Operação Amigos S.A, foram denunciados também o ex-subcomandante do 14º BPM (Bangu), major Carlos Alexandre de Jesus Lucas; o ex-chefe da P2 do 14º BPM, capitão Walter Colchone Netto; o ex-coordenador operacional do 14º BPM, major Edson Alexandre Pinto de Góes; e as advogadas Maria Mércia Fontenelle de Oliveira e Maria Paula Fontenelle de Oliveira, respectivamente mãe e irmã do coronel Fontenelle.

De acordo com a denúncia, o coronel Fontenelle é o real proprietário de dois apartamentos registrados em nomes de terceiros e de uma casa em área nobre de Búzios, na Região dos Lagos. O primeiro apartamento, localizado no Grajaú, foi registrado no nome da irmã, Maria Paula, com 200 metros quadrados, avaliado em R$ 995 mil; o segundo, uma cobertura em Jacarepaguá, registrado nos nomes da mãe, do major Lucas e do capitão Colchone, no valor de R$ 750 mil, tem 300 metros quadrados.  As escrituras dos dois apartamentos foram feitas na mesma data, à época em que os oficiais atuavam no 14° BPM.  Além dos dois imóveis, Fontenelle também adquiriu no mesmo período um veículo Toyota Corolla.

No curso das investigações, R$ 287,6 mil em espécie foram apreendidos na residência do major Edson. O dinheiro estava acondicionado em sacos plásticos, em maços de R$ 5 mil, e escondido no interior de um armário. Também foram encontrados 400 euros, joias em ouro e um bilhete manuscrito, que demonstrava uma divisão de quantias em dinheiro entre coronel Alexandre, major Edson e capitão Colchone.

Ainda segundo a denúncia, Fontenelle incorreu no crime de lavagem de dinheiro três vezes e pode pegar pena de reclusão entre três e dez anos, por cada incidência, mais multa.

Também foram encaminhadas cópias dos autos para a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, para que se apure crime de improbidade administrativa por incompatibilidade patrimonial.

PMs soltos
A Operação Amigos S.A. foi deflagrada no dia 15 de setembro de 2014. Foram denunciados pelo crime de associação criminosa armada 26 policiais militares do 14° BPM, dentre eles, seis oficiais que integraram o Estado-Maior do batalhão. Um mototaxista que fazia parte do esquema de arrecadação de propina também foi preso. A quadrilha exigia pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão. O processo tramita na 1ª Vara Criminal de Bangu.

Em dezembro, após 42 policiais serem presos entre setembro e outubro, 20 deles foram soltos, beneficiados por um habeas corpus. Fontenelle foi um dos beneficiados, juntamente com o ex-comandante do o 17ª BPM (Ilha do Governador), Dayzer Corpas Maciel.

TJ-RJ derruba contribuição a fundo de saúde

Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) derrubou a contribuição obrigatória para fundo de saúde de policiais militares e bombeiros. O TJ determinou que a assistência médico-hospitalar deve ser prestada aos membros dessas corporações e a seus familiares, independentemente da contraprestação de qualquer contribuição.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Deputado dá entrada em ação para garantir vaga de candidatos em seleção interna da PM

Policiais militares que participaram do concurso interno da corporação para a formação de sargentos, em 2006, podem conseguir a aprovação na Justiça. O processo seletivo interno rendeu à corporação uma enxurrada de ações de PMs que apontam uma série de supostas irregularidades, como a anulação de questões nas esferas administrativa e judicial, sem que todos os candidatos fossem reclassificados de acordo com o novo gabarito.

Na última quarta-feira, o deputado Flávio Bolsonaro (PP) ajuizou uma ação popular contra o Estado para que os PMs que participaram do concurso sejam promovidos, caso a Polícia Militar tenha negligenciado a organização da seleção. “Houve desorganização e confusão devido à falta de transparência. Segundo vários PMs, questões foram anuladas, e não houve reclassificação”, disse.

Na ação, o deputado pede que a PM divulgue a lista de classificação atualizada, considerando as questões anuladas, e promova os que foram prejudicados, caso se confirme que houve erros.